A maior rede de estudos do Brasil

Quais foram os conflitos entre papa e imperador e entre reis e imperador ?como se tentou solucioná-los?

FilosofiaEeefm Manoel Lobato

4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

User badge image

RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Quando falamos de conflitos entre papas e Imperadores ou entre reis e Imperadores devemos ter em mente que existiram muitos papas, reis e também muitos Imperadores durante toda a história do mundo e, por isso, também desencadearam muitos conflitos, principalmente relacionados ao jogo de poder e busca de influência dentro de uma sociedade. Estes conflitos, muito distintos entre si, foram resolvidos cada um a sua maneira.

De modo geral podemos indicar que o Estado e a Igreja entram em conflito principalmente por divergências no âmbito político e religioso o que, inclusive, leva a estes poderes a se separem. Do lado do Estado entende-se que o governo deveria lidar com questões do âmbito executivo, legislativo e judiciário, enquanto do lado da Igreja entende-se que muitos desses poderes deveria estar vinvulados à escolha divina, inclusive a própria escolha de quem governaria a sociedade, que deveria ser um enviado de Deus na Terra. Geralmente, este conflito foi resolvido por meio da separação entre a eleição do governante e a sua unção.

**

Quando falamos de conflitos entre papas e Imperadores ou entre reis e Imperadores devemos ter em mente que existiram muitos papas, reis e também muitos Imperadores durante toda a história do mundo e, por isso, também desencadearam muitos conflitos, principalmente relacionados ao jogo de poder e busca de influência dentro de uma sociedade. Estes conflitos, muito distintos entre si, foram resolvidos cada um a sua maneira.

De modo geral podemos indicar que o Estado e a Igreja entram em conflito principalmente por divergências no âmbito político e religioso o que, inclusive, leva a estes poderes a se separem. Do lado do Estado entende-se que o governo deveria lidar com questões do âmbito executivo, legislativo e judiciário, enquanto do lado da Igreja entende-se que muitos desses poderes deveria estar vinvulados à escolha divina, inclusive a própria escolha de quem governaria a sociedade, que deveria ser um enviado de Deus na Terra. Geralmente, este conflito foi resolvido por meio da separação entre a eleição do governante e a sua unção.

**

User badge image

Luiza

Há mais de um mês

Com o declínio da autoridade imperial, que culminou com a queda de Roma no século V, a Igreja cristã tornou-se uma autoridade temporal e religiosa, em certa medida independente, embora na Europa ocidental houvesse uma longa tradição de relações entre a Igreja e o Estado, ou entre as estruturas eclesiásticas e as estruturas políticas.
No princípio deste novo período, o Papa Gelásio I enunciou uma doutrina das "duas espadas", pela qual o Estado e a Igreja teriam um estatuto idêntico. Mais tarde, a Controvérsia (ou Querela) das Investiduras seria um dos maiores conflitos travados entre as duas autoridades nos séculos XI e XII. Esta disputa surgiu com a discussão do papel desempenhado pelos príncipes laicos nas cerimónias em que os bispos e abades eram empossados, sobretudo no momento em que o príncipe entregava ao prelado o anel e o báculo, os símbolos do poder espiritual. Esta prática da investidura laica fora desenvolvida na Idade Média, à medida que os imperadores e reis procuravam aproximar-se da riqueza e da autoridade da Igreja, em troca da oferta de proteção.
Esta era, por isso, uma prática do emergente mundo feudal, onde muitas vezes os senhores religiosos eram também investidos de poderes laicos, estando portanto sujeitos a manterem a sua lealdade perante o rei.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas