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bioquimica fundamental

A celulose praticamente pura obtida dos fios das sementes de Gossypium (algodão) é resistente, fibrosa e completamente insolúvel em água. Em contrapartida, o glicogênio extraído de músculo ou fígado se dispersa prontamente em água quente, formando uma solução turva. Apesar das propriedades físicas marcadamente diferentes, ambas as substâncias são polímeros de D-glicose em ligações (1,4) com massa molecular comparável. Quais características estruturais desses dois polissacarídeos geram suas diferentes propriedades físicas? Explique as vantagens biológicas das respectivas propriedades de cada polímero. 

Biofísica

UPIS


1 resposta(s)

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Iza Rebeka

Há mais de um mês

A celulose é um polímero de glicose, formada por ligações tipo b (1,4). Este tipo de ligação glicosídica confere a molécula uma estrutura espacial muito linear, que forma fibras insolúveis em água e não digeríveis pelo ser humano. O Glicogênio tem ligações 1,4 nas cadeias lineares e 1,6 nas ramificações, e possui ramificações a cada 8 a 12 unidades. As moléculas de glicose que formam a celulose são unidas por ligações glicosídicas entre duas moléculas de carboidratos, e as macromoléculas de celulose estabelecem entre si ligações de hidrogênio. A ligação de hidrogênio é responsável pela estrutura espacial linear da molécula de celulose, o que forma fibras insolúveis, impedindo a solubilidade em água e dificultando a degradação das mesmas. A celulose é fundamental na estruturação de plantas. A parede celular dos vegetais é composta por celulose. A parede celular rígida e espessa protegem as plantas da lise osmótica.

Portanto, o glicogênio é a reserva energética nos animais. Devido a cada ramificação no glicogênio terminar com uma unidade de açúcar não-redutor, esse polímero tem tantos terminais-redutores quanto ramificações, porém um único terminal redutor. Quando é usado como fonte de energia, as unidades da glicose são removidas uma a uma, a partidos terminais não-redutores. As enzimas de degradação, que agem somente nos terminais não redutores, podem agir simultaneamente em muitos terminais, acelerando a conversão do polímero em monossacarídeos.

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A celulose é um polímero de glicose, formada por ligações tipo b (1,4). Este tipo de ligação glicosídica confere a molécula uma estrutura espacial muito linear, que forma fibras insolúveis em água e não digeríveis pelo ser humano. O Glicogênio tem ligações 1,4 nas cadeias lineares e 1,6 nas ramificações, e possui ramificações a cada 8 a 12 unidades. As moléculas de glicose que formam a celulose são unidas por ligações glicosídicas entre duas moléculas de carboidratos, e as macromoléculas de celulose estabelecem entre si ligações de hidrogênio. A ligação de hidrogênio é responsável pela estrutura espacial linear da molécula de celulose, o que forma fibras insolúveis, impedindo a solubilidade em água e dificultando a degradação das mesmas. A celulose é fundamental na estruturação de plantas. A parede celular dos vegetais é composta por celulose. A parede celular rígida e espessa protegem as plantas da lise osmótica.

Portanto, o glicogênio é a reserva energética nos animais. Devido a cada ramificação no glicogênio terminar com uma unidade de açúcar não-redutor, esse polímero tem tantos terminais-redutores quanto ramificações, porém um único terminal redutor. Quando é usado como fonte de energia, as unidades da glicose são removidas uma a uma, a partidos terminais não-redutores. As enzimas de degradação, que agem somente nos terminais não redutores, podem agir simultaneamente em muitos terminais, acelerando a conversão do polímero em monossacarídeos.

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