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Preciso da resposta desse caso concreto com urgência ! CONSTITUCIONAL I

Conhecida loja do ramo alimentício estabelece norma interna determinando que todos os funcionários devem passar pela revista íntima no final do expediente laboral.Ronald Andrade, funcionário da loja e estudante de direito, questiona ao seu gerente que o referido procedimento viola o Princípio da Dignidade Humana que está protegido no art. 1º, III da CF/88. Alfredo Rodrigues, gerente da loja, argumenta que, em nenhuma hipótese, os Direitos Fundamentais da Constituição Federal de 1988 se aplicam nas relações de emprego, foram criados somente para proteção do indivíduo contra o abuso de poder dos órgãos do Estado e não de empresas privadas. Tomando como base a teoria geral dos direitos fundamentais, podemos concordar com a fundamentação do gerente da loja? Justifique a sua resposta.


5 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

É importante primeiro saber a diferença entre revista, e revista íntima. A revista íntima é proibida pela constituição, no art 5º onde protege a dignidade da pessoa humana e a dignidade da imagem, em seu inciso 10. O empregador tem direito a proteção patrimonial, que dá direito a revista, sendo um ato discreto, impessoal, e que não exponha o trabalhador a uma situação vexatória. No caso de suspeita de furto por um funcionário, a revista pode ser realizada, mas não a íntima. Nesse caso pode-se chamar a polícia. Pode ser utilizado detector de metal, máquinas de raio x etc, porém o funcionário deve ser avisado antes.

Pelas palavras do gerente, percebe-se que ele não conhece as leis trabalhistas ou qualquer outra. A fundamentação do gerente não deve ser tolerada, não é aceito qualquer situação que desrespeite ou afronte a integridade moral e/ou psíquica, ou interfira na dignidade do funcionário no local de trabalho.

É importante primeiro saber a diferença entre revista, e revista íntima. A revista íntima é proibida pela constituição, no art 5º onde protege a dignidade da pessoa humana e a dignidade da imagem, em seu inciso 10. O empregador tem direito a proteção patrimonial, que dá direito a revista, sendo um ato discreto, impessoal, e que não exponha o trabalhador a uma situação vexatória. No caso de suspeita de furto por um funcionário, a revista pode ser realizada, mas não a íntima. Nesse caso pode-se chamar a polícia. Pode ser utilizado detector de metal, máquinas de raio x etc, porém o funcionário deve ser avisado antes.

Pelas palavras do gerente, percebe-se que ele não conhece as leis trabalhistas ou qualquer outra. A fundamentação do gerente não deve ser tolerada, não é aceito qualquer situação que desrespeite ou afronte a integridade moral e/ou psíquica, ou interfira na dignidade do funcionário no local de trabalho.

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Marcella Mello

Há mais de um mês

Não é possível concordar com a fundamentação do gerente de loja. A Constituição por ser a carta magna do país, nenhum está acima dela e todos devem seguir seus normativos, inclusive as empresas privadas. Ademais, existe até entendimento do TST no quesito das revistas, somente a revista simples e sem contato físico é lícita, aquela que for considerada abusiva, íntima, que envolve contato corporal não é admitida, caso ocorra poderá pleitear ação por danos. Vale ressaltar também, que o art. 5º da CF/88, mais precisamente, no inciso X, são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; que no caso expresso está sendo violada.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas