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Em relação à identidade de gênero, o termo transgênero é considerado “guarda-chuva” porque abrange várias identidades diversas da cisgeneridade, incluindo pessoas transexuais, não-binárias, de gênero fluido e travestis.
O que significa o termo transgênero e quais identidades ele abrange?
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Aprendendo Através de Exercícios

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

O termo transgênero refere-se a pessoas cuja identidade de gênero difere do sexo que lhes foi atribuído no nascimento. É considerado um termo “guarda-chuva” porque engloba diversas identidades que não se enquadram na cisgeneridade (quando a identidade de gênero corresponde ao sexo biológico). As identidades abrangidas pelo termo transgênero incluem: - Pessoas transexuais: que fazem ou desejam fazer a transição social, hormonal ou cirúrgica para o gênero com o qual se identificam. - Pessoas não-binárias: que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher. - Pessoas de gênero fluido: cuja identidade de gênero varia ao longo do tempo. - Travestis: especialmente no contexto brasileiro, pessoas que assumem uma expressão de gênero feminina, mas que podem ou não se identificar como mulheres. Em resumo, transgênero é um termo amplo que reconhece a diversidade das experiências e identidades de gênero que fogem da cisgeneridade.

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Vimos um breve histórico de como as instituições policiais foram utilizadas para perseguir as pessoas LGBTQIA+ no Brasil. Como você imagina que esse dado histórico impactou a imagem que essas pessoas têm da polícia? Uma pesquisa realizada pela organização de Mídia Gênero e Número, que atua na intersecção da pesquisa, do jornalismo de dados e do debate sobre gênero e direitos das mulheres no Brasil, intitulada “Violência contra pessoas LGBTs+ nos contextos eleitoral e pós-eleitoral”, mostrou o aumento da percepção da violência pela população LGBT+ a partir de 2018 . Na pesquisa aponta-se que os dados sobre violência de pessoas GBTQIA+ no Brasil, quando existem, ainda padecem de acentuada subnotificação em razão das situações de violência que são registradas e noticiadas sem indicar sua natureza LGBTfóbica e/ou em função da grande quantidade de casos que sequer chegam a público: 92,5% consideraram que as violências contra pessoas LGBT+ aumentaram durante as eleições, no segundo semestre de 2018. Dentre elas, 80% afirmaram que a violência aumentou muito e 12,5% perceberam que a violência aumentou , pouco; 87% dos respondentes afirmaram ter tomado conhecimento de violências cometidas contra conhecido ou pessoa próxima LGBT+ e, dessa amostra, 83% alegaram que as pessoas próximas LGBT+ estavam relacionadas ao contexto eleitoral de 2018; 95,5% afirmaram existir um clima de escalada de violência contra pessoas LGBT+ ao longo do segundo semestre de 2018 e nas primeiras semanas de 2019; 51% das pessoas LGBT+ consultadas responderam ter sofrido algum tipo de violência motivada por sua orientação sexual e/ou identidade de gênero durante as eleições de 2018, sendo esta percepção variável entre os segmentos da população LGBT+: no caso dos homens trans, 75% afirmam que sofreram algum tipo de violência e no caso de pessoas não-binárias, 83%. Dos 51% de pessoas consultadas que responderam ter sofrido algum tipo de violência, 53% são pretas e pardas; A maior parte das violências ocorrem em ruas/espaços públicos (83%). A violência verbal foi mencionada por 94% das pessoas entrevistadas. 86% dos agressores eram desconhecidos. Entre as pessoas que foram vítimas da violência, a maior parte delas sofreu violência mais de três vezes (47%); três vezes (12%); duas vezes (20%) e uma vez (21%). A pesquisa mostrou, ainda, a elevada subnotificação. Perguntadas sobre a medida tomada em relação à perseguição, agressão ou ameaça sofrida em ambientes diversos, apenas 7% buscaram auxílio de força policial ou autoridades e 6% registraram boletins de ocorrência. Quando a pergunta muda o contexto da perseguição, agressão ou ameaça para as redes sociais, apenas 2% registraram boletins de ocorrência. Esses dados mostram a extrema desconfiança e descrédito das pessoas LGBTQIA+ acerca do trabalho das polícias no Brasil. Você faz parte dessa mudança cultural e consequente promoção de cidadania. Estar neste curso é um passo muito importante neste sentido.
Como você imagina que esse dado histórico impactou a imagem que essas pessoas têm da polícia?

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