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Nos concursos públicos, o prazo para impetrar Mandado de Segurança começa do dia em que foi publicado o Edital ou em que foi divulgado o resultado?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

"Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado."

Há quem defenda que o termo a quo para impetrar o Mandado de Segurança é a partir da publicação do edital, se o ato impugnado é decorrente de cláusula já prevista no instrumento convocatório. Por outro lado, há quem defenda que o prazo para ajuizamento seria do ato que, aplicando a cláusula editalícia tida por ilegal, fere concretamente o direito do candidato. 

Em nossa opinião, o prazo se inicia do ato que atinge o candidato concorrente. Não seria razoável exigir que um candidato impetrasse um mandado de segurança contra cláusula constante do edital, se sequer sabe se irá passar nas provas e exames previstos para sua aprovação. 

Somente a partir do momento em que o candidato sofre com o ato ilegal, é que podemos falar em efetivo prejuízo. Logo, somente nesse momento podemos falar de violação de seu direito subjetivo e necessidade da interferência do poder judiciário.

Desta maneira entendem Hely Lopes Meirelles, Gilmar Ferreira Mendes e Arnoldo Wald, in verbis:

"Nessa linha, o saudoso Professor Hely Lopes Meirelles ensina que "a fluência do prazo só se inicia na data em que o ato a ser impugnado se torna operante ou exeqüível" e, dessa forma, "não é, pois, o conhecimento oficioso do ato que deve marcar o início do prazo para a impetração, mas sim o momento em que se tornou apto a produzir seus efeitos lesivos ao impetrante" ("Mandado de Segurança, Ação Popular, ...", 28ª ed., atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros Editores, São Paulo, 2005, pp. 55-56 - grifado)."

Desta maneira entende o STJ:

"Destarte, se o candidato apelado impetrasse o mandado de segurança quando da situação de simples candidato, num primeiro momento lhe faltaria interesse processual, eis que o processo ainda não seria necessário e, também, poderia não ter qualquer utilidade (...)Dentro dessas circunstâncias, a melhor interpretação é a de que o prazo decadencial começou a fluir a partir da publicação da lista dos aprovados, em 31 de outubro de 2007 (fls. 41/52-verso)"(e-STJ fl. 219/220)."

 

"Art. 23. O direito de requerer mandado de segurança extinguir-se-á decorridos 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo interessado, do ato impugnado."

Há quem defenda que o termo a quo para impetrar o Mandado de Segurança é a partir da publicação do edital, se o ato impugnado é decorrente de cláusula já prevista no instrumento convocatório. Por outro lado, há quem defenda que o prazo para ajuizamento seria do ato que, aplicando a cláusula editalícia tida por ilegal, fere concretamente o direito do candidato. 

Em nossa opinião, o prazo se inicia do ato que atinge o candidato concorrente. Não seria razoável exigir que um candidato impetrasse um mandado de segurança contra cláusula constante do edital, se sequer sabe se irá passar nas provas e exames previstos para sua aprovação. 

Somente a partir do momento em que o candidato sofre com o ato ilegal, é que podemos falar em efetivo prejuízo. Logo, somente nesse momento podemos falar de violação de seu direito subjetivo e necessidade da interferência do poder judiciário.

Desta maneira entendem Hely Lopes Meirelles, Gilmar Ferreira Mendes e Arnoldo Wald, in verbis:

"Nessa linha, o saudoso Professor Hely Lopes Meirelles ensina que "a fluência do prazo só se inicia na data em que o ato a ser impugnado se torna operante ou exeqüível" e, dessa forma, "não é, pois, o conhecimento oficioso do ato que deve marcar o início do prazo para a impetração, mas sim o momento em que se tornou apto a produzir seus efeitos lesivos ao impetrante" ("Mandado de Segurança, Ação Popular, ...", 28ª ed., atualizada por Arnoldo Wald e Gilmar Ferreira Mendes, Malheiros Editores, São Paulo, 2005, pp. 55-56 - grifado)."

Desta maneira entende o STJ:

"Destarte, se o candidato apelado impetrasse o mandado de segurança quando da situação de simples candidato, num primeiro momento lhe faltaria interesse processual, eis que o processo ainda não seria necessário e, também, poderia não ter qualquer utilidade (...)Dentro dessas circunstâncias, a melhor interpretação é a de que o prazo decadencial começou a fluir a partir da publicação da lista dos aprovados, em 31 de outubro de 2007 (fls. 41/52-verso)"(e-STJ fl. 219/220)."

 

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Matheus

Há mais de um mês

Como o mandado visa cessar abuso de autoridade ou ilegalidade o prazo começa a correr da data em que ocorreu o fato que servirá de pressuposto para a ação, logo, no dia da divulgação do resultado.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas