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o que é pagamento em consignação ? explique suas regras


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Carlos Eduardo Ferreira de Souza Verified user icon

Há mais de um mês

Pagamento em consignação é aquele feito por meio de depósito em dinheiro ou da coisa devida na via judicial ou em estabelecimento bancário, que tem aptidão de extinguir a obrigação. Naquele primeiro caso, se fala em consignação judicial e neste último se diz consignação extrajudicial ou bancária (art. 334, do Código Civil).

"Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais."

Entretanto, somente se admitirá o pagamento em consignação nas hipóteses trazidas em rol taxativo do art. 335, do Código Civil:

"Art. 335. A consignação tem lugar:

I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;

II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;

III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;

IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;

V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento."

Para ter validade, ainda, deverão ser atendidas algumas regras:

1) O pagamento deverá ser feito nos moldes acordados em obrigação contraída, em relação à pessoa, ao modo, ao objeto e ao tempo (art. 336, do CC);

2) Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigação para todas as consequências de direito, ou sejam será possível ao devedor retirar o pagamento, desde que o credor ainda não tenha aceitado ou impugnado o pagamento, mas subsistirão todas as obrigações decorrentes do descumprimento (art. 338, do CC). 

3) Entretanto, se julgado procedente o pagamento, o devedor não poderá levantar os valores, mesmo que o credor consinta, dependendo da concordância dos codevedores e fiadores eventuais (art. 339, do CC).

4) O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depósito, concordar com o levantamento da coisa pelo devedor, perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído (art. 340, do CC). Percebamos, contudo, que é antes do julgamento de procedência.

5) Quanto à indeterminação ou sobre se tratar de bem imóvel, temos as regras dos arts. 341 e 342, do Código Civil:

"Art. 341. Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva ser entregue no mesmo lugar onde está, poderá o devedor citar o credor para vir ou mandar recebê-la, sob pena de ser depositada.

Art. 342. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor, será ele citado para esse fim, sob cominação de perder o direito e de ser depositada a coisa que o devedor escolher; feita a escolha pelo devedor, proceder-se-á como no artigo antecedente."

6) Sobre as despesas com depósito, correrão por conta do credor, se julgada procedente a consignação em pagamento (é que o credor teria dado injustificada causa à ação de consignação), enquando correrá pelo devedor se julgado improcedente (é que a propositura se deu sem necessidade ou sem preenchimento dos requisitos legais) (art. 343, do CC).

 

Pagamento em consignação é aquele feito por meio de depósito em dinheiro ou da coisa devida na via judicial ou em estabelecimento bancário, que tem aptidão de extinguir a obrigação. Naquele primeiro caso, se fala em consignação judicial e neste último se diz consignação extrajudicial ou bancária (art. 334, do Código Civil).

"Art. 334. Considera-se pagamento, e extingue a obrigação, o depósito judicial ou em estabelecimento bancário da coisa devida, nos casos e forma legais."

Entretanto, somente se admitirá o pagamento em consignação nas hipóteses trazidas em rol taxativo do art. 335, do Código Civil:

"Art. 335. A consignação tem lugar:

I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;

II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;

III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;

IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;

V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento."

Para ter validade, ainda, deverão ser atendidas algumas regras:

1) O pagamento deverá ser feito nos moldes acordados em obrigação contraída, em relação à pessoa, ao modo, ao objeto e ao tempo (art. 336, do CC);

2) Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigação para todas as consequências de direito, ou sejam será possível ao devedor retirar o pagamento, desde que o credor ainda não tenha aceitado ou impugnado o pagamento, mas subsistirão todas as obrigações decorrentes do descumprimento (art. 338, do CC). 

3) Entretanto, se julgado procedente o pagamento, o devedor não poderá levantar os valores, mesmo que o credor consinta, dependendo da concordância dos codevedores e fiadores eventuais (art. 339, do CC).

4) O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depósito, concordar com o levantamento da coisa pelo devedor, perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído (art. 340, do CC). Percebamos, contudo, que é antes do julgamento de procedência.

5) Quanto à indeterminação ou sobre se tratar de bem imóvel, temos as regras dos arts. 341 e 342, do Código Civil:

"Art. 341. Se a coisa devida for imóvel ou corpo certo que deva ser entregue no mesmo lugar onde está, poderá o devedor citar o credor para vir ou mandar recebê-la, sob pena de ser depositada.

Art. 342. Se a escolha da coisa indeterminada competir ao credor, será ele citado para esse fim, sob cominação de perder o direito e de ser depositada a coisa que o devedor escolher; feita a escolha pelo devedor, proceder-se-á como no artigo antecedente."

6) Sobre as despesas com depósito, correrão por conta do credor, se julgada procedente a consignação em pagamento (é que o credor teria dado injustificada causa à ação de consignação), enquando correrá pelo devedor se julgado improcedente (é que a propositura se deu sem necessidade ou sem preenchimento dos requisitos legais) (art. 343, do CC).

 

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