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2° gran simulado - direito administrativo

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● Cada uma das questões da prova objetiva está vinculada ao comando que imediatamente a 
antecede e contém orientação necessária para resposta. Para cada questão, existe apenas 
UMA resposta válida e de acordo com o gabarito. 
● Faltando uma hora para o término do simulado, você receberá um e-mail para preencher o 
cartão-resposta, a fim de avaliar sua posição no ranking. Basta clicar no botão vermelho de 
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Você deve fazer o cadastro em nossa plataforma para participar do ranking. Não se preocupe: 
o cadastro é grátis e muito simples de ser realizado.
– Se a sua prova for estilo Certo ou Errado (CESPE/CEBRASPE): 
marque o campo designado com o código C, caso julgue o item CERTO; ou o campo 
designado com o código E, caso julgue o item ERRADO. Se optar por não responder a uma 
determinada questão, marque o campo “EM BRANCO”. Lembrando que, neste estilo de 
banca, uma resposta errada anula uma resposta certa. 
Obs.: Se não houver sinalização quanto à prova ser estilo Cespe/Cebraspe, apesar de ser 
no estilo CERTO e ERRADO, você não terá questões anuladas no cartão-resposta em caso 
de respostas erradas.
– Se a sua prova for estilo Múltipla Escolha: 
marque o campo designado com a letra da alternativa escolhida (A, B, C, D ou E). É preciso 
responder a todas as questões, pois o sistema não permite o envio do cartão com respostas 
em branco.
● Uma hora após o encerramento do prazo para preencher o cartão-resposta, você receberá um 
e-mail com o gabarito para conferir seus acertos e erros. Caso você seja aluno da Assinatura 
Ilimitada, você receberá, com o gabarito, a prova completa comentada – uma vantagem exclusiva 
para assinantes, com acesso apenas pelo e-mail e pelo ambiente do aluno.
Em caso de solicitação de recurso para alguma questão, envie para o e-mail:
treinodificil_jogofacil@grancursosonline.com.br. 
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
LEI N. 8.112/1990, LEI N. 8.429/1992, LEI N. 9.784/1999, 
LEI N. 8.666/1993
LEANDRO PEREIRA
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, julgue os próximos itens.
1. Função pública é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura 
organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
2. São formas de provimento a reintegração, a recondução, o aproveitamento, a reversão, 
a transferência e a ascensão, nos termos da Lei n. 8.112/1990.
3. A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.
4. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obri-
gado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
5. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família por 
até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
Segundo a Lei n. 8.429/1992, que institui normas sobre improbidade administrativa, julgue os 
próximos itens.
6. Para configurar improbidade administrativa, faz-se necessária a ocorrência de conduta 
dolosa, qualquer que seja sua modalidade.
7. O agente público que tem suas contas aprovadas pelos órgãos competentes não res-
ponde por improbidade administrativa.
8. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 podem 
ser propostas em até 5 anos contados da data em que o fato se tornou conhecido quando 
se tratar de agente em exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de 
confiança.
9. A referida lei é aplicável ao particular que, sozinho ou em conluio com agente, concorrer 
para a prática de ato ímprobo ou que dele se beneficie.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
10. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que 
seja instaurada a investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade e a 
representação, que será escrita ou reduzida a termo, assinada e conterá a qualificação 
do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de 
que tenha conhecimento.
Segundo a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, na esfera federal, julgue 
os próximos itens.
11. Nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de divulga-
ção oficial de todos os atos administrativos praticados no processo.
12. A referida lei é aplicável ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo de quaisquer dos 
poderes da União, estados, DF e municípios quando no exercício de sua função atípica, 
ou seja, função administrativa.
13. Embora intransferível, a competência para prática de atos administrativos sempre poderá 
ser objeto de delegação e avocação nos termos dessa lei.
14. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, 
nem a renúncia a direito pelo administrado.
15. O interessado somente poderá desistir parcialmente do pedido formulado ou, ainda, 
renunciar a direitos disponíveis.
Segundo a Lei n. 8.666/1993, que institui normas sobre licitações e contratos, julgue os pró-
ximos itens.
16. A contratação direta de organizações sociais pode ser feita mediante inexigibilidade de 
licitação. 
17. As modalidades de licitação existentes da lei são procedimentos que a Administração 
Pública adota para selecionar a proposta mais vantajosa, porém todas dependem de um 
tipo de licitação já que os tipos são os que determinam como será definido a proposta 
mais vantajosa.
18. A Administração Pública está legitimada a revogar um procedimento licitatório quando 
se aduzirem fatos supervenientes, mesmo que o adjudicatário já tenha sido declarado.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
19. Os contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 poderão ser alterados por acordo das partes 
quando conveniente a substituição da garantia de execução. 
20. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante 
da Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para 
substituí-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
RESPONSABILIDADE, ATOS, SERVIDORES PÚBLICOS NA 
CONSTITUIÇÃO
RAPHAEL SPYERE
Desde quando se organizou o Estado e se definiram suas respectivas funções, já existia, de 
algum modo, uma Administração Pública, dado a necessidade que teve aquela organização 
política de exercer atividade de cunho nitidamente administrativa para atender concretamente 
as necessidades básicas da coletividade. Todavia, o Direito Administrativo, como disciplina 
jurídica dessa atividade, é relativamente recente, tendo origem no final do século XVIII e início 
do século XIX. (…) O Direito Administrativo, portanto, nasceu com o Estado de Direito. Isso 
porque é o Direito, ao qual o Estado passou a se submeter, que regula as relações entre a 
Administração Pública e os administrados, assegurando a correta e legítima gestão do inte-
resse público e garantindo os direitos dos administrados.
(DA CUNHA JÚNIOR, Dirley. Curso de Direito Administrativo. 14. Ed. Salvador: Juspodivm, 
2015. p.19) 
Tomando de partida o texto apresentado e adotando as regras jurídicas do Direito Administra-
tivo Brasileiro acerca da responsabilidade administrativa, civil e penal do Poder Público e seus 
respectivos agentes, julgue as assertivas a seguir.
21. Segundo a concepção absolutista, a responsabilidade civil do Estado tinha base em rela-
ção paritária entre as pessoas e o Estado, o que permitia a responsabilização do Estado 
pela doutrina do risco integral.
22. As condutas omissivas do Poder Público rendem responsabilidade civil subjetiva pelos 
danos que delas se originam. Para a condenação da Fazenda Pública, deverão ser com-provados, concomitantemente à negligência na atuação estatal, o dano e o nexo de cau-
salidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito do Poder Público. 
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
23. Situação hipotética: Em determinado município, uma empresa estatal federal refina-
dora de petróleo permitiu que vazassem litros de óleo cru. O referido material se alas-
trou por diversas cidades do respectivo estado, deixando inúmeras famílias ribeirinhas 
desprovidas de suas atividades laborais e do seu sustento. Assertiva: Nessa situação, 
segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, houve responsabilidade objetiva 
da referida entidade, por aplicação da Teoria do Risco Integral.
24. A responsabilidade civil do agente público perante o Poder Público pelos danos que 
causou a terceiro, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, é imprescritível.
25. Por aplicação da teoria da concausa, na hipótese de atropelamento de pedestre em via 
férrea, impõe-se a redução da indenização por dano moral pela metade, quando a con-
cessionária descumpre o dever de cercar e fiscalizar os limites da linha férrea e a vítima 
é imprudente ao realizar travessia em local inapropriado.
26. A sentença criminal que negar a autoria ou a existência do fato afasta a responsabilidade 
administrativa e civil do agente pelo mesmo ilícito.
27. O Estado responde civil e objetivamente por danos decorrentes de atos praticados por 
seus agentes, mesmo que eles se achem acobertados por causa de excludente de ilici-
tude penal. 
(BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 26. Ed. São Paulo: 
Malheiros, 2008. p. 380)
Acerca dos atos administrativos e suas regras jurídicas, julgue as próximas afirmativas como 
certas ou erradas.
