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Por que se associa a defesa dos Direitos Fundamentais ao movimento constitucionalista, em sentido estrito? Que Constituições brasileiras o traduzem?


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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

O constitucionalismo possui dois sentidos: um amplo e um estrito.

No sentido amplo, significa que as constituições sempre existiram em toda forma de estado, fosse escrita ou não escrita, normativa ou mera carta política, formal ou material, analítica ou sintética, outorgada, promulgada ou cezarista, dogmática ou histórica, garantia ou dirigente, rígida, flexível, semi-rígida, super-rígida ou imutável. Enfim, é a mera existência de uma Constituição, independentemente de suas características e, ainda, de sua vinculação do poder estatal e dos governados. Aqui se incluem as constituições que compõem mera carta política, com orientações a serem seguida, bem como as constituições que possuem força normativa, vinculando o Estado e seus administrados, que podem opor juridicamente a Constituição para garantia de seus direitos.

No sentido estrito, contudo, temos apenas as constituições que possuem essa força normativa, sendo oponível ao Estado, como meio de garantia das liberdades (como iniciou), mas também como meio de requerer a prestação de direitos e defesa da coletividade. Nesse sentido, a Constituição passa a ser obrigatoriamente seguida pelos poderes constituídos e passa a ser tutelada por diversos mecanismos, administrativos e judiciais.

Passa-se, no contexto daquela constituição normativa, a impedir que o Poder Legislativo ordinário, tão forte no contexto de uma condição que se traduz em mera carta política, viole direitos e garantias constitucionalmente tuteladas, sob pena de não ter aquela norma cumprida, seja por controle preventivo ou repressivo de constitucionalidade.

No Brasil, conforme o professor Daniel Sarmento e Claudio Pereira de Souza Neto, existiram muitas constituições e pouco constitucionalismo. De fato, tivemos 8 constituições (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988), mas quase sempre se traduziram em mera carta política, violada ou não observada pelos poderes constituídos, prevalecendo a legislação infraconstitucional como normativa a ser observada.

Muito embora tenha o então Presidente Juscelino Kubitschek assumido o compromisso de exercer um governo constitucional, na época da Constituição de 1946, ainda não era possível opor as normas constitucionais em face dos governados e governantes, razão pela qual se diz que, no Brasil, o constitucionalismo em sentido estrito, com atribuição de força normativa à Constituição, com todos os meios de controle previstos, se inicia com a Constituição da República Federativa de 1988.

O constitucionalismo possui dois sentidos: um amplo e um estrito.

No sentido amplo, significa que as constituições sempre existiram em toda forma de estado, fosse escrita ou não escrita, normativa ou mera carta política, formal ou material, analítica ou sintética, outorgada, promulgada ou cezarista, dogmática ou histórica, garantia ou dirigente, rígida, flexível, semi-rígida, super-rígida ou imutável. Enfim, é a mera existência de uma Constituição, independentemente de suas características e, ainda, de sua vinculação do poder estatal e dos governados. Aqui se incluem as constituições que compõem mera carta política, com orientações a serem seguida, bem como as constituições que possuem força normativa, vinculando o Estado e seus administrados, que podem opor juridicamente a Constituição para garantia de seus direitos.

No sentido estrito, contudo, temos apenas as constituições que possuem essa força normativa, sendo oponível ao Estado, como meio de garantia das liberdades (como iniciou), mas também como meio de requerer a prestação de direitos e defesa da coletividade. Nesse sentido, a Constituição passa a ser obrigatoriamente seguida pelos poderes constituídos e passa a ser tutelada por diversos mecanismos, administrativos e judiciais.

Passa-se, no contexto daquela constituição normativa, a impedir que o Poder Legislativo ordinário, tão forte no contexto de uma condição que se traduz em mera carta política, viole direitos e garantias constitucionalmente tuteladas, sob pena de não ter aquela norma cumprida, seja por controle preventivo ou repressivo de constitucionalidade.

No Brasil, conforme o professor Daniel Sarmento e Claudio Pereira de Souza Neto, existiram muitas constituições e pouco constitucionalismo. De fato, tivemos 8 constituições (1824, 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1969 e 1988), mas quase sempre se traduziram em mera carta política, violada ou não observada pelos poderes constituídos, prevalecendo a legislação infraconstitucional como normativa a ser observada.

Muito embora tenha o então Presidente Juscelino Kubitschek assumido o compromisso de exercer um governo constitucional, na época da Constituição de 1946, ainda não era possível opor as normas constitucionais em face dos governados e governantes, razão pela qual se diz que, no Brasil, o constitucionalismo em sentido estrito, com atribuição de força normativa à Constituição, com todos os meios de controle previstos, se inicia com a Constituição da República Federativa de 1988.

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Carla Silva

Há mais de um mês

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