A maior rede de estudos do Brasil

Alfabetização e Letramento II - Psicogênese da língua escrita_ como se aprende a escrever_video play button

Transcrição


Oi Pessoal, Estamos aqui para aprofundar ainda mais um pouco no conhecimento que nos deixou Emília Ferreira e todos os pesquisadores que foram por ela liderado. Eu imagino que, depois de conhecer a natureza das pesquisas feitas pela Emília Ferreiro e principalmente as respostas inteligentes e criativas das crianças, nem sempre coincidentes com a nossa escrita convencional, você esteja, por exemplo, bem interessado em sistematizar um pouco isso, podendo organizar, pensar um pouco nessa longa trajetória, tudo o que pode acontecer, essa foi exatamente a minha preocupação. Quando escrevi o meu livro Alfabetização em questão, eu tenho tem situar as principais concepções que as crianças têm sistematizando um pouco dessa evolução. Vamos lá, então a primeira primeiro momento da escrita parece lápis na escrita pré- silábica. A criança não sabe exatamente o que é a escrita, representa no momento social. Ela convive com a escrita uma vez pessoas escrevendo lendo, mas ela não sabe exatamente o que escrita representa. E aí ela tende a achar que a escrita representa. Usou os objetos, as coisas então. Primeiro tipo que pode aparecer essa escrita Pré- silábica Une gráfica Porque une gráfica porque vai num traçado. Só vocês, vamos dizer isso aqui é muito simples, mas já têm algum conhecimento aí. Porque quando a criança faz esse rabisco para escrever mamãe, ela já fez da esquerda para a direita e ela já não procurou desenhar a mamãe. Então ela já sabe que escrever é diferente de desenhar. Num segundo momento, ainda no pré silábico está a criança percebe que a lei escrita, feita com partes, mas ainda não conhece as letras convencionais. Então ela pega inventa símbolos, vinhos, bolinhas, pauzinhos, mesquinhos e começa a tentar escrever dessa forma. Então essa é uma escrita pré- silábica, com letras inventadas, sem diferenciação intra nem interferir rural. O Incra é a variação dentro de uma mesma palavra. Então, como ela faz, tudo igual não tem variação e a variação inter figuram seria se ela procurasse variar de uma palavra para outra. Então que a gente percebe que essa criança acaba escrevendo tudo da mesma da mesma forma, sem buscar uma variação. Muitas crianças nem fazem isso. Eles já passam direto e rabisco para a tentativa de escritas convencionais, mas é bom registrar que isso pode sim acontecer ainda dentro da escrita pré- silábica. A gente tem ainda as letrinhas inventadas, mas aqui é uma escrita pré- silábica com letras inventadas com diferenciação intra figuram. Porque as crianças para escreverem gato, por exemplo, elas procuram fazer letras diferentes, mas sem diferenciação Inter figurar. Ela escreve tudo do mesmo jeito. Então gato e uma mãe do mesmo jeito. Mas veja que já há uma evolução, porque essa criança já percebi, já começa a negociar com os caracteres dentro da palavra. Aqui é uma escrita pré- silábica, com letras convencionais. Sem diferenciação Inter nem entra figurar então a criança. Num determinado momento, ela começa a copiar a escrita do adulto. Ela quer se apropriar, quer dizer esse sujeito pensante que está convivendo com a escrita. Ele procura trazer as informações do seu mundo e o formato das letras e o modo como se trata, como se traça as letras para sua realidade. Mas aqui então, o que a gente tem essa escrita? Mais avançada do que essa, na perspectiva de que ela buscou a letra convencional, Mas também em um certo ponto, ela é mais atrasada porque ela não tem ainda não é capaz de fazer essa diferenciação que tem aqui. Então ela escreve nem nem intra figurar o que ela escreve, tudo do mesmo jeito dentro da palavra e tudo do mesmo jeito, em diferentes palavras. Aí ainda dentro da escrita pré- silábica com letras convencionais pode aparecer a variação entra dentro da palavra, mas sem variação. Inter figura ao então aqui ela escreve com letras convencionais para escrever gato. Ela põe Rib por quaisquer letras, mas ela repete isso para escrever uma mãe. Ela escreve Ribeiro. E provavelmente se você pedir para escrever chocolate, ela vai escrever, não aqui, já mudou e a gente dá mais um passo adiante. Uma escrita parece silábica com letras convencionais e variação entre inter figuram, então veja essa criança conhece três letras. Veja o que ela faz Uma verdadeira análise combinatória, porque ela percebe que palavras diferentes têm que ser escritas de formas diferentes e que tem que ter uma variação interna dentro das palavras. Olha, olha só o esforço cognitivo Quer dizer quando a gente vê uma criança escrevendo assim, a gente fala não acesso a nada. Ela está copiando qualquer coisa. E muitas vezes a gente não vê o esforço cognitivo, que tem ela perceber palavras diferentes, escreve de formas diferentes, com letras diferentes, ela começa a fazer uma essa montagem da escrita aí que a gente percebe esse sujeitinho inteligente que muitas vezes não era valorizado pelos professores. Aí aqui nós temos a escrita silábica escrita silábica é o representa um grande salto na evolução na construção da escrita. Porque é quando a criança percebe que a escrita não representa as coisas que ela representa a fala, então é aí que ela chega. Esse salto aí é grandioso. E ela, uma vez que ela chega, ela nunca mais perde isso. Então ela não não procura mais marcar na escrita as características do objeto ela procura. Ela presta, começa a prestar atenção na fala e começa a escrever na relação com a fala e a hipótese que ela tem. A hipótese silábica, que é o seguinte uma letra para cada sílaba, então escrita silábica, com letras inventadas aqui. O pesquisador pediu para a criança escrever chocolate e a criança fez assim vai ter que ter quatro pedacinhos E aí, como ele ainda não conhece as letras, ele inventa as letras, mas ele já faz com quatro pedacinhos. Esse tipo de escrita é bem raro, é bem raro porque quando a criança percebe que a escrita representa a fala e chega na hipótese silábica, normalmente ela já está tentando escrever com letras convencionais, então principalmente em meios urbanos, em centros urbanos, meios letrados, é difícil a criança continuar muito tempo com essas letrinhas inventadas. A segunda possibilidade é escrita com letras convencionais, mas sem o valor sonoro convencional. Então se a gente pedir para a criança escrever diferentes palavras ela ela ela vai falando, Então ela fala show con la o que ela escreve não tem nenhuma relação. Cada letra aquela põe, não tem nenhuma relação com que ela está falando, mas não importa. Ela está trazendo seu conhecimento de letras convencionais e tentando fazer bater as pedaços da fala com os pedaços da escrita aqui o valor. Então a gente vê essa criança e isso é muito interessante, porque quando você entra numa a se de alfabetização as crianças estão falando, falando os professores, só o silêncio silêncio. Se eles não falarem, às vezes eles não consegue escrever eles possam falar cá, valor botando uma letrinha para cada sílaba aqui de novo escrita silábica mais evoluída, porque aí a gente percebe as letras convencionais usadas com valor sonoro convencional. Pode ser só as consoantes boa boa lei. Esta pode ser só as vogais ou ou quando você pede para a criança escrever ela Lei boa é boa ler esta vogais e consoantes ela mistura as duas, então boa boa lei esta hora apoio vogais hora ela põe consoantes. Essa diferenciação é muito interessante, porque às vezes você tem uma criança que escreve só com vocais e você tem outra criança que escreve só com consoantes. Aí você põe as duas juntas e falam você está escrevendo a mesma palavra. Isso estão escrevendo de forma diferente aí como que faz? Quer dizer esse professor que vai trazendo problemas para que a criança possa pensar ainda mais na língua escrita está aí. Finalmente a criança percebe Na silábico alfabético a criança percebe que não dá mais para escrever uma letra para cada sílaba. Então que ela faz, ela começa desesperadamente enfiar mais letras. É um esforço do ponto de vista cognitivo, isso um esforço maravilhoso, só que ela não sabe exatamente quais letras que ela vai colocar. Então, às vezes ela faz uma análise silábica e às vezes ela faz uma análise