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Diante da consolidação da colonialidade digital e da opacidade dos regimes algorítmicos hegemônicos, emergem na contemporaneidade práticas de resistência e contra-condutas tecnopolíticas originadas em epistemologias plurais e decoloniais. Movimentos sociais, redes comunitárias de dados, iniciativas de software livre e projetos situados de inteligência artificial desafiam a ontologia dominante dos dados corporativos e estatais. Essas resistências buscam desautomatizar os códigos técnicos carregados de vieses discriminatórios, reapropriando-se das infraestruturas informacionais para afirmar saberes ancestralizados, feministas, indígenas e antirracistas como alternativas legítimas de soberania e justiça epistêmica. ANDRADE, Tiago Negrão de; GOBBI, Maria Cristina. A inteligência artificial como dispositivo geopolítico: colonialidade digital, soberania informacional e os impactos no Sul Global. Tríade: Comunicação, Culture e Mídia, Sorocaba, v. 14, n. 27, e026001, 2026. p. 18. Analisar o papel das epistemologias insurgentes frente ao colonialismo algorítmico e assinale a alternativa correta sobre as práticas de resistência descritas no estudo. Alternativas Alternativa 1: Visam substituir integralmente a tecnologia por métodos manuais arcaicos, recusando qualquer contato com o mundo digital. Alternativa 2: Consistem em iniciativas corporativas financiadas exclusivamente pelas próprias big techs para otimizar seus lucros globais. Alternativa 3: Constituem contra-regimes de subjetivação e tecnologias situadas que desafiam a ontologia dominante da colonialidade digital. Alternativa 4: Apresentam-se como movimentos isolados sem qualquer conexão com demandas de justiça social ou saberes decoloniais. Alternativa 5: Subordinam-se passivamente aos padrões técnicos impostos pelos monopóliados do Norte Global e da China.
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Silvano Silva

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

A alternativa correta é a Alternativa 3: Constituem contra-regimes de subjetivação e tecnologias situadas que desafiam a ontologia dominante da colonialidade digital. Explicação: As práticas de resistência mencionadas no estudo envolvem movimentos sociais, redes comunitárias e iniciativas que questionam e desafiam os regimes algorítmicos hegemônicos, buscando afirmar saberes plurais, decoloniais e justos, em oposição à lógica dominante dos dados corporativos e estatais. Essas práticas não rejeitam o digital, nem são iniciativas corporativas das big techs, tampouco são isoladas ou submissas aos monopólios globais.

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