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LIBRAS Aula 07 Mitos sobre as línguas de sinais Parte 1video play button

Transcrição


sejam bem vindos à nossa sétima vídeo aula da disciplina de Libras. Hoje nós discutiremos alguns dos muitos mitos que povoam o imaginário das pessoas no que diz respeito as línguas de sinais. Nesta aula se baseará no capítulo do livro do professor Chama no Wilcox e da professora Feliz Wilcox aprender a ver os mitos que nós discutiremos nesta aula, como vocês podem ver aqui, foram convertidos na forma de perguntas, com o objetivo de investigar em vocês uma reflexão inicial, ou seja, anterior à apresentação. Um dos argumentos contrários a essas falsas ideias que as pessoas normalmente tem a respeito das línguas de sinais. A primeira pergunta que nós vamos tentar responder nesta videoaula qual o correto língua ou linguagem de sinais, a língua de sinais, a universal. Além disso, também vamos tentar responder aqui. As línguas de sinais foram inventadas pelos ouvintes a libras. É derivada do português. As línguas de sinais se resumem a gestos, mímicas e pantomima. Iniciamos nossa discussão pela primeira pergunta. Língua ou linguagem de sinais. O termo linguagem se refere a toda forma de comunicação. Como exemplos de linguagem, nós podemos citar a comunicação, comunicação animal, a arte que incluiria a dança pintura, a matemática e a própria língua. Dessa forma, podemos entender a linguagem como um termo que expressa um conceito mais amplo, mais abrangente. Diferentemente do conceito de língua que se refere a um conceito mais específico, dado que a língua é um subtipo de linguagens, língua é um subconjunto dentro de um conjunto maior que chamamos linguagem. É justamente naquele subconjunto que nós devemos incluir as línguas de sinais, dado que, como veremos um pouco nesta e nas próximas vídeo aulas, as línguas nacionais exibem características propriedades que lhe conferem o estatuto de língua natural. Uma possível fonte para essa falsa ideia, para esse uso incorreto dos termos está relacionada com a falsa ideia, com a concepção que as pessoas fazem de que as línguas de sinais não são línguas naturais. Porém, além das evidências que vem do campo da linguística, ciência que estuda as línguas naturais, nós temos evidências robustas vindo de outras áreas do conhecimento, como antropologia, por exemplo, que nos impedem hoje de continuar dizendo que as línguas de sinais não sejam línguas naturais. Sabemos, por exemplo, que as línguas de sinais emergem espontaneamente para atender às necessidades comunicativas das comunidades surdas, ou seja, ela não é um sistema artificial inventado por alguém. Há evidências também da psicolinguística que mostram que as crianças surdas, por exemplo, aprendem a língua de sinais pela simples exposição interação com usuários dessa língua e não por meio de instrução, ou seja, nós adquirem língua de sinais em sua infância, se expostas a essa língua. Da mesma forma, como crianças, ouvintes adquirem aprendem a sua língua materna, um outro mito que é bastante comum entre as pessoas ouvintes. Justamente esse. Algumas pessoas acreditam que a língua de sinais universal, porém isso não é verdade. É uma forma de evidenciar isso. Pode ser mostrada partir, por exemplo desse catálogo chamado etnólogo e que lista as línguas naturais usadas em todas as partes do mundo. E nesse catálogo nós vemos listadas cento e trinta e oito línguas de sinais diferentes, o que mostra que existe um grande número de língua de sinais e que, portanto, não existe uma língua de sinais que seja universalmente usada por todos os surdos em diferentes localidades do mundo. Além disso, existem países em que há mais de uma língua de sinais. O Brasil, por exemplo, além da libras, também tem uma língua de sinais usada por uma comunidade indígena localizada no Maranhão, que é a língua de sinais. Urubu Kaapor Podemos também encontrar evidências de que a língua de sinais não é universal se nós comparados línguas de sinais usadas em diferentes países e compararmos palavras que essas línguas tem para se referirem ao mesmo conceito. Se vocês observarem aqui no Islã e de vocês, verão que a libra se expressa o conceito homem por meio desse sinal dessa palavra este mesmo conceito expresso na orla na língua de sinais australiana por meio desse sinal. Já na língua de sinais americana, esse homem expresso por esse sinal e na língua de sinais turca. Por esse sinal, isso significa que cada língua de sinais tem seus próprios sinais para expressar os conceitos, de maneira que se houvesse uma língua de sinais universal, a nossa expectativa seria justamente que todas as línguas de sinais, ou todas as comunidades surdas espalhadas pelo mundo expressassem o mesmo conceito através de um mesmo sinal. Uma outra fonte de evidência para o fato de que as línguas de sinais não são universais é a existência de uma língua de sinais internacional, que funciona justamente como uma espécie de língua franca para a comunicação entre surdos de nacionalidades diferentes. Uma possível fonte para esse mito. Para essa ideia incorreta de que a língua de sinais universal é o fato de que os surdos fazem uso de gestos, os ouvintes acabam analisando a língua de sinais como uma forma de linguagem corporal e justamente porque a gente sabe que, em termos de gestos e linguagens corporais, existe uma semelhança maior entre pessoas de nacionalidades diferentes. Os ouvintes devem ser levados induzidos acreditar que a língua de sinais que o sistema de comunicação empregado pelas comunidades surdas é universal. Mas como vimos, essa é uma ideia incorreta. As línguas de sinais foram inventadas pelos ouvintes. Eu disse anteriormente que as línguas de sinais emergiram naturalmente para atender às necessidades comunicativas de diferentes comunidades surdas espalhadas pelo mundo. Nós temos evidências de que foi exatamente assim que aconteceu vindas de estudo sobre a Língua de Sinais nicaraguense. Até a década de setenta, não havia, naquele país, na Nicarágua escolas de surdos e, por essa razão, soldados estavam espalhados vivendo, enfim, basicamente em contato com pessoas ouvintes e se comunicando através de gestos ou de sinais caseiros, uma vez que as escolas de surdo de surdos foram criadas naquele país. Os surdos foram, enfim, levados para essas escolas e passaram a conviver diariamente, enfim, podendo fazer uso de sinais para para se comunicar o que se observou aqui com o passar do tempo. Essa forma que inicialmente era desregrada foi paulatinamente se transformando, no que hoje nós chamamos de língua de sinais nicaraguense, sem que tenha havido uma interferência direta dos professores ouvintes daquela escola. Então, veja, nós temos evidências bastante concretas de que as línguas de sinais emergem naturalmente para atender as necessidades comunicativas das pessoas surdas. Então não é um sistema artes artificialmente inventado, portanto, não foi. Elas não foram inventadas pelos ouvintes. Uma possível fonte para essa falsa ideia está naqueles sistemas artificiais e sinalização que nós vimos que foram desenvolvidos com fins de educação, de surdos com fins de ensinar a leitura escrita para estudantes surdos. Vocês devem lembrar que aquele sistemas representam manualmente ou gestual. Mente a estrutura, as palavras da língua escrita da língua falada. Mas vimos que eles, enfim, não são a forma como o surdo se comunicam. Normalmente, eles fazem uso de um outro sistema, que é justamente a língua de sinais, que é regida por princípios diferentes daqueles que a gente observa nas línguas orais. Possivelmente as pessoas também são levadas a pensar que as línguas de sinais foram inventadas pelos ouvintes, porque eles fazem uso dos alfabetos manuais que sim, foram criados por por pessoas ouvintes. Vimos numa aula anterior que Pedro como se de León, foi o primeiro educador de surdos a introduzir o alfabeto manual na educação de surtos. Então é sem dúvida um sistema inventado pelos ouvintes, Mas é muito importante lembrar que a língua de sinais não se restringe ao alfabeto surdos fazem sim uso do alfabeto manual, mas em situações muito específicas. Por exemplo, quando querem se referir a uma palavra do português, para a qual ainda não tem