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Qual a diferença entre REGRAS e NORMAS?!

O professor explicou a diferença durante, mas eu não capitei, alguém conseguiria explicar?!


9 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

Os princípios são normas jurídicas de aplicação imediata : os princípios, diferentemente do que pensa parte da doutrina (Esser, por exemplo, com algumas particularidades), não são pré-jurídicos, meros juízos de valor, orientações morais ou políticas etc. Não estão fora do direito. Esser, no entanto, é verdade, não chegou a defender o iusnaturalismo (tal como criticou, injustamente, Kelsen). De acordo com o nosso ponto de vista, os princípios, mais que terem influência no mundo jurídico (Esser), mais que constituírem motivos para o legislador ou para o juiz no momento da criação do direito (Kelsen), mais que princípio das normas (Betti) ou mais que ideias reitoras de uma regulação (Larenz), mais que tudo isso, os princípios se revestem das qualidades das normas jurídicas, tanto quanto as regras. Possuem forma jurídica, não são (meras) orientações políticas, mandamentos morais ou preceitos éticos. Fazem parte das fontes do direito (e coincidem, com frequencia, com preceitos éticos ou morais, daí o valor deles em termos civilizacionais).

O direito se expressa por meio de normas jurídicas. As normas (positivadas) se exprimem por meio de regras ou princípios. Hoje já não se pode negar que os princípios ganharam seu legítimo espaço dentro do direito, mas ainda são muitas as críticas que lhe são dirigidas. Não passariam (diz um autor) de artifícios fabricados pelos juristas para esconder propósitos ideológicos, para encubrir disparatadas operações hermenêuticas etc. Não seriam (os princípios) mais que uma entidade fantástica (Prieto Sanchis) ou uma categoria que não existe (Perez Luño).

As regras (normalmente) disciplinam uma situação determinada; quando ocorre essa situação, a norma tem incidência; quando não ocorre, não tem incidência. Para as regras vale a lógica do tudo ou nada (Dworkin). Quando duas regras colidem, fala-se em conflito; ao caso concreto uma só será aplicável (uma afasta a aplicação da outra). O conflito entre regras deve ser resolvido pelos meios clássicos de interpretação: a lei especial derroga a lei geral (princípio da especialidade), a lei posterior afasta a anterior (princípio da posterioridade), a norma superior prepondera sobre a norma inferior (princípio da hierarquia). Muitas vezes, é um princípio que entra em ação para resolver o conflito entre duas regras. Por exemplo: o art.  da Lei 9.613/1998 (lei de lavagem de capitais), que dispensa a aplicação do art. 366 do CPP (que manda suspender o processo quando o réu é citado por edital), conflita com o art. 4º, 3º, da mesma lei, que manda aplicar o referido art. 366. Esse conflito se resolve (em favor do art. 4º, 3º) pela aplicação do princípio da ampla defesa (aplica-se a norma mais favorável à defesa).

Os princípios são normas jurídicas de aplicação imediata : os princípios, diferentemente do que pensa parte da doutrina (Esser, por exemplo, com algumas particularidades), não são pré-jurídicos, meros juízos de valor, orientações morais ou políticas etc. Não estão fora do direito. Esser, no entanto, é verdade, não chegou a defender o iusnaturalismo (tal como criticou, injustamente, Kelsen). De acordo com o nosso ponto de vista, os princípios, mais que terem influência no mundo jurídico (Esser), mais que constituírem motivos para o legislador ou para o juiz no momento da criação do direito (Kelsen), mais que princípio das normas (Betti) ou mais que ideias reitoras de uma regulação (Larenz), mais que tudo isso, os princípios se revestem das qualidades das normas jurídicas, tanto quanto as regras. Possuem forma jurídica, não são (meras) orientações políticas, mandamentos morais ou preceitos éticos. Fazem parte das fontes do direito (e coincidem, com frequencia, com preceitos éticos ou morais, daí o valor deles em termos civilizacionais).

O direito se expressa por meio de normas jurídicas. As normas (positivadas) se exprimem por meio de regras ou princípios. Hoje já não se pode negar que os princípios ganharam seu legítimo espaço dentro do direito, mas ainda são muitas as críticas que lhe são dirigidas. Não passariam (diz um autor) de artifícios fabricados pelos juristas para esconder propósitos ideológicos, para encubrir disparatadas operações hermenêuticas etc. Não seriam (os princípios) mais que uma entidade fantástica (Prieto Sanchis) ou uma categoria que não existe (Perez Luño).

As regras (normalmente) disciplinam uma situação determinada; quando ocorre essa situação, a norma tem incidência; quando não ocorre, não tem incidência. Para as regras vale a lógica do tudo ou nada (Dworkin). Quando duas regras colidem, fala-se em conflito; ao caso concreto uma só será aplicável (uma afasta a aplicação da outra). O conflito entre regras deve ser resolvido pelos meios clássicos de interpretação: a lei especial derroga a lei geral (princípio da especialidade), a lei posterior afasta a anterior (princípio da posterioridade), a norma superior prepondera sobre a norma inferior (princípio da hierarquia). Muitas vezes, é um princípio que entra em ação para resolver o conflito entre duas regras. Por exemplo: o art.  da Lei 9.613/1998 (lei de lavagem de capitais), que dispensa a aplicação do art. 366 do CPP (que manda suspender o processo quando o réu é citado por edital), conflita com o art. 4º, 3º, da mesma lei, que manda aplicar o referido art. 366. Esse conflito se resolve (em favor do art. 4º, 3º) pela aplicação do princípio da ampla defesa (aplica-se a norma mais favorável à defesa).

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Roberto

Há mais de um mês

A diferença básica é que uma REGRA é imposta, já a NORMA é estabelecida.
A REGRA você cumpre porque alguém MANDOU você cumprir,
A NORMA você segue porque você entende o motivo dela existir, você sabe que a NORMA é importante por determinado motivo.
A importância de estar com o uniforme sempre em ordem é uma NORMA, pois o bom PROFISSIONAL entende a apresentação pessoal como parte do crescimento profissional dele.
PONTUALIDADE e ASSIDUIDADE são NORMAS de eficiência e de respeito aos colegas de trabalho.
Um bom PROFISSIONAL sabe que cumprir os procedimentos do posto, e outras atitudes diárias são NORMAS importantes.
E VOCÊ? É um PROFISSIONAL que segue NORMAS ou é um simples funcionário que cumpre REGRAS?

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André

Há mais de um mês

Aparentemente a colega Vanessa é boa demais para se dar ao mérito de ESCREVER, vide FONTE: http://prosecurity.blogspot.com.br/2009/02/voce-sabe-diferenca-entre-uma-regra-e.html

 

Regra jurídica é uma espécie da norma jurídica.

Norma jurídica se divide em: Regra jurídica e Princípio jurídico.

A regra jurídica e o princípio jurídico se distinguem pelo seu nível de abstração e generalidade. Na regra, há pouca generalidade e abstração, enquanto no princípio, seus níveis são altíssimos.

Ex: Matar alguém, Art. 121 Código Penal - Regra Jurídica: regula uma conduta ESPECÍFICA e NADA abstrata. SOMENTE a conduta de MATAR.

Ex 2: Princípio da Dignidade - Princípio Jurídico: regula diversas situações, é um termo extremamente abrangente, ou seja, abstrato.

 

Ambas servem como diretrizes do comportamento humano, sendo de caráter obrigatório, imperativo, com finalidade e consequências determinadas, ou seja, norma jurídica.

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Vanessa

Há mais de um mês

A diferença básica é que uma REGRA é imposta, já a NORMA é estabelecida.
A REGRA você cumpre porque alguém mandou você cumprir,
A NORMA você segue porque você entende o motivo dela existir, você sabe que a NORMA é importante por determinado motivo.

 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas