A maior rede de estudos do Brasil

Como é a judicialização da política no Brasil?


2 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Um dos assuntos mais debatidos ultimamente é a relação entre os poderes e como manter a separação e a harmonia entre eles, principalmente com o destaque que o Judiciário vem alcançando na decisão de casos difíceis e na realização do controle judicial das políticas públicas.

Há casos em que essa atuação é bem vista, mas em outros é tida como um desrespeito ao princípio da separação de poderes. 

Dentre os conceitos advindos dessa discussão, podemos destacar o ativismo judicial e a judicialização da política.

O ativismo judicial se dá quando o judiciário ultrapassa sua barreira de atuação, se imiscuindo ilegalmente em competências de outros poderes. 

Segundo Luis Roberto Barroso, a judicialização da política, ao contrário do ativismo judicial, não é uma alternativa do Judiciário, e afirma: “a judicialização constitui um fato inelutável, uma circunstância decorrente do desenho institucional vigente, e não uma opção política do Judiciário”.

A judicialização, segundo Barroso, significa que "questões relevantes do ponto de vista político, social ou moral estão sendo decididas, em caráter final, pelo Poder Judiciário. Trata-se, como intuitivo, de uma transferência de poder para as instituições judiciais, em detrimento das instâncias políticas tradicionais, que são o Legislativo e o Executivo".

Segundo o eminente ministro, algumas das causas desse fenômeno são: a redemocratização do país, a constitucionalização de vários temas e o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade.

A Constitucionalização de muitos temas na CRFB/88, por exemplo, levou ao judiciário diversos questionamentos que antes não eram levados.

Um dos assuntos mais debatidos ultimamente é a relação entre os poderes e como manter a separação e a harmonia entre eles, principalmente com o destaque que o Judiciário vem alcançando na decisão de casos difíceis e na realização do controle judicial das políticas públicas.

Há casos em que essa atuação é bem vista, mas em outros é tida como um desrespeito ao princípio da separação de poderes. 

Dentre os conceitos advindos dessa discussão, podemos destacar o ativismo judicial e a judicialização da política.

O ativismo judicial se dá quando o judiciário ultrapassa sua barreira de atuação, se imiscuindo ilegalmente em competências de outros poderes. 

Segundo Luis Roberto Barroso, a judicialização da política, ao contrário do ativismo judicial, não é uma alternativa do Judiciário, e afirma: “a judicialização constitui um fato inelutável, uma circunstância decorrente do desenho institucional vigente, e não uma opção política do Judiciário”.

A judicialização, segundo Barroso, significa que "questões relevantes do ponto de vista político, social ou moral estão sendo decididas, em caráter final, pelo Poder Judiciário. Trata-se, como intuitivo, de uma transferência de poder para as instituições judiciais, em detrimento das instâncias políticas tradicionais, que são o Legislativo e o Executivo".

Segundo o eminente ministro, algumas das causas desse fenômeno são: a redemocratização do país, a constitucionalização de vários temas e o sistema brasileiro de controle de constitucionalidade.

A Constitucionalização de muitos temas na CRFB/88, por exemplo, levou ao judiciário diversos questionamentos que antes não eram levados.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas