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2 - Evolução da Administração Pública - Reformas de Estado - Burocraciavideo play button

Transcrição


ou para cá, Estamos nós de novo, para mergulhar nos na história da administração pública brasileira. Espera que tenha ficado claro para vocês quais são as características marcantes dos modelos de gestão e que a gente teve três modelos e somente duas reformas de Estado, algumas reformas administrativas, dentro das reformas de Estado, que era isso basicamente que queria passar o primeiro vídeo para vocês? Então fique ligado, Olha lá, olha lá, vamos sintetizar o que eu falei. Então, a gente tem três modelos de gestão, mas somente duas reformas de estado e administrativas, do tipo burocrática gerencial, porque o estado já nasceu patrimonial. Dois. A burocracia clássica surge visando à eficiência e correta adequação entre meios e fins e sua eficiência. Vantagens para a burocracia, correta adequação entre meios e fins está inserido no contexto da Revolução Industrial, como eu falei e marca. A transição para o estado moderno, em que as monarquias absolutistas são derrubadas. Tem como pano de fundo o mercantilismo, o florescimento da burguesia e do capitalismo, respaldada pela ética protestante, surge na segunda metade do século dezanove, na época do Estado liberal, como forma de combater a corrupção e o nepotismo patrimonialista, tem tópico três os modelos de gestão não se aplicam somente a administração pública brasileira, que, por sinal, sempre teve um movimento movimento tardio de reforma em relação a outros estados nacionais. Então, vem cá olha aqui, para mim, que esse tópico é essencial. A burocracia brasileira não é só do Brasil. Na verdade, a burocracia é aplicada a diversos estados nacionais. O Brasil, gente só vai entrar na burocracia em mil novecentos e trinta só em mil novecentos e trinta na gestão de Getúlio Vargas. O mundo inteiro já vive a burocracia em diversos estados nacionais, em especial na Europa. O que o Brasil demorou muito a sair do patrimonialismo. É por isso que a gente até hoje ainda tem características tão marcantes do patrimonialismo no Brasil. O que a burocracia demorou a ser instaurada no Brasil? Uma tópico quatro em ainda que o Estado brasileiro encontra se no modelo gerencial, o que se tem na prática é um modelo híbrido que mescla características patrimoniais e burocráticas que ainda precisam ser superadas. Então, olha que isso é importantíssimo, olha para mim foi então quando a gente fala de administração pública, gerencial, que o modelo atual, que a gente vive hoje, nós temos Na verdade, um franco está em um híbrido de gerência Lisboa, burocracia e patrimonialismo, porque a gente bem sabe que a gente ainda não superou aquela rigidez burocrática tão grande, aquele conflito inerente entre a gestão pública e os usuários do serviço público. Ainda há muitos servidores que acham que tem que ocupar uma posição com muita renda e pouco trabalho. O que eu condeno veementemente, capta se você, essa pessoa que está pensando em adentrar os quadros da administração pública, querendo não trabalhar, ganhar bem, tem um bando de regalia. Eu desejo para você o inferno que você nunca passe nenhum concurso e, se passar, que seja o pior da tua vida, que fica o tempo inteiro reclamando da vida, nunca tem aumento salarial. Que desejo para você? Viu o capeta que quer ocupar a administração pública só para ter uma renda bacana, sem muito trabalho? Não pode ser isso. Essa cultura tem que mudar. Então a gente ainda tem muito disso, muito de patrimonialismo, muito de burocracia. No nosso modelo gerencial, o modelo foi superado. Mas as práticas ainda perduram. Leva um tempo para a mudança cultural acontecer. Então, por mais que está mudado do modelo patrimonial para burocrática, do burocrático gerencial. O que a gente tem hoje é um modelo bem híbrido, que conseguem conviver com essas práticas ainda que são negativas. Estão avançando em vamos falar da nossa primeira reforma, a reforma burocrática. Então falei do contexto geral e agora vou falar do contexto brasileiro da reforma. Então a nossa reforma burocrática vai se iniciar em mil e novecentos e trinta em mil novecentos e trinta. É a reforma do Estado, reforma do Estado que antecede a reforma do aparelho do Estado, quer qualquer antecedente disso. Olha que, para mim, gente, em que contexto a gente vai ter reforma do Estado burocrático? Bom, no Brasil, a gente tinha aquilo que a gente entende por República, do café com leite, para o Estado é extremamente patrimonial, porque revezavam se no poder minas Em São Paulo, então em Minas de São Paulo, revezavam se no poder os dirigentes, usurpando a coisa pública para se o Estado era basicamente cafeicultor, exportador dessa commodity agrícola. E, nesse contexto, a gente vai ter uma crise do café. A gente vai ter o café não sendo exportada em decorrência da concorrência com outros cafés ao redor do mundo e em especial em decorrência da quebra da Bolsa de Nova York, a grande crise, a Grande Depressão de mil novecentos e vinte e nove. Então os cafeicultores já vão sofrer um duro baque. Aí a gente tinha um pacto federativo entre Minas e São Paulo, que se revezavam no poder. Gente, por conta de toda essa crise mundial, o café não vai ser exportado. E aí o País, como patrimonial que era à época, sabe que vai fazer, vai comprar esse excedente de café para simplesmente queima e beneficiar os barões do café. À época, saber como era extremamente arbitrário, não tinha regras claras, nem planejamento desse estado extremamente arbitrário lá na década de vinte, no fim da década de vinte, só que ele vai sofrer duros Backes, em especial por conta dessa crise. Olha como o Estado sempre foi patrimonial, você pega o ciclo do ouro no Brasil. A gente tinha a coroa portuguesa explorando os mineradores, e eles cobravam impostos de maneira arbitrária, sem regras claras para que as pessoas pagassem sem ter um retorno, envolve volta. Tanto é que a gente tinha um imposto chamado a derrama e tinha outro chamado quinto, também conhecido por um quinto dos infernos, porque um quinto do que eles extraem sem deveria ser entregues, entregue à coroa portuguesa. E eles não achavam. São justos, bacana, Mas estará patrimonialismo era assim, qualquer a gente vai ter. Então essas características arbitrárias pega os inconfidentes em Minas Gerais, que foram esquartejados digital, marcando aquela extrema arbitrariedade no estado. Então, estado era bastante arbitrário. A época e a República do Café com Leite são os últimos suspiros do nosso estado patrimonial brasileiro. O que vai acontecer nesse período? A gente vai ter uma forte crise mundial, o café não vai ser exportado. A gente vai ter a perda do poder econômico e dos barões do café. Eles vão entre si quebrar o pacto federativo. Qual era o pacto federativo? Revezavam se no poder Minas e São Paulo. Um dia alguém rouba a situação e repete a dobradinha São Paulo São Paulo Minas fica de fora. O pacto federativo é rompido. Antes que isso acontecesse, começou a surgir na sociedade brasileira o movimento de reforma. Criou se um incitamento que não é uma classe social propriamente dita, mas é um grupo de letrados, juristas intelectuais que começavam a fazer. Surgiu um movimento de reforma que vai ser a revolução de trinta. A revolução de trinta vai ter como saldo a ascensão ao poder de um presidente, não mais nem de Minas, nem São Paulo, mas do Rio Grande do Sul. Um baixinho muito evocado, chamado Getúlio Vargas, inicia a nossa burocracia brasileira com a transição da República do café com leite para a gestão de Getúlio como continuando aqui. Como eu falei para vocês, a gente vai ter uma crise do café, o rompimento do pacto federativo existente entre Minas Gerais e São Paulo. E aí acaba República do Café com leite. Vai surgir, então, o estamento burocrático formado por letrados, juristas, intelectuais, conduziriam à revolução de trinta que vai levar o poder. O presidente invocada Getúlio Vargas olha elétrica e bonitinha. E aí, em decorrência da revolução de trinta, Vargas do Rio Grande do Sul, assume e põe fim à República do Café com leite vagas. Bom, vamos entender, então a base da burocracia, que é a formação de um Estado administrativa e social