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Considere os seguintes nomogramas com as probabilidade pré-teste e pós-testes diante de uma manobra de Lasègue positiva e negativa em dois cenários diferentes: Cenário 1: Probabilidade de radiculopatia na APS Cenário 2: Probabilidade de radiculopatia em um ambulatório de cirurgia de coluna A manobra de Lasègue tem uma razão de verossimilhança positiva (LR+) de 3,2 e negativa (LR−) de 0,4. Ela foi aplicada em dois contextos diferentes: APS (Atenção Primária): Pré-teste de 5% para radiculopatia diante de lombalgia. Ambulatório de coluna: Pré-teste de 20% para radiculopatia.
Com base nos nomogramas gerados, qual das alternativas representa melhor a interpretação clínica contextualizada dessa evidência?
a. Joana, ao apresentar um Lasègue positivo na APS, atinge uma probabilidade de doença próxima de 45%, o que indicaria urgência no encaminhamento para a cirurgia.
b. Um aumento de 9% na probabilidade de radiculopatia após um Lasègue positivo na APS é um aumento moderado, exigindo julgamento clínico diante do limiar de investigação ou diagnóstico para a sua tomada de decisão.
c. No ambulatório especializado, mesmo com um Lasègue negativo, o pós-teste será inferior ao encontrado em um paciente da APS com Lasègue positivo.
d. O Lasègue tem a mesma interpretação clínica em qualquer cenário, pois seu valor como teste diagnóstico é fixo independentemente da prevalência.
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Vamos analisar passo a passo: - A manobra de Lasègue tem LR+ = 3,2 e LR− = 0,4. - Cenário 1 (APS): pré-teste 5% - Cenário 2 (ambulatório de coluna): pré-teste 20% Calculando a probabilidade pós-teste para cada cenário: 1) Cenário 1, Lasègue positivo: - Odds pré-teste = 0,05 / (1 - 0,05) = 0,0526 - Odds pós-teste = 0,0526 × 3,2 = 0,1684 - Probabilidade pós-teste = 0,1684 / (1 + 0,1684) ≈ 14,4% 2) Cenário 1, Lasègue negativo: - Odds pós-teste = 0,0526 × 0,4 = 0,021 - Probabilidade pós-teste = 0,021 / (1 + 0,021) ≈ 2,1% 3) Cenário 2, Lasègue positivo: - Odds pré-teste = 0,20 / (1 - 0,20) = 0,25 - Odds pós-teste = 0,25 × 3,2 = 0,8 - Probabilidade pós-teste = 0,8 / (1 + 0,8) ≈ 44,4% 4) Cenário 2, Lasègue negativo: - Odds pós-teste = 0,25 × 0,4 = 0,1 - Probabilidade pós-teste = 0,1 / (1 + 0,1) ≈ 9,1% Agora, analisando as alternativas: a) Diz que na APS (pré-teste 5%), Lasègue positivo leva a probabilidade próxima de 45% — incorreto, pois calculamos cerca de 14,4%. b) Afirma que na APS, o aumento após Lasègue positivo é de 9% (de 5% para ~14%), um aumento moderado que exige julgamento clínico — correto. c) Diz que no ambulatório, mesmo com Lasègue negativo, a probabilidade pós-teste será inferior à de um paciente da APS com Lasègue positivo. Calculamos: ambulatório Lasègue negativo ≈ 9,1%; APS Lasègue positivo ≈ 14,4%. Então, 9,1% < 14,4%, alternativa correta também. d) Afirma que o valor do teste é fixo independentemente da prevalência — incorreto, pois o valor pós-teste depende da prevalência (probabilidade pré-teste). Entre b) e c), a alternativa que melhor interpreta a evidência e o contexto clínico é a b), pois destaca a importância do julgamento clínico diante do aumento moderado na APS. Resposta correta: b) Um aumento de 9% na probabilidade de radiculopatia após um Lasègue positivo na APS é um aumento moderado, exigindo julgamento clínico diante do limiar de investigação ou diagnóstico para a sua tomada de decisão.

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