28. Situação hipotética: Mônica, Analista do MPU, requereu do setor competente a conces-
são de afastamento para pós stricto sensu. Decorrido o prazo legal para manifestação 
sem a devida resposta da Administração, Mônica decidiu buscar a opinião de um advo-
gado sobre quais medidas poderiam ser tomadas para remediar a omissão do Poder 
Público. Por ser a concessão do afastamento em tela de um ato discricionário, o advo-
gado sugeriu a Mônica demandar judicialmente, visando à obtenção de decisão que obri-
gue a Administração a se manifestar sobre o pleito, sob pena de multa diária em caso 
de descumprimento. Assertiva: A orientação oferecida pelo advogado é plausível, tendo 
em vista que, por se tratar de ato discricionário, a demanda judicial sobre ele não pode 
invadir o mérito para se obter a concessão do benefício em si.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
29. Se, por um lado, no ato composto, as manifestações de dois ou mais órgãos se fundem 
para formar um único ato, no ato complexo, pratica-se um ato administrativo principal 
que depende de outro ato para a produção plena dos seus efeitos.
30. A Administração pode anular os próprios atos, por motivo de conveniência ou oportuni-
dade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada a apreciação judicial, bem como 
pode revogá-los quando eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.
31. Os atos da Administração que apresentarem vício de legalidade deverão ser anulados 
pela própria Administração. No entanto, se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis 
a seus destinatários, o direito da Administração de anular esses atos administrativos 
decairá em cinco anos, contados da data em que forem praticados, salvo se houver com-
provada má-fé.
32. Os atos administrativos negociais são também considerados atos de consentimento, 
porque viabilizam ao interessado particular o exercício regular de determinada atividade 
ou direito.
33. A presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos é absoluta.
34. Tanto os atos administrativos constitutivos quanto os negociais e os enunciativos têm o 
atributo da imperatividade.
35. Situação hipotética: O servidor público Juarez, responsável pela segurança de um 
órgão da Administração Federal, se desentendeu com seu superior, Francisco. Visando 
a se vingar de Juarez, que, a partir do evento narrado, se tornou persona non grata, 
Francisco determinou uma série de medidas administrativas que trouxeram sérios preju-
ízos ao seu desafeto. Assertiva: As determinações exaradas por Francisco são nulas, 
porque eivadas de vício no elemento finalidade.
Sobre as regras constitucionais aplicadas aos agentes públicos e o entendimento jurispruden-
cial acerca desse tema, julgue.
36. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os Procuradores Estaduais e 
Municipais estão submetidos ao teto de 90,25% do subsídio mensal dos Ministros dessa 
Corte Judicial.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
37. Os atos de improbidade administrativa importarão, entre outras consequências jurídicas, 
na perda dos direitos políticos e da função pública.
38. O servidor público de uma autarquia federal investido no mandato de Prefeito poderá 
optar pela percepção da remuneração de seu cargo ao longo do exercício do mandato.
A estabilidade é a garantia constitucional que assegura ao servidor público a liberdade neces-
sária para, sem receio, exercer as atribuições e responsabilidades de seu cargo efetivo em 
devoção aos interesses públicos, ainda que isso venha a entrar em conflito com os interesses 
de seus superiores ou governantes.
(NASCIMENTO, Raphael Spyere. Direito Administrativo – Legislação Fundamental. 1.Ed. Bra-
sília: Alumnus, 2019. p. 246)
Acerca da estabilidade assegurada constitucionalmente aos servidores públicos civis, marque 
certo ou errado nas assertivas subsecutivas.
39. A estabilidade do servidor habilitado em concurso público é garantida imediatamente 
após sua posse, tendo em vista a aprovação em concurso público. 
40. Os servidores públicos efetivos não terão acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço – FGTS, já que, em seu lugar, a Constituição Federal assegura a estabilidade.
CONTRATO ADMINISTRATIVO
RAPHAEL SPYERE
A expressão contratos da Administração é utilizada, em sentido amplo, para abranger todos 
os contratos celebrados pela Administração Pública, seja sob regime de direito público, seja 
sob regime de direito privado.
(ZANELLA DI PIETRO, Maria Sylvia. Direito Administrativo. 27. Ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
p.263) 
A partir do texto apresentado, julgue as assertivas a seguir sobre os contratos administrativos.
41. Nos contratos administrativos, a natureza do negócio jurídico celebrado entre a Adminis-
tração e o particular é vertical, enquanto, nos contratos celebrados com a Administração 
regidos pelo direito privado, a relação jurídica que se estabelece tem traços horizontais.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
42. Devido às características que apresenta nos contratos da Administração regidos pelo 
direito privado, o Poder Contratante não poderá se valer de prerrogativas públicas, salvo 
se expressamente previstas no termo e em lei.
Para os contratos celebrados pela Administração, a lei enumera uma série de normas relati-
vas à forma que devem ser observadas, sob pena, do contrário, de incorrer-se em ilegalidade. 
Sobre as regras jurídicas de forma aplicadas sobre os contratos administrativos, julgue como 
certas ou erradas as afirmações subsecutivas.
43. O contrato administrativo deve ser publicado no Diário Oficial, resumidamente, como 
condição indispensável de validade.
44. Ressalvados os contratos relativos a direitos reais sobre imóveis e aqueles que tenham 
por objeto pequenas compras de pronto pagamento, os contratos e seus aditamentos 
serão formalizados por escrito nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo 
cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato.
Acerca das regras de garantia e de prazos contratuais aplicadas aos contratos administrativos 
celebrados com o Poder Público, julgue os itens subsecutivos.
45. A critério da autoridadecompetente, poderá ser exigida caução contratual em obras, ser-
viços e compras, desde que tal prerrogativa tenha previsão no edital da licitação que deu 
origem ao respectivo contrato.
46. Como regra, a duração dos contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 ficará adstrita à 
vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto em casos especiais, taxativa-
mente previstos em lei, como, por exemplo, os projetos que se achem comtemplados 
nas metas do Plano Plurianual.
47. Em casos especiais identificados pela Administração Pública, conforme oportunidade e 
conveniência, a Lei Geral de Contratos Administrativos autoriza a celebração de contrato 
administrativo com prazo de vigência indeterminado, exclusivamente para atendimento 
de relevante necessidade de interesse público.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Conforme a ótica adotada para a respectiva abordagem, a autotutela pode ser tratada como 
princípio geral da Administração Pública, pacificamente aceito pelo Supremo Tribunal Federal, 
ou como prerrogativa de que se reveste o Poder Público por meio de lei. Independentemente 
da maneira como é estudada, a autotutela viabiliza à Administração anular e revogar seus 
atos, respectivamente, quando eivados de vícios que os tornem ilegais ou ilegítimos e quando 
deixam supervenientemente de ser oportunos e convenientes.
Diante desse importante tema aplicado aos contratos administrativos celebrados entre Admi-
nistração Pública e particulares, para consecução de obras, serviços ou compras, julgue as 
próximas assertivas.
48. A anulação de contrato administrativo produz efeitos ex tunc, como regra geral, oblite-
rando os efeitos já produzidos e impedindo os que haveriam de se produzir acaso não 
ocorresse o referido desfazimento.
49. A nulidade contratual exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que já houver sido executado até a data de sua declaração.
50. A declaração de nulidade do contrato administrativo somente poderá ocorrer adminis-
trativamente.
51. Contratos administrativos são irrevogáveis.
52. A declaração de nulidade do contrato administrativo, como decorre de ilegalidade ou ile-
gitimidade do ato, não depende de contraditório e ampla defesa.
A alteração unilateral do contrato administrativo deve sempre ter por escopo a sua melhor 
adequação às finalidades de interesse público. Devem, ademais, ser respeitados os direitos 
do administrado, especialmente o direito à observância dos limites legais de alteração por 
parte da administração e o direito ao restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro ori-
ginalmente estabelecido.
(ALEXANDRIO, PAULO, Marcelo, Vicente. DIREITO ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO. 25. 
Ed. São Paulo: Método, 2017. p. 608)
Sobre as alterações unilaterais de que são alvo os contratos administrativos, julgue.
53. Os contratos administrativos podem ser modificados unilateralmente para melhor aten-
der ao interesse público, respeitados os direitos do contratado.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
54. O contratado fica obrigado a aceitar alterações unilaterais para acréscimos quantitativos 
promovidos pela Administração, em sede de contratos que tenham por objeto serviços, 
de até 70% do valor original.
55. Se a reforma do edifício sede do governo do Distrito Federal foi orçada inicialmente em 
R$ 10.000.000,00, o contrato poderá ser aditado, para supressão de seu objeto, até 50% 
desse valor devidamente atualizado, observado o equilíbrio econômico-financeiro.
56. Situação Hipotética: Durante a realização de uma obra de construção de túnel para 
ligar mais facilmente determinado trecho de estrada ao centro de determinada cidade, 
a Administração Pública precisou promover alteração unilateral que suprimiu, nos limi-
tes da lei, encargos do consórcio de empresas contratado. Assertiva: Nesse caso, se 
o referido consórcio já houver adquirido materiais e equipamentos para consecução do 
objeto contratual e colocado à disposição de uso no local da obra, não caberá à Adminis-
tração o respectivo pagamento.
57. A variação do valor contratual para fazer frente ao reajuste de preços estatuído no próprio 
contrato não corresponde a alteração contratual e, por isso, prescinde de termo aditivo.
A respeito das normas da Lei n. 8.666/1993 sobre rescisão do contrato administrativo, julgue.
58. Por se tratar de medida desproporcional, a rescisão de contrato administrativo em virtude 
de inexecução parcial é legalmente proibida, somente sendo legítima por descumpri-
mento total da avença.
59. O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos pelo 
contratado é causa de rescisão unilateral da avença celebrada que, entre outras con-
sequências, permite a execução da garantia contratual com o propósito de ressarcir o 
Poder Público contratante de prejuízos gerados.
60. Pela inexecução total ou parcial do contrato administrativo por culpa do contratado, a lei 
permite a aplicação de multa cumulativamente com a suspensão temporária de partici-
par de licitação e com a Administração contratar por até 5 anos, assegurado o direito a 
defesa prévia.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
INTRODUÇÃO, PRINCÍPIO, PODERES, ORGANIZAÇÃO 
ADMINISTRATIVA
RICARDO BRANCO
Julgue os itens em relação à organização administrativa.
61. A descentralização por delegação transfere a titularidade do serviço para outra 
pessoa jurídica.
62. Segundo o STF, a OAB é uma autarquia da Administração indireta.
63. Segundo a lei de falência, a empresa pública e a sociedade de economia mista podem falir.
64. Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, a exploração direta de ativi-
dade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da 
segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
65. De acordo com o STF, a extinção da empresa pública e a extinção da sociedade de eco-
nomia mista dependem de autorização legislativa, porém a extinção das subsidiárias 
independe de autorização legislativa.
66. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confir-
mada pelo tribunal, a sentença proferida contra a União, os estados, o Distrito Federal, 
os municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público.
67. Segundo o STF, fundação pública de direito privado se submete ao regime de precatório.
68. Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com 
criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente 
detido pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios.
69. Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do estado, 
do Distrito Federal ou do município, será admitida, no capital da empresa pública, a par-
ticipação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades 
da Administração indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
13 www.grancursosonline.com.br
DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
70. Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito 
privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações 
com direito a voto pertençam, em sua maioria, à União, aos estados, ao Distrito Federal, 
aos municípios ou a entidade da Administração indireta.
Julgue os itens em relação aos princípios da Administração Pública.
71. O princípio da supramacia do interesse público sobre o privado autoriza o Estado a 
restringir direitos individuais em prol do interesse da coletividade, como por exemplo, a 
desapropriação.
72. A atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé define o princípio da 
moralidade.
73. O princípio da impessoalidade determina que a publicidade dos atos, programas, obras, 
serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou 
de orientaçãosocial, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que carac-
terizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
74. O princípio da razoabilidade é um direito fundamental expresso na Constituição Federal.
75. Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e san-
ções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse 
público define o princípio da proporcionalidade.
Julgue os itens em relação aos poderes da Administração.
76. A aplicação da pena é uma decisão discricionária da Administração dentro do poder 
disciplinar.
77. O poder de polícia autoriza o Estado a aplicar uma penalidade a um concessionário de 
serviço público.
78. A edição de decreto legislativo faz parte do poder regulamentar da Administração Pública.
79. Todos os atos do poder de polícia possuem o atributo da discricionariedade.
80. O decreto regulamentar pode inovar o ordenamento jurídico por ser considerado uma 
norma primária.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
GABARITO
1 E 21 E 41 C 61 E
2 E 22 C 42 C 62 E
3 C 23 C 43 E 63 E
4 C 24 E 44 C 64 C
5 C 25 C 45 E 65 C
6 E 26 C 46 C 66 C
7 E 27 C 47 E 67 E
8 E 28 C 48 C 68 C
9 E 29 E 49 E 69 C
10 C 30 E 50 E 70 C
11 E 31 C 51 C 71 C
12 E 32 C 52 E 72 C
13 E 33 E 53 C 73 C
14 C 34 E 54 E 74 C
15 E 35 C 55 E 75 C
16 E 36 C 56 E 76 C
17 E 37 E 57 C 77 E
18 C 38 C 58 C 78 E
19 C 39 E 59 C 79 E
20 E 40 C 60 E 80 E
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
LEI N. 8.112/1990, LEI N. 8.429/1992, LEI N. 9.784/1999, 
LEI N. 8.666/1993
LEANDRO PEREIRA
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, julgue os próximos itens.
1. Função pública é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura 
organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
Errado. 
Lei n. 8.112/1990, art. 3. Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades 
previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
2. São formas de provimento a reintegração, a recondução, o aproveitamento, a reversão, 
a transferência e a ascensão, nos termos da Lei n. 8.112/1990.
Errado.
Ascenção e transferência foram declaradas inconstitucionais.
3. A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 13, § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publi-
cação do ato de provimento.
4. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obri-
gado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qual-
quer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
5. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família por 
até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença 
do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou 
dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante 
comprovação por perícia médica oficial.
§ 2º, I – por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor;
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Segundo a Lei n. 8.429/1992, que institui normas sobre improbidade administrativa, julgue os 
próximos itens.
6. Para configurar improbidade administrativa, faz-se necessária a ocorrência de conduta 
dolosa, qualquer que seja sua modalidade.
Errado. 
No caso de lesão ao erário, também se admite conduta culposa.
7. O agente público que tem suas contas aprovadas pelos órgãos competentes não res-
ponde por improbidade administrativa.
Errado. 
Lei n. 8.429/1992, art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
II – da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou 
Conselho de Contas.
8. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 podem 
ser propostas em até 5 anos contados da data em que o fato se tornou conhecido quando 
se tratar de agente em exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de 
confiança.
Errado. 
Lei n. 8.429/1992, art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta 
lei podem ser propostas:
I – até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de 
função de confiança;
II – dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares pu-
níveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo 
ou emprego.
9. A referida lei é aplicável ao particular que, sozinho ou em conluio com agente, concorrer 
para a prática de ato ímprobo ou que dele se beneficie.
Errado. 
Lei n. 8.429/1992, art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele 
que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de impro-
bidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Sozinho o particular não 
responde pelos preceitos dessa lei.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
10. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que 
seja instaurada a investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade e a 
representação, que será escrita ou reduzida a termo, assinada e conterá a qualificação 
do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de 
que tenha conhecimento.
Certo.
Lei n. 8.429/1992, art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa 
competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de 
improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualifica-
ção do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas 
de que tenha conhecimento.
Segundo a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, na esfera federal, julgue 
os próximos itens.
11. Nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de divulga-
ção oficial de todos os atos administrativos praticados no processo.
Errado. 
Lei n. 9.784/1999, art. 2o, parágrafo único. Nos processos administrativos serão observa-
dos, entre outros, os critérios de:
V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas 
na Constituição;
12. A referida lei é aplicável ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo de quaisquer dos 
poderes da União, estados, DF e municípios quando no exercício de sua função atípica, 
ou seja, função administrativa.
Errado. 
Lei n. 9.784/1999, art. 1o, § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos 
Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrati-
va. Somente na esfera federal.
13. Embora intransferível, a competência para prática de atos administrativos sempre poderá 
ser objeto de delegação e avocação nos termos dessa lei.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Errado. 
Lei n. 9.784/1999, art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
I – a edição de atos de caráter normativo;
II – a decisão de recursos administrativos;
III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
14. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, 
nem a renúncia a direito pelo administrado.
Certo.
Lei n. 9.784/1999, art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento 
da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.
