Logo Passei Direto
Buscar
Um cão adulto, sem raça definida, foi atendido com histórico de ter ingerido um osso de frango cozido há aproximadamente um mês. Na ocasião, apresentou engasgo e sialorreia intensa, mas o tutor não buscou atendimento. Agora, o animal apresenta regurgitação logo após a ingestão de alimento sólido, embora ainda consiga deglutir água e alimentos pastosos com menos dificuldade. A endoscopia revela uma área de estreitamento anular e rígida no esôfago torácico, com mucosa de aspecto pálido e liso, sem massa ou ulceração ativa visível. O segmento esofágico imediatamente cranial à lesão encontra-se moderadamente dilatado.
Sobre a patogenia dessa condição, assinale a alternativa CORRETA:
A) O osso causou uma perfuração completa, e a cicatrização por segunda intenção gerou uma ponte de epitélio que estreita a luz esofágica (estenose epitelial primária).
B) A lesão inicial atingiu as camadas submucosa e muscular, e a deposição de colágeno pelos miofibroblastos durante a cicatrização resultou em fibrose contrátil e estenose cicatricial, reduzindo permanentemente o diâmetro luminal.
C) O corpo estranho induziu uma paralisia do nervo vago, resultando em atonia segmentar que mimetiza uma estenose ao exame endoscópico.
D) A regurgitação é causada exclusivamente pela dilatação cranial (megaesôfago), sendo a área de estreitamento apenas um espasmo funcional reversível da musculatura.
E) O osso alojou-se na submucosa e sofreu mineralização distrófica, formando um cálculo esofágico que obstrui parcialmente o lúmen, sem envolvimento de fibrose.
User badge image
Questões Para a Compreensão

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Analisando o caso: - O cão ingeriu um osso de frango cozido, que causou engasgo e sialorreia (salivação intensa). - Após um mês, apresenta regurgitação de alimentos sólidos, mas consegue ingerir líquidos e alimentos pastosos com menos dificuldade. - Endoscopia mostra estreitamento anular rígido no esôfago torácico, mucosa pálida e lisa, sem massa ou ulceração ativa. - Segmento cranial à lesão está dilatado (megaesôfago secundário). Isso sugere uma estenose cicatricial do esôfago causada por lesão traumática do osso, com fibrose e contração da parede esofágica. Analisando as alternativas: A) Estenose epitelial primária por cicatrização de perfuração completa com ponte de epitélio — incorreto, pois a estenose ocorre por fibrose, não só epitélio. B) Lesão atingiu submucosa e muscular, com deposição de colágeno por miofibroblastos, causando fibrose contrátil e estenose cicatricial permanente — correto, descreve a patogenia clássica da estenose esofágica pós-trauma. C) Paralisia do nervo vago causando atonia que mimetiza estenose — incorreto, pois há estenose real, não apenas funcional. D) Regurgitação causada só pela dilatação cranial, e estreitamento é espasmo reversível — incorreto, a estenose é rígida e permanente. E) Osso mineralizado formando cálculo na submucosa sem fibrose — incorreto, não há cálculo, mas fibrose. Resposta correta: B.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material