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Existe sigilo empresarial?

DIRETO EMPRESARIAL


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Paduan Seta Advocacia Verified user icon

Há mais de um mês

Sim, existe sigilo empresarial. Ele pode ser protegido através de acordos de confidencialidade firmados quando da celebração de contratos empresariais. Ele visa proteger infomações estratégicas e de gestão da empresa visando se blindar de uma competitividade no mercado. Indiretamente, a existência do sigilo empresarial está previsto na CLT. Isto porque violar um segredo da empresa é um motivo para uma justa causa por parte do empregador:

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:

(...)

g) violação de segredo da empresa;

Sim, existe sigilo empresarial. Ele pode ser protegido através de acordos de confidencialidade firmados quando da celebração de contratos empresariais. Ele visa proteger infomações estratégicas e de gestão da empresa visando se blindar de uma competitividade no mercado. Indiretamente, a existência do sigilo empresarial está previsto na CLT. Isto porque violar um segredo da empresa é um motivo para uma justa causa por parte do empregador:

Art. 482 - Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:

(...)

g) violação de segredo da empresa;

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Rômulo

Há mais de um mês

Com certeza que sim!

Um exemplo de sigilo empresarial dentre os mais bem guardados da história é a fórmula secreta do hamburguer de sirí ops da Coca-Cola. Neste caso enquanto um sigilo industrial, porém é inteiramente cabível o sigilo empresarial, se alguém tiver dúvida, trago como exemplo um artigo referente à NF que aborda justamente esta questão, dentre vários outros que podem serem trazidos e que esclarecem sobre este assunto. Segue o artigo:

A Resolução nº 13/2012 do Senado Federal estabeleceu que a alíquota do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior será de 4%. Embora seja salutar a fixação de alíquota única, na medida em que são minimizados os efeitos danosos da chamada “guerra dos portos”, o Conselho Nacional de Política Fazendária – Confaz, sob o pretexto de criar normas para fins de definição dos critérios e procedimentos a serem observados no processo de Certificação de Conteúdo de Importação (CCI), acabou por extrapolar a competência que lhe foi atribuída. Isso porque o Confaz editou o Ajuste Sinief nº 19, de 7 de novembro de 2012, o qual institui as seguintes obrigações acessórias: (i) Ficha de Conteúdo de Importação – FCI; e (ii) obrigatoriedade de informar na Nota Fiscal eletrônica (NF-e) o custo da importação ou da parcela importada do exterior, número do FCI e o conteúdo de importação expresso percentualmente.

No que se refere ao item (i), o próprio Confaz, em razão da complexidade das informações, editou nova norma que posterga o cumprimento dessa obrigação para o dia 1 de maio de 2013. Ocorre que permanece em vigor a exigência das “(ii)”. Por conta disso, os contribuintes são obrigados a disponibilizar aos seus próprios clientes e, sobretudo, aos seus concorrentes, informações estratégicas – custo da mercadoria vendida –, o que poderá inclusive inviabilizar a própria atividade, na medida em que tal prática poderá suprimir sobremaneira a margem de lucro, pondo fim a anos de negociações comerciais e bom relacionamento com o mercado.

A manutenção dessa exigência implica manifesta violação ao direito ao livre exercício da atividade econômica, ao sigilo empresarial, à livre concorrência e à legalidade. Além disso, é absolutamente desnecessária, na medida em que a fiscalização tem outros meios igualmente capazes de examinar a regularidade da aplicação da lei tributária, sem que dados estratégicos dos contribuintes sejam publicizados. Logo, resta evidente que a exigência viola, a um só tempo, o direito ao livre exercício da atividade econômica, o sigilo comercial, a livre concorrência e a legalidade, de modo que se mostra cabível o seu questionamento por meio de ação judicial.

Artigo publicado por Vinícius Lunardi Nader, Especialista em Direito Tributário/Ufrgs

Fonte: Boletim Fenacon

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Laerte

Há mais de um mês

Eu acredito que não, e posso comprovar pelos cpf que roda o Pais inteiro e o nosso N° Telefonico.

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Matheus

Há mais de um mês

A empresa está basicamente caracterizada pelo livros que a compõem. Logo, o sigilo empresarial, dentre outras formas, deve resguardar o direito da escrituração da empresa não ser exibida, salvo em casos específicos como dada redação do Código Civil:

Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência.

§ 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a requerimento ou de ofício, ordenar que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles se extrair o que interessar à questão.

§ 2o Achando-se os livros em outra jurisdição, nela se fará o exame, perante o respectivo juiz.

Dessa forma, inexistentes os casos previstos em lei e afastados os motivos que ensejarem a exibição aos respectivos fiscais, o Sigilo Empresarial inclusive a juízes que de tal não seja a competência de analisar os livros, é regra inafastável.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas