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Alfabetização e letramento - Por que alfabetizar letrando_play_circle_filled

Transcrição


Oi pessoal, estou aqui de novo, dessa vez para resgatar a ideia do letramento. A Se você não viu volta lá, o vídeo chama letramento e analfabetismo funcional. Só que dessa vez hoje nós vamos enfocar isso na perspectiva educativa. E a grande questão é porque alfabetizar entrando ou como alfabetizar letra. Vamos lá A ideia do letramento está centrado desde uma discussão muito interessante que a oposição entre uma escola antiga, uma escola do passado, uma escola onde a criança já não tinha interesse e o desafio de construir uma escola nova, sintonizada com as novas tecnologias e quatro dinâmica própria do nosso mundo. É aí que surgiu a ideia do lado do letramento. Agora, quando surge uma uma palavra nova, porque as pessoas simplesmente inventaram de escrever, de escrever uma palavra nova ou de inaugurar, um novo termo é bem assim. As palavras surgem em função dos seus momentos históricos e dos apelos do próprio mundo. Vou mostrar para vocês o letramento. É um termo novo que foi recentemente, disse analisado e que apareceu nesse contexto aqui por um lado, um contexto histórico cultural da passagem do século vinte para o século vinte e um com muitos apelos sociais muitas linguagens e práticas de leitura múltiplas. Por outro lado, o estudo dos lingüistas sobre a própria natureza da língua escrita dialógica, numa perspectiva discursiva, depois o papel da escola, a própria discussão, revisão do papel da escola que tenta substituir aquele aluno passivo que decorava tudo por um aluno que participa do seu processo de aprendizagem e, finalmente, os âmbitos de circulação, quer dizer, as competências de leitura e escrita, onde que a leitura escrita aparece na nossa sociedade. Então, vou mostrar para vocês como foi que esse termo foi chegando no Brasil e o impacto que ele causou para os educadores. O primeiro a falar disso não foi nenhum brasileiro. Foi o estrito nesse livro literacia, oriente partes e ele fez a referência ao modelo autônomo, que aquela ideia da língua dura o preto no branco. O texto fala por si só e o modelo ideológico que a escrita que se faz em função de um contexto para um determinado interlocutor com determinados valores. Depois América to já brasileira no mundo da escrita, em mil e novecentos e oitenta e seis, ela usou essa expressão formação de cidadão funcionalmente letrados. Ela estava querendo falar de uma de uma alfabetização efetiva, mas veja como termo vai aparecendo pipocando aqui e ali com significados parecidos, mas não exatamente os mesmos. A lei da T Funny em oitenta e oito, Considerando a problemática da alfabetização de adultos, ela pegou o termo Na perspectiva mais ampla, o impacto está o impacto da alfabetização na sociedade, os aspectos sócio históricos e aquisição da língua escrita. Quer dizer, o que representa uma comunidade que se alfabetiza depois? Angela Clima Foi uma pessoa importante nesses esses estudos que foram aparecendo em mil e novecentos e noventa e cinco nessa obra, o significado do letramento, que é chave e que ela atribui o letramento, um conjunto de práticas conjunto de práticas sociais que usam a língua escrita como tecnologia em contextos específicos. E aí ela diz uma coisa alfabetização na escola é um dos aspectos não aspecto. Veja que interessante ela mostra que o letramento está no mundo, está na escola, assim está no mundo. Aí tivemos a Magda Soares, que foi quem realmente botou ordem na casa, no sentido desses muitos conceitos dessas muitas ideias, porque o termo veio sendo usando veio sendo usado aqui acolá, com uma conotação com outro meio parecido e aí quem botou ordem na casa foi a Magda Soares, com este livro que se chama letramento, um tema em três gêneros da editora autêntica, que eu indico para vocês profundamente, porque este foi o livro marco que fixou, sistematizou a ideia do letramento. E como é que a Magda fez na relação do letramento alfabetização? Então vale a pena a gente retomar os conceitos clássicos trazidos pela pela Magda