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Alguém poderia me ajudar com um resumo de Filosofia e Pedagogia da Educação, por favor?


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sara buenos aires de souza

Há mais de um mês

O corpo dos seres vivos apresenta diversos processos complexos que garantem seu funcionamento adequado. Trata-se de uma máquina completamente perfeita. Estudar esses processos é fundamental para promover a saúde da população, evitar doenças e permitir uma melhor qualidade de vida. A parte da Biologia responsável por compreender o funcionamento do corpo e analisar todos os processos físicos e químicos que nele acontecem é a Fisiologia.

A fisiologia é uma área que começou a ser estudada na Grécia há, aproximadamente, 2500 anos. O nome dessa ciência provém das palavras gregas physis e logos, que podem ser traduzidas como “conhecimento da natureza”.

Durante o desenvolvimento da Fisiologia e o aprofundamento a respeito do funcionamento do corpo, vários nomes importantes surgiram. Um desses nomes importantes foi Cláudio Galeno (129-200 d.C), um grande médico romano conhecido por tratar gladiadores. Segundo Galeno, o corpo humano era formado por quatro diferentes fluídos (“quatro humores”) e os três principais órgãos eram o fígado, coração e cérebro. Para seus estudos, Galeno realizava dissecações em animais.

Além de Galeno, outras figuras destacaram-se no estudo sobre o organismo, como é o caso de Andreas Versalius (1514-1564). Esse médico criou a obra De Humani Corporis Fabrica (1543)na qual abordou a anatomia humana e a fisiologia de uma maneira bastante ilustrada. Nessa época, a prática de dissecar cadáveres humanos já era liberada, o que permitiu avanços importantes na área médica.

Uma das maiores contribuições para a fisiologia foi dada em 1628 com a publicação da obra Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis in Animalibus, de William Harvey (1578-1657). Nesse livro, compreendeu-se pela primeira vez que o corpo não produzia sangue continuamente, como se acreditava até então.

De acordo com Harvey, o sangue circulava pelo nosso corpo graças ao funcionamento do coração, que possui contrações musculares capazes de impulsionar o tecido sanguíneo. A partir daí, uma nova forma de ver o corpo humano surgiu e a fisiologia foi se tornando a ciência que conhecemos hoje.

A partir do século XIX, diversas mudanças aconteceram, e o desenvolvimento tecnológico permitiu descobertas importantes, tais como o desenvolvimento da teoria celular e o entendimento da permeabilidade capilar. Nesse período, o conceito dehomeostasia foi proposto e tornou-se fundamental para a Fisiologia. No século XX, outras importantes descobertas foram feitas, como o entendimento da estrutura de DNA e a compreensão do mecanismo de feedback.

Atualmente, a Fisiologia é uma matéria obrigatória nos cursos da área da Saúde, como medicina, biologia, biomedicina, farmácia, nutrição, entre outros importantes cursos. A obrigatoriedade ocorre porque, sem compreender essa área, é impossível exercer qualquer atividade que envolva a vida.

O corpo dos seres vivos apresenta diversos processos complexos que garantem seu funcionamento adequado. Trata-se de uma máquina completamente perfeita. Estudar esses processos é fundamental para promover a saúde da população, evitar doenças e permitir uma melhor qualidade de vida. A parte da Biologia responsável por compreender o funcionamento do corpo e analisar todos os processos físicos e químicos que nele acontecem é a Fisiologia.

A fisiologia é uma área que começou a ser estudada na Grécia há, aproximadamente, 2500 anos. O nome dessa ciência provém das palavras gregas physis e logos, que podem ser traduzidas como “conhecimento da natureza”.

Durante o desenvolvimento da Fisiologia e o aprofundamento a respeito do funcionamento do corpo, vários nomes importantes surgiram. Um desses nomes importantes foi Cláudio Galeno (129-200 d.C), um grande médico romano conhecido por tratar gladiadores. Segundo Galeno, o corpo humano era formado por quatro diferentes fluídos (“quatro humores”) e os três principais órgãos eram o fígado, coração e cérebro. Para seus estudos, Galeno realizava dissecações em animais.

Além de Galeno, outras figuras destacaram-se no estudo sobre o organismo, como é o caso de Andreas Versalius (1514-1564). Esse médico criou a obra De Humani Corporis Fabrica (1543)na qual abordou a anatomia humana e a fisiologia de uma maneira bastante ilustrada. Nessa época, a prática de dissecar cadáveres humanos já era liberada, o que permitiu avanços importantes na área médica.

Uma das maiores contribuições para a fisiologia foi dada em 1628 com a publicação da obra Exercitatio Anatomica de Motu Cordis et Sanguinis in Animalibus, de William Harvey (1578-1657). Nesse livro, compreendeu-se pela primeira vez que o corpo não produzia sangue continuamente, como se acreditava até então.

De acordo com Harvey, o sangue circulava pelo nosso corpo graças ao funcionamento do coração, que possui contrações musculares capazes de impulsionar o tecido sanguíneo. A partir daí, uma nova forma de ver o corpo humano surgiu e a fisiologia foi se tornando a ciência que conhecemos hoje.

A partir do século XIX, diversas mudanças aconteceram, e o desenvolvimento tecnológico permitiu descobertas importantes, tais como o desenvolvimento da teoria celular e o entendimento da permeabilidade capilar. Nesse período, o conceito dehomeostasia foi proposto e tornou-se fundamental para a Fisiologia. No século XX, outras importantes descobertas foram feitas, como o entendimento da estrutura de DNA e a compreensão do mecanismo de feedback.

Atualmente, a Fisiologia é uma matéria obrigatória nos cursos da área da Saúde, como medicina, biologia, biomedicina, farmácia, nutrição, entre outros importantes cursos. A obrigatoriedade ocorre porque, sem compreender essa área, é impossível exercer qualquer atividade que envolva a vida.

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sara buenos aires de souza

Há mais de um mês

PEDAGOGIA  DA EDUCAÇÃO ( RESUMO )

Para exercer uma prática docente alinhada aos preceitos, princípios e valores éticos supracitados o educador deve, acima de tudo, ter conhecimento de um conjunto de saberes indispensáveis e fundamentais para tal.

Exigisse o saber de que ensinar não é transferir conhecimento, mas possibilitar as condições para que ele seja produzido, reproduzido, questionado e analisado. O aluno não é uma caixa ou um banco vazio onde se deve depositar tal conhecimento, mas, ao contrário, é um sujeito pensante, reflexivo, teleológico capaz de conhecer e atribuir significados a realidade natural ou social. Portanto, a prática pedagógica é um processo em que sujeito e objeto fazem parte da construção dos saberes, afinal quem ensina aprende ensinando e quem aprende ensina aprendendo, como bem analisou o autor. É uma prática em que os sujeitos envolvidos mantém uma intrínseca relação de interdependência, pois não existe docente sem discente e vice-versa.

À materialização e efetivação de uma educação popular, revolucionária e emancipadora exige-se eticidade e criticidade. Um educador compromissado com este tipo de educação deve sobrepor a ética acima dos seus interesses particulares, do seu ego, valores morais conservadores, reacionários e retrógrados. Deve lutar coletivamente com os demais sujeitos sociais para a transformação desta ordem social capitalista injusta e desumana. Deve, acima de tudo, buscar a maior aproximação metódica possível da realidade, transgredir o senso comum alienado e alienante, partindo-se do pressuposto de que todas as relações humanas são construções dos próprios homens em sociedade, portanto cultuais, e sendo assim são passíveis de transformação.

Um dos primeiros passos em busca desta compreensão é estimular e despertar a curiosidade que nos move, nos impulsiona a questionar, duvidar, criticar e propor alternativas ao que está posto e estabelecido. É indispensável, no entanto, que saiamos da curiosidade banal, corriqueira para uma “curiosidade epistemológica”, sistematizada, racionalizada, ou seja, com um caráter mais científico. Tal curiosidade nos leva a “pensar certo”, isto é, a analisarmos coerentemente o mundo, as relações humanas, enfim, a sociedade a partir de conceitos e concepções teóricas baseadas na ética, no bem coletivo e no desenvolvimento das potencialidades da humanidade. 

Pensar com base na ética é pensar certo, é avaliar o mundo com profundidade deixando de lado apreensões superficiais que não explicam criticamente os objetos cognoscíveis. Preciso manter coerência entre o que penso e o que faço, isto é, tenho que materializar as minhas ideias. Não posso defender um projeto societário emancipador, revolucionário se pratico ações discriminadoras, preconceituosas e reacionárias.

É impensável formar cidadãos critico-reflexivos compromissados com a ética, responsáveis, competentes, movidos por sentimentos de amor ao próximo, à humanidade se não liberto a minha criatividade e curiosidade no ato educativo, se me ponho como um deus intocável no meu pedestal e se considero os alunos como meros repetidores de conhecimentos prontos, máquinas de aprender e reproduzir o já produzido, “servos” intelectual e cognitivamente inferiores a mim. Para ser um bom educador tenho que ser, sobretudo, humilde, reconhecer os conhecimentos dos meus discentes, a sua cultura, os seus valores e respeitá-los mesmo que não os concorde.

Deve-se  expor as s ideias e conhecimentos e não impô-los como uma norma ou um dogma irrecusável e inquestionável. Pois, o processo de construção do conhecimento se faz através da dialogicidade, do debate de ideias, da critica aos pré-juízos, às pre-noções e preconceitos. Faz-se mediante a prática dialética do discurso e da análise durante a qual questiono, debato, analiso o que está sendo exposto, discutido, a fim de formular um novo conhecimento, um conhecimento mais próximo possível do que é justo, real, concreto e ético. 

O ser humano é um ser histórico, cultural, político e social. É um ser curioso por natureza, criador, formulador da ética e, portanto, ao mesmo tempo criador das condições propícias para transgredi-la. Não somos ou o mundo é, isto é, aquilo é, mas tudo e todos estão sendo, inclusive nós em sociedade, ou seja, estamos perpassando constantemente por um processo de construção, desconstrução, afirmação e reafirmação, afinal nada é estático e absoluto, pois tudo muda, tudo se transforma.

Somos, neste sentido, seres inacabados e a consciência deste inacabamento nos impulsiona ao “pensar certo”, à “curiosidade epistemológica”, pois sempre estamos nos construindo e possibilitando a construção dos outros. Também somos seres condicionados, porém não determinados fatalmente. Isto é, somos influenciados pelo meio em que estamos inseridos, nossa formação como seres humanos é condicionada por fatores políticos, estruturais, ideológicos, culturais e sociais, no entanto, jamais devemos se acomodar e aceitar resignadamente tudo o que nos é imposto, afinal somos sujeitos da nossa própria história, sujeitos da transgressão, da ruptura, do questionamento e da crítica e não objetos da imposição, do mando e desmando, das vontades e interesses alheios.

Não podemos pensar o mundo como algo dado e imutável, mas como uma realidade por nós construída e por nós modificada.  O pensamento fatalista nos impossibilita de pensar nas possibilidades e limites da transformação, porém não podemos em contrapartida cairmos no discurso e na ideia ingênua e equivocada do messianismo, de que sozinhos e isoladamente vamos revolucionar o mundo, a sociedade e todas as suas dimensões, este, porém, é um processo lento, gradual e contínuo que todos independentemente de classe, raça/etinia, religião e condição sexual devem empreender como projeto de vida, coletivo, profissional e societário.

A luta pela construção de um mundo melhor para se viver, de uma sociedade emancipada onde todos possam desenvolver suas capacidades e potencialidades é um dever de todos, é uma batalha justa, legítima e possível e não utópica, ao contrário do discurso fatalista neoliberal que prega a naturalização das desigualdades, dos problemas e mazelas sociais, das injustiças humanas, da miséria defendendo que “tudo é como é e não pode ser mudado”, que “o mundo é assim mesmo por que Deus quis que o fosse” etc. As relações sociais e, portanto, humanas e suas consequências, como as injustiças e desigualdades, não expressam o desejo e a vontade de Deus, mas atendem e manifestam os interesses estritamente de uma minoria sedenta por poder, riqueza e status. Uma minoria que historicamente utilizou-se de um amálgama de recursos, ideologias e situações para conquistar e se manter no poder, poder este fruto e construto humano.

Ao efetivar a prática educativa devemos estimular, fomentar e possibilitar espaços que despertem e viabilizem a potencialização da autonomia e protagonismo dos sujeitos nela envolvidos. Além de respeitar os seus limites, habilidades e capacidades temos que respeitar e reconhecer os seus direitos e deveres como seres humanos, bem como a sua liberdade de escolha e expressão, as suas vivências e experiências, o seu conhecimento que geralmente limitado e muitas vezes errôneo deve ser questionado e transformado.

É absolutamente contraditório , defender teoricamente um conjunto de valores e princípios .

Paulo Freire livro Pedagogia da Autonomia”.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes