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direito constitucional

como se deu a evolucao do constituciinalismo?

 


5 resposta(s)

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Daniela

Há mais de um mês

1ª Etapa

Constitucionalismo Antigo

Começa na Antiguidade e vai até o fim do século 18. Tem-se algumas limitações aos poderes do monarca. A primeira experiência constitucionalista foi o Estado Hebreu (o poder do monarca era limitado pelas leis divinas, por se tratar de um estado teocrático). Outras referências: Grécia, Roma e Inglaterra. As CARACTERÍSTICAS marcantes desse período são: 1) conjunto de princípios que garantem a existência de direitos perante o monarca; 2) as Constituições deste período eram consuetudinárias (costumeiras); 3) supremacia do Parlamento (principalmente na Inglaterra); 4) forte influência da religião.

2ª Etapa

Constitucionalismo Clássico ou Liberal

Surge com as revoluções liberais. Começa no fim do século 18 e vai até a 1ª Guerra Mundial. O marco inicial, aqui, é o surgimento das primeiras Constituições escritas. Duas experiências importantes: norte americana e francesa.

Constitucionalismo Norte-Americano Constitucionalismo Francês

A primeira contribuição foi a primeira Constituição escrita (1787), formal, rígida e dotada de supremacia. É também o primeiro documento formal. Outra característica é o surgimento do controle difuso de constitucionalidade (decisão proferida em 1803, no caso Marbury VS. Madison, proferida pelo Presidente da Suprema Corte, Marshal) – tal decisão foi a primeira a declarar a inconstitucionalidade de uma lei e estabelecer as bases para o controle de constitucionalidade. A terceira contribuição é o fortalecimento do Poder Judiciário. Outra contribuição importante foi a experiência republicana em um país de grande extensão e população. Criou-se também o federalismo e o presidencialismo. A última contribuição foi a declaração do estado da Virgínia (Virgina Bill of Rights), em 1776 – direitos e garantias fundamentais.

Começa com a Revolução Francesa, em 1789. Foi a segunda Constituição escrita da Europa, em 1791 (durou 2 anos, com várias Constituições de curta durações seguidas). Características: 1) supremacia do Parlamento (“A lei é a expressão da vontade geral” – Rosseau); 2) garantia de direitos; 3) separação dos poderes; 4) poder constituinte originário e derivado – principal formulador foi o Abade Sieyès. Surge aqui a Escola da Exegese (interpretação da Constituição). Seu auge foi por volta de 1830. Sua decadência se deu em 1880. Sua base foi o surgimento do Código de Napoleão (1804). Sua visão era de que a interpretação era uma atividade meramente mecânica. “O juiz é a boca da lei”. O juiz simplesmente revelava o que a lei dizia (interpretação literal).

Nessa etapa surge a 1ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS, os quais são ligados à liberdade, chamados de direitos civis e políticos. Alguns autores preferem a expressão dimensões, já que uma não exclui a outra (Karel Vazak – 1979). Tornou-se mundialmente conhecido por Bobbio. No Brasil, Paulo Bonavides é seu principal expoente, trazendo sua própria classificação, que será adotada. Os direitos não foram dados pelo Estado, mas conquistados através de lutas históricas. E os primeiros estão ligados ao valor LIBERDADE. Exigem do estado uma prestação de CARÁTER NEGATIVO (abstenção – de forma direta). São classificados como direitos INDIVIDUAIS em face do Estado. Eram oponíveis apenas ao Estado – eficácia vertical.

2ª Etapa

Constitucionalismo Clássico ou Liberal

(continuação)

Surge, também, nessa etapa, o ESTADO DE DIREITO, cuja expressão sinônima é Estado Liberal. Existem três experiências principais, apesar de existir anteriores: a) “Rule of Law” – Inglaterra (Estado das Leis, e não do homem); b) “Rechtsstaat”, na Prússia; c) “État Légal”, na França – primeira sistematização coerente. CARACTERÍSTICAS: liberalismo – político e econômico:

Liberalismo Político Liberalismo Econômico a) a limitação do Estado pelo direito se estende ao soberano; b) a Administração Pública tem sua atuação pautada pela lei; c) fracionamento das funções estatais; d) direitos individuais assegurados contra o Estado.

a) assegurar a ordem e a segurança, o Estado não intervém na economia e na ordem social – Estado abstencionista.

3ª Etapa

Constitucionalismo Moderno ou Social

Surge com o fim da 1ª Guerra Mundial e vai até aproximadamente até o fim da 2ª Guerra Mundial. Com o fim da 1ª Guerra, houve uma crise econômica, com um aumento das desigualdades. Daí, o Liberalismo entrou em crise. O modelo do Estado Liberal começou a ser questionado. Assim, surgem duas Constituições que se tornaram paradigmas: a Constituição do México (1917) e a Constituição de Weimar (1919). A partir dessas constituições, começam a consagrar, de forma sistemática, os direitos sociais, surgindo a 2ª GERAÇÃO DE DIREITOS, valores ligados à igualdade material (a igualdade formal já existia). São os direitos sociais, econômicos e culturais. Tais direitos exigem do Estado uma AÇÃO POSITIVA (prestações materiais ou jurídicas). Aqui, são basicamente direitos COLETIVOS.

Tem-se, nessa época, uma evolução da Escola da Exegese, com Savigny (1850), que elabora os cânulos interpretativos (gramatical, histórico, lógico e sistemático). Posteriormente a doutrina acrescenta o elemento teleológico (busca o sentido da lei).

Surge ainda, nessa etapa, o ESTADO SOCIAL, que se caracteriza por ser um Estado intervencionista. Características: a) o Estado abandona sua postura abstencionista e passa a intervir nas relações sociais, econômicas e laborais; b) papel decisivo na produção e distribuição de bens; c) garantia de um mínimo bem-estar social (“wel fare state”).

4ª Etapa

Constitucionalismo Contemporâneo

Surge a partir do fim da 2ª Guerra Mundial. Houve uma nova preocupação, ante as barbáries da guerra. A dignidade da pessoa humana passou a ser valor central. Tal valor passou a ser consagrado expressamente. Passou a ser um valor absoluto. Não se trata de princípio, pois não há gradação da dignidade. Todos tem a mesma. Surgem várias novas gerações de direitos fundamentais. Os de 3ª GERAÇÃO são ligados ao valor fraternidade ou solidariedade, tais como direito ao desenvolvimento ou progresso, direito de auto-determinação dos povos, ao meio-ambiente, de comunicação e de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade (para alguns autores, de visitar). O rol é meramente exemplificativo. Trata-se de direitos TRANSINDIVIDUAIS. A 4ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS, segundo Paulo Bonavides, são os direitos à democracia, informação e pluralismo. Dois aspectos merecem destaque:

Democracia

FORMAL – é o sentido tradicional, corresponde à premissa majoritária – vontade da maioria – democracia é aquilo que a maioria deseja.

SUBSTANCIAL – para que a vontade da maioria realmente seja uma vontade livre, é necessária assegurar alguns direitos pressupostos, tais como liberdade de associação, de reunião, de manifestação do pensamento, além de direitos sociais básicos como saúde e educação – é mais abrangente que a democracia formal.

Pluralismo

Consagrado no art. 1º, inciso V, CF/8 – pluralismo político – fundamentos da república – não se trata apenas de pluralismo político, mas significa, além de pluralismo político-partidário, artístico, ideológico, cultural, religioso e de opções e orientações de vida – é mais amplo, abrange o respeito à diversidade. O respeito do direito à diferença, diversidade. (Boaventura de Souza Santos – “Temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza, e temos o direito de ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza). Alguns autores, como Perez Luño, acrescenta o direito à identificação genética do indivíduo.

5ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS – direito à paz. Não são todos os autores que mencionam tal geração. Paulo Bonavides acrescentou tal geração recentemente, em 2006. A paz é axioma universal da democracia participativa, supremo direito da humanidade.

4ª Etapa

Constitucionalismo Contemporâneo

(continuação)

A partir da 3ª GERAÇÃO, os direitos são definidos como TRANSINDIVIDUAIS. Rol Taxativo.

Surge, nessa etapa, o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, que tenta superar as deficiências e sintetizar as conquistas dos dois modelos anteriores. É a junção do Estado Liberal e do Estado Social – tenta fundir aquilo que cada um possui de melhor, de forma mais equilibrada. Alguns autores preferem chamá-lo de Estado Constitucional de Direito, uma vez que a nomenclatura Estado Democrático de Direito está impregnada a idéia de império da lei, enquanto que no Estado Constitucional Democrático, se resume na força normativa da Constituição. Características: a) a introdução de novos mecanismos de participação popular direta e ampliação do sufrágio; b) preocupação com a dimensão material e com a efetividade dos direitos fundamentais (maior característica do Constitucionalismo Contemporâneo); c) a limitação do Poder Legislativo abrange o aspecto formal e material, condutas comissivas e omissivas; d) Jurisdição constitucional para assegurar a supremacia da Constituição e a proteção efetiva dos direitos fundamentais – assegurar a força normativa da Constituição e os direitos fundamentais.

Constitucionalismo Do Futuro

Surgiu em virtude de um artigo escrito por um jurista argentino, José Roberto Dromi. Ele tenta “profetizar” quais seriam os valores consagrados nas Constituições do futuro. Segundo ele, são fruto de um equilíbrio entre os excessos do Constitucionalismo Contemporâneo e as concepções dominantes do Constitucionalismo Moderno. Aponta sete valores fundamentais. São eles: 1) verdade: as Constituições não devem consagrar promessas impossíveis de ser realizadas; 2) solidariedade: não é do indivíduo, mas entre os povos; 3) consenso: consenso democrático, em torno dos valores a serem consagrados; 4) continuidade: as Constituições não deverão sofrer modificações que destruam a sua identidade; 5) participação: ativa e responsável do povo na vida política; 6) integração: entre os povos dos diversos Estados; 7) universalização: com relação aos direitos humanos, já que seu fundamento é a dignidade da pessoa humana.

Espero ter ajudado.

Att,

Daniela

1ª Etapa

Constitucionalismo Antigo

Começa na Antiguidade e vai até o fim do século 18. Tem-se algumas limitações aos poderes do monarca. A primeira experiência constitucionalista foi o Estado Hebreu (o poder do monarca era limitado pelas leis divinas, por se tratar de um estado teocrático). Outras referências: Grécia, Roma e Inglaterra. As CARACTERÍSTICAS marcantes desse período são: 1) conjunto de princípios que garantem a existência de direitos perante o monarca; 2) as Constituições deste período eram consuetudinárias (costumeiras); 3) supremacia do Parlamento (principalmente na Inglaterra); 4) forte influência da religião.

2ª Etapa

Constitucionalismo Clássico ou Liberal

Surge com as revoluções liberais. Começa no fim do século 18 e vai até a 1ª Guerra Mundial. O marco inicial, aqui, é o surgimento das primeiras Constituições escritas. Duas experiências importantes: norte americana e francesa.

Constitucionalismo Norte-Americano Constitucionalismo Francês

A primeira contribuição foi a primeira Constituição escrita (1787), formal, rígida e dotada de supremacia. É também o primeiro documento formal. Outra característica é o surgimento do controle difuso de constitucionalidade (decisão proferida em 1803, no caso Marbury VS. Madison, proferida pelo Presidente da Suprema Corte, Marshal) – tal decisão foi a primeira a declarar a inconstitucionalidade de uma lei e estabelecer as bases para o controle de constitucionalidade. A terceira contribuição é o fortalecimento do Poder Judiciário. Outra contribuição importante foi a experiência republicana em um país de grande extensão e população. Criou-se também o federalismo e o presidencialismo. A última contribuição foi a declaração do estado da Virgínia (Virgina Bill of Rights), em 1776 – direitos e garantias fundamentais.

Começa com a Revolução Francesa, em 1789. Foi a segunda Constituição escrita da Europa, em 1791 (durou 2 anos, com várias Constituições de curta durações seguidas). Características: 1) supremacia do Parlamento (“A lei é a expressão da vontade geral” – Rosseau); 2) garantia de direitos; 3) separação dos poderes; 4) poder constituinte originário e derivado – principal formulador foi o Abade Sieyès. Surge aqui a Escola da Exegese (interpretação da Constituição). Seu auge foi por volta de 1830. Sua decadência se deu em 1880. Sua base foi o surgimento do Código de Napoleão (1804). Sua visão era de que a interpretação era uma atividade meramente mecânica. “O juiz é a boca da lei”. O juiz simplesmente revelava o que a lei dizia (interpretação literal).

Nessa etapa surge a 1ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS, os quais são ligados à liberdade, chamados de direitos civis e políticos. Alguns autores preferem a expressão dimensões, já que uma não exclui a outra (Karel Vazak – 1979). Tornou-se mundialmente conhecido por Bobbio. No Brasil, Paulo Bonavides é seu principal expoente, trazendo sua própria classificação, que será adotada. Os direitos não foram dados pelo Estado, mas conquistados através de lutas históricas. E os primeiros estão ligados ao valor LIBERDADE. Exigem do estado uma prestação de CARÁTER NEGATIVO (abstenção – de forma direta). São classificados como direitos INDIVIDUAIS em face do Estado. Eram oponíveis apenas ao Estado – eficácia vertical.

2ª Etapa

Constitucionalismo Clássico ou Liberal

(continuação)

Surge, também, nessa etapa, o ESTADO DE DIREITO, cuja expressão sinônima é Estado Liberal. Existem três experiências principais, apesar de existir anteriores: a) “Rule of Law” – Inglaterra (Estado das Leis, e não do homem); b) “Rechtsstaat”, na Prússia; c) “État Légal”, na França – primeira sistematização coerente. CARACTERÍSTICAS: liberalismo – político e econômico:

Liberalismo Político Liberalismo Econômico a) a limitação do Estado pelo direito se estende ao soberano; b) a Administração Pública tem sua atuação pautada pela lei; c) fracionamento das funções estatais; d) direitos individuais assegurados contra o Estado.

a) assegurar a ordem e a segurança, o Estado não intervém na economia e na ordem social – Estado abstencionista.

3ª Etapa

Constitucionalismo Moderno ou Social

Surge com o fim da 1ª Guerra Mundial e vai até aproximadamente até o fim da 2ª Guerra Mundial. Com o fim da 1ª Guerra, houve uma crise econômica, com um aumento das desigualdades. Daí, o Liberalismo entrou em crise. O modelo do Estado Liberal começou a ser questionado. Assim, surgem duas Constituições que se tornaram paradigmas: a Constituição do México (1917) e a Constituição de Weimar (1919). A partir dessas constituições, começam a consagrar, de forma sistemática, os direitos sociais, surgindo a 2ª GERAÇÃO DE DIREITOS, valores ligados à igualdade material (a igualdade formal já existia). São os direitos sociais, econômicos e culturais. Tais direitos exigem do Estado uma AÇÃO POSITIVA (prestações materiais ou jurídicas). Aqui, são basicamente direitos COLETIVOS.

Tem-se, nessa época, uma evolução da Escola da Exegese, com Savigny (1850), que elabora os cânulos interpretativos (gramatical, histórico, lógico e sistemático). Posteriormente a doutrina acrescenta o elemento teleológico (busca o sentido da lei).

Surge ainda, nessa etapa, o ESTADO SOCIAL, que se caracteriza por ser um Estado intervencionista. Características: a) o Estado abandona sua postura abstencionista e passa a intervir nas relações sociais, econômicas e laborais; b) papel decisivo na produção e distribuição de bens; c) garantia de um mínimo bem-estar social (“wel fare state”).

4ª Etapa

Constitucionalismo Contemporâneo

Surge a partir do fim da 2ª Guerra Mundial. Houve uma nova preocupação, ante as barbáries da guerra. A dignidade da pessoa humana passou a ser valor central. Tal valor passou a ser consagrado expressamente. Passou a ser um valor absoluto. Não se trata de princípio, pois não há gradação da dignidade. Todos tem a mesma. Surgem várias novas gerações de direitos fundamentais. Os de 3ª GERAÇÃO são ligados ao valor fraternidade ou solidariedade, tais como direito ao desenvolvimento ou progresso, direito de auto-determinação dos povos, ao meio-ambiente, de comunicação e de propriedade sobre o patrimônio comum da humanidade (para alguns autores, de visitar). O rol é meramente exemplificativo. Trata-se de direitos TRANSINDIVIDUAIS. A 4ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS, segundo Paulo Bonavides, são os direitos à democracia, informação e pluralismo. Dois aspectos merecem destaque:

Democracia

FORMAL – é o sentido tradicional, corresponde à premissa majoritária – vontade da maioria – democracia é aquilo que a maioria deseja.

SUBSTANCIAL – para que a vontade da maioria realmente seja uma vontade livre, é necessária assegurar alguns direitos pressupostos, tais como liberdade de associação, de reunião, de manifestação do pensamento, além de direitos sociais básicos como saúde e educação – é mais abrangente que a democracia formal.

Pluralismo

Consagrado no art. 1º, inciso V, CF/8 – pluralismo político – fundamentos da república – não se trata apenas de pluralismo político, mas significa, além de pluralismo político-partidário, artístico, ideológico, cultural, religioso e de opções e orientações de vida – é mais amplo, abrange o respeito à diversidade. O respeito do direito à diferença, diversidade. (Boaventura de Souza Santos – “Temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza, e temos o direito de ser diferentes, quando a igualdade nos descaracteriza). Alguns autores, como Perez Luño, acrescenta o direito à identificação genética do indivíduo.

5ª GERAÇÃO DE DIREITOS FUNDAMENTAIS – direito à paz. Não são todos os autores que mencionam tal geração. Paulo Bonavides acrescentou tal geração recentemente, em 2006. A paz é axioma universal da democracia participativa, supremo direito da humanidade.

4ª Etapa

Constitucionalismo Contemporâneo

(continuação)

A partir da 3ª GERAÇÃO, os direitos são definidos como TRANSINDIVIDUAIS. Rol Taxativo.

Surge, nessa etapa, o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, que tenta superar as deficiências e sintetizar as conquistas dos dois modelos anteriores. É a junção do Estado Liberal e do Estado Social – tenta fundir aquilo que cada um possui de melhor, de forma mais equilibrada. Alguns autores preferem chamá-lo de Estado Constitucional de Direito, uma vez que a nomenclatura Estado Democrático de Direito está impregnada a idéia de império da lei, enquanto que no Estado Constitucional Democrático, se resume na força normativa da Constituição. Características: a) a introdução de novos mecanismos de participação popular direta e ampliação do sufrágio; b) preocupação com a dimensão material e com a efetividade dos direitos fundamentais (maior característica do Constitucionalismo Contemporâneo); c) a limitação do Poder Legislativo abrange o aspecto formal e material, condutas comissivas e omissivas; d) Jurisdição constitucional para assegurar a supremacia da Constituição e a proteção efetiva dos direitos fundamentais – assegurar a força normativa da Constituição e os direitos fundamentais.

Constitucionalismo Do Futuro

Surgiu em virtude de um artigo escrito por um jurista argentino, José Roberto Dromi. Ele tenta “profetizar” quais seriam os valores consagrados nas Constituições do futuro. Segundo ele, são fruto de um equilíbrio entre os excessos do Constitucionalismo Contemporâneo e as concepções dominantes do Constitucionalismo Moderno. Aponta sete valores fundamentais. São eles: 1) verdade: as Constituições não devem consagrar promessas impossíveis de ser realizadas; 2) solidariedade: não é do indivíduo, mas entre os povos; 3) consenso: consenso democrático, em torno dos valores a serem consagrados; 4) continuidade: as Constituições não deverão sofrer modificações que destruam a sua identidade; 5) participação: ativa e responsável do povo na vida política; 6) integração: entre os povos dos diversos Estados; 7) universalização: com relação aos direitos humanos, já que seu fundamento é a dignidade da pessoa humana.

Espero ter ajudado.

Att,

Daniela

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Eduardo

Há mais de um mês

Foi um processo longo que começou com a constituição dos Estados Unidos, ainda vigente nos dias de hoje. Este artigo explica muito bem como se deu o processo: http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/242864/000910796.pdf?sequence=1

Espero ter ajudado ;)

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vinicius

Há mais de um mês

Para que possamos tecer algum comentário a respeito da Constituição Federal ou do Direito, propriamente dito, mister é relatar a teoria dos ciclos constitucionais e a sua significativa importância para o estudo do Direito Constitucional.

Vários são os marcos históricos, e podemos encontrar vários tipos de evolução em cada uma das divisões destes períodos, fazendo com que tornem-se indispensáveis na divisão político-jurídica, como, por exemplo, na Antigüidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea.

No âmbito deste trabalho, não podemos nos ater a cada um dos processos dessa evolução, mas devemos dar ênfase especial à Constituição Federal de 1988, pois é a partir daí que iremos desmembrar o artigo 3° dessa mesma Constituição.

Deve-se notar, no entanto, que embora esses instrumentos e as leis denotem grande apreço pelos direitos individuais e sociais, na vida concreta das Nações há um grande distanciamento - em grau variável - entre a lei escrita e a prática cotidiana. Mas resta a esperança de que chegue, brevemente, o tempo em que haja um sincronismo entre o direito e o fato sociais.

Assim, podemos definir a Constituição em sentido latu sensu, como o ato de constituir, de estabelecer, de firmar; ou, ainda, o modo pelo qual se constitui uma coisa, um ser vivo, um grupo de pessoas; organização, formação. Juridicamente, porém, Constituição deve ser entendida como a lei fundamental e suprema de um Estado, que contém normas referentes à estruturação do estado, à formação dos poderes públicos, forma de governo e aquisição do poder de governar, distribuição de competências, direitos, garantias e deveres dos cidadãos.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes