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Comportamento da pressão arterial e frequência cardíaca no exercício aeróbio

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Analisar a resposta cardiovascular e hemodinâmica frente ao exercício físico, seja ele aeróbio ou resistido, é de suma importância, pois, essa interpretação proporcionará utilizar criteriosamente do treinamento físico para promover as adaptações fisiológicas necessárias para o tratamento das doenças cardiometabólicas, como a obesidade, diabetes e hipertensão arterial. O comportamento normal da frequência cardíaca no exercício aeróbio é aumentar conforme aumenta a intensidade do exercício, pois, com o aumento da intensidade do exercício há aumento da demanda de oxigênio pela musculatura em ação, sendo assim, há necessidade de aumento do débito cardíaco (quantidade de sangue que o coração ejeta por minuto). O débito cardíaco é determinado pela frequência cardíaca (número de vezes que o coração se contrai por minuto) e pelo volume sistólico (quantidade de sangue que o coração ejeta por sístole), sendo assim, ocorrerá aumento da frequência cardíaca a cada aumento da intensidade para se aumentar o débito cardíaco, e assim atender a demanda por oxigênio da musculatura em exercício. A resposta da pressão arterial sistólica normal no exercício aeróbio é aumentar conforme ocorre aumento da intensidade do exercício, pois, a pressão arterial sistólica, que é a força exercida pelo sangue contra a parede das artérias na sístole ventricular (contração do coração) acompanha o débito cardíaco, e como a cada aumento de intensidade teremos aumento do débito cardíaco, consequentemente do volume de sangue circulante, ocorrerá também aumento da pressão arterial sistólica. Já a resposta normal da pressão arterial diastólica no exercício aeróbio é se manter a cada aumento da intensidade, pois a pressão arterial diastólica acompanha a resistência vascular periférica, que é a dificuldade do sangue circular pelos vasos sanguíneos, e é determinada pelo grau de vasoconstrição e vasodilatação das arteríolas. Com o aumento da intensidade do exercício há o aumento da atividade simpática liberando catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) que ao se ligarem aos seus receptores beta-2-adrenérgicos dos vasos sanguíneos da musculatura esquelética levará à vasodilatação e diminuição da resistência vascular periférica. Também haverá mecanismos locais da musculatura em ação, como o aumento da liberação de óxido nítrico, lactato, hidrogênios, CO2 e potássio, levando assim, ao aumento da vasodilatação e da captação de oxigênio pela musculatura devido a diminuição da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, que é determinada pelo aumento da temperatura corporal, aumento da pressão parcial de CO2, diminuição do pH e aumento da 2,3-difosfoglicerato. Como a cada aumento de intensidade do exercício teremos aumento da estimulação simpática e aumento da atividade muscular em ação, teremos redução da resistência vascular periférica, consequentemente haverá manutenção ou oscilação em cerca de 10 mmHg da pressão arterial diastólica. Referências: American Heart Association. Exercise standards for testing and training: a scientific statement from the American Heart Association. Circulation. 2013 Aug 20;128(8):873-934. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Guidelines on exercise and sports cardiology from the Brazilian Society of Cardiology and the Brazilian Society of Sports Medicine. Arq Bras Cardiol. 2013 Jan;100(1 Suppl 2):1-41. Sociedade Brasileira de Cardiologia. III Diretrizes da Sociedade Brasileiras de Cardiologia sobre Teste Ergométrico.
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