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Como se dá a vigência da legislação tributária?


2 resposta(s)

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Matheus Alborghetti

Há mais de um mês

Vigência da legislação tributária no tempo - princípio da anterioridade tributária e anterioridade nonagesimal, (capítulo II do CTN)

Artigo 101 do CTN: ‘A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto neste Capítulo.

Vigência é o que viabiliza a incidência de uma norma a determinados fatos em dado período de tempo abrangido pelo início desta vigência. Nas palavras de Hugo de Brito Machado, ‘’Vigência é a aptidão para incidir, vale dizer, para dar significação jurídica aos fatos. ’’

A vigência da legislação tributária rege-se pelas disposições aplicáveis às normas jurídicas em geral, como a LINDB, entretanto, há as ressalvas do próprio Código Tributário Nacional.

Vigência é, pois, a validade formal da norma, quando devidamente promulgada por autoridade competente.

Uma norma pode ser válida, mas não vigente. Válida, pois foi produzida por quem devidamente competente para tal. Porém a vigência só ocorrerá que os comportamentos descritos em seu texto poderão ser impostos, exigidos.

Não basta a publicação de uma lei tributária e sua vigência para que sua força cogente seja eficaz: toda lei que instituir ou aumentar tributos terá sua eficácia subordinada ao Princípio da Anterioridade ou principio da ‘’eficácia diferida’’, obervadas as exceções previstas constitucionalmente (Art. 150parágrafo 1º, da CF/88). Assim como outros princípios tributários, como a legalidade e a isonomia, a anterioridade tributária se configura como garantia assegurada ao contribuinte, direito fundamental do cidadão, e que, portanto, se reveste da qualidade de cláusula pétrea da Constituição, não podendo ser suprimida nem mesmo através de emenda constitucional.

Os tributos só serão exigíveis a partir do 1º dia do ano seguinte àquele em que for publicada a respectiva lei, conforme dispões o Art. 150III, ‘’b’’, da CF/88.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;.

Este princípio deve ser combinado ao Principio da Anterioridade nonagesimal, ampliação ao Princípio da Anterioridade Tributária (Art. 150III, ‘’C’’, da CF/88).

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;

Por este Princípio, tem-se que não haverá cobrança de tributo senão decorridos no mínimo 90 dias após a promulgação da lei que o instituiu. Assim sendo, um tributo só poderá ser cobrado pelo Fisco após 90 dias (daí o nome) da publicação, no Diário Oficial da lei que o criou.

6. Vigência da legislação tributária no espaço, (capítulo II do CTN)

Quanto ao espaço, a legislação tributária submete-se ao Princípio da Territorialidade. As normas expedidas pela União têm vigência nos limites do território nacional. Desta forma, uma lei de caráter tributário vale nos limites do território do ente político que a editou, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, este último com validade em todo território nacional.

Por exemplo, um Imposto que incide em todo território municipal de São Paulo, IPTU, (Art. 25 da Consolidação da Legislação Tributária do Município de São Paulo).

O ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação) Incide sobre herança, e alcança apenas os Estados que editaram a respectiva legislação tributária, (competência atribuída aos Estados pela Carta Magna).

O Imposto de Renda incide em todo o território nacional, pois trata-se de um imposto de competência da União.

CTN, entretanto, admite a extraterritorialidade da norma tributária, esta sendo uma exceção à regra, nos casos de convênio entre os entes políticos (DF, Estados e Municípios), ou desde que existam tratados ou convenções firmados pela União, conforme disposto no art. 102, do CTN e art. 103 do mesmo diploma.

O art. 104 do CTN cuida da eficácia do tributo da IGF e IR, trata-se, portanto, de regra especial de vigência.

Fonte: https://drmunir.jusbrasil.com.br/artigos/222901534/vigencia-aplicacao-interpretacao-e-integracao-da-legislacao-tributaria

Vigência da legislação tributária no tempo - princípio da anterioridade tributária e anterioridade nonagesimal, (capítulo II do CTN)

Artigo 101 do CTN: ‘A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto neste Capítulo.

Vigência é o que viabiliza a incidência de uma norma a determinados fatos em dado período de tempo abrangido pelo início desta vigência. Nas palavras de Hugo de Brito Machado, ‘’Vigência é a aptidão para incidir, vale dizer, para dar significação jurídica aos fatos. ’’

A vigência da legislação tributária rege-se pelas disposições aplicáveis às normas jurídicas em geral, como a LINDB, entretanto, há as ressalvas do próprio Código Tributário Nacional.

Vigência é, pois, a validade formal da norma, quando devidamente promulgada por autoridade competente.

Uma norma pode ser válida, mas não vigente. Válida, pois foi produzida por quem devidamente competente para tal. Porém a vigência só ocorrerá que os comportamentos descritos em seu texto poderão ser impostos, exigidos.

Não basta a publicação de uma lei tributária e sua vigência para que sua força cogente seja eficaz: toda lei que instituir ou aumentar tributos terá sua eficácia subordinada ao Princípio da Anterioridade ou principio da ‘’eficácia diferida’’, obervadas as exceções previstas constitucionalmente (Art. 150parágrafo 1º, da CF/88). Assim como outros princípios tributários, como a legalidade e a isonomia, a anterioridade tributária se configura como garantia assegurada ao contribuinte, direito fundamental do cidadão, e que, portanto, se reveste da qualidade de cláusula pétrea da Constituição, não podendo ser suprimida nem mesmo através de emenda constitucional.

Os tributos só serão exigíveis a partir do 1º dia do ano seguinte àquele em que for publicada a respectiva lei, conforme dispões o Art. 150III, ‘’b’’, da CF/88.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou;.

Este princípio deve ser combinado ao Principio da Anterioridade nonagesimal, ampliação ao Princípio da Anterioridade Tributária (Art. 150III, ‘’C’’, da CF/88).

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
III - cobrar tributos:
c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b;

Por este Princípio, tem-se que não haverá cobrança de tributo senão decorridos no mínimo 90 dias após a promulgação da lei que o instituiu. Assim sendo, um tributo só poderá ser cobrado pelo Fisco após 90 dias (daí o nome) da publicação, no Diário Oficial da lei que o criou.

6. Vigência da legislação tributária no espaço, (capítulo II do CTN)

Quanto ao espaço, a legislação tributária submete-se ao Princípio da Territorialidade. As normas expedidas pela União têm vigência nos limites do território nacional. Desta forma, uma lei de caráter tributário vale nos limites do território do ente político que a editou, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, este último com validade em todo território nacional.

Por exemplo, um Imposto que incide em todo território municipal de São Paulo, IPTU, (Art. 25 da Consolidação da Legislação Tributária do Município de São Paulo).

O ITCMD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação) Incide sobre herança, e alcança apenas os Estados que editaram a respectiva legislação tributária, (competência atribuída aos Estados pela Carta Magna).

O Imposto de Renda incide em todo o território nacional, pois trata-se de um imposto de competência da União.

CTN, entretanto, admite a extraterritorialidade da norma tributária, esta sendo uma exceção à regra, nos casos de convênio entre os entes políticos (DF, Estados e Municípios), ou desde que existam tratados ou convenções firmados pela União, conforme disposto no art. 102, do CTN e art. 103 do mesmo diploma.

O art. 104 do CTN cuida da eficácia do tributo da IGF e IR, trata-se, portanto, de regra especial de vigência.

Fonte: https://drmunir.jusbrasil.com.br/artigos/222901534/vigencia-aplicacao-interpretacao-e-integracao-da-legislacao-tributaria

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Bruna Schutze

Há mais de um mês

é preciso distinguir atos normativos das autoridades fiscais e decisões administrativas de órgãos colegiados com eficácia normativa, sendo as primeiras vigentes na data de sua publicação e as segundas, 30 dias após a sua publicação.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes