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Redes e Sistemas de Telecomunicações

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distribuída:
Figura 4.9
221122 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Um smart card pode restringir o uso da informação mediante o uso de
password. Entretando, se essa informação é para ser transmitida por rádio
freqüência ou por linhas telefônicas, proteção adicional é necessária. Uma
forma de proteger os dados é fazendo o uso de criptografá-los. Alguns
smart cards estão habilitados a decifrar e codificar de forma que os dados
possam ser transmitidos sem perigo.
As cinco principais aplicações para os smart cards são:
! Telefonia pública – cartões de memória pré-pagos usando a tecnologia
de contato.
! Telefonia móvel – terminais móveis mostrando identificação do assi-
nante e serviços de lista telefônica.
! Banking – cartões de débitos/créditos e carteira eletrônica (no sentido
de carteira de dinheiro).
! Fidelidade – armazenar pontos de fidelização em diversos segmentos.
! TV paga – acessar a chave para receber serviços de broadcast de TV
através do decodificador (pay-per-view).
A figura 4.10 mostra um smart card sendo inserido em uma reader embuti-
da na posição de floppy disk de um PC:
Figura 4.10
Acesso 221133
A figura 4.11 mostra uma reader isolada:
Figura 4.11
Na figura 4.12 é mostrado um smart card sem contato sendo passado pela
reader:
Figura 4.12
221144 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Cable Modems
Definição
Cable modems são dispositivos que possibilitam acesso de alta velocidade
à Internet, via cabo da rede de TV a Cabo.
Enquanto é similar em determinados aspectos a um modem analógico tra-
dicional, o cable modem é significativamente mais poderoso podendo
transportar dados até 500 vezes mais rápido.
Do ponto de vista do usuário, o cable modem é um receptor RF 64/256
QAM capaz de entregar de 30 a 40 Mbps em um canal de cabo de 6 Mhz.
Os dados do usuário para a rede são enviados em um sistema programá-
vel, modulados usando um transmissor QPSK/16 QAM com taxas de 320
kbps até 10 Mbps. As taxas de upstream e downstream podem ser confi-
guradas de modo a atender às necessidades do usuário. Por exemplo,
para determinado negócio poder ser programado, é preciso que tanto a
recepção quanto a transmissão sejam de alta velocidade.
Já um usuário residencial pode ser configurado para receber da rede em
alta velocidade e transmitir para a rede em baixa velocidade. O usuário
pode continuar recebendo o serviço de TV a Cabo enquanto que simulta-
neamente esteja recebendo ou transmitindo dados com a pequena ajuda
de um divisor de um-para-dois (one-to-two splitter) (vide a figura 4.13*). O
serviço de dados oferecido por um cable modem pode ser compartilhado
por até 16 usuários em uma configuração de LAN.
Face a algumas redes de cabo estarem adequadas para serviços de TV
em broadcast, os cable modems podem usar uma linha telefônica ou um
modem QPSK/16 QAM em um sistema de cabo de duas vias para transmi-
tir dados upstream. Quando a linha telefônica é usada em conjunto com
uma rede broadcast one-way, o sistema de dados por cabo é referenciado
como um sistema de interface de retorno telefônico (Telephony Return In-
terface – TRI).
Neste modo, o satélite ou televisão a cabo wireless podem também funcio-
nar como rede de dados.
 
* Set Top Box: é o codificador do sinal de TV normalmente instalado para receber os canais
fechados.
Acesso 221155
Figura 4.13
No centro de controle, os dados de usuários são filtrados pelos demodula-
dores upstream (ou sistemas de retorno telefônico, quando for o caso) para
posterior processamento pelo sistema de terminação do cable modem
(Cable Modem Termination System – CMTS). O CMTS é o sistema de
switching de dados com o objetivo de rotear os dados de muitos usuários
em uma interface de rede multiplexada. Do mesmo modo, o CMTS recebe
dados da internet e providencia o switching de dados necessário para ro-
tear os dados para os usuários do cable modem.
Os dados de rede para um grupo de usuários são enviados para um mo-
dulador 64/256 QAM. O resultado disso são dados dos usuários modula-
dos em um canal de 6-MHz, que é o espectro alocado para canais de TV a
Cabo tais como ABC, NBC, nos Estados Unidos, ou broadcast, para todos
os usuários (vide figura 4.14).
221166 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Figura 4.14
Arquiteturas Básicas
Um CMTS providencia uma rede Ethernet sobre uma WAN com raio de
alcance geográfico de até 160 km. A rede de dados por cabo pode ser
completamente gerenciada pela unidade de operações local do serviço de
cabo. Alternativamente, todas as operações podem ser agregadas em um
centro de dados regional por economia de escala.
Em uma dada região geográfica ou metropolitana pode haver uns poucos
centros de controle (headend) que são conectados entre si por fibra óptica.
As operações diárias e gerenciamento da rede de dados podem ser con-
solidadas em um simples ponto, tal como um super hub, enquanto outros
centros de controle podem ser gerenciados como hubs básicos (veja figura
4.15).
Acesso 221177
Figura 4.15
Um hub de distribuição básica é uma configuração de rede de dados mí-
nima que existe em um centro de controle de TV a Cabo. Um centro de
controle típico está equipado com receptores satélite, conexões ópticas
para outros centros e receptores RF upstreams para serviços de dados e
pay-per-view. A configuração mínima inclui um sistema CMTS capaz de
transportar dados upstream e downstream e um router IP para conectar
para o super hub (veja figura 4.16).
O super hub é um centro de controle com facilidades adicionais que per-
mitem hospedar uma grande variedade de servers que são necessários
para "rodar" as redes de dados por cabo. Os servers podem ser de transfe-
rência de arquivos, de autorização de acesso e accounting, controle de
logs (syslog), designação de IP (DHCP servers), DNS servers etc.
221188 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Adicionalmente, o super hub desenvolve suporte às operações de gerenci-
amento da rede necessários para o serviço de TV como também às opera-
ções da rede de dados.
Figura 4.16
Dados de usuários advindos de hubs básicos e super hubs são recebidos
em um centro regional de dados para posterior formação de agregados e
distribuição pela rede (veja figura 4.17).
O super hub suporta os servidores de DHCP, de DNS necessários para a
administração da rede de dados. O centro regional de dados providencia a
Acesso 221199
conectividade para a Internet e para o WWW e possui os servidores ne-
cessários para o provimento de serviços Internet como e-mail, Web hos-
ting, news, chat, proxy, caching e streaming media.
Ainda com relação à rede de dados, o centro regional de dados suporta
serviços de dial-up e serviços Internet business-to-business. Uma rede de
switching, routers e servers é empregada no centro regional de dados para
agregar esses serviços (dial-up, high-speed e business Internet services).
Figura 4.17
222200 Redes e Sistemas de Telecomunicações
O super hub e o centro regional de dados podem ser localizados e geren-
ciados como uma simples entidade de negócio. O super hub é gerenciado
pelo provedor do serviço de TV a Cabo, enquanto que o centro regional de
dados é gerenciado como um separado e independente negócio (@Home).
Em algumas regiões, os ISP's existentes podem prover suporte para al-
guns hubs (básicos e super) gerenciados por provedores.
222211
Apêndice A – Velocidades
Tecnologia de
Transporte
Velocidades Meio Físico Aplicação
GSM 9,6 A 14,4
Kbps
RF no espaço
(wireless)
Telefonia móvel para negó-
cios e uso pessoal.
HSCSD Até 56 Kbps RF no espaço
(wireless)
Telefonia móvel para negó-
cios e uso pessoal.
POTS Até 56 Kbps Par Trançado Acesso para pequenos
negócios e residencial.
Dedicado a 56
Kbps sobre
Frame Relay
56 Kbps Vários E-mail voltado para negóci-