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Oque é tipicidade conglobante , tipicidade material e tipicidade formal ?

Direito Penal IUNICEUMA

1 resposta(s)

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João

Há mais de um mês

A tipicidade faz parte do fato típico, a tipicidade formal é a subsunção do fato à normal, ou seja, a conduta praticada pelo agente se amolda à norma descrita no código penal, neste caso sua conduta é típica porque atende aos quesitos formais elencados em norma penal, já a tipicidade material é quando a conduta praticada pelo agente verdadeiramente representa lesão ou perigo de lesão relevante e intolerável ao bem jurídico em questão, ou seja, a conduta materialmente é típica não só porque se amolda à norma mas porque de fato traz risco relevante. É justamente a existência da tipicidade material que permite a aplicabilidade do princípio da insignificância, pois uma conduta pode ser formalmente típíca, pois se amolda a norma, mas materialmente atípica pois não traz perigo ou lesão ao bem tutelado. A tipicidade conglobante foi desenvolvida por Zaffaroni, onde a tipicidade penal é a soma entre a tipicidade formal e a tipicidade conglobante, esta por sua vez composta pela tipicidade material e antinormatividade do ato, a teoria em si dispõe que é preciso harmonizar os diversos ramos do Direito, partindo do pressuposto da unidade do ordenamento jurídico, onde por sua vez para verificar se determinada conduta é verdadeiramente típica, não é possível considerar tão somente o direito penal, deve-se levar em consideração os outros ramos do direito, pois determinada conduta pode ser proibida pelo direito penal mas estar de alguma forma permitida ou não abarcada por outro ramo do direito, então somente quando existe a proibição penal e a conduta não se encontra definitivamente antinormativa por outro ramo do direito, podemos chamá-la verdadeiramente de típica.

A tipicidade faz parte do fato típico, a tipicidade formal é a subsunção do fato à normal, ou seja, a conduta praticada pelo agente se amolda à norma descrita no código penal, neste caso sua conduta é típica porque atende aos quesitos formais elencados em norma penal, já a tipicidade material é quando a conduta praticada pelo agente verdadeiramente representa lesão ou perigo de lesão relevante e intolerável ao bem jurídico em questão, ou seja, a conduta materialmente é típica não só porque se amolda à norma mas porque de fato traz risco relevante. É justamente a existência da tipicidade material que permite a aplicabilidade do princípio da insignificância, pois uma conduta pode ser formalmente típíca, pois se amolda a norma, mas materialmente atípica pois não traz perigo ou lesão ao bem tutelado. A tipicidade conglobante foi desenvolvida por Zaffaroni, onde a tipicidade penal é a soma entre a tipicidade formal e a tipicidade conglobante, esta por sua vez composta pela tipicidade material e antinormatividade do ato, a teoria em si dispõe que é preciso harmonizar os diversos ramos do Direito, partindo do pressuposto da unidade do ordenamento jurídico, onde por sua vez para verificar se determinada conduta é verdadeiramente típica, não é possível considerar tão somente o direito penal, deve-se levar em consideração os outros ramos do direito, pois determinada conduta pode ser proibida pelo direito penal mas estar de alguma forma permitida ou não abarcada por outro ramo do direito, então somente quando existe a proibição penal e a conduta não se encontra definitivamente antinormativa por outro ramo do direito, podemos chamá-la verdadeiramente de típica.

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