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O que são falhas de mercado?

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6 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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RD Resoluções Verified user icon

Há mais de um mês

Trata-se de uma situação econômica em que o mercado não consegue fabricar uma alocação natural que seja eficiente, isto quer dizer que, nessas situações, as transações geradas pelo mercado acabam produzindo mais efeitos negativos para todos os participantes do que satisfazendo, de forma individual, cada um dos demandantes e ofertantes. Dessa maneira, essa situação descrita anteriormente é denominada, na área econômica, falhas de mercado. Assim, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio que cubra esta falha e que estabeleça benefícios proporcionais, tanto para ofertantes quanto para demandantes.
Trata-se de uma situação econômica em que o mercado não consegue fabricar uma alocação natural que seja eficiente, isto quer dizer que, nessas situações, as transações geradas pelo mercado acabam produzindo mais efeitos negativos para todos os participantes do que satisfazendo, de forma individual, cada um dos demandantes e ofertantes. Dessa maneira, essa situação descrita anteriormente é denominada, na área econômica, falhas de mercado. Assim, é necessário encontrar um ponto de equilíbrio que cubra esta falha e que estabeleça benefícios proporcionais, tanto para ofertantes quanto para demandantes.
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John Rodrigues

Há mais de um mês

O direito econômico tem início com a queda da Bolsa de 1929 que obrigou o Estado a interferir na economia, pondo fim ao “laissez faire”, quando ocorreu definitivamente a passagem do liberalismo para o invervencionismo.

Existem 05 falhas de mercado, evidenciadas após o crash de 29, que passaram a exigir a intervenção direta do Estado:

1) Falha da Mobilidade dos Fatores

Existia a crença de que o preço sinalizaria a produção (trabalho, capitais e bens). A mobilidade, contudo, era uma ficção, pois, mesmo com o excesso de produção de café e com os preços caindo, os fazendeiros não desistiam do seu produto cafeeiro, o que gerava uma diminuição ainda maior dos preços desta commodity. Foi então observado que os empresários, não conseguem abandonar a atividade em baixa pois possuem dupla imobilidade (cultural e física). Deste modo, não existia a tão propalada mobilidade dos fatores e o Estado precisou, mediante pelas políticas estatais, gerar políticas de crédito e fixar preços mínimos para impedir lucros abusivos.

 

2) Falha do acesso às informações relevantes ou à assimetria das informações

Os agentes econômicos imaginavam que os preços traziam informações fundamentais que permitiam decisões de investimento, aquisição e consumo. Mas esta era uma idéia equivocada, pois os produtores eram sigilosos em relação às suas commodities. Para dar transparência aos consumidores, o Estado passou a exigir informações relevantes (produtos, empreendimentos e transações ocorridas), produzindo uma vasta legislação societária e de defesa do consumidor, para a publicização da atividade do empresário, visando corrigir o defeito da assimetria de informações do mercado.

3) Falha da Concentração Econômica

Um fenômeno natural é a aquisição dos concorrentes, podendo gerar concentração benéfica ou maléfica do mercado. No lugar de uma concentração atomizada (vários agentes) ocorria a concentrada oligopolizante (monopólio: único produto e monopsônio: único comprador). Em 1892 nos Estados Unidos com o Sherman Act, surgiu a legislação anti-trust para intervir no domínio econômico. No Brasil a análise da concentração é feita posteriormente à fusão/aquisição pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

4) Falha das Externalidades (falha de sinal)

Nas atividades de produção, raramente todos os custos e benefícios recaem sobre a unidade responsável pela sua elaboração. Externalidades podem ser definidas como custos ou benefícios não compensados pecuniariamente, isto é, não transferidos pelo preço.

O efeito externo ao mercado verifica-se quando o arcabouço legal mostra-se incapaz de identificar e atribuir tais custos adequadamente. Existem 02 tipos de externalidades:

a) negativa: custos imputados a outras pessoas e não a quem efetivamente os produz. Para produzir um determinado bem pode se produzir muita poluição que geraria problemas de saúde. O custo da poluição deve ser alocado ao empreendedor sob pena de recair em terceiros (saúde pública). Assim, o preço do bem fica mais barato do que deveria ser pois gera um custo social maior.

O princípio do poluidor pagador corrige esta deficiência por indenizações, tributos, etc.

b) positiva: benefícios imputados a outras pessoas. O Estado deve garantir que quem gerou benefício econômico seja recompensado. Um exemplo é a contribuição de melhoria que recupera a valorização imobiliária de uma região.

5) Falha da Produção dos Bens Coletivos

Uma vez produzidos, permitem que qualquer pessoa possa usufruí-los. São bens aptos ao atendimento simultâneo das necessidades de uma coletividade para os quais não vigoram o princípio da exclusão no ato do seu uso ou consumo. O direito de propriedade exclui os terceiros do uso de fluição do bem. Um exemplo de bens coletivos são as ruas e rodovias (todos se beneficiam). A economia liberal (mercado) não dá incentivo aos empresários para produção de bens coletivos. A legislação deve corrigir esta falha do Estado Liberal que, pelo modelo intervencionista, coordena os fatores de produção (interfere no direito da propriedade e liberdade de contratar).

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Gaby Ribeiro

Há mais de um mês

Falha de mercado é a situação econômica onde um mercado não consegue produzir uma ação natural que seja eficiente.
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John Rodrigues

Há mais de um mês

Falha de mercado é a situação econômica onde um mercado não consegue produzir uma alocação natural que seja eficiente.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas