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Olá estudantes, Seja bem vindo a disciplina sobre desafios contemporâneos sou a professora Cristina Vila Nessa unidade. Iremos discutir sobre a sócio política do mundo globalizado, a Guerra Fria, o mundo globalizado, a questão social na globalização e a responsabilidade social. A questão sócio política do mundo globalizado, o século vinte e um trouxe imensos desafios para a sociedade. A maioria, entretanto, é consequência de acontecimentos históricos vivenciados ao longo do século vinte e que continua influenciando os dias atuais. A Guerra Fria é um bom exemplo. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se um período de tensão que dividiu o cenário internacional em dois blocos, um liderado pelos Estados Unidos e outro pela União Soviética. Esse conflito reestruturou se a geopolítica mundial todo como vencedor, os Estados Unidos e seu modelo econômico, além da vitória americana. Ao longo da segunda metade do século vinte, tem início uma nova forma de integração mundial, chamada de globalização, que vêm reconfigurando o capitalismo internacional. Outra característica marcante do fim do século passado e início do vinte e um são as novas ondas migratórias que desafio sobretudo os países de destino dos migrantes. Completando o panorama, verificamos o risco do terrorismo em diversos país. A verdade é que o cenário atual é marcado por grandes incertezas. Por isso, se faz necessário identificar as principais características deste momento, buscando compreendê lo dentro de um contexto histórico construído desde a Segunda Guerra Mundial, intensificado durante e após a Guerra Fria. Nesse sentido, são pertinentes as seguintes indagações Quais eram as consequências do fim do mundo socialista para a economia mundial? Como a globalização está interferindo na sociedade, principalmente sobre o Estado e a política e qual o perfil das migrações e do terrorismo neste início de século? Com isso, poderemos refletir ainda quais seriam os desafios para a construção de sociedades mais justas Deveriam à sociedade, suas organizações, adotar medidas de responsabilidade social. Ao estudar essas questões, aprendemos um pouco mais sobre o contornos que a sociedade moderna vem tomando e podemos nos preparar melhor para as transformações que ainda virão para compreender as tendências atuais do mundo globalizado, é necessário fazer um recuo histórico até a guerra Fria. Pois foi nesse período, nas décadas de mil e novecentos e cinquenta mil e novecentos e oitenta, que sempre se intensificou as disputas ideológicas, permitindo o rearranjo do capitalismo verificado do presente. Mas o que foi a Guerra Fria, Quais as suas principais características e finalmente, quais fatores contribuíram para o seu fim? Temos então a Guerra Fria. Capitalismo versus comunismo Com o fim da Segunda Guerra, duas potências mundiais emergiram os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. De acordo com Miranda e Faria, países como Alemanha, França, Inglaterra e Japão, que era as potências tradicionais ao fim da guerra, encontravam se com grandes dificuldades econômicas devido as perdas materiais e humanas durante os confrontos. Esse fato, dentre outros, abriu caminho para que os Estados Unidos e a União Soviética passassem a desempenhar o papel de líderes, disputando assim a hegemonia mundial. Aliados durante a Segunda Guerra, a incompatibilidade de seus interesses logo ficou evidente e os dois países travaram uma batalha ideológica, sempre a iminência de uma guerra. Devido ao fato de a guerra militar nunca ter ocorrido entre os dois países, recebeu o nome de Guerra Fria. Durante a guerra, os Estados Unidos e a União Soviética estender as suas influências a diversos países, muitas vezes de forma violenta. Além disso, os dois países patrocinar uma série de episódios que viriam a intensificar as tensões mundiais com a constante iminência de conflitos militares como pano de fundo dessa disputa de poder estava a ideologia comunista ou socialista por parte da União Soviética e a ideologia capitalista. Pelo lado dos Estados Unidos, o modelo comunista caracterizava se pela economia fortemente controlada pelo Estado e fechada ao livre comércio global, ao passo que a ideologia capitalista apregoava o livre comércio sem intervenção estatal. Um dos acontecimentos mais marcantes do período foi a construção de um muro dividindo a cidade de Berlim, capital da Alemanha, representando a separação do mundo em dois blocos, o comunista e o capitalista. O Muro de Berlim passou a ser o símbolo da Guerra Fria. Com o passar do tempo, entretanto, a União Soviética foi perdendo forças com a economia estagnada e o desenvolvimento comprometido. Era evidente que os comunistas estavam perdendo a corrida do Desenvolvimento Econômico e tecnológico. São apontadas como causas do fim da União Soviética, entre vários fatores, a sua passagem tecnológica, os custos para manter a sua defesa, a falta de democracia e liberdade e o isolamento dos países comunistas, além das grandes transformações tecnológicas e sociais que estavam ocorrendo no acidente. A queda do Muro de Berlim, que reunificou a Alemanha em mil e novecentos e oitenta e nove simbolizou o fim da Guerra Fria. A União Soviética desapareceu logo depois, em mil novecentos e noventa e um O fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética representaram a ascensão do sistema capitalista mundial, que a partir de então prevalece sem que nenhum modelo econômico alternativo o ameace o mundo globalizado. O fim da Guerra Fria anunciou um novo modelo de organização social. Contribuíram significativamente para isso os avanços tecnológicos que começaram a ser desenvolvidas a partir da segunda metade do século vinte, As novas tecnologias de informação e comunicação TICs aproximar o mundo, intensificando o chamado processo de globalização. Com o fim da União Soviética e a ascensão da ideologia capitalista, o fluxo de capitais entre os países passou a ser cada vez mais intenso. O fenômeno da globalização atinge desde então todos os países, mas em graus diferentes, variando de acordo com a sua abertura comercial. Uma das principais características do modelo de globalização é o seu caráter liberal, ou seja, a liberalização econômica extrema. Consequentemente, instituições financeiras internacionais passaram a exercer a influência crescente na política e econômica dos países, sobretudo nos subdesenvolvidos. Exemplo dessas instituições são o Fundo Monetário Internacional, à Organização Mundial do Comércio e o Banco Mundial. As orientações das instituições aos países podem ser resumidas nos seguintes pontos principais Redução da interferência do Estado na economia a privatização de empresas estatais e livre comércio sem barreiras alfandegárias e sem proteção às empresas nacionais. A globalização possui muitos aspectos positivos, uma vez que reduziu o isolamento de alguns países, propiciando o seu desenvolvimento econômico, e também colaborou em campanhas globais, como a de combate à Aids. Entretanto, o autor também salienta que para muitos países, a globalização foi um desastre, porque as políticas de cunho neoliberal gerar desemprego e pobreza. Uma das causas foi que os países ricos não seguiram as orientações que eles próprios recomendavam os países pobres, ou seja, enquanto orientava maior abertura econômica aos países periféricos, eles protegiam setores da sua própria economia. Dessa forma, os países subdesenvolvidos tiveram suas economias enfraquecidas. A globalização tem implicações nas mais diversas esferas da vida social, como por exemplo, na questão da imigração e as consequências que esse fenômeno traz. Impulsionada pela revolução nas tecnologias da comunicação nas últimas décadas, especialmente a partir da década de mil e novecentos e oitenta, a globalização impacta a economia, a política, a cultura, a organização social e a questão ambiental. Suas consequências se fazem sentir também nos movimentos da população em torno do Globo, com as possibilidades em termos de comunicação e transporte oferecidas pelo mundo globalizado, ao mesmo tempo em que se obse