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Raspagem Supragengival 
Paciente Mario Rubens, idade 59 anos, pré-diabético, hipertenso,ansioso. 
Realizada consulta inicial. Isg com gengiva eritematosa, PSR com índices 4*,3*,4*,4*,3*,4*. 
Sendo necessário realizar raspagem supragengival em todos os sextantes. 
 
Instrumentais utilizados: 
 Cureta Gracey 5/6: dentes anteriores; 
Cureta Gracey 7/8: vestibular e lingual/palatina de dentes posteriores. 
 Cureta Gracey 11/12: mesiais de dentes posteriores; 
 Cureta Gracey 13/14: distais de dentes posteriores; 
 Foice Ponta Morse 0/00: interproximais de difícil acesso; 
Kit clínico + Pote dappen de plástico + Pedra Arkansas. 
Avaliação da afiação: Sob a luz do foco/refletor, observar a área cortante do 
instrumental, se a luz refletir ao observador é necessário afiar, uma vez que a superfície 
encontra-se lisa, por esse motivo refletindo a luz ao qual foi exposta. 
Isolamento relativo: deve ser realizado com rolinho de gaze para evitar que, caso a 
cureta enganche na gaze, não entre fiapos da inserção marginal/espaço supracrestal. O 
rolinho deve ficar entre o lábio e o dente, na altura da linha mucogengival. 
Apoio: 
Utiliza-se, predominantemente, o apoio digital onde três ou dois dedos são usados como 
suporte para movimentos, esses dedos são posicionados nas incisais/oclusais dos dentes 
adjacentes ao que está sendo instrumentado. A técnica pode ser ainda complementada 
com o polegar da outra mão do operador, trazendo assim mais firmeza e força ao 
movimento. Há ainda o s apoios de palma da mão para cima e palma da mão para 
baixo, sendo mais utilizados em dentes posteriores e superiores. 
 
 
Movimentos + Ativação do instrumental: Devem ser realizados movimentos exploratórios 
com um pouco de pressão e sendo oblíquo, o instrumental deve estar apoiado no fim 
do cálculo (marginalmente), sendo realizados sempre com cotovelo/braço e punho, 
nunca com os ombros. A ativação do instrumental ocorre após realizar o seu 
posicionamento sobre o dente, fazendo então um movimento de inclinação paralelo ao 
longo eixo do dente. Utiliza-se, predominantemente, o apoio digital onde três ou dois dedos 
são usados como suporte para movimentos, esses dedos são posicionados nas 
incisais/oclusais dos dentes adjacentes ao que está sendo instrumentado. A técnica pode 
ser ainda complementada com o polegar da outra mão do operador, trazendo assim 
mais firmeza e força ao movimento. Há ainda os apoios de palma da mão para cima e 
palma da mão para baixo, sendo mais utilizados em dentes posteriores e superiores. 
 
*OBS: manter a parte ativa do instrumental sempre limpa e verificar o processo de 
raspagem sempre com jatos de ar sobre os dentes para melhorar a visualização do cálculo 
(aspecto poroso). 
 
 
RASPAGEM PROPRIAMENTE DITA 
É de extrema importância que o paciente esteja em uma posição que favoreça o 
operador, fornecendo máxima acessibilidade à área da operação. 
Profissional: deve estar sentado em um mocho confortável, posicionado de forma que os 
pés estejam planos ao solo e com as coxas paralelas ao solo, devendo ser capaz de 
observar o campo operatório, enquanto mantém coluna e cabeça ereta. Paciente: deve 
estar em uma posição supina e colocado de forma que a boca esteja próxima ao apoio 
de cotovelo do profissional. 
 Arcadas Superior: deve-se pedir ao paciente que eleve levemente o queixo, possibilitando 
ótima visibilