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Em uma ação de extensão de um curso de Biomedicina, estudantes foram convidados a conduzir uma atividade de educação em saúde em um centro cultural que recebe visitas escolares. O objetivo era discutir como a forma de cuidar de pessoas doentes se relaciona com a organização social e política de cada época, mostrando que o modo de acesso ao cuidado não depende apenas de tecnologia, mas também de valores, instituições e escolhas coletivas. Para aproximar o tema da realidade do público, os estudantes apresentaram um caso histórico fictício: uma família vive em uma vila com condições sanitárias precárias, onde doenças infecciosas e parasitárias são frequentes, mas não existe um serviço público organizado responsável por garantir atendimento contínuo para a população. No caso, quando alguém adoece, os recursos disponíveis são dispersos e variam conforme a posição social, vínculos comunitários e proximidade com determinados grupos. Parte dos cuidados ocorre por meio de práticas tradicionais, aprendidas na experiência cotidiana, com uso de plantas, infusões, banhos e técnicas transmitidas entre gerações. Alguns indivíduos recorrem a pessoas que manipulam substâncias e realizam procedimentos manuais, enquanto outros buscam auxílio em instituições que acolhem doentes e pobres, oferecendo abrigo e assistência com base em valores de caridade e dever moral. A “porta de entrada” do cuidado, portanto, não é garantida por norma pública universal, mas pela capacidade de mobilizar redes sociais e instituições que atuam sem planejamento estatal de prevenção e promoção. Durante o debate, uma estudante observa que, apesar de haver oferta de cuidado, ele é desigual, episódico e muito mais centrado no alívio do sofrimento imediato do que em ações coletivas contínuas. Outro estudante acrescenta que esse arranjo pode reduzir danos individuais, mas não resolve as causas estruturais do adoecimento em larga escala, pois faltam medidas públicas coordenadas voltadas ao ambiente, ao saneamento e à proteção social ampla. A professora encerra reforçando que reconhecer essa forma de organização do cuidado é essencial para compreender por que, mais tarde, a saúde passou a ser defendida como direito e não apenas como assistência ocasional. Assinale a alternativa que melhor caracteriza o padrão de cuidado em saúde descrito no contexto. A Atenção universal organizada por redes regionalizadas e hierarquizadas. B Assistência fragmentada, centrada na caridade e em práticas empíricas. C Vigilância epidemiológica com sistemas nacionais de notificação e dados. D Gestão democrática com conselhos deliberativos e participação social.
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Elaine Siqueira

semana passada

Respostas

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semana passada

Analisando o contexto descrito: - O cuidado não é garantido por norma pública universal. - O atendimento é desigual, episódico e depende de redes sociais e instituições sem planejamento estatal. - Há uso de práticas tradicionais e caridade. - Não há ações públicas coordenadas para prevenção e promoção da saúde. Portanto, o padrão de cuidado descrito é: B) Assistência fragmentada, centrada na caridade e em práticas empíricas.

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