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Redes e Sistemas de Telecomunicações

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sistema de transporte entre a unidade remota e o host.
! Determinar o equipamento digital e sistema de transporte que serão
usados entre o centro de comutação e a unidade remota.
! Rever o sistema de energia para verificar se necessita de reforço (es-
tudo de carga).
Passo 3: Construção da Planta Externa
Uma vez tendo o projeto e as especificações em mãos, a instalação dos
cabos (cobre, coaxial, ou fibra), bem como construção de envelopes de
cabos, devem ser levados adiante. Se a tecnologia determinada for wire-
less, torres, por exemplo, serão montadas neste estágio.
Passo 4: Instalação de Equipamentos na Central Telefônica
O próximo passo é instalar e comissionar os equipamentos especializados
que fazem efetivamente a rede funcionar. Os técnicos em sua maioria se-
rão os dos fabricantes dos equipamentos. A seguir, alguns tipos de equi-
pamentos que são instalados por esses técnicos:
! Equipamentos do sistema de comutação.
! Equipamentos de transporte.
! Acessos remotos.
! Equipamentos FMS (Fiber Management System, como roteadores,
bridges hubs, patch panels).
! Energia (retificadores, inversores, baterias, GMG, aterramento).
! Equipamentos SONET ou SDH.
! Alinhamento e teste de sistemas.
Passo 5: Comissionamento
O comissionamento envolve testes para assegurar que a rede está apta a
entrar em funcionamento. Uma vez determinado isso (a rede está de acor-
do com as especificações), ela é integrada à rede existente.
Sistemas 3377
Operations Support Systems (OSSs)
Definição
O termo OSSs geralmente se refere aos sistemas que executam funções
de gerenciamento, inventário, planejamento, engenharia e reparo alusivos
às redes e serviços de telecomunicações.
Conceitos Básicos de OSSs
O modo mais fácil de iniciar a discussão sobre OSSs é com os sistemas
fundamentais usados em um processo de pedidos (ordering) para qualquer
provedor de serviços de voz. O fluxo do processo, desde anotar o pedido
de dado serviço até a ativação desse serviço, passa por workflow, pedido
(ordering), inventário (inventory), engenharia (circuit design / engineering),
provisionamento (provisioning), e ativação de sistemas (activation systems).
Workflow (Workflow Engine)
O workflow engine está geralmente no coração de uma infra-estrutura integrada
de OSS e gerencia o fluxo de informações de sistema para sistema. Essencial-
mente verifica as tarefas associadas com qualquer processo. Em síntese, o
utilitário de workflow gerencia e coordena as interações entre os sistemas.
Figura 1.13
3388 Redes e Sistemas de Telecomunicações
Pedido (Ordering)
O sistema de pedidos é onde toda informação necessária para o provimento
dos serviços, é introduzida para dentro dos sistemas do provedor do serviço.
Esses serviços variam desde o atendimento do fornecimento de linhas tele-
fônicas residenciais, que nos Estados Unidos é conhecido como Plain Old
Telephone Service (POTS), até serviços complexos como canais digitais de
alta capacidade que carregam voz e dados, serviços ISDN, Asynchronous
Digital Subscriber Line (ADSL) e mais. Os sistemas modernos de pedidos
geralmente usam interface gráfica (Graphical User Interface (GUI)), que guia
os atendentes do pedido pelo processo de pedido para qualquer número de
serviços. Uma vez que o pedido é registrado, o sistema gera tarefas especí-
ficas que devem ser completadas para ativar o serviço na rede. O sistema
de pedidos passa essas tarefas aos outros sistemas que, quando comple-
tam as tarefas, atualizam o sistema de pedidos fornecendo o status do pedi-
do, bem como relatórios para cada pedido de serviço.
O workflow engine geralmente supervisiona essas tarefas, garantindo que
cada sistema execute as funções na seqüência apropriada e dentro de
parâmetros preestabelecidos.
Inventário (inventory)
No sistema de inventário, a Carrier armazena toda a informação relacionada
com as facilidades e equipamentos disponíveis em sua rede. Para processar
um pedido, o sistema de inventário deve ser consultado a fim de determinar,
por exemplo, se o serviço requisitado pode ser suprido ou não; se já existe o
equipamento apropriado ou se é necessário que um novo seja instalado; se
os circuitos que suportam a backbone já estão configurados.
Engenharia e Provisionamento (Circuit Design/Engineering and
Provisioning)
Esses sistemas gerenciam e monitoram equipamentos e circuitos que fisi-
camente fornecem o serviço e que devem ser designados para eventual
ativação. Eles basicamente envolvem especificar que peças do equipa-
mento e que rotas da rede um dado serviço utilizará. Por exemplo, se um
serviço E1 for requisitado, canais, portas cartões, circuitos devem ser desi-
gnados sobre qualquer combinação de multiplexadores, sistemas cross-
connect, canais SDH e rotas de rede conectando o usuário ao provedor
(ao serviço).
Sistemas 3399
Gerência de Elementos de Rede e de Serviço de Campo
Uma vez que as tarefas anteriores foram cumpridas, o serviço pode ser
ativado na rede. A ativação requer alguns passos como, por exemplo, se
novos equipamentos ou linhas devem ser instalados ou se equipamentos
ou linhas devem ser configurados manualmente. Nesse caso, o sistema de
gerência de serviço de campo deve ser acionado a fim de notificar os téc-
nicos responsáveis. Os sistemas de serviço de campo não devem somente
notificar os técnicos sobre o serviço a ser instalado, mas também passar
informações sobre o equipamento envolvido e onde se encontra. Os pro-
vedores de serviço estão trabalhando arduamente de modo que, combi-
nando sistemas de provisionamento e ativação, permitam que os sistemas
de ativação possam receber comandos a fim de que os mesmos ativem
automaticamente os serviços solicitados. Os atuais elementos de rede são
geralmente projetados com um "gerente inteligente" de elemento de rede,
elaborado de tal forma que possa receber e executar comandos enviados
pelos sistemas de ativação. Os gerentes de elementos também podem
alimentar com status de equipamentos os sistemas superiores para as fun-
ções de gerenciamento de problemas (trouble-management). Esses ge-
rentes usam protocolos tais como o Common Management Information
Protocol (CMIP), Transaction Language 1 (TL1), ou Simple Network Mana-
gement Protocol (SNMP) a fim de se comunicar com os sistemas de ativa-
ção ou outros sistemas. Um sistema de ativação freqüentemente age como
o Gerente dos Gerentes (Manager of Managers), supervisionando e comu-
nicando com os vários gerentes de elementos (vide figura 1.14).
Gerência de Rede e de Problemas (Network and Trouble
Management)
Os OSSs certamente vão além da ativação do serviço. Dois elementos
críticos de qualquer infra-estrutura de OSS são os sistemas de gerência de
rede e gerência de problemas. Os sistemas de gerência de rede são res-
ponsáveis pela supervisão geral de uma rede. Eles monitoram o tráfego na
rede e colecionam estatísticas relativas a performance. Eles também são
responsáveis por detectar problemas em uma rede e identificar a causa.
Os sistemas de gerência de rede são o coração de um centro de opera-
ções de rede (Network Operations Center (NOC)) e são freqüentemente
conhecidos por displays de rede projetados em grandes telas nas paredes.
Os sistemas de gerência de rede utilizam protocolos como SNMP e CMIP
para comunicar com os elementos de rede. Os elementos de rede são
projetados objetivando fornecer níveis variados de autodiagnóstico.
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Figura 1.14
Enquanto os elementos mais antigos podem simplesmente enviar um alar-
me para sistemas de supervisão anunciando um problema, os mais novos
são projetados para prover mensagens mais precisas sobre o problema.
Um problema em uma dada rede, tal como danos em uma linha de fibra
óptica ou falha na comutação, pode resultar em uma reação em cadeia
onde vários elementos da rede ao longo de certo caminho ou de vários
caminhos podem produzir alarmes.