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Aula 01 - Teoria Geral dos Direitos Fundamentais TEORIAvideo play button

Transcrição


Olá pessoal aqui é o Ricardo Vale, professor de direito constitucional. Vamos agora estudar o tema Teoria Geral dos Direitos Fundamentais, que é o assunto mais básico. Quando a gente vai estudar direitos fundamentais. Quando eu falo em direitos fundamentais, eu estou me referindo a direitos que as pessoas têm e que estão previstos no texto da Constituição. Teoria geral dos Direitos Fundamentais é um assunto um pouquinho mais abstrato. É um pouco mais vaga, pouco mais teórico, mas é relevante. Você entendeu? O básico disso vem aqui na tela comigo, vamos falar sobre a teoria geral dos direitos fundamentais? Primeiro ponto aqui é que você precisa saber quais são as gerações, também chamadas de menções de direitos fundamentais. A doutrina fala em primeira geração de direitos fundamentais, segunda geração, segunda geração e, ainda em terceira geração dos direitos fundamentais. Essa palavra geração nos da ideia de que novos direitos vão surgindo ao longo do tempo ela ela nos dá ideia de que existe um processo histórico de afirmação dos direitos fundamentais. Na primeira geração, estão aqueles direitos que tem como valor mais importante como valor fonte a liberdade. Direitos de primeira geração são os direitos de liberdade. Quais são esses direitos de liberdade são aqueles direitos que impõe ao Estado um dever de abstenção, o dever de a abstenção como assim o Estado vai deixar de intervir indevidamente na vida privada, garantindo liberdade as pessoas, liberdade de expressão, liberdade de locomoção, liberdade de reunião, de associação e por aí vai. Não são os direitos de primeira geração aqueles direitos de liberdade que impõe ao Estado o dever de abstenção. Como o estado vai deixar de intervir, vai se abster de intervir. Nós falamos que esses direitos primeira geração, são liberdades negativas, liberdades negativas. A palavrinha negativa serve para tratar da PARA se referia à postura do Estado. É um estado que não intervém no Estado, que deixa de servir a postura do Estado. É uma postura negativa no sentido de não atuar. Na primeira geração de direitos fundamentais estão os direitos civis e os diretos políticos, falando agora da segunda geração dos direitos fundamentais. Na segunda geração estão os direitos, que tem como valor fonte a igualdade. São os direitos que buscam promover a justiça social, garantindo uma igualdade as pessoas. Agora, veja na segunda geração o papel do Estado, a postura do Estado diferente é uma postura interventiva aqui o Estado atua em prol dos indivíduos por meio de prestações positivas, realizando executando políticas públicas. A segunda geração, portanto, é marcada por uma atuação positiva do Estado. O Estado vai garantir saúde, as pessoas, educação, previdência social, a proteção à maternidade e à infância e assistência aos desamparados. Veja a postura do Estado, Uma postura ativa O Estado executa políticas públicas para ofertar bens e serviços aos cidadãos. Na segunda geração de direitos fundamentais estão os direitos sociais, educação, saúde, previdência social, direitos sociais e econômicos culturais. Falando agora da terceira geração, na terceira geração de direitos fundamentais, nós temos aqueles direitos que tem como valor fonte a ideia de solidariedade de fraternidade. São aqueles direitos que não são titularizados por apenas uma pessoa. Não são direitos da coletividade. Aqui na terceira geração, que tem como valor fonte a solidariedade, a fraternidade, nós temos os direitos difusos e os direitos coletivos. Direitos difusos e coletivos, que são direitos, que não são titularizados por apenas uma pessoa, são direitos transindividuais, o que, por exemplo, na terceira geração, você encontra o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. É um direito de terceira geração, porque é um direito transindividual. Também os direitos do consumo dos consumidores. Direitos de terceira geração avançando para o próximo tópico vão falar agora da titularidade dos direitos fundamentais. Quem são os titulares de direitos fundamentais? Resposta? Pessoas físicas são titulares de direitos fundamentais, Obviamente, mas não só pessoas físicas. As pessoas jurídicas também são titulares de direitos fundamentais. Uma empresa, por exemplo, é titular de direitos fundamentais aqui no grupo das pessoas físicas. Vale a pena destacar que são titulares de direitos fundamentais os brasileiros, obviamente, e também os estrangeiros. Agora, cuidado com a pegadinha, que são os titulares, direitos fundamentais, os estrangeiros residentes no país residentes no Brasil e também os não residentes. Por exemplo um turista que está aqui no Brasil tirando férias. Ele é titular de direitos fundamentais, estrangeiro para a esfera do Brasil? Sim, Um exemplo que já viu cair em prova é um estrangeiro, vêm para o Brasil e se envolve em uma confusão. A polícia o leva para a delegacia. Ele é preso e aí ele venha impetrar um habeas corpus para proteger a sua liberdade de locomoção. Seu direito Ele pode sendo um estrangeiro não residente. Impetrar habeas corpus, pode porque são titulares direitos fundamentais os estrangeiros residentes e também os estrangeiros não residentes no Brasil, avançando os direitos fundamentais. Eles possuem uma dupla dimensão, isso é que é um pouquinho mais abstrato, mas eu considero importante até para, como um assunto aqui, um pré requisito para que você consiga, depois entender todo do direito. Está tão os direitos fundamentais. Eles possuem uma dupla dimensão, uma dimensão subjetiva, dimensão subjetiva dos direitos fundamentais e ainda uma dimensão objetiva. O que é a dimensão subjetiva dos direitos fundamentais. Pela dimensão subjetiva, os direitos fundamentais, eles são direitos que são titularizados por uma pessoa e são direitos exigíveis do Estado. Vamos colocar isso no nosso esquema, na dimensão subjetiva. Os direitos fundamentais são titularizados titularizados por uma pessoa e são direitos exigíveis do Estado. E aí, quando eu falo que são exigíveis do Estado, não importa o que se exige do Estado e uma abstenção. Direitos, primeira geração ou uma atuação positiva. Direitos de segunda geração Os direitos fundamentais são exigíveis do Estado e dimensão objetiva. Dimensão objetivo. Ela se refere ao fato de que os direitos fundamentais eles são muito importantes para o Estado brasileiro. Os direitos fundamentais eles estão no centro das preocupações do Estado, a dignidade da pessoa humana é um valor fonte de todo o nosso ordenamento jurídico. É um fundamento da República Federativa do Brasil. Todo o ordenamento jurídico tem que ser interpretado à luz dos direitos fundamentais. Direitos fundamentais são o núcleo central do nosso ordenamento jurídico. É assim que tem que ser visto, então, dimensão objetiva diz Respeito ao fato de que os direitos fundamentais são tão importantes, que eles, que a sua eficácia se irradia para todo o ordenamento jurídico. Os direitos fundamentais produzem uma eficácia. E diante, o que significa? Isso significa exatamente eu comentei. Os direitos fundamentais são tão importantes, eles têm que ser observados por todo o ordenamento jurídico. Nós podemos falar numa interpretação das normas, à luz dos direitos fundamentais conforme os direitos fundamentais. Esse é um assunto mais subjetivo mesmo, mas é um pré requisito importante para você entender todos os direitos fundamentais, entendeu o próprio direito brasileiro? Vou fazer uma pergunta para você se acha que os direitos fundamentais são absolutos? Não os direitos fundamentais, eles têm uma característica que é serem relativos. Vamos colocar isso, Direitos fundamentais, direitos fundamentais são relativos. Isso que eu estou falando aqui. Vale até mesmo para o direito à vida. O direito à vida no ordenamento jurídico brasileiro não é absoluto, é relativo. Os direitos fundamentais são relativos No ordenamento jurídico brasileiro, admite se a pena de morte em caso de guerra declarada. Então, nem mesmo o direito à vida é absoluto no nosso ordenamento jurídico. Os direitos fundamentais são relativos E aí existe uma teoria que a teoria dos limites dos limites ela