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Olá, o tema da aula de hoje é o direito empresarial no contexto da gestão, a noção de empresa no direito brasileiro, O que se entende por empresa no Direito nacional Empresa é a atividade econômica organizada que fornece para o mercado os bens e serviços que são necessários para este mercado e de forma organizada. Nem toda a atividade econômica é pela lei, considerada uma atividade empresarial a atividade intelectual, cultural, artística, científica. Por mais que seja econômica e profissional, ela é excluída da empresária idade pela lei brasileira. Então, estamos diante de uma atividade econômica não empresarial. Sociedade Dois médicos resolvem se unir e compartilhar atendimento em uma sala, dividindo despesas como aluguel, luz, água, secretaria e a receita pelo atendimento aos pacientes, a empresa, os mesmos médicos ampliam suas atividades, unindo se a outros parceiros, formando uma clínica. Temos, assim, esses médicos, como empresários e entre outros profissionais, um administrador que se encarregará da parte burocrática e financeira da nova empresa, formando, portanto, uma sociedade empresarial com características econômicas médicos que trabalham no hospital. E esse hospital adquire uma forma de organização que vai além do oferecimento da função técnica do médico. Então, há também, por exemplo, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, um administrador para o empreendimento. Neste caso, este hospital passa a ser considerado uma empresa, porque a atividade de organização superou o aspecto da pessoalidade da prestação do serviço médico. Portanto, o que fará de uma atividade intelectual tambem uma atividade empresarial será o maior ou o menor grau de organização daquela atividade e quando perdido o aspecto da pessoalidade do atendimento da prestação buscada, já se está diante de um conceito de empresa, assimilando as mesmas características de uma atividade empresarial típica, como a compra e venda de produtos e a prestação, por exemplo, de serviços de reparo técnico num determinado local ou moradia. Toda a organização económica, sob forma societária, que atuem no fornecimento de bens ou serviços, caracteriza uma empresa em termos legais. No sistema jurídico brasileiro, toda sociedade anônima será uma sociedade empresária. Significa uma exceção a essa distinção entre atividades econômicas de fornecimento de produtos ou serviços de caráter empresarial e a atividade intelectual não empresarial. Se os profissionais optam por uma sociedade anônima, ela será sempre empresarial empresário irregular. No nosso sistema nós temos empresários considerados regulares em face do ordenamento jurídico e outros empresários que o são de fato e não tem uma característica do regular que é o registro. Portanto, se nós pensamos num vendedor de pipoca se instalado na frente de um cinema, este vendedor de pipoca se provavelmente não tem uma empresa organizada e registrada na junta comercial. No entanto, ele empresário exerce uma atividade econômica em caráter profissional, mas é um empresário irregular. Esta irregularidade fará com que o profissional se submeta a algumas normas de direito empresarial e não há outras. Ele estará submetido às normas mais severas de punição, por exemplo, por infrações, mas não poderá se valer de benefícios que somente serão reconhecidos aos empresários considerados regulares. Capacidade empresarial No Brasil alguém é plenamente capaz aos dezoito anos? Então a plena capacidade empresarial acontece no Brasil com ou a partir dos dezoito anos. A capacidade empresarial pressupõe, além da idade, que o profissional não sofra algum impedimento ao exercício da atividade econômica. Significa nem todo aquele que tem dezoito anos ou mais poderá ser considerado um empresário regular. Por exemplo, aqueles que exercem cargos impeditivos ao exercício da atividade empresarial, como ministro de Estado, governador, juízes, estes não poderão exercer de forma regular a atividade empresarial e se por Ventura vem a exercer uma atividade econômica em caráter profissional. Essa atividade será considerada válida, mas o seu agente incapaz empresarialmente falando, os atos empresariais praticados por aquele que não tem capacidade empresarial são válidos perante terceiros. Mas este a gente poderá sofrer as sanções definidas em lei. Por exemplo, se for um exercentes de um cargo no Executivo, poderá sofrer um impeachment ou uma ação de responsabilidade porque agiu de forma indevida. Empresário menor pode acontecer na vida prática que um empresário individual venha a falecer. Deixando uma organização empresária para um sucessor e que este sucessor seja um menor. Será que o menor poderá dar continuidade ao exercício da atividade empresarial? O nosso Código Civil atual prevê esta possibilidade. Porém, será necessário uma autorização judicial para que o juiz, na análise do caso concreto, concedam alvará para continuidade do exercício da atividade empresarial. Este menor não poderá exercer diretamente a gerência ou administração, porque ele não tem capacidade jurídica, porém será feito por meio do seu representante legal. Se o representante legal do menor não quiser ou não puder exercer a atividade empresarial, o juiz poderá nomear um gerente para este exercer de forma direta a atividade organizada. Portanto, o exercício de uma atividade empresarial, herdada de sua continuidade após o falecimento do empresário, pressupõe a intervenção do Poder Judiciário. Isto para que um menor tenha o seu patrimônio protegido, a sua situação patrimonial assegurada pela lei, preservada também pelo juiz, que, na análise do caso concreto, poderá conceder um alvará ou não para o exercício da atividade empresarial. Sociedade entre cônjuges No Brasil é muito comum que marido e mulher se unam para o exercício de uma atividade empresarial. Este fenômeno não é novo aqui no Brasil. O nosso Código Civil atual previa a hipótese desta que é uma chamada sociedade entre cônjuges. A nossa lei admite sociedade entre cônjuges, desde que eles não sejam casados nem pelo regime de comunhão universal de bens nem de separação obrigatória. Portanto, o regime normal do casamento do brasileiro, que é o regime de comunhão parcial, não impede que marido e mulher constitui uma sociedade entre si ou entre si, e outros para o exercício da prática econômica. No entanto, a nossa lei diz que não é possível esta sociedade para determinados regimes de casamento. Deve se lembrar que no Brasil, até a década de setenta, era muito comum casamentos por comunhão universal, de bens e a na prática até hoje várias sociedades constituídas por sócios casados, pelo regime de comunhão universal. Diante da proibição legal, como solucionar as situações fáticas há um entendimento do Registro Nacional de Comércio que autoriza a continuidade dessas sociedades constituídas por cônjuge casado, por comunhão universal de bens que tenham sido organizadas antes da vigência do atual Código Civil. Outra questão relacionada a cônjuges diz respeito à necessidade de outorga compulsória ou marital para a venda de bens imóveis, explica o empresário que seja proprietário de um imóvel e que queira vendê lo normalmente. Quando se vende um bem imóvel é necessário a assinatura do outro cônjuge para a realização da alienação do bem. Porém, o nosso Código Civil resolveu disciplinar, de forma diferente, quando a propriedade do bem recai a um empresário individual a autorização para a venda de bens imóveis. A nossa lei autoriza que o bem seja vendido sem autorização da esposa ou do marido, desde que este bem seja utilizado para a prática empresarial e não como um bem pessoal do casal. Esta solução da lei, ela pode parecer prática, mas ela é perigosa, porque quando tratamos de empresários individuais, não há uma nítida separação entre bens da família e bens da atividade empresarial. Desta forma, pode acontecer na prática de um empresário individual vender um bem sem a assinatura do cônjuge, alegando que aquele bem é um bem utilizado na atividade empresarial e possivelmente o outro cônjuge impugnar a venda, alegando que era um bem utilizado pela família. Diante de