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Multa e tributo é a mesma coisa?


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

O Código Tributário Nacional fornece a definição legal de tributo, em seu art. 3º, como sendo "toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei, e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada"

O CTN é taxativo ao apontar os elementos essenciais à configuração do tributo: o tributo é prestação pecuniária, é compulsórionão é multa, é instituído por lei, e é cobrado mediante lançamento.

 A multa é uma sanção por ato ilícito, não sendo, portanto, tributo.  

A classificação do tributo quanto às suas espécies é tema alvo de diversas divergências doutrinárias. Não há qualquer posicionamento pacífico quanto à classificação das espécies tributárias.

A Constituição, em seu artigo 145, prevê 3 espécies de tributos, in verbis:

"Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I – impostos;

II – taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;

III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas."

O Código Tributário Nacional, seguindo a mesma linha de raciocínio, apontou expressamente as mesmas três espécies tributárias, em seu artigo 5º.

Para os que adotam a teoria tripartitehaveria apenas os 3 tributos supracitados.

Entretanto, a classificação prevista no art. 145 da CF e no art. 5º do CTN é obscura e duvidosa, tendo em vista que a Carta Maior, em seus arts. 148 e 149, previu o empréstimo compulsório e a contribuição especial, respectivamente, cuja natureza jurídica é alvo de inúmeros debates na doutrina.

Para a teoria pentapartite, os dois institutos supracitados podem ser considerados espécies tributárias autônomas.

Para os tripartites, os dois institutos seriam enquadrados nas espécies "taxa" ou "imposto", dependendo da análise de seu fato gerador.

O Código Tributário Nacional fornece a definição legal de tributo, em seu art. 3º, como sendo "toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei, e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada"

O CTN é taxativo ao apontar os elementos essenciais à configuração do tributo: o tributo é prestação pecuniária, é compulsórionão é multa, é instituído por lei, e é cobrado mediante lançamento.

 A multa é uma sanção por ato ilícito, não sendo, portanto, tributo.  

A classificação do tributo quanto às suas espécies é tema alvo de diversas divergências doutrinárias. Não há qualquer posicionamento pacífico quanto à classificação das espécies tributárias.

A Constituição, em seu artigo 145, prevê 3 espécies de tributos, in verbis:

"Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I – impostos;

II – taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;

III – contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas."

O Código Tributário Nacional, seguindo a mesma linha de raciocínio, apontou expressamente as mesmas três espécies tributárias, em seu artigo 5º.

Para os que adotam a teoria tripartitehaveria apenas os 3 tributos supracitados.

Entretanto, a classificação prevista no art. 145 da CF e no art. 5º do CTN é obscura e duvidosa, tendo em vista que a Carta Maior, em seus arts. 148 e 149, previu o empréstimo compulsório e a contribuição especial, respectivamente, cuja natureza jurídica é alvo de inúmeros debates na doutrina.

Para a teoria pentapartite, os dois institutos supracitados podem ser considerados espécies tributárias autônomas.

Para os tripartites, os dois institutos seriam enquadrados nas espécies "taxa" ou "imposto", dependendo da análise de seu fato gerador.

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Marcelo

Há mais de um mês

Multa e tributo não se confundem. Inclusive é proibido aumentar a carga tributária como forma de multar o inadimplente. Veja os recursos extraordinários no STF a respeito (RE112910 e 109538)

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LUCIANA

Há mais de um mês

Não, uma vez que Multa é cometida por iligalidade , já o Tributo é uma lei imposta para que o agente tenha que contibuir com os cofres públicos.

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Jefersson

Há mais de um mês

Multa e Tributo são coisas completamente diferentes.

O Tributo segundo o artigo 3º do Código Tributário Nacional é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

A Multa por sua vez é uma sanção por ato ilícito do contribuinte. Uma das caracteristicas da multa é que a mesma é confiscatória e punitiva. Nasce após uma conduta contrária a legislação tributária ou civil, conduta esta que pode ser evitada pelo contribuinte ficando livre da sanção fiscal. Em contra partida, o Tributo é uma imposição do Estado, sendo que o contribuinte não possui meios de se livrar.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas