Redes e Sistemas de Telecomunicações
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que serve a essa pes-
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soa. Sem embargo, o NPA\u2013NXX discado é o endereço de rota da central
telefônica que recebe ligações de todo o mundo, tornando-se uma identi-
dade fixa. Com a implementação do LNP, que permite que qualquer núme-
ro de um provedor de serviço sirva ao mesmo NPA\u2013NXX, este esquema
de roteamento não poderá ser mais usado.
A arquitetura LRN (Location Routing-Number) é uma funcionalidade da
rede comutada a circuito que possibilita que os usuários no sistema de
comutação possam mover ou transferir seus números para um outro sis-
tema de comutação diferente do primeiro, mantendo-se seus números na
rede pública. Essa arquitetura usa um número (LRN) único de 10 dígitos
para identificar cada central de comutação na rede para fins de roteamen-
to. Um banco de dados é usado para armazenar a informação de rotea-
mento para os usuários que se movimentaram ou se transferiram para ou-
tro provedor de serviço. O banco de dados LNP contém a lista de todos os
números dos usuários transferidos juntamente com o LRN das centrais de
comutação que servem a eles no momento. O banco de dados LNP pode
ser acessado pelas centrais de comutação usando ou Advanced Intelligent
Network (AIN 0.1) ou transaction control application part intelligent network
(TCAP IN). Para cada central de comutação com funcionalidade LNP em
uma área de portabilidade é designado um LRN.
Uma central é designada como central competente em LNP se tiver a habi-
lidade de disparar queries para os bancos de dados LNP e poder rotear as
chamadas com base nas respostas dos bancos.
A Figura 3.8 ilustra o fluxo básico de uma chamada para um usuário
transferido. Usuário (Subscriber) A chama o Usuário B discando 210-1111.
A central originadora verifica em seu banco de dados interno a presença
do usuário B. Se o DN (Dialed Number ou número discado) não é encon-
trado e o código está marcado portável, uma query ao banco de dados é
requisitada.
A central originadora dispara uma query IN ou AIN 0.1 ao banco de dados
LNP com os dígitos discados 407-210-1111. Se o NPA (no caso o número
407) não foi discado, a central originadora coloca o prefixo no mesmo.
O banco de dados LNP envia uma resposta IN ou AIN 0.1 contendo o LRN
da nova central.
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Figura 3.8
Figura 3.9
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Figura 3.10
A central originadora recebe a resposta do banco de dados LNP e analisa
os dados. O LRN é transladado e uma rota ISUP de saída da central é
determinada. O LRN é armazenado no parâmetro de endereço genérico
(generic address parameter) da mensagem ISUP IAM. O FCI e o TCNI é
"setado" para indicar que a query foi executada (setado para "translated
number").
A chamada é roteada para a central recipiente com base no LRN recebido
do banco de dados LNP.
A central recipiente recebe e processa o conteúdo da mensagem IAM. A
central determina que o LRN é o seu e substitui os conteúdos dos parâ-
metros CDPN com os dígitos discados e armazenados no parâmetro GAP.
A central recipiente analisa os dígitos discados do GAP e completa a cha-
mada para o usuário B.
Pelo fato do modelo LRN mudar de forma significante o modo de como as
chamadas são roteadas hoje, diversas modificações serão requisitadas no
tocante aos softwares relativos às centrais locais de comutação, centrais
trânsito, STPs, SCPs, sistemas de billing, etc.
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Figura 3.11
Arquitetura do AIN Release 1
A Figura 3.12 mostra a arquitetura do AIN Release 1 conforme definido
pela Telcordia Technologies:
Adjunct
Service
Switching
Point (SSP)
Intelligent
Peripheral
(IP)Operations
Systems
(Oss)
CCS
Network
Service
Control
Point (SCP)
Figura 3.12
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O SSP no diagrama é um sistema capacitado em AIN. Além de fornecer,
aos usuários finais, acesso a rede e executar qualquer funcionalidade de
comutação necessária, o SSP permite acesso a uma série de funcionali-
dades AIN. O SSP tem a habilidade de detectar pedidos para os serviços
baseados no AIN e estabelecer comunicação com a lógica de serviço AIN
localizada nos SCPs. O SSP tem possibilidade de comunicar com outros
sistemas da rede (ex.: intelligent peripherals ou periféricos inteligentes)
como definido por um serviço de forma individual.
O SCP provê o controle do serviço. Existem duas partes básicas no SCP.
Uma parte é a funcionalidade da aplicação onde a lógica de serviço está
instalada depois que os serviços foram criados. Essa funcionalidade está
no topo da segunda parte básica que é uma série de funcionalidades de
plataforma genérica que são desenvolvidas pelos fabricantes de SCP.
O intelligent peripheral (IP) fornece recursos tais como anúncios de voz
customizados e concatenados, reconhecimento de voz e DTMF. O IP
contém uma matriz de comutação para conectar usuários a esses recur-
sos. Além disso, o IP suporta interações flexíveis de informação entre um
usuário final e a rede. Ele tem capacidade de pesquisar por recursos dis-
poníveis, iniciar esses recursos e retorná-los ao status de disponível. A
interface entre o SSP e o IP é RDSI, ou por primary rate interface (PRI),
e/ou por basic rate interface (BRI). O IP tem uma funcionalidade de comu-
tação que provê uma interface RDSI com o sistema de comutação.
O adjunto (adjunct) mostrado no diagrama da figura 3.12 é uma funcionali-
dade equivalente a um SCP, mas está conectado diretamente a um SSP.
Uma interface high-speed suporta a comunicação entre um adjunto e um
SSP. As mensagens da camada de aplicação são idênticas em conteúdo
àquelas transportadas pela rede SS7 entre SSP e SCP.
Modelo de Chamada
O modelo de chamada é uma representação genérica das atividades de
processamento de chamada no SSP necessárias para estabelecer, man-
ter, e liberar uma chamada básica. O modelo consiste de pontos na cha-
mada (point in calls (PICs)), pontos de detecção (detection points (DPs)), e
triggers.
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Figura 3.13
PICs representam as atividades normais do sistema de comutação ou es-
tados que uma chamada assume deste a originação da mesma até a ter-
minação. Por exemplo, o estado nulo, ou estado disponível é quando o
SSP está monitorando a linha dos usuários. Outros exemplos de estado,
ou PICs, são fone fora do gancho (ou tentativa de originar uma chamada),
coletar informação, analisar informação, rotear, gerar alerta, etc. O advento
do AIN introduziu um modelo formal de chamada que todos os sistemas de
comutação devem aderir. Nesse modelo, os pontos de detecção de trigger
(trigger detection points (TDPs)) foram adicionados entre os PICs a fim de
que os SSPs verifiquem os TDPs para ver se há algum trigger ativo.
Existem três tipos de triggers: baseados em linha (line-based triggers), ba-
seados em grupo (group-based triggers), e baseados na central (office-
based triggers).
Os baseados em linha são os provisionados para as linhas dos usuários de
tal forma que qualquer chamada, originada ou terminada, encontraria um
trigger.
Os baseados em grupo são designados para grupos de usuários (ex: gru-
pos de business ou grupos de Centrex). Qualquer membro de um grupo
definido por software irá encontrar o trigger.
Os baseados em central estão disponíveis para todos que estão conecta-
dos à central telefônica. Se um trigger ativo é detectado, o processamento
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normal da chamada é suspenso até que o SSP e SCP completem a comu-
nicação.
Por exemplo, no diagrama da figura 3.13, suponha que uma chamada AIN
tenha progredido do estado nulo até o PIC de off-hook e está na PIC de
coleta de informação. O processamento normal da chamada é suspenso
no TDP de informação coletada, por causa de um trigger ativo de off-hook
delayed. Antes de prosseguir para a próxima PIC (analisar informação), o
SSP monta uma mensagem de informação coletada que é enviada