Ler em voz alta Em uma oficina de planejamento orçamentário, uma biomédica que atua como apoiadora institucional precisa explicar por que alguns municípios conseguem manter programas essenciais enquanto outros entram em colapso com pequenas oscilações econômicas. No estudo de caso, dois municípios com populações semelhantes têm desempenhos muito distintos: o Município A mantém equipes completas, abastecimento regular de medicamentos e boa oferta de atenção básica; o Município B enfrenta interrupções frequentes, falta de insumos e precarização de vínculos. Ao analisar os balanços, a biomédica identifica que o Município B aplica percentuais variáveis e, em alguns anos, reduz drasticamente a aplicação em ações e serviços, enquanto atribui a responsabilidade ao governo federal. Na discussão, um gestor afirma que “cada um investe o que pode”, sugerindo que não exista obrigação mínima. A biomédica esclarece que há uma lógica de corresponsabilidade entre esferas e que a estabilidade do sistema depende de regras que vinculem investimento mínimo, com regulamentação de aplicação e transparência. Sem isso, a descentralização vira desigualdade fiscal: quem arrecada mais investe mais; quem arrecada menos reduz serviços, ampliando iniquidades territoriais. Ela ressalta que o arranjo pressupõe contribuição de todas as esferas, com parâmetros mínimos e mecanismos de controle e prestação de contas. A avaliação do curso pede que os alunos identifiquem qual alternativa representa corretamente essa lógica normatizada: um modelo em que as três esferas financiam, com percentuais/critério mínimo e regras de aplicação e transparência, de modo a garantir previsibilidade e proteger o direito social de oscilações políticas locais. Assinale a alternativa correta. A Financiamento exclusivo federal, sem participação estadual ou municipal, para evitar desigualdades. B Financiamento voluntário municipal, sem mínimos obrigatórios, com plena liberdade de reduzir gastos. C Financiamento compartilhado entre as três esferas, com parâmetros mínimos e regras de aplicação e controle. D Financiamento por doações privadas, substituindo vinculações para aumentar eficiência.