15. O interessado somente poderá desistir parcialmente do pedido formulado ou, ainda, 
renunciar a direitos disponíveis.
Errado. 
Lei n. 9.784/1999, art. 51. O interessadopoderá, mediante manifestação escrita, desistir 
total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.
Segundo a Lei n. 8.666/1993, que institui normas sobre licitações e contratos, julgue os pró-
ximos itens.
16. A contratação direta de organizações sociais pode ser feita mediante inexigibilidade de 
licitação. 
Errado. 
Lei n. 8.666/1993, art. 24. É dispensável a licitação:
XXIV – para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações so-
ciais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades contem-
pladas no contrato de gestão.
17. As modalidades de licitação existentes da lei são procedimentos que a Administração 
Pública adota para selecionar a proposta mais vantajosa, porém todas dependem de um 
tipo de licitação já que os tipos são os que determinam como será definido a proposta 
mais vantajosa.
Errado. 
Os tipos de licitação não são usados em todas as modalidades.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
"Lei n. 8.666/1993, art. 45, § 1o Para os efeitos deste artigo, constituem tipos de licitação, 
exceto na modalidade concurso:"
18. A Administração Pública está legitimada a revogar um procedimento licitatório quando 
se aduzirem fatos supervenientes, mesmo que o adjudicatário já tenha sido declarado.
Certo.
Lei n. 8.666/1993, art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento 
somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato su-
perveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, de-
vendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer 
escrito e devidamente fundamentado.
19. Os contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 poderão ser alterados por acordo das partes 
quando conveniente a substituição da garantia de execução. 
Certo.
Lei n. 8.666/1993, art. 65, II – por acordo das partes: a) quando conveniente a substituição 
da garantia de execução;
20. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante 
da Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para 
substituí-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
Errado. 
Lei n. 8.666/1993, art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada 
por um representante da Administração especialmente designado, permitida a contratação 
de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
O terceiro não poderá substituir o representante da administração pública e sim assisti-lo e 
subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
RESPONSABILIDADE, ATOS, SERVIDORES PÚBLICOS NA 
CONSTITUIÇÃO
RAPHAEL SPYERE
Desde quando se organizou o Estado e se definiram suas respectivas funções, já existia, de 
algum modo, uma Administração Pública, dado a necessidade que teve aquela organização 
política de exercer atividade de cunho nitidamente administrativa para atender concretamente 
as necessidades básicas da coletividade. Todavia, o Direito Administrativo, como disciplina 
jurídica dessa atividade, é relativamente recente, tendo origem no final do século XVIII e início 
do século XIX. (…) O Direito Administrativo, portanto, nasceu com o Estado de Direito. Isso 
porque é o Direito, ao qual o Estado passou a se submeter, que regula as relações entre a 
Administração Pública e os administrados, assegurando a correta e legítima gestão do inte-
resse público e garantindo os direitos dos administrados. 
(DA CUNHA JÚNIOR, Dirley. Curso de Direito Administrativo. 14. Ed. Salvador: Juspodivm, 
2015. p.19) 
Tomando de partida o texto apresentado e adotando as regras jurídicas do Direito Administra-
tivo Brasileiro acerca da responsabilidade administrativa, civil e penal do Poder Público e seus 
respectivos agentes, julgue as assertivas a seguir.
21. Segundo a concepção absolutista, a responsabilidade civil do Estado tinha base em rela-
ção paritária entre as pessoas e o Estado, o que permitia a responsabilização do Estado 
pela doutrina do risco integral.
Errado.
Durante o Absolutismo Monárquico, vigorava a Teoria da Irresponsabilidade, também de-
nominada Fase ou Teoria Regaliana, pela qual o Poder Público não tinha responsabilidade 
pelos danos que desse causa. 
Explica Dirley da Cunha (2015), nas palavras de Alexandrino e Paulo (2017, p. 355), que: 
Durante muito tempo, na época dos chamados Estados Absolutos, nos quais imperava um regime 
de concentração do Poder e da autoridade em um único Governantes, o Estado dispunha de incon-
testável autoridade sobre o súdito, de modo que, responsabilizá-lo, significaria colocá-lo no mesmo 
nível que o súdito, em total desrespeito à sua plena soberania. Nessa época vigia a máxima The 
King can do no wrong ou Le Roi ne peut mal faire (o Rei não pode errar). (…) Era a fase da irres-
ponsabilidade do Estado, sustentada pela teoria regaliana, segundo a qual o Estado não responde 
pelos danos causados a terceiros.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Nesse contexto, na concepção absolutista, não havia uma relação paritária entre as pesso-
as e o Estado, como afirma o examinador, porque este não tinha responsabilidade civil por 
danos causados a terceiros como se observa atualmente.
22. As condutas omissivas do Poder Público rendem responsabilidade civil subjetiva pelos 
danos que delas se originam. Para a condenação da Fazenda Pública, deverão ser com-
provados, concomitantemente à negligência na atuação estatal, o dano e o nexo de cau-
salidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito do Poder Público. 
Certo.
O entendimento do Superior Tribunal de Justiça (AgRg no REsp 501.507/RJ, Rel. Ministro 
Humberto Martins, DJe 02.06.2014) é de que a responsabilidade civil do Estado por con-
dutas omissivas é, como regra geral, subjetiva, devendo ser comprovados a negligência na 
atuação estatal, o dano e o nexo de causalidade, exatamente como afirma o examinador.
23. Situação hipotética: Em determinado município, uma empresa estatal federal refina-
dora de petróleo permitiu que vazassem litros de óleo cru. O referido material se alas-
trou por diversas cidades do respectivo estado, deixando inúmeras famílias ribeirinhas 
desprovidas de suas atividades laborais e do seu sustento. Assertiva: Nessa situação, 
segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, houve responsabilidade objetiva 
da referida entidade, por aplicação da Teoria do Risco Integral.
Certo.
Acerca dos danos ambientais, o STJ tem firme entendimento (EDcl no REsp 1.346.430/PR, 
Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, DJe 14.02.2013) de que incide a Teoria do Risco Integral, 
advindo dela o caráter objetivo da responsabilidade de quem quer que exerça atividade que 
implique risco ambiental. Por conseguinte, para o aludido Colegiado torna-se: “Descabida a 
alegação de excludentes de responsabilidade, bastando, para tanto a ocorrência de resulta-
do prejudicial ao homem e ao ambiente advinda de uma ação ou omissão do responsável.”
24. A responsabilidade civil do agente público perante o Poder Público pelos danos que 
causou a terceiro, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, é imprescritível.
Errado.
Em virtude de entendimento firmado pelo STF em sede de repercussão geral nos autos de 
Recurso Extraordinário (RE 669.069/MG, Rel. Ministro Teori Zavaski, DJe 30/06/2016), os 
danos causados ao erário decorrentes de ilícito civil se submetem à regra de prescrição. 
Assim, na ocasião do julgamento do referido recurso extremo, foi fixada a seguinte tese: “É 
prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil.”
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
25. Por aplicação da teoria da concausa, na hipótese de atropelamento de pedestre em via 
férrea, impõe-se a redução da indenização por dano moral pela metade,quando a con-
cessionária descumpre o dever de cercar e fiscalizar os limites da linha férrea e a vítima 
é imprudente ao realizar travessia em local inapropriado.
Certo.
Nas palavras do Superior Tribunal de Justiça (AgRg AREsp 724.028/RJ, Rel. Ministro Raul 
Araújo, DJe 06.04.2016):
No caso de atropelamento de pedestre em via férrea, configura-se a concorrência de causas, im-
pondo a redução da indenização por dano moral pela metade, quando: (i) a concessionária do 
transporte ferroviário descumpre o dever de cercar e fiscalizar os limites da linha férrea, mormente 
em locais urbanos e populosos, adotando conduta negligente no tocante às necessárias práticas de 
cuidado e vigilância tendentes a evitar a ocorrência de sinistros; e (ii) a vítima adota conduta impru-
dente, atravessando a via férrea em local inapropriado.
A teoria da concausa ou da culpa concorrente explica que, se tanto o Poder Público como a 
vítima contribuíram ativamente para ocorrência do dano, não deverá ser aquele condenado 
integralmente pelos prejuízos. É precisamente o que ocorre no caso narrado.
26. A sentença criminal que negar a autoria ou a existência do fato afasta a responsabilidade 
administrativa e civil do agente pelo mesmo ilícito.
Certo.
Em harmonia com o previsto na legislação pátria, especialmente, na Lei n. 8.112/1990, art. 
126 e CC/2002, art. 935, cujas redações merecem destaque:
Lei n. 8.112/1990, art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no 
caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.
CC, art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais 
sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal.
27. O Estado responde civil e objetivamente por danos decorrentes de atos praticados por 
seus agentes, mesmo que eles se achem acobertados por causa de excludente de ilici-
tude penal. 
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Certo.
Segundo a orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça (REsp 1.266.517/PR, 
Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, DJE 10.12.2012), a Administração Pública pode 
responder civilmente pelos danos causados por seus agentes, ainda que estes estejam 
amparados por causa excludente de ilicitude penal.
Isso se deve ao fato de que o Estado, nos termos da CF/1988, responde objetivamente 
pelos danos causados por seus agentes a terceiros. Então, apesar de agir licitamente (ex-
cludente de ilicitude ou antijuridicidade), havendo conduta de agente nessa qualidade, dano 
e nexo de causalidade entre a conduta e o dano, o Estado deverá arcar com a respectiva 
indenização/compensação.
O ato administrativo pode ser entendido como declaração do Estado (ou de quem lhe faça 
as vezes – como, por exemplo, um concessionário de serviço público), no exercício de prer-
rogativas públicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a 
título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.
(BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 26. Ed. São Paulo: 
Malheiros, 2008. p. 380)
Acerca dos atos administrativos e suas regras jurídicas, julgue as próximas afirmativas como 
certas ou erradas.
28. Situação hipotética: Mônica, Analista do MPU, requereu do setor competente a conces-
são de afastamento para pós stricto sensu. Decorrido o prazo legal para manifestação 
sem a devida resposta da Administração, Mônica decidiu buscar a opinião de um advo-
gado sobre quais medidas poderiam ser tomadas para remediar a omissão do Poder 
Público. Por ser a concessão do afastamento em tela de um ato discricionário, o advo-
gado sugeriu a Mônica demandar judicialmente, visando à obtenção de decisão que obri-
gue a Administração a se manifestar sobre o pleito, sob pena de multa diária em caso 
de descumprimento. Assertiva: A orientação oferecida pelo advogado é plausível, tendo 
em vista que, por se tratar de ato discricionário, a demanda judicial sobre ele não pode 
invadir o mérito para se obter a concessão do benefício em si.
Certo.
A questão trata de uma situação conhecida pela doutrina como silêncio administrativo, na 
qual a Administração, diante de um requerimento feito pela servidora Mônica, deveria profe-
rir uma decisão, mas não se pronunciou, nem deferindo o pleito, nem indeferindo. Nas lições 
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2º SIMULADO
de Bandeira de Mello (2008, p. 405): “Se a Administração não se pronuncia quando deve 
fazê-lo, seja porque um órgão tem de pronunciar-se para fins de controle de ato de outro 
órgão, está-se perante o silêncio administrativo.”
O silêncio administrativo não equivale a uma manifestação de vontade da Administração, 
mas, ao revés, consiste em uma não manifestação. Noutras palavras, não é um ato, mas 
sim um fato e, como tal, não se preordena a produção de efeitos jurídicos, muito embora 
eles possam ser gerados por força de lei ou de um provimento judicial. 
Portanto, como não se preordena a produção de efeitos jurídicos, a falta de uma decisão 
do setor responsável do MPU junto ao caso de Mônica (silêncio administrativo) não significa 
que o benefício demandado administrativamente foi deferido ou indeferido de forma tácita. 
E, como a lei também é silente quanto aos efeitos que haveriam de ser produzidos, há ne-
cessidade e utilidade de se buscar a tutela jurisdicional para sanar a omissão ilegal.
Acontece que a concessão do referido benefício é discricionária, conforme não deixa dúvida 
a Lei n. 8.112/1990, art. 96-A, aplicada a espécie. Senão vejamos:
Art. 96-A. O servidor poderá, no interesse da Administração, e desde que a participação não 
possa ocorrer simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, 
afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva remuneração, para participar em progra-
ma de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País.
Nesse contexto, o Judiciário não pode substituir a Administração Pública, aqui representada 
pelo setor responsável do MPU, e avaliar a oportunidade e a conveniência do afastamento 
para cursar a pós, sob pena de, com isso, violar o Princípio da Separação dos Poderes. 
O que é possível, por meio de ação, é requerer do Judiciário o reconhecimento da omissão 
ilegal para obrigar a Administração a se manifestar sobre o pedido feito por Mônica no prazo 
a ser razoavelmente fixado, sob pena de multa diária em caso de descumprimento e res-
ponsabilização de quem lhe tenha dado causa. Mesmo se tratando de ato discricionário, a 
servidora Mônica tem o direito a um pronunciamento administrativo devidamente motivado. 
Por todo o exposto, a assertiva é CORRETA.
29. Se, por um lado, no ato composto, as manifestações de dois ou mais órgãos se fundem 
para formar um único ato, no ato complexo, pratica-se um ato administrativo principal 
que depende de outro ato para a produção plena dos seus efeitos.
Errado.
É exatamente o contrário. No ato complexo, as manifestações de dois ou mais órgãos se 
somam para a formação de um único ato. Segundo o STF (MS 25.697/DF, Rel. Ministra 
Carmen Lúcia, DJe 05.03.2010), é exemplo de ato complexo a concessão inicial de aposen-
tadoria de servidor público.
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2º SIMULADO
No ato composto, por outro lado, é praticado um ato principal cuja produção de efeitos (efi-
cácia) fica condicionada à prática de outro ato de natureza secundária por outro órgão ou 
autoridade. É o caso da dispensa ou inexigibilidade de licitação prevista no art. 26 da Lei 
8.666/1993, que será comunicada pelo setor responsável à autoridade superior para ratifi-
cação e publicação na imprensa oficial como condição para eficácia.
30. A Administração pode anular os próprios atos, por motivo de conveniência ou oportuni-
dade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada a apreciação judicial, bem comopode revogá-los quando eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.
Errado. 
Novamente, os conceitos foram invertidos. Nos termos da Lei n. 9.784/1999, art. 53, a anu-
lação incide sobre ato administrativo que apresenta vício que o torna ilegal, enquanto a 
revogação incide sobre ato válido que supervenientemente deixou de ser oportuno e conve-
niente. Em seus termos: “Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando 
eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportuni-
dade, respeitados os direitos adquiridos.”
No mesmo sentido, a Súmula 473, desde 1969, vem representando o entendimento do STF 
sobre o tema: 
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, 
porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, 
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
31. Os atos da Administração que apresentarem vício de legalidade deverão ser anulados 
pela própria Administração. No entanto, se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis 
a seus destinatários, o direito da Administração de anular esses atos administrativos 
decairá em cinco anos, contados da data em que forem praticados, salvo se houver com-
provada má-fé.
Certo.
Em conformidade com a Lei n. 9.784/1999, arts. 53 e 54, que estabelecem, respectivamen-
te, o dever de anular imposto à Administração e o prazo de 5 anos para sua realização se o 
ato administrativo inválido gera efeitos favoráveis ao seu destinatário, como por exemplo, a 
concessão de uma licença profissional sem a observância das formalidades legais exigidas. 
Nos termos dos citados dispositivos legais:
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode 
revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis 
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo compro-
vada má-fé.
32. Os atos administrativos negociais são também considerados atos de consentimento, 
porque viabilizam ao interessado particular o exercício regular de determinada atividade 
ou direito.
Certo.
Ato negocial é todo aquele que busca conciliar os interesses públicos com os interesses do 
particular, visando à gerência da vida em coletividade. Tais atos consentem determinada de-
manda do administrado e, por isso, não apresentam imperatividade. São exemplos desses 
atos licenças, autorizações, permissões.
33. A presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos é absoluta.
 
Errado.
Trata-se de presunção relativa – juris tantum –, que admite prova em contrário. Assim, gra-
ças a isso, se o ato administrativo não está em conformidade com a lei e o direito ou, ainda, 
apresenta motivos falsos como justificativa para a sua realização, é perfeitamente possível 
impugná-lo, judicial ou administrativamente.
34. Tanto os atos administrativos constitutivos quanto os negociais e os enunciativos têm o 
atributo da imperatividade.
Errado.
O examinador, nessa questão, faz uma verdadeira confusão nas classificações dos atos 
administrativos para induzir o candidato ao erro. 
Preliminarmente, é preciso entender que os atos administrativos dotados de imperatividade 
são denominados de atos de império. Eles são assim denominados porque se impõem 
independente da aquiescência de seus destinatários. É o que ocorre, por exemplo, no "guin-
chamento" de veículo parado em local proibido ou na requisição de imóvel diante de iminen-
te perigo público (CF/1988, art. 5º, XXV).
Agora é preciso compreender o que representa cada um dos atos enumerados na assertiva, 
pela ordem: 
Ato constitutivo é o ato que cria, modifica ou extingue um direito ou uma situação do admi-
nistrado, como, por exemplo, a revogação, a autorização, a dispensa, a aplicação de multa 
e a remoção de ofício de servidor.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Ato negocial, por sua vez, é todo aquele que busca conciliar os interesses da Administração 
com os interesses do particular, visando à gerência da vida em coletividade. Exemplos: li-
cenças, autorizações e permissões.
Ato enunciativo, finalmente, é o que a Administração emite apenas para declarar situações 
de que tem o conhecimento ou que constam em registros de órgãos públicos, ou ainda, para 
proferir opinião sobre assunto determinado. Exemplos: o atestado, a certidão e o parecer.
Por tudo que foi explicado, para a questão ser correta, é preciso que todos os atos nela elen-
cados sejam também atos de império. E, por seus conceitos, atos enunciativos e negociais, 
NUNCA serão atos de império.
Quanto aos atos constitutivos, eles podem ser atos de império, como a revogação de um ato 
administrativo, mas também podem não ser atos de império, como a autorização e, nesses 
casos, não possuem imperatividade.
Logo: ERRADA a assertiva.
35. Situação hipotética: O servidor público Juarez, responsável pela segurança de um 
órgão da Administração Federal, se desentendeu com seu superior, Francisco. Visando 
a se vingar de Juarez, que, a partir do evento narrado, se tornou persona non grata, 
Francisco determinou uma série de medidas administrativas que trouxeram sérios preju-
ízos ao seu desafeto. Assertiva: As determinações exaradas por Francisco são nulas, 
porque eivadas de vício no elemento finalidade.
Certo.
Os atos administrativos praticados com fim de vingança, para prejudicar sujeito com quem 
o agente competente tem algum desafeto, violam, entre outros, os princípios da impessoa-
lidade e da moralidade. São atos inválidos, contrários ao Direito (ilegítimos).
Quanto aos seus elementos, atos como esses desviam da finalidade, porque se divorciam 
dos fins públicos a que devem ser dirigidas as ações do Poder Público. Noutras palavras, são 
atos públicos destinados à satisfação dos interesses particulares. Nesse sentido, são nulos.
Nulo é o ato administrativo inválido que nasce afetado de vício insanável. Por ser insanável, o 
ato deve ser anulado, administrativa ou judicialmente, não se admitindo a sua convalidação.
É importante salientar que o agente público que pratica atos administrativos nessas con-
dições responde por improbidade administrativa, nos termos da Lei n. 8.429/1992, art. 11, 
inciso I e, além de perder a função pública e ser alvo de suspensão dos direitos políticos, 
ainda pode ser responsabilizado penal e civilmente.
Sobre as regras constitucionais aplicadas aos agentes públicos e o entendimento jurispruden-
cial acerca desse tema, julgue.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
36. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os Procuradores Estaduais e 
Municipais estão submetidos ao teto de 90,25% do subsídio mensal dos Ministros dessa 
Corte Judicial.
Certo. 
O STF (RE 663.696/MG, Rel. Ministro Luiz Fux, Julgado em 28.02.2019) fixou a seguinte 
tese em sede de repercussão geral:
A expressão "Procuradores", contida na parte final do inciso XI do art. 37 da Constituição da Repú-
blica, compreende os Procuradores Municipais, uma vez que estes se inserem nas funções essen-
ciais à Justiça, estando, portanto, submetidos ao teto de noventa inteiros e vinte e cinco centésimos 
por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
Nos termos da CF/1988, art. 37, XI, in fine: 
Art. 37, XI – a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos 
da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, 
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais 
agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativa-
mente ou não, incluídasas vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exce-
der o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como 
limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal 
do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no 
âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a 
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros 
do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros 
do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos.
37. Os atos de improbidade administrativa importarão, entre outras consequências jurídicas, 
na perda dos direitos políticos e da função pública.
Errado.
Nos termos da CF/1988, art. 37, § 4º: 
Art. 37, § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, 
a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e 
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
A lei responsável por regular o tema de improbidade administrativa é a Lei n. 8.429/1992. 
Em seu art. 12, estão estabelecidos os prazos de suspensão dos direitos políticos a serem 
aplicados, com limite mínimo e máximo a depender do tipo de improbidade que se tenha 
praticado.
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2º SIMULADO
38. O servidor público de uma autarquia federal investido no mandato de Prefeito poderá 
optar pela percepção da remuneração de seu cargo ao longo do exercício do mandato.
Certo.
Extrai-se da CF/1988, art. 38, II que, uma vez investido como Prefeito, o servidor deverá 
ser afastado de seu cargo, mas poderá optar pela remuneração deste ou pelo subsídio de 
Prefeito enquanto durar o afastamento. Em seus termos:
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de man-
dato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
(…)
II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facul-
tado optar pela sua remuneração.
A estabilidade é a garantia constitucional que assegura ao servidor público a liberdade neces-
sária para, sem receio, exercer as atribuições e responsabilidades de seu cargo efetivo em 
devoção aos interesses públicos, ainda que isso venha a entrar em conflito com os interesses 
de seus superiores ou governantes.
(NASCIMENTO, Raphael Spyere. Direito Administrativo – Legislação Fundamental. 1.Ed. Bra-
sília: Alumnus, 2019. p. 246)
Acerca da estabilidade assegurada constitucionalmente aos servidores públicos civis, marque 
certo ou errado nas assertivas subsecutivas.
39. A estabilidade do servidor habilitado em concurso público é garantida imediatamente 
após sua posse, tendo em vista a aprovação em concurso público. 
Errado.
Segundo a CF/1988, art. 41, serão estáveis após três anos de efetivo exercício os servido-
res nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 
O § 4º do mesmo dispositivo complementa, condicionando a aquisição da estabilidade à 
avaliação especial de desempenho obrigatória, realizada por comissão instituída para essa 
finalidade. 
Assim, a estabilidade não é garantida imediatamente após a posse do servidor. Afirmativa 
incorreta.
40. Os servidores públicos efetivos não terão acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço – FGTS, já que, em seu lugar, a Constituição Federal assegura a estabilidade.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Certo. 
A CF/1988, art. 39, § 3º, ao enumerar os direitos sociais trabalhistas do art. 7º de que serão 
beneficiados os servidores públicos, não trata de FGTS. Senão vejamos:
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua 
condição social:
III – fundo de garantia do tempo de serviço.
Art. 39, § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, 
IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferen-
ciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.
Mas por que o constituinte foi silente? Em linhas gerais, porque o Fundo de Garantia foi 
criado com o objetivo de proteger o trabalhador que vier a ser alvo de demissão sem justa 
causa, o que poderá ocorrer por arbitrariedade do empregador privado, desde que respeita-
das as regras do Direito do Trabalho.
Estabilidade é tema do Direito Administrativo. E, como nesse campo do Direito, não há es-
paço para arbitrariedades, tendo em vista que aos administradores públicos só é dado fazer 
o que a lei autoriza (legalidade) em busca da satisfação dos interesses públicos (impessoa-
lidade-finalidade), torna-se inócuo. 
Mais adequado à proteção dos interesses públicos é assegurar aos servidores a estabilida-
de, pela qual a perda do cargo efetivo somente poderá acontecer nas hipóteses e condições 
expressamente previstas na própria Constituição. 
CONTRATO ADMINISTRATIVO
RAPHAEL SPYERE
A expressão contratos da Administração é utilizada, em sentido amplo, para abranger todos 
os contratos celebrados pela Administração Pública, seja sob regime de direito público, seja 
sob regime de direito privado.
(ZANELLA DI PIETRO, Maria Sylvia. Direito Administrativo. 27. Ed. São Paulo: Atlas, 2014. 
p.263) 
A partir do texto apresentado, julgue as assertivas a seguir sobre os contratos administrativos.
41. Nos contratos administrativos, a natureza do negócio jurídico celebrado entre a Adminis-
tração e o particular é vertical, enquanto, nos contratos celebrados com a Administração 
regidos pelo direito privado, a relação jurídica que se estabelece tem traços horizontais.
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DIREITO ADMINISTRATIVO
2º SIMULADO
Certo.
Contratos administrativos, nas palavras de Di Pietro (2014, p. 263), são:
Os ajustes que a Administração, nessa qualidade, celebra com pessoas físicas ou jurídicas, públicas 
ou privadas, para a consecução de fins públicos, segundo regime jurídico de direito público. Nos 
contratos administrativos, a Administração age como poder público, com todo o seu poder de impé-
rio sobre o particular, caracterizando-se a relação jurídica pelo traço da verticalidade.
Por outro lado, ensina a autora (op. cit.) que “nos contratos de direito privado, a Administração 
se nivela ao particular, caracterizando-se a relação jurídica pelo traço da horizontalidade”. 
Por esse nivelamento/horizontalidade, entende-se que a Administração não goza de po-
deres públicos sobre o particular como se verifica nos contratos administrativos. Asserti-
va CORRETA.
42. Devido às características que apresenta nos contratos da Administração regidos pelo 
direito privado, o Poder Contratante não poderá se valer de prerrogativas públicas, salvo 
se expressamente previstas no termo e em lei.
Certo.
Di Pietro (2014, p. 269-270), responsável por cunhar a expressão contrato da administração 
de direito privado, explica que:
Quando a Administração celebra contratos de direito privado, normalmente ela não necessita dessa 
supremacia e a sus aposição pode nivelar-se à do particular; excepcionalmente, algumas cláusulas 
exorbitantes podem constar, mas elas não resultam implicitamente do contrato; elas têm que 
ser expressamente previstas, com base em lei que derrogue o direito comum.
Para os contratos celebrados pela Administração, a lei enumera uma série de normas relati-
vas à forma que devem ser observadas, sob pena, do contrário, de incorrer-se em ilegalidade. 
Sobre as regras jurídicas de forma aplicadas sobre os contratos administrativos, julgue como 
certas ou erradas as afirmações subsecutivas.
43. O contrato administrativo deve ser publicado no Diário Oficial, resumidamente, como 
condição indispensável de validade.
Errado. 
Em conformidade com o parágrafo único do art. 61 da Lei n. 8.666/1993:31 www.grancursosonline.com.br
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2º SIMULADO
Art. 61 (…)
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na 
imprensa oficial, que é condição indispensável para sua eficácia, será providenciada pela Admi-
nistração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura, para ocorrer no prazo de vinte 
dias daquela data, qualquer que seja o seu valor, ainda que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 
26 desta Lei. 
Está errado o item ao afirmar que a exigência em tela é condição de validade. Para ficar 
correta a assertiva, a expressão “validade” deve ser substituída por “eficácia”, na forma do 
dispositivo citado.
44. Ressalvados os contratos relativos a direitos reais sobre imóveis e aqueles que tenham 
por objeto pequenas compras de pronto pagamento, os contratos e seus aditamentos 
serão formalizados por escrito nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo 
cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato.
Certo.
Conforme se extrai da leitura da Lei n. 8.666/1993, art. 60, e de seu parágrafo único, in verbis:
Art. 60. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas, as quais 
manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato, salvo os 
relativos a direitos reais sobre imóveis, que se formalizam por instrumento lavrado em cartó-
rio de notas, de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem.
Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração, salvo o de 
pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% 
(cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso II, alínea "a" desta Lei, feitas em regime de 
adiantamento.
Acerca das regras de garantia e de prazos contratuais aplicadas aos contratos administrativos 
celebrados com o Poder Público, julgue os itens subsecutivos.
45. A critério da autoridade competente, poderá ser exigida caução contratual em obras, ser-
viços e compras, desde que tal prerrogativa tenha previsão no edital da licitação que deu 
origem ao respectivo contrato.
Errado.
Consoante o art. 56 da Lei n. 8.666/1993, ficará a critério da autoridade competente exigir 
prestação de garantia nas contratações de obras, serviços e compras, desde que prevista 
no instrumento convocatório. Mas a forma como será prestada a garantia é de escolha do 
contratado, na forma do § 1º do mesmo artigo: caução, fiança bancária ou seguro-garantia.
Daí o ERRO da questão: afirmar que a Administração poderá exigir caução.
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2º SIMULADO
46. Como regra, a duração dos contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 ficará adstrita à 
vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto em casos especiais, taxativa-
mente previstos em lei, como, por exemplo, os projetos que se achem comtemplados 
nas metas do Plano Plurianual.
Certo.
Precisamente a redação do caput do art. 57 e de seu § 1º, in verbis:
Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos respectivos cré-
ditos orçamentários, exceto quanto aos relativos:
I – aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual, 
os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido 
previsto no ato convocatório.
47. Em casos especiais identificados pela Administração Pública, conforme oportunidade e 
conveniência, a Lei Geral de Contratos Administrativos autoriza a celebração de contrato 
administrativo com prazo de vigência indeterminado, exclusivamente para atendimento 
de relevante necessidade de interesse público.
Errado. 
Nos termos da Lei Geral de Contratos Administrativos – Lei n. 8.666/1993, art. 57, § 1º, é 
vedado celebrar contrato com prazo de vigência indeterminado.
Conforme a ótica adotada para a respectiva abordagem, a autotutela pode ser tratada como 
princípio geral da Administração Pública, pacificamente aceito pelo Supremo Tribunal Federal, 
ou como prerrogativa de que se reveste o Poder Público por meio de lei. Independentemente 
da maneira como é estudada, a autotutela viabiliza à Administração anular e revogar seus 
atos, respectivamente, quando eivados de vícios que os tornem ilegais ou ilegítimos e quando 
deixam supervenientemente de ser oportunos e convenientes.
Diante desse importante tema aplicado aos contratos administrativos celebrados entre Admi-
nistração Pública e particulares, para consecução de obras, serviços ou compras, julgue as 
próximas assertivas.
48. A anulação de contrato administrativo produz efeitos ex tunc, como regra geral, oblite-
rando os efeitos já produzidos e impedindo os que haveriam de se produzir acaso não 
ocorresse o referido desfazimento.
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2º SIMULADO
Certo.
Essa questão se baseou no enunciado expresso no caput do art. 59 da Lei n. 8.666/1993, 
segundo o qual, "a declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente 
impedindo os efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, além de descons-
tituir os já produzidos".
É importante esclarecer o significado da expressão ex tunc usada na assertiva. Trata-se 
de termo em latim empregado para se referir aos efeitos retroativos inerentes aos atos de 
natureza declaratória como a anulação. 
Então, ao explicar que a declaração de nulidade do contrato, que nada mais é que a sua anu-
lação, "opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deve-
ria produzir, além de desconstituir os já produzidos”, o legislador aplica a eficácia ex tunc.
49. A nulidade contratual exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo 
que já houver sido executado até a data de sua declaração.
Errado.
Exatamente ao contrário. A Lei n. 8.666/1993, art. 59, § único determina que:
Art. 59. (…)
Parágrafo único. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado 
pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos re-
gularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável, promovendo-se a responsabilidade 
de quem lhe deu causa.
Constata-se que não só o que já houver sido executado contratualmente será indeniza-
do, assim como também outros prejuízos que venham a ser comprovados em desfavor do 
contratado.
50. A declaração de nulidade do contrato administrativo somente poderá ocorrer adminis-
trativamente.
Errado. 
A questão, noutras palavras, afirma que somente a Administração Pública poderá anular os 
atos que pratica, consistindo nisso seu ERRO. 
Com efeito, por aplicação do princípio da Ação Judicial, também denominado Inafastabilda-
de da Jurisdição, que se extrai da CF/1988, art. 5º, XXXV, o Poder Judiciário também detém 
a prerrogativa de, judicialmente (e não administrativamente), declarar nulidade/anular os 
atos ilegais ou ilegítimos praticados pela Administração.
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2º SIMULADO
Nos casos em que ocorrer a anulação judicial de atos da Administração, como os contra-
tos administrativos, estaremos diante do Controle Externo Judicial Repressivo, que tem por 
objeto a legalidade e legitimidade.
51. Contratos administrativos são irrevogáveis.
Certo.
Apesar de não haver previsão explícita na Lei n. 8.666/1993 quanto à proibição de se revo-
gar um contrato administrativo, esse é o melhor entendimento. 
Com efeito, uma vez celebrado, o contrato constitui ato jurídico perfeito que, constitucional-
mente (art. 5º, XXXVI), é protegido de revogação pelo Poder Público. Acrescentam Alexan-
drino e Paulo (2017, p. 635) que:
A utilização da palavra "revogação" deveria ser reservada para o desfazimento de atos administra-
tivos discricionários. Tecnicamente, contratos não se revogam (não são atos unilaterais discricio-
nários), mas, sendo o caso, se rescindem. 
52. A declaração de nulidade do contrato administrativo,como decorre de ilegalidade ou ile-
gitimidade do ato, não depende de contraditório e ampla defesa.
Errado. 
Ao contrário: o Direito Administrativo Brasileiro tem diversas fontes que explicam que a de-
claração de nulidade dos atos praticados pela Administração que tragam efeitos favoráveis 
aos seus destinatários deve observar contraditório e ampla defesa.
Esse vem sendo o entendimento jurisprudencial adotado pelo Supremo Tribunal Federal 
(AI 522.905/MG) há alguns anos quando o assunto é anulação (ou revogação) de ato que 
assegure efeitos favoráveis ao administrado. É justamente o que ocorre nos contratos ad-
ministrativos.
Expressamente, a Lei n. 8.666/1993 nada afirma. Todavia, é a interpretação mais colmatada 
ao seu espírito, na medida em que, em outros de seus artigos, como o 49, § 3º, e 78, para 
situações análogas à anulação do contrato administrativo, são respeitados o contraditório e 
a ampla defesa.
Acrescento ainda que a CF/1988, em seu art. 5º, LV, corrobora para essa cognição, na me-
dida em que explicitamente determina observar contraditório e ampla defesa aos litigantes 
em processos administrativos.
Para encerrar, cumpre destacar a opinião de Alexandrino e Paulo (2017, p. 634). Para eles: 
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2º SIMULADO
Deve ser dada ao contratado oportunidade para exercer o contraditório e a ampla defesa, mesmo 
que não se pretenda imputar a ele culpa pela nulidade. A nosso ver, o simples prejuízo causado ao 
contratado pela anulação implica a necessidade de que lhe seja dada oportunidade de se manifes-
tar. Ademais, é certo que ele poderá contraditar o valor da indenização que, nos termos do parágrafo 
único do art. 59, lhe seja devida. 
A alteração unilateral do contrato administrativo deve sempre ter por escopo a sua melhor 
adequação às finalidades de interesse público. Devem, ademais, ser respeitados os direitos 
do administrado, especialmente o direito à observância dos limites legais de alteração por 
parte da administração e o direito ao restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro ori-
ginalmente estabelecido.
(ALEXANDRIO, PAULO, Marcelo, Vicente. DIREITO ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO. 25. 
Ed. São Paulo: Método, 2017. p. 608)
Sobre as alterações unilaterais de que são alvo os contratos administrativos, julgue.
53. Os contratos administrativos podem ser modificados unilateralmente para melhor aten-
der ao interesse público, respeitados os direitos do contratado.
 
Certo.
Em conformidade com a Lei n. 8.666/1993, art. 58 e seu inciso I:
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administra-
ção, em relação a eles, a prerrogativa de:
I – modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respei-
tados os direitos do contratado.
54. O contratado fica obrigado a aceitar alterações unilaterais para acréscimos quantitativos 
promovidos pela Administração, em sede de contratos que tenham por objeto serviços, 
de até 70% do valor original.
Errado. 
Segundo a Lei n. 8.666/1993, art. 65, § 1º, o limite para alteração quantitativa de contrato de 
prestação de serviços, tanto para acréscimos como para supressões, é de até 25% do valor 
inicial do termo atualizado.
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2º SIMULADO
55. Se a reforma do edifício sede do governo do Distrito Federal foi orçada inicialmente em 
R$ 10.000.000,00, o contrato poderá ser aditado, para supressão de seu objeto, até 50% 
desse valor devidamente atualizado, observado o equilíbrio econômico-financeiro.
Errado. 
Em casos especiais de reforma de edifícios ou equipamentos, os acréscimos de encar-
gos poderão chegar até 50% do valor inicial atualizado, segundo o art. 65, § 1º, da Lei n. 
8.666/1993.
Para supressões, como reforma de edifício, que se enquadra no conceito legal de obra 
previsto no art. 6º, I, do mesmo diploma legal (para os fins dela Lei, considera-se: “I – obra: 
toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução 
direta ou indireta), deverá ser aplicado o limite de 25% do valor inicial do contrato atualizado 
(art. 65, § 1º).”
56. Situação Hipotética: Durante a realização de uma obra de construção de túnel para 
ligar mais facilmente determinado trecho de estrada ao centro de determinada cidade, 
a Administração Pública precisou promover alteração unilateral que suprimiu, nos limi-
tes da lei, encargos do consórcio de empresas contratado. Assertiva: Nesse caso, se 
o referido consórcio já houver adquirido materiais e equipamentos para consecução do 
objeto contratual e colocado à disposição de uso no local da obra, não caberá à Adminis-
tração o respectivo pagamento.
Errado. 
A Lei n. 8.666/1993, art. 65, § 4º é clara: “no caso de supressão de obras, se o contratado 
já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos, estes deverão ser pagos 
pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamen-
te corrigidos”.
57. A variação do valor contratual para fazer frente ao reajuste de preços estatuído no próprio 
contrato não corresponde a alteração contratual e, por isso, prescinde de termo aditivo.
Certo.
É o que se infere da leitura do § 8º do art. 65, in verbis:
Art. 65
(…)
§ 8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio 
contrato, as atualizações, compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições 
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2º SIMULADO
de pagamento nele previstas, bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até 
o limite do seu valor corrigido, não caracterizam alteração do mesmo, podendo ser registrados por 
simples apostila, dispensando a celebração de aditamento.
A respeito das normas da Lei n. 8.666/1993 sobre rescisão do contrato administrativo, julgue.
58. Por se tratar de medida desproporcional, a rescisão de contrato administrativo em virtude 
de inexecução parcial é legalmente proibida, somente sendo legítima por descumpri-
mento total da avença.
Errado. 
A Lei n. 8.666/1993, art. 77, explica que a rescisão contratual pode ter como causa a inexe-
cução total ou parcial do ajuste, ao contrário do que afirmado na questão. Em seu termos: 
“Art. 77. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão, com as conse-
quências contratuais e as previstas em lei ou regulamento.”
59. O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos pelo 
contratado é causa de rescisão unilateral da avença celebrada que, entre outras con-
sequências, permite a execução da garantia contratual com o propósito de ressarcir o 
Poder Público contratante de prejuízos gerados.
Certo.
Lei n. 8.666/1993, art. 78, I, c/c arts. 79, I e 80, III.
Art. 78. Constituem motivo para rescisão do contrato:
I – o não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos.
(…)
Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:
I – determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos 
I a XII e XVII do artigo anterior.
(…)
Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes consequências, 
sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei:
(…)
III – execução da garantia contratual, para ressarcimento da Administração, e dos valores das 
multas e indenizações a ela devidos.
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2º SIMULADO
60. Pela inexecução total ou parcial do contrato administrativo por culpa do contratado, a lei 
permite a aplicação de multa cumulativamente com a suspensão temporária de partici-
par de licitação e com a Administração contratar por até 5 anos, assegurado o direito a 
defesa prévia.
Errado.
O prazo é de até 2 anos, nos termos da Lei n. 8.666/1993, art. 87, III. 
INTRODUÇÃO, PRINCÍPIO, PODERES, ORGANIZAÇÃO 
ADMINISTRATIVA
RICARDO BRANCO
Julgue os itens em relação à organização administrativa.
61. A descentralização por delegação

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