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por que a revolução industrial e a revolução francesa foram marcos relevante para o nascimento sociologia?

Sociologia

Escola Arco Iris


3 resposta(s)

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julia souto

Há mais de um mês

a revolução industrial exigiu uma organização social diante da exploração do trabalhador. Com o surgimento dos meios de produção industrias (fordismo, toyotismo etc), observou-se uma mudança ética e comportamental da sociedade, o que levou os primeiros sociólogos a questionar a dinamicidade dos grupos sociais

a revolução industrial exigiu uma organização social diante da exploração do trabalhador. Com o surgimento dos meios de produção industrias (fordismo, toyotismo etc), observou-se uma mudança ética e comportamental da sociedade, o que levou os primeiros sociólogos a questionar a dinamicidade dos grupos sociais

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julia souto

Há mais de um mês

a revolução francesa foi baseada nos valores iluministas, prezando a igualdade em todos os âmbitos. Com o surgimento de uma constituição e da queda de uma monarquia, excluiu-se a ideia de superioridade consequente das monarquias (no caso absolutista). Assim como na revolução industrial, houve uma mudança ética e comportamental, com novos valores, o que os sociólogos também estudaram.


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Mariana Gonçalves

Há mais de um mês

A sociologia surgiu, na primeira metade do século XIX, sob o impacto da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. As transformações econômicas, políticas e culturais suscitadas por esses acontecimentos criaram a impressão generalizada de que a Europa vivia o alvorecer de uma nova sociedade.


O papel decisivo da “dupla revolução” foi amplificado pelo debate intelectual da época. A discussão girava em torno do caráter exemplar desses eventos, com as opiniões divididas na avaliação de que se tratava ou não de desdobramentos irreversíveis da história. As divergências na atribuição de significado à “nova sociedade” consolidaram três correntes intelectuais e políticas: conservadores, liberais e radicais.

A sociologia nasce, portanto, como uma reflexão acerca dos contornos da nova configuração histórica – daí sua preocupação permanente em distinguir e contrapor a sociedade moderna às sociedades tradicionais. E num ambiente marcado pela competição entre as visões de mundo do conservadorismo, do liberalismo e do socialismo – daí seu esforço constante para se distinguir dessas correntes, apresentando-se como uma alternativa, científica ou mesmo crítica, em relação a tais modelos explicativos.

A ambição intelectual da sociologia, a tentativa de compreender, em um registro científico, a origem, o caráter e os desdobramentos dessa nova sociedade, levou-a a se apresentar como uma espécie de contraponto em relação às demais disciplinas das “ciências humanas”. Assim, desde o início, a sociologia procurou diferenciar-se da economia, da história, da geografia, da filosofia, da psicologia etc.

O esforço para construir uma identidade própria por meio da superação das disciplinas rivais não se deu apenas pela absorção de temáticas alheias, recuperadas como partes específicas do saber sociológico, se prendeu, sobretudo, à pretensão de atingir um padrão de cientificidade na explicação da vida social equivalente àquele alcançado pelas ciências naturais.

A sociologia concebe-se, assim, não apenas como a disciplina central no campo das “ciências humanas”, mas como um saber comparável, em termos de explicação e previsão, às próprias ciências naturais. Essa posição, no entanto, será contrabalançada, paulatinamente, pela compreensão de que as determinações das possibilidades futuras da sociedade não podem ser preditas a partir dos modelos do passado, o que levou a sociologia a situar-se, muitas vezes, como uma perspectiva crítica perante as relações sociais vigentes.


Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes