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Sophia Martins Costa – DN: 08/03/2021 Dificuldade: concentração, dias desobediente. Tem hidrocefalia e mielo. Faz uso de fralda e cadeirante. Não acompanha os colegas, a escola encaminhou. Não faz desenhos, somente rabisco, sem paciência, faz muito rápido. Sem concentração para focar, gosta de andar e explorar o ambiente. Engatinha. Tem tutor na escola, é uma professora este ano e mesmo assim, não aprendeu como os demais. Sabe contar até 10, cores e ABC. Fala bem. Gestação desejada, não planejada. Fez pré-natal, com 7 meses foi revelado pelo médico uma mancha na cabeça. Mexia pouco na barriga, aos 8 meses teve muita dor na barriga e inchaço. Tomou Buscopan, queda da pressão e devido à mancha teve medo de parto normal, tendo cesárea. Nasceu a termo (9 meses). Já nasceu com mielo, ficou 19 dias no hospital São Francisco. Mielo baixo, ao nascer fez correção da coluna, após 2 dias colocou a válvula, trocou com 1 ano. Pegou COVID com 1 ano de idade. Se recuperou bem, anda com andador, usa órtese. Tem muita infecção de urina, tem uso da fralda. Faz acompanhamento na UNICAMP. Está sem acompanhamento multiprofissional há um ano. Sem profissional na UNIMED. Iniciou psicólogo do plano de saúde, parou pq não quis mais ir, a mãe investigou e ele é especialista em dependência química. Ele já foi usuário, fuma muito. Sexta à noite se afastou por motivos pessoais. Ele pontuou ansiedade. Antes da medicação gritava e batia muito, o pai não estava aguentando, melhorou com medicamento Imipramina 25 mg. Dra. Roseli a atendeu (neurologista infantil). Foi amamentada por 5 meses, parou com mamadeira. Começou sonda, peito e mamadeira. Aceitou bem comidas pastosas, se alimenta bem. Tem seletividade para fruta e verdura. Começou a engatinhar com 1 ano de idade, falar com 1 ano e meio. Tinha movimento contrário da língua, com dúvida quanto à amamentação, fez 3 sessões com fono particular e pegou o peito. Depois foi acompanhada na Lucy Montoro desde os 2 anos com fono, psicóloga, fisioterapia, fisiatra, médicos e enfermagem. Quando bebê passou na APAE, com evolução. Tirou da APAE para passar somente na Lucy Montoro devido trabalho dos pais. Na época a equipe da APAE sugeriu escola comum, pois é muito curiosa e interesse no que ela quer. É observadora, entende o que os adultos estão falando. A mãe gostaria que ela continuasse na escola comum apesar da deficiência e com atraso. No entanto, compreende que a escola especial poderá ser acompanhada mais de perto, com bons profissionais. Gostaria que ela aprendesse. Recebeu alta no Lucy Montoro ano passado. Na UNIMED os profissionais são todos de fora para o seu caso. É cuidadosa com colegas da escola, brinca, quer ajudar todo mundo. Brinca de mamãe e filha. Se recorda do nome das crianças. Ingressou na escola com 1 ano e alguns meses, 2 anos na creche e 2 anos no pré. Os pais trabalham, vinha evoluindo bem. Parou de evoluir sem terapia, medula presa, neurocirurgião orientou ressonância e está para ser liberado em Limeira. Andava um pouco e deu uma enfraquecida. Filha única de mãe, o pai tem mais um filho. Às vezes é teimosa, não obedece, diz “eu quero” e fica brava. A mãe não cede. Este comportamento varia muito. Não gosta de ser contrariada, quando ouve “não”. Algo que sente e não expressa? Algo na escola? Apresentava alteração de humor, mas é carinhosa. Não sabe expressar os sentimentos, falar. Não diz por que está chorando ou triste; diz “eu não quero falar”. Nunca contou o que o psicólogo fez, guarda muito para ela. Outro dia contou que professora ficou brava com colega que jogou terra na amiga, falou três vezes porque mexeu nela. Conta que “fez coisa feia na escola e professora ficou brava”. AF: família materna com avô alcoolista e talvez outros transtornos, tios muito nervosos com suspeita de TEA e TDAH (mais velhos que a mãe). Tia do pai com convulsões e atrasos. Prima paterna demorou para evoluir, “mais molinha”, mas evoluiu. Filha de sobrinha da mãe que demorou para sair da fralda. Os pais moram há 11 anos em Itapira (SP), a mãe veio para morar com um irmão, solteira. Engravidou 5 anos após casada. Os pais procuram cumprir os combinados, obedece ao pai porque convive menos, ama muito ele. Antes só de ver outra criança chorar na adaptação escolar chorava junto. Observa o comportamento dos colegas, é muito sentimental. Não gostava de brinquedos sonoros, hoje aceita melhor. Se incomodava, tem interesse em aprender, pediu lousa para os pais. Tinha pouco estímulo em casa devido a muitos acompanhamentos, ficava cansada. Fazer solicitação escolar de acompanhamento baseado na anamnese.
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Marisa Crivelaro

anteontem

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