Soares, Letramento, estado ou condição de quem não apenas sabe ler, escrever, Ou seja, domingo sistema. Mas cultive, exerce as práticas sociais que usam a escrita. Quer dizer, responde a essa sociedade letrada e alfabetização é a ação de ensinar ou aprender a ler e escrever. Ou seja, você entender o funcionamento do sistema da escrita. Na hora que a Magda fez essa distinção, logo apareceu uma polêmica que até hoje é brava, é enorme. Persiste, Mas o mais interessante dessa polêmica é que não é o caso da gente decidir quem está certo, mas a gente entender como esses termos podem gerar confusão. Vamos lá. A polêmica que surgiu foi entre a Magda Soares e a Emília Ferreiro. A Magda acha que eu concordo com ela, que a gente tem que evidenciar o sentido da aprendizagem da língua escrita em um contexto onde sempre prevaleceu a ênfase na aquisição do sistema. Quer dizer, com o nosso histórico de cartilha de Bábby, tudo mais a Magda inventou um novo termo e ela pegou o termo de inglês do litro. Assim, inglês em Portugal é literacia não é letramento e ela trouxe esse conceito para tentar mostrar para os professores o que existe para além da decodificação. Para além do conhecimento do sistema. A Emília, por sua vez, está ela insiste que a gente não pode inventar esse ela contra a palavra é contra o termo, porque ela diz na verdade alfabetização já deveria incluir tudo. Então ela diz ela luta fortemente para a ampliação do conceito de alfabetização que na sua ótica já deveria incorporar essa inserção do sujeito na cultura escrita nas práticas da escrita de sete O que a a Emília Ferreiro dizer o seguinte O problema é uma vez que você separe as duas coisas, nunca mais você junta e a interessa pensar nos significados dessa polêmica nos riscos que a gente corre com este conceito de letramento e alfabetização, o que elas duas têm em comum é essa ideia E aí elas estão de perfeito acordo, combate de práticas escolares da escrita, como decodificação e decodificação e defesa da escrita, sempre vinculada ao contexto social. Mas aí vamos ver os os riscos, os problemas da gente, da dois nomes diferentes da gente separar essas instâncias da aprendizagem da língua escrita e agora vamos considerar os riscos dessa dupla, conceitua lização dessas duas ideias que se fundem no processo de alfabetização. Em primeiro lugar, perder a especificidade da alfabetização ou a dimensão discursiva da língua. É o caso do professor que eu acho que é tudo letramento e não trabalha mais no sistema ou, ao contrário. Ele ele esquece de trabalhar a língua numa perspectiva discursiva, social, etc. Tem também as resistências daqueles professores que não querem mudar e continuam. Está alfabetizando como se fosse uma técnica. Tem o desequilíbrio privilegiar um aspecto em detrimento de outro ou como pré requisito. Do outro que acontece é que embora a Magda Soares tenha dito insistido que as coisas têm que acontecer, juntas, têm alguns professores que interpretaram assim na educação infantil, eletro. Nas séries iniciais, eu alfabetismo, depois eu volto a letra ou então, terças, quartas e quintas eletro e segundas e sextas, eu alfabetizou. E aí acabaram se preparando algo que era para ficar junto à fragmentação dicotomia das práticas escolares ou dos momentos. Exatamente essa ideia de você separar, quando não deveria separar avaliações reducionistas, aquisição da língua como o sistema, vocês sabem que infelizmente a maior parte das avaliações continua avaliando como a criança escreve ao conhecimento do sistema e não o seu processo discursivo de apresentação da ideia. A máxima inflação dos conceitos confusão ou de indiferenciação que leva uma imprecisão da prática pedagógica. Seus casos dos professores, que misturam tudo com tudo e acho que tudo a mesma coisa. E aí fica em preciso quais são os seus objetivos e quais são as suas frentes de trabalho. A difusão do conceito está um conceito de, De repente, virou tão amplo, tão amplo, tão amplo, que ele já perde o sentido, então letramento, filme, letramento, ver uma revista letramento Ela é um jornal letramento, ouviu uma música de repente é tudo e não é nada. Esse