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Alfabetização e Letramento II - Emília Ferreiro_ um novo olhar sobre o processo de alfabetizaçãovideo play button

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pessoal. Estamos de volta para aprofundar os nossos estudos. Sobre a compreensão da psicogênica no processo de alfabetização, vamos falar da Emília Ferreiro, professora emérita do Centro de Investigação de Estudos Avançados lá do México. Mas ela é a Argentina, foi uma das únicas latino americanas que teve o privilégio de fazer o seu doutorado com o Piaget e ela trouxe todo esse referencial do Piaget para poder compreender a língua escrita, dando origem a uma revolução imensa. Sobre o modo como a gente compreendia alfabetização, o que quer Emília Ferreiro trouxe dos postulados do que para resumir bastante Eu diria que em primeiro lugar, ela trouxe essa ideia de que o ser humano é um ser curioso, ativo na relação com o mundo, alguém que busca adaptação. Então a criança olha as coisas do seu mundo e pensa sobre eles. Em segundo lugar, a ideia como a gente já tinha dito aula passada do Piaget, que a aprendizagem é uma construção mental a partir de mecanismos em doze anos e exógenos endógenos, porque a criança trabalha internamente com aquilo e exógenos, porque ela depende de informações e de dados e de situações externas. E a escrita, por sua vez, que é entendida como objeto cultural de representação da oralidade. Então a escrita faz parte, é uma construção da cultura. E como é que a criança lida com este objeto cultural? Então, quando a Emília Ferreiro vou toda a gente voltou de para a Argentina, da Suíça, para a Argentina, ela começou a se preocupar com isso. Se o sujeito é um sujeito ativo, se a escrita está no mundo dele e se ele elabora coisas? O que será que a criança pensa sobre a língua escrita? E aí ela e a sua equipe? Aliás, isso é importante. Quando a gente fala da Emília Ferreiro, a gente não fala, só deve, mas fala de um grupo de pesquisadores que estudaram com ela, que participaram das suas pesquisas. E isso vem desde a década de oitenta e até hoje ela, Emília Ferreiro, ousou chegar para crianças muito pequenas e perguntar como se escreve isso e a criança falava. Eu não sei escrever, ela fala, não tem importância, Escreve do seu jeito. Do jeito que você acha, outras letras a gente vai ter que vai precisar para escrever a palavra, cachorro, as letras, a gente vai ter que escrever e como se fosse, a gente tem a palavra pássaros. Como é que a gente escreve pássaro? As perguntas Assim as crianças começaram por meio dessas perguntas e dessas situações, mostrar que elas tinham hipóteses construída sobre a língua escrita, ou seja, na convivência com esse mundo letrado, a criança pensa sobre estrita e cria hipóteses muito interessantes sobre isso. Então eu queria apresentar para vocês. Este foi o livro Marco da Emília Ferreiro, que foi escrito junto com a Ana. Ele foi publicado em Buenos Aires em setenta e nove e chegou ao Brasil em oitenta e ele trouxe uma um estudo muito amplo sobre diversos aspectos de como criança pensava língua escrita no que diz respeito aos aspectos formais, quantidade de caracteres, Quantas letras a gente precisa para escrever boas e quantas letras a gente precisa para escrever a palavra formiguinha? Vocês vão ver que as crianças já encontra uma contradição. Aí a variedade dos caracteres com quais letras a gente escreve. Desenho e texto, o desenho escrita, qual é a relação entre a imagem e o texto? Será que um texto pode ser lido quando não tem uma imagem? Será que a imagem ajuda a lei? Letras e números como é que a criança chega, disse Criminal, que é letra o que é número, letras e pontuação. Como é que a criança entendi o que é letra e o que são sinais de pontuação? O que ela pensa sobre essas coisas? E orientação da leitura? Como que ela aprende? Qual é a orientação da esquerda para a direita ou de cima para baixo, Como que ela chega a essa ideia? Fora isso, ela estudou também a leitura e a escrita. Então, em primeiro lugar, os atos de leitura sabe que a leitura uma coisa bem complicada. Porque às vezes o pai está parado na frente de um jornal e a criança fala, pai, o que você está fazendo? Ele fala Tô lendo, mas ele está produzindo nenhum som. Depois vem alguém para contar uma história de lei em voz alta. Depois vem alguém que está fazendo uma receita de cozinha e ler mais ou menos assim, quatro ovos, duas faria. Quer dizer não exatamente como a gente queria um conto, uma história então para a criança, para quem está fora. Para quem não é alfabetizado, como que ela entende estes atos de leitura, a leitura com imagem será que dá para ler com imagem. Será que a imagem afeta o nosso processo de leitura, A leitura sem imagem? Como é que a gente tira informação de um texto que não tem nenhuma pista visual, de desenho para reparar? A gente vive e depois ela estudou a língua escrita, o nome próprio. Ela descobriu que o nome próprio tem um valor sentimental, afetivo é muito forte para a criança. A criança quer escrever o seu próprio nome e aí ela descobriu a importância disso para o processo de alfabetização, a interferência da escola. Isso é muito interessante porque a criança segue um processo de elaboração mental, independentemente dos trabalhos da escola. Então a professora estava falando Bábby bobo e ela está achando, por exemplo, que para escrever a gente precisa de uma letra para cada sílaba, Então a gente percebe aí nesse estudo quase que uma caminhos diferentes entre o ensinaria, o aprender e as hipóteses da escrita. Quais são as concepções que explica o funcionamento da estrita? Lamentavelmente, o trabalho da família Ferreira foi mal assimilado e ela é conhecida principalmente hoje por essas hipóteses da escrita e eu só posso lamentar porque o conjunto do trabalho dela é muito mais rico do que só as hipóteses da escrita aqui vão mostrar um exemplo para vocês. Esta é o Bruno, que tem quatro anos e dois meses. E ele escreveu esse texto. Ah, sim, os nossos pais, por exemplo, olhariam isso Falariam. Que gracinha, Que bonitinho muito de rabisque, joga fora e não vem ato de inteligência nisso. Isso parece só rabisco, mas quando a gente vai investigar a situação de uma forma mais detalhada, a gente percebe essa criança pensante, mesmo antes de aprender a ler, escrever e entender. Em que contexto apareceu isso? Essa escrita era a noite de Natal. Os adultos distribuíram os presentes para as crianças e o Bruno abriu o presente dele muito entusiasmado e na sequência ele saiu correndo, pegou um papel, escreveu Esse texto, entregou para a mãe e a mãe falou assim, Bruno, que interessante para mim, o que está escrito e ele leu. Eu estou muito bravo, porque a Camila ganhou muitos brinquedos e eu só ganhei um assinado. Bruno, veja o que parece um rabisco Já têm a compreensão de um menino que sabe que a gente escreve da esquerda para a direita que a gente leva à esquerda para a direita. E mais, já tem um menino que entende que uma reclamação por escrito tem muito mais peso do que uma reclamação oral. Esse menino vai ver que ele vai ser um advogado. Com certeza, quando a gente vai mais a fundo ainda a gente percebe o esforço desse garoto para entender o funcionamento da escrita. A mãe foi perguntando palavra por palavra que o que está escrito e aqui ele explicou dessa forma aqui ao bravo o bravo. Então esse rabisco aqui não é um rabisco. Isso negrito ele está enfatizando o tamanho da braveza aqui, porque ele assim a repetição de pauzinhos aqui, porque ele assim a Camila ganhou muitos brinquedos, então essa repetição veja que ele coloca. A ideia dele é colocar no papel a internação com a qual ele gostaria que fosse lido aqui a gente tem uma situação interessante porque ele diz que a palavra toda significa brinquedos. Mas quando a gente perguntou que cada letra ele acha que cada letra representaria um brinquedo, então essa letra representa boneca. Essa letra representa a casinha e por aí vai na cabeça dele. É óbvio que a palavra brinquedo tem que a marcar em si todos os brinquedos e finalmente ele assina também porque ele sabe que uma reivindicação por escrito tem que ser assinada e o que a gente percebe aqui é um esforço do Bruno para botar o seu próprio nome. E a gente vê que ele tenta aproximar com as letras do seu próprio nome