Texto-base para as questões 31 a 33 Uma escola municipal que atende crianças dos anos iniciais no turno regular e jovens, adultos e idosos no período noturno decidiu organizar um projeto intergeracional sobre leitura de dados do cotidiano. A equipe pedagógica observou que parte dos participantes reconhece informações em cartazes, contas de água e folhetos de serviços públicos, mas tem dificuldade para comparar quantidades, interpretar gráficos simples e justificar conclusões com base nos dados. Ao mesmo tempo, os relatos de moradores mais velhos sobre transformações do bairro, trabalho, moradia e ambiente despertaram interesse dos estudantes mais novos. A coordenação propôs que o projeto não fosse tratado como reforço de Matemática nem como atividade comemorativa de memória local. A intenção é articular alfabetização, letramento, leitura de gráficos, oralidade, escrita e investigação social, respeitando trajetórias escolares distintas. O produto previsto é um podcast com episódios curtos sobre “o bairro em números e memórias”, elaborado com entrevistas, fotografias autorizadas, mapas simples, registros de consumo e sínteses coletivas. A equipe também definiu que a avaliação deve acompanhar o processo, e não apenas o produto final. Referências: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018; BRASIL. Lei nº 9.394/1996; FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996; BRASIL. Portaria Inep nº 331/2025. Matriz de Referência de Pedagogia. Brasília: Inep, 2025 (adaptado). No projeto intergeracional descrito, a equipe pedagógica precisa escolher uma prática inicial para leitura de gráficos simples, sem separar participantes por idade ou histórico escolar. A atividade deve partir de uma situação significativa, permitir mediação entre pares, usar registros visuais e numéricos e produzir evidências sobre como cada grupo interpreta dados do cotidiano. A prática educativa mais adequada é: a. distribuir fichas graduadas por idade, deixando adultos com problemas de porcentagem e crianças com contagem simples, para evitar frustrações durante a atividade. b. apresentar os tipos de gráfico em exposição dialogada, propor cópia de modelos no caderno e aplicar exercícios iguais, corrigidos ao final pela professora responsável. c. usar planilha digital pronta para gerar gráficos automaticamente, priorizando o produto visual final e reduzindo o tempo dedicado à discussão dos dados levantados. d. organizar grupos heterogêneos para investigar dados de consumo de água, construir gráficos com materiais manipuláveis e registrar hipóteses, explicações e revisões coletivas. Atividade anterior Seguir para... Seguir para... Próxima atividade