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Segundo a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão, no Brasil, a hipertensão arterial atinge 32,5% (36 milhões) de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV). O risco cardiovascular deve ser avaliado em cada indivíduo hipertenso, pois auxilia na decisão terapêutica e permite uma análise prognóstica. A identificação dos indivíduos hipertensos que estão mais predispostos às complicações cardiovasculares, especialmente infarto do miocárdio e AVE, é fundamental para uma orientação terapêutica mais agressiva. Diversos algoritmos e escores de risco baseados em estudos populacionais foram criados nas últimas décadas. Modelos multifatoriais de estratificação de risco podem ser utilizados para uma classificação de risco individual mais precisa. Informar ao paciente os seus fatores de risco pode melhorar a eficiência das medidas farmacológicas e não farmacológicas para a redução do risco global.
Quando falamos em fatores de risco para a hipertensão, podemos identificar que:
I. A idade é um fator de risco que tem associação direta e linear entre o envelhecimento e a prevalência de HA, relacionada ao aumento da expectativa de vida da população brasileira, atualmente de 74,9 anos e ao aumento na população de idosos ≥ 60 anos na última década (2000 a 2010), de 6,7% para 10,8%.
II. O excesso de peso e a obesidade que, no Brasil, os dados do Vigitel de 2014 revelaram, entre 2006 e 2014, um aumento da prevalência de excesso de peso (IMC ≥ 25 kg/m2), 52,5% vs. 43%. No mesmo período, a obesidade (IMC ≥ 30 kg/m2) aumentou de 11,9% para 17,9%, com predomínio em indivíduos de 35 a 64 anos e mulheres (18,2% vs. 17,9%).
III. A ingestão de sal, em que o consumo excessivo de sódio torna-se um dos principais fatores de risco para a HA e está associado a eventos cardiovasculares e renais.
IV. A ingestão de álcool com o consumo crônico e elevado de bebidas alcoólicas aumenta a PA de forma consistente. Em mulheres, há o risco de HA com o consumo de 30-40 g de álcool/dia e, em homens, a partir de 31 g de álcool/dia.
a. As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
b. As afirmativas I, II e III estão corretas.
c. As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
d. As afirmativas II, III e IV estão corretas.
e. As afirmativas I, II e IV estão corretas.
f. A afirmativa I está correta.
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Vamos analisar cada afirmativa: I. Correta. A idade é fator de risco com associação direta e linear com a hipertensão arterial (HA), e o envelhecimento da população brasileira (expectativa de vida de 74,9 anos e aumento da população idosa de 6,7% para 10,8% entre 2000 e 2010) confirma isso. II. Correta. Dados do Vigitel 2014 mostram aumento do excesso de peso (IMC ≥ 25) de 43% para 52,5% e da obesidade (IMC ≥ 30) de 11,9% para 17,9%, com predomínio em adultos de 35 a 64 anos e mulheres. III. Correta. O consumo excessivo de sódio é um dos principais fatores de risco para HA, associado a eventos cardiovasculares e renais. IV. Correta. O consumo crônico e elevado de álcool aumenta a pressão arterial (PA). Em mulheres, risco a partir de 30-40 g/dia; em homens, a partir de 31 g/dia. Todas as afirmativas I, II, III e IV estão corretas. Portanto, a alternativa correta é: a) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.

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Temos no Brasil um Sistema Único de Saúde (SUS), desde a Constituição de 1988, cujos princípios são universalidade, equidade e integralidade da atenção à saúde.
Podemos afirmar que universalidade é:
A determinação de que este sistema precisa ser acessível a toda a população.
A ideia que todos têm acesso ao sistema de saúde internacional.
O acesso à saúde dentro do seu universo.
O acesso a serviço de saúde próximo à residência.
A determinação de que o sistema atende somente aos cadastrados.

Temos no Brasil um Sistema Único de Saúde (SUS), desde a Constituição de 1988, cujos princípios são universalidade, equidade e integralidade da atenção à saúde.
Podemos afirmar que equidade é:
Tratar desigualmente os desiguais.
Equivaler à assistência ao diagnóstico.
Dar acesso indiscriminadamente.
Tratar cada um de acordo com sua doença.
Oferecer assistência próxima à residência.

Temos no Brasil um Sistema Único de Saúde (SUS), desde a Constituição de 1988, cujos princípios são universalidade, equidade e integralidade da atenção à saúde.
Pode-se descrever integralidade como:
Desenvolver ações de prevenção, promoção e reabilitação de saúde.
Entender o paciente na sua totalidade.
Oferecer medicações para o paciente.
Atender crianças em condição de igualdade.
Propor tratamentos de alta complexidade.

A Política Nacional de Humanização – HumanizaSUS (PNH) foi criada pelo Ministério da Saúde, em 2003, a partir do reconhecimento de experiências inovadoras e concretas que compõem um “SUS que dá certo”.
São propostas desta política, exceto:
Fortalecer iniciativas de humanização existentes, como a oferta de cestas básicas.
Contagiar trabalhadores, gestores e usuários do SUS com os princípios e as diretrizes da humanização.
Desenvolver tecnologias relacionais e de compartilhamento das práticas de gestão e de atenção.
Aprimorar, ofertar e divulgar estratégias e metodologias de apoio a mudanças sustentáveis dos modelos de atenção e de gestão.
Implementar processos de acompanhamento e avaliação, ressaltando saberes gerados no SUS e experiências coletivas bem-sucedidas.

No país, os fatores de risco para as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são monitorados por meio de diferentes inquéritos de saúde, com destaque para o monitoramento realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - (Vigitel), em que a vigilância epidemiológica de DCNT é de responsabilidade da coordenação-geral do departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS); e essa vigilância se configura como um conjunto de ações e processos que permitem conhecer a ocorrência, a magnitude e a distribuição das DCNT e de seus principais fatores de risco no país, bem como identificar os seus determinantes e condicionantes econômicos, sociais e ambientais. Além disso, uma das ações da vigilância de DCNT é caracterizar a tendência temporal das DCNT. Essas ações são fundamentais para o planejamento, o monitoramento e a avaliação das ações de cuidado integral e das políticas públicas de prevenção e controle das DCNT no Brasil. Os componentes essenciais da vigilância de DCNT englobam:
 
I. Monitoramento dos fatores de risco.
II. Monitoramento da morbidade e mortalidade das DCNT.
III. Monitoramento e avaliação das ações de assistência à saúde.
IV. Monitoramento e avaliação das ações de promoção da saúde.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
Apenas a afirmativa II está correta.
A afirmativa IV está correta.
As afirmativas I, II e III estão corretas.
Todas as afirmativas estão incorretas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, foram adotados como valores laboratoriais de normoglicemia indivíduos com glicose em jejum menor que 100 mg/dL, glicose 2 horas após sobrecarga com 75 g de glicose (mg/dL) menor que 140 mg/dL, e HbA1c (%) menor que 5,7% e pré-diabetes ou risco aumentado para DM; indivíduos com glicose em jejum maior que 100 mg/dL e menor que 126 mg/dL, glicose 2 horas após sobrecarga com 75 g de glicose (mg/dL) maior que 140 mg/dL e menor que 200 mg/dL, e HbA1c (%) maior ou igual a 5,7% e menor que 6,57%; e indivíduos com diabetes estabelecido com glicose em jejum maior ou igual a 126 mg/dL, glicose 2 horas após sobrecarga com 75 g de glicose (mg/dL) maior ou igual a 200 mg/dL, glicose ao acaso maior ou igual a 200 mg/dL, e HbA1c (%) maior ou igual a 6,5% (SBD, 2017).
Está(ão) correta(s):
I. Glicemia de jejum maior ou igual a 126 mg/dL em duas ocasiões diferentes, ou glicemia casual maior ou igual a 200 mg/dL em presença de sintomas clássicos de hiperglicemia.
II. Glicemia de jejum alterada, com valores entre 110 mg/dL e 125 mg/dL.
III. Teste de tolerância à glicose com sobrecarga de 75 g em duas horas (TTG) com uma glicemia de duas horas pós-sobrecarga maior ou igual a 200 mg/dL é indicativa de diabetes.
IV. Hemoglobina glicada (HbA1c) com valores maiores ou iguais a 6,5%.
a. As afirmativas I, III e IV estão corretas.
b. As afirmativas I, II, III e IV estão corretas.
c. As afirmativas II, III e IV estão corretas.
d. As afirmativas I, II e IV estão corretas.
e. A afirmativa I está correta.

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