A maior rede de estudos do Brasil

Direito Constitucional - Aula 09 - Intimidade e Privacidadeplay_circle_filled

Transcrição


Olá, pessoal! Tudo bem? Sou professor Júlio Vieira e vamos dar continuidade no nosso estudo. Dá direito constitucional e na aula de hoje nós vamos falar sobre intimidade e privacidade e seus desdobramentos constitucionais. Muito bem a bola, intimidade e privacidade. A primeira coisa a pessoa tem que ter em mente que nós estamos falando aqui sobre uma proteção na esfera íntima do sujeito. Ou seja, cuidado com isso. Sexto já cobrou em algumas oportunidades, trazendo que intimidade, vida privada ou privacidade, são conceitos. Sinônimos não são. São conceitos distintos. São institutos diferentes, enquanto a proteção constitucional diz o seguinte o artigo Quinto inciso dez está expressamente são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Muito bem vamos definir cada um desses institutos. A enfermidade é um modo de ser da pessoa. Aquilo que ela é oculto não é. Isso, é um modo de ser e a sua identidade. Aquilo que você faz no secreto diz respeito à sua intimidade. Já a privacidade ou a vida privada são sinônimos, diz respeito a informações de natureza subjetiva, ou seja, em que somente o sujeito pode decidir se divulga ou não. Ou seja, a intimidade e a privacidade não são conceitos. Sinônimos são conceitos distintos. Cuidado com isso. A questão é essa Vamos começar a falar sobre o sigilo das comunicações. A primeira proteção que diz respeito à sua intimidade e a sua privacidade e sigilo das comunicações está previsto no artigo Quinto inciso doze da Constituição Federal, que diz assim acompanha comigo. É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo no último caso, por ordem judicial. Nas hipóteses a forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, muito bem formulado nós vamos falar então sobre as correspondências que você sabe que as correspondências são os postais, Não é isso? Por trás suas cartas na garagem, nós vamos falar sobre comunicação telegráfica, extremos de Zuzu ser o código Morse hoje praticamente obsoleto, uma comunicação obsoleto. Vamos falar sobre comunicações de dados e cuidado, cuidado, comunicação de dados. Quando falarmos em comunicação de dados, nós estaremos falando o seguinte em relatórios e extratos, ou seja, papéis, papéis. Estou falando em documentos escritos, papéis são relatórios e extratos bancários fiscais e telefônicos. Ou seja, eu quero saber o seu extrato bancário Quanto que você recebeu neste mês, para quem você depositou aquele dinheiro? Quem depositou o dinheiro na sua conta? Eu quero seu extrato fiscal. Quando que essa empresa faturou eu quero saber os seus dados telefônicos, por favor, nos casos dos amigos, cuidado com isso. Estou falando em dados telefônicos, relatórios e extratos telefônicos. Eu não estou falando. Olha só cuidado, eu não estou falando em comunicação telefônica, Portanto, não confunda dados telefônicos com comunicação telefônica, porque dados telefônicos, dados telefônicos e se trata em relatório. Papel, comunicação telefônica Não é o áudio, é a gravação. Tudo bem tranquilo com isso. Cuidado e também nós vamos falar sobre comunicação telefônica, não isso. Comunicação telefônica que está previsto na lei nove mil duzentos e noventa e seis, de noventa e sete, a lei que trata sobre comunicação telefônica, muito bem senhores. Vamos falar agora, primeiramente, começando sobre comunicação de dados, um dado muito importante que o sigilo bancário. Nós sabemos que dados bancários a isso comunicação de dados bancários, de comunicação, de dados bancários, a decretação, olha o que disse o início de crescimento muito forte, uma decisão do Youssef. A decretação da quebra do sigilo bancário não pode converter se em um instrumento de indiscriminada e ordinária, devassa da vida financeira das pessoas em geral. Não pode. Só tem acesso. Ao ter o sigilo bancário, eu faço se hoje uma devassa na sua vida. Só tem acesso ao sigilo bancário. Eu posso dizer que tipo de comida você gosta de comer? Eu posso saber onde você abastece seu carro. Eu posso saber como hotel, hotel, restaurante, que você frequenta se eu tenha acesso ao seu sigilo bancário. Diante disso, existe, sim uma proteção constitucional, inclusive com alto índice de relevância para sua prova, pela atual posição jurisprudencial do STF. Olha só pessoal cuidado, cuidado, cuidado, cuidado. O STF entendeu a necessidade de autorização judicial para a quebra do sigilo bancário no Recurso Extraordinário três oito nove ponto oito zero oito, da relatoria do ministro Marco Aurélio Soares. Com a importância disso, com a importância, a questão é essa. Hoje, a autoridade fazendária, o Fisco, autoria a Receita Federal, ela não deve mais quebrar diretamente. O sigilo bancário tem que requerer autorização judicial. Acabou o sexo do direito constitucional. Agora há pouco tempo essa decisão. Decisão recente, dois mil e dez cuidado hoje, hoje, para quebrar sigilo bancário, tem que ter autorização judicial. Logicamente, nós estamos diante de um caso de reserva de jurisdição, cuidado, autoridade fiscal, administração tributária a MP não podem quebrar mais diretamente o sigilo bancário. Cuidado com isso, cuidado com isso. Hoje, o fisco, a administração tributária e o MP não podem quebrar diretamente o sigilo bancário. Só agora só definido. Então, podem quebrar o sigilo bancário. Quem pode fazer essa quebra do sigilo bancário? Nós estamos diante de um caso de reserva, de jurisdição. Além do Poder Judiciário, o Poder Legislativo também pode determinar a quebra do sigilo bancário pelo plenário das Casas e a CPI. Isso que tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, em toda só quem pode quebrar o sigilo bancário. O Poder Judiciário e o Poder Legislativo, pelo Plenário e pelas CPIs, que têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. Agora cuidado não podem quebrar o sigilo bancário. A polícia, logicamente, não pode quebrar a Polícia Federal nem o Ministério Público, e nem mesmo a administração tributária. Guarde isso na sua cabeça. Guarde isso está aqui, Em qualquer concurso, qualquer prova de qualquer banca cuidado podem quebrar o sigilo bancário, judiciário, legislativo legislativo, pelas CPIs e pelo Plenário das Casas, porque o Plenário pode tudo que as comissões podem fazer. Não podem quebrar o sigilo bancário, a Polícia Civil, nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público, nem mesmo a administração tributária, muito bem cuidado com isso O Supremo Tribunal Federal tem entendido que, mesmo emitem uma investigação com suspeita de desvio público, não poderia quebrar diretamente o sigilo bancário. Na verdade, existe uma grande discussão sobre o MP quebrou não quebrar o sigilo bancário. Na verdade, alguns doutrinadores entre eles o professor Alexandre de Moraes entenderia que o MP poderia quebrar diretamente o sigilo bancário quando se trata se de uma investigação criminal envolvendo desvio de recursos públicos. Todavia, o Supremo Tribunal Federal nesse inquérito, dois mil, duzentos e quarenta e cinco, o famoso caso da ação penal quatrocentos e setenta, caso mensalão, entendeu que mesmo o MP, uma investigação com suspeita de desvio não poderia não poderia quebrar diretamente o sigilo bancário. Então, hoje, para quebrar sigilo bancário, somente o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, o MP, tem que requerer autorização judicial para fazer efetivamente essa queda. Olha só o pessoal, o próximo assunto, o sigilo da correspondência, sigilo das correspondências. A questão é essa a correspondência é um direito absoluto à sua carta. Pode ser monitorada porque a Constituição do seguinte é inviolável o sigilo das correspondências, das comunicações, das comunicações telegráficas e de dados, salvo no último caso. Então, correspondência é um direito absoluto. Claro que não, porque não existe direito absoluto. Todos os direitos são relativos todos os direitos são relativos. Olha o que diz o inciso doze. É inviolável o sigilo d