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responsabilidade penal

  • Conversa iniciada hoje
  • Amanda Maria Lopes Silveira
    16:56
     
     
    Amanda Maria Lopes Silveira

    Olá Bom tarde !!! Preciso de ajuda!!! Gostaria muito de saber se vc consegue me ajudar a responder a essa questão do concurso do Ministério Público de MG! A questão é a seguinte: O condutor de um caminhão, que transitava à noite sem a luz traseira de segurança, foi interceptado por patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal e obrigado a estacionar sobre a margem direita da BR 040, cujo trecho, apesar de possuir pista dupla nos dois sentidos, não dispunha de acostamento. Enquanto um dos patrulheiros multava o condutor do caminhão, o outro colocava uma lâmpada vermelha e o triângulo de prevenção para sinalizar o obstáculo (caminhão parado) na pista. O motorista foi informado de que seria escoltado pelos patrulheiros até o posto policial mais próximo, onde deveria permanecer até que o veículo fosse reparado. Antes que a caravana partisse, o patrulheiro que havia sinalizado a pista recolheu os instrumentos (luz vermelha e triângulo) e, nesse instante, um segundo caminhão, cujo condutor não avistou qualquer sinal de obstáculo à frente, chocou-se violentamente contra a traseira do que estava parado, ceifando a vida do referido condutor. Indique, JUSTIFICADAMENTE, se existe e qual será a responsabilidade penal do motorista do caminhão estacionado, do patrulheiro que lhe aplicou a multa e a do patrulheiro que retirou a sinalização da pista.

CriminologiaESTÁCIO

1 resposta(s)

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Carlos Henrique

Há mais de um mês

Aplicando-se a teoria monista, responderiam ambos os patrulheiros pelo mesmo crime, que a princípio seria o tipificado no aritgo 132 do Código Penal[1] (Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente), porém, por ter havido resultado de morte, responderão pelo artigo 121 (matar alguém) com pena cuminada do parágrafo 3º (Se o homicídio é culposo: Pena - Detenção, de um a três anos) do mesmo dispositivo, assim pelo menos entedem Damásio[2] e Bitencourt[3]. Contudo, posteriormente seria averiguado o grau de culpabilidade de cada um na fase da dosimetria da pena. O problema seria a participação do condutor do veículo que estava parado. A priori, a sua responsabilidade está prevista no artigo 320, inciso XXII do Código de Trânsito Nacional [4] , entretanto, pode haver discussão acerca de qual seria o seu nexo de causalidade. Há conrrentes que apoiam a tese de que o motorista foi quem deu causa, pois se estivesse com a ilumição do veículo regular o acidente não teria acontecido. Particulamente, eu apoio a corrente que entede que este apenas respoderia pelo 32O, XXII do CTB, e quem deu causa, primeiramente foram os policiais ao comandarem ao motorista que parasse em local inapropriado.

Espero que outras pessoas também respondam, e também espero que corrijam meus equivocos. Até mais!



[1] BRASIL. Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940

[2] JESUS.  Damásio Evangelista de – Direito Penal – Volume 2 – Editora Saraiva.

[3] BITENCOURT.  Cezar Roberto – Tratado de Direito Penal – Volume 2 - Editora Saraiva.

[4] BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997

 

Aplicando-se a teoria monista, responderiam ambos os patrulheiros pelo mesmo crime, que a princípio seria o tipificado no aritgo 132 do Código Penal[1] (Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente), porém, por ter havido resultado de morte, responderão pelo artigo 121 (matar alguém) com pena cuminada do parágrafo 3º (Se o homicídio é culposo: Pena - Detenção, de um a três anos) do mesmo dispositivo, assim pelo menos entedem Damásio[2] e Bitencourt[3]. Contudo, posteriormente seria averiguado o grau de culpabilidade de cada um na fase da dosimetria da pena. O problema seria a participação do condutor do veículo que estava parado. A priori, a sua responsabilidade está prevista no artigo 320, inciso XXII do Código de Trânsito Nacional [4] , entretanto, pode haver discussão acerca de qual seria o seu nexo de causalidade. Há conrrentes que apoiam a tese de que o motorista foi quem deu causa, pois se estivesse com a ilumição do veículo regular o acidente não teria acontecido. Particulamente, eu apoio a corrente que entede que este apenas respoderia pelo 32O, XXII do CTB, e quem deu causa, primeiramente foram os policiais ao comandarem ao motorista que parasse em local inapropriado.

Espero que outras pessoas também respondam, e também espero que corrijam meus equivocos. Até mais!



[1] BRASIL. Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940

[2] JESUS.  Damásio Evangelista de – Direito Penal – Volume 2 – Editora Saraiva.

[3] BITENCOURT.  Cezar Roberto – Tratado de Direito Penal – Volume 2 - Editora Saraiva.

[4] BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997

 

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