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Alfabetização e Letramento - A contribuição de Bakhtin para o ensino da língua escritavideo play button

Transcrição


de volta mais uma vez para falar de um personagem genial que contribuiu para comprar nossa compreensão sobre o ensino da língua escrita. O tema da aula é a contribuição de Bakhtin para o ensino da língua escrita. Melhor jeito para entender Bakhtin é justamente a gente pegar os conceitos chave. O primeiro conceito chave é polifonia. Polifonia significa o simpósio universal. Coloque o ideológico em grande escala. O que é isso? As conversas todas, que circulam no nosso contexto de vida é o múltiplo blablablá, porque ideológico, Porque o blablablá cheio de valores. Então a ideia de que muitas pessoas falando diferentes assuntos e isso é muito importante. Porque porque a partir disso, que a gente aprende que gera a consciência, vamos ver as palavras do Bakhtin. Os indivíduos não recebem a língua pronta para ser usada. Eles penetram na corrente da comunicação verbal. Ou melhor, somente quando mergulhamos nessa corrente é que a sua consciência desperta e começa a operar o que quer dizer. Isso quer dizer que não recebe uma língua pronta? Um monte de regras, o Bábby, as letras a sílabas, não. Você participa de um contexto discursivo e a partir daí que você começa a aprender a ter consciência e por aí vai como que esse processo? Não. Por exemplo, nós temos aqui um debate eleitoral, todo mundo falando de política vocês sabem como que é isso? Não tem muitas vozes, muitas posições, muitas ideias, tudo circulando. E aí o sujeito que ele faz cada um de nós o que faz, vai abstraindo essas essas posturas, essas posições e a gente vai fazendo dessas palavras as palavras próprias alheias. Quer dizer, você vai se apropriando do alheio e tornando o seu, até que você chega no ponto O que você fala? As suas próprias palavras, como se você tivesse esquecido do aonde que eu ouvi isso, Então é um processo realmente de abstração. Isso é importante para a alfabetização, porque porque mostra que não dá para alfabetizar se você insere o sujeito num contexto discursivo e se você não der para ele a oportunidade dele lidar com os muitos discursos e com as muitas ideias, quando então? Agora, para o segundo, o conceito fundamental, o conceito é dia, logia Cada enunciado é um elo na corrente complexa, mente organizada, entre outros, anunciados que ele está querendo dizer cada vez que alguém fala ou escreve alguma coisa ele está brincando. Ele está botando mais um elo nessas grandes correntes discursivas que estão por aí. Cada fala é como se fosse um acréscimo e aí você isso cria um problema para a gente ser falar. Então, não tem língua. Língua criativa não tem escrita criativa. Como assim? Porque se você se baseia no que já está posto, então não tem uma língua criativa A não é muito bem assim. Não vão ver o que o Bakhtin disse. Um enunciado nunca é somente um reflexo ou expressão de algo já existente. Dado concluído. Um enunciado sempre cria algo que nunca havia existido Algo absolutamente novo, irrepetível. Porém, o criado sempre se cria do dado. Essa ideia da linguagem criativa da escrita criativa, com base nos muitos discursos, você fala ou você escreve. Mas na hora que você faz isso, você cria um enunciado único, seu enunciado a partir do que você abstrair. Pensem nas implicações disso para a prática pedagógica. Outro conceito que é fundamental é o conceito de gênero. São gêneros e tipos relativamente estáveis de anunciado formas de realizar linguisticamente objetivos específicos. O que é isso é você com a língua, atender os propostos para aquele tipo de comunicação. E aí você tem que se valer de alguns gêneros. O que são gêneros. Já existem infinitos gêneros, por exemplo, a conversa telefónica palestra. Veja que os gêneros podem ser tanto orais quanto escritos. O jornal falado e meio, a receita culinária, propaganda publicitária e por aí vai. Qual a importância desses gêneros? Justamente porque eles dão para a gente um padrão, uma forma para a gente se comunicar. Vamos ver de novo o que diz o Bakhtin, se não existissem gêneros do discurso e se não os dominassem, nos tivéssemos que criá lo pela primeira vez no processo de fala. Se tivéssemos que construir cada um de nossos anunciados, a comunicação verbal seria impossível. Imagina você cada vez que se tivesse que escrever um e mail ou cada vez que você tivesse que escreveu uma carta ou qualquer coisa assim reserva Bom qual? Que é o padrão disso E por isso que a gente diz que são relativamente estáveis porque tem um padrão. Mas é claro que você vai fazer do seu jeito. Isto é importante para alfabetização, porque porque? Não adianta só você conhecer as palavras, suas regras? O importante é que você coloque aquilo num gênero que possa ser compreendido de uma forma que possa ser socialmente compreendido e que atenda ao seu propósito. Vamos agora para o terceiro conceito fundamental Responsividade. Aqui tem uma imagem que vale a pena, interpreta um pouco. Quando a gente vai vivendo nesse mundo discursivo de muitas vozes, de muitas opiniões, de muitas falas, tudo aquilo vai entrando na sua consciência e você vai andando com aquilo. Então entendam a que essa imagem como alguém que está lidando com muitas ideias ou a gente tem uma interrogação aqui. Então é assim Você entende? Você duvida, Você discorda? Você complementa Você acha? Você não acha que dizer a sua atitude perante esses muitos discursos? Não é passiva de quem cruza o braço, A sua atitude é uma atitude ativa. E por isso a gente diz responsiva aquele que escuta ou aquele que o que escrevi de certa forma já está respondendo para alguém? Então vamos lá fala ou escrever, pedem uma compreensão, uma compreensão, que é uma escuta, que é uma forma de você lidar com aquela informação e pedem uma resposta. Então toda fala toda escrita pede uma resposta e essa resposta já motiva outras respostas. Então veja o que o que disse o Bakhtin de novo, o locutor termina o seu enunciado para passar a palavra ao outro, ou para dar lugar a compreensão. Responsiva, quer dizer, para deixar o outro pensar, reagir e tudo mais. A palavra quer ser ouvida. Ninguém fala para ninguém, ninguém escreve para ninguém. A palavra pede o interlocutor, ela quer ser ouvida, compreendida, respondida e quer, por sua vez, responder a resposta e assim ad infinitum. Quer dizer é um ciclo, você fala você escuta, você responde na hora que você fala já é uma resposta e a outra. A outra citação do Bakhtin que nos ajuda a compreender essa ideia é a definição dele de compreensão responsiva. Compreender a enunciação de outrem significa orientar se em relação a ela encontrar o seu contexto adequado no contexto correspondente. A compreensão é uma forma de diálogo. Então, o que significa isso? A ideia de que quando você vai escrever, você está pressupondo alguém que você não está escrevendo a partir do nada, se está escrevendo a partir dos muitos discursos. E você está escrevendo? Como quem já responde alguém? Não, você está respondendo alguém como aquele cara vai receber essa ideia? Então? você já se defende, Você já fala coisas, Você você dá explicações que o sujeito supostamente não tem. Então, a própria produção linguística já se faz na consideração do outro. Bonito isso, né? Porque é bonito, porque na alfabetização a gente tem que ensinar o aluno sair de si mesmo e considerar o outro. Eu vou escrever para quem eu vou falar. O que de que jeito para essa pessoa aqui nós temos um exemplo bem interessante que eu acho que vai dar. Para entender bem, vou ler para vocês com gemas para financiá lo. Nosso herói desafiou valentemente todos os risos, desde engenhosos que tentaram dissuadi lo de seu plano, os olhos enganam, disse ele. Que tal substituir a teoria da mesa pela teoria do ovo? Então, as três firmas fortes e rezou lutas saíram à procura de provas, abrindo caminho, às vezes através de imensidões tranquilas, mas a milde. Através de altos e baixos turbulentos. Os dias se tornaram semanas, enquanto os indecisos espalhavam rumores apavorantes a respeito da beira. Finalmente sem saber de onde criaturas aladas e bem vindas apareceram anunciando um sucesso prodigioso. Veja bem, está escrito em português. Vocês são falantes de p