A maior rede de estudos do Brasil

Aula 54 - Direito Administrativo - Responsabilidade Civil da Administração Pública - Parte 1 - DADMvideo play button

Transcrição


Olá, bem vindas a mais uma aula de direito administrativo, meu nome, Mariana. E hoje nós vamos falar sobre a responsabilidade civil da administração pública. Responsabilidade civil, como o próprio nome diz, tem origem em um ano o direito civil e nada mais é do que a obrigação de indenizar um dano causado decorrente de um ato ilícito pessoal. A responsabilidade civil, a regra geral ela possui três elementos O primeiro elemento é a conduta dolosa ou culposa. O segundo elemento é o dano causado e o terceiro, o nexo de causalidade entre a conduta. E este ano está certo. E aqui, no Direito público pessoal a responsabilidade civil nada mais é do que a obrigação da administração pública em indenizar um dano causado ao particular, pelos seus agentes públicos. Então, aqui, o causador do dano é o agente público. Quem irá ser responsabilizada? A administração pública? Está certo essa responsabilidade civil da administração pública? Ela passou por algumas fases, ao longo da história, enfim, ao longo do tempo. E na verdade são cinco fases e quatro delas ainda a gente usa. Aqui no Brasil está certo, então vamos a elas a primeira fase, a chamada e responsabilidade do Estado esta fase, a gente surgiu junto com os regimes absolutistas, que diziam que o rei não podia errar. O Rei não errava e como rei era. A incorporação do Estado era a personificação do Estado. Consequentemente, o Estado não errava logo não havia nenhum tipo de responsabilidade do Estado, mesmo que ele causasse danos aos particulares, está bom pessoal. Essa fase ela é transmitida através de um grupo cardo, que pode ser tanto em inglês como em francês. Eu vou mostrar pra vocês aqui na tela agora então são esses brocados de quinze Rony levou a Nippon Maufer, que é exatamente o rei, não erra. Está certo? Trouxe para vocês aqui, porque é bem comum a utilização dessas frases como demonstração dessa primeira fase da irresponsabilidade do Estado. Beleza A segunda fase pessoal é a chamada responsabilidade com culpa civil comum. Responsabilidade com culpa civil comum. Aqui pessoal Essa fase surgiu junto com o liberalismo, o liberalismo. Ele equiparou o estado ao particular, então nessa fase o Estado responde como se particular fosse e como seria isso pessoal É a responsabilidade civil com aqueles três elementos que eu falei no comecinho da aula, então o Estado somente a responsabilizado se for comprovada sua atuação, a sua conduta dolosa ou culposa, o dano efetivo e o nexo de causalidade entre a conduta é o dano tranquilo Também, né? A terceira fase pessoal começa a complicar um pouquinho. A terceira fase é chamada fase da culpa administrativa. Essa fase ela é um meio termo entre a responsabilidade subjetiva que existe na segunda fase e a responsabilidade objetiva que existe na quarta fase está certo, então ela é um meio de transição aqui pessoal. Nessa fase da teoria da culpa administrativa, não se busca comprovar a culpa ou dolo do agente público, mas sim se houve ou não uma falta do serviço. Como assim Falta do serviço pessoal Apesar da nomenclatura, falta do serviço não é a inexistência do serviço, apenas essa nomenclatura. Ela também vem do francês, que é forte do serviço. Por isso que a gente fala falta do serviço, mas ela significa três coisas a efetiva, a falta dele na inexistência do serviço, o seu mau funcionamento e o seu retardamento. Então a falta do serviço, ela pode transmitir três ideias, a não existência do serviço, o seu tão mau funcionamento e o retardamento do serviço pessoal. Esses três fatores são objetivamente considerados enxerguem aqui que não a busca pela atitude dolosa ou culposa do agente, mas sim se houve ou não. E se houve o serviço, se ele foi bem prestado e se foi prestado nos moldes que deveriam ser no prazo que deve ser prestado, está certo. Então é uma transição entre a segunda fase, que é de absoluta responsabilidade subjetiva, que equipara o Estado, ao particular, a quarta fase que se chama teoria do Risco Administrativo. Então, a quarta fase nos traz a teoria do risco administrativo. Aqui pessoal é a regra geral que nós utilizamos hoje indigesta, certo. A administração pública possui responsabilidade objetiva frente aos danos que ela causar através dos seus agentes. O que significa isso, pessoal? Aqui O dólar e a culpa não precisam ser comprovados. Basta que se comprove o dano e o nexo de causalidade entre a conduta e o dano. Mas não precisa comprovar o dolo ou a culpa no agir da administração pública. Essa responsabilidade ela está prevista lá no artigo trinta e sete, parágrafo sexto da Constituição Federal, que a gente vai até agora. Vamos até as pessoas jurídicas de direito público e direito privado, prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes nessa qualidade, causarem a terceiros. Assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo, ocupa aqui a gente nos casos de dolo ou culpa, somente no na ação de regresso, que a gente vai ver mais tarde, então não se preocupem responsabilidade objetiva não há comprovação de dólar. Ocupa, ao contrário da responsabilidade subjetiva que aí assim, a comprovação desses elementos está certo. Pessoal, Apesar da responsabilidade da administração aqui na teoria do risco administrativo ser uma responsabilidade objetiva, é possível ainda que a administração pública, ela se exima de indenizar algum dano. Como isso ocorre pessoal, caso a administração pública comprove que houve alguma excludente de responsabilidade, a excludente de responsabilidade, ela quebra o nexo causal entre a ação ou omissão do Estado por dano. Está certo. Então, se a administração pública ela arguir ela argumentar e comprovar uma excludente, aí ela poderá se eximir de pagar a indenização ao particular. Quais são as excludentes de responsabilidade pessoal? Culpa exclusiva da vítima, caso fortuito, força maior? Pessoal. Agora que tem um detalhe em relação ao caso fortuito ou força maior, a lei não os diferencia. Eles têm o mesmo efeito que é eximirá a responsabilidade da administração pública. Só que, para isso, gente para que a administração pública não precisa indenizar ninguém, o dano deve decorrer exclusivamente do caso fortuito ou da força maior. Está certo, como assim, por exemplo, enchente causada por fortes chuvas que são anormais em certa região do país é exclusivo. Os danos causados pela enchente decorrem exclusivamente do caso fortuito e força maior, que são as fortes chuvas anormais. Está certo, porém, pessoal. Existe ainda a possibilidade de que mesmo que ocorra o caso fortuito ou força maior, a administração ainda assim seja obrigado a indenizar quando acontece isso, pessoal. Isso acontece quando a administração, apesar do caso fortuito ou força maior, contribui com a ocorrência do dano ou ainda com o seu agravamento. Como vamos voltar ao exemplo da enchente? Imagine vocês que existe uma forte chuva numa certa região. Porém, a administração pública não limpou os bueiros e isso ajudou com que houvesse a enchente naquela região. Está certo. Então, nos casos em que a administração pública omissa ela não presta um serviço que lhe é devido e acaba contribuindo com o dano. Apesar desse dano advir do caso fortuito e da força maior, aí ela também será responsabilizada. Mas aqui tem um detalhe pessoal aqui. Nesse caso que eu dei para vocês a administração pública, ela não vai sendo, não vai ser responsável com base na teoria do risco administrativo, mas, sim, ela vai ser responsável com base na teoria da culpa administrativa, porque o pessoal, como eu disse para vocês administração deixou de prestar um serviço que lhe cabia. Portanto, ela será responsável com base na falta do serviço, que é a fase anterior que a gente acabou de ver a teoria da culpa administrativa Oquei. Então vocês podem ver que há um entrelaçamento entre as fases. Está certo? Por último pessoal? A última fase que nós temos é a chamada teoria do risco integral. Aqui na teoria do risco integral, também a responsabilidade objetiva da administração pública. A diferença entre a teoria do risco integral e a teoria do risco administrativo é que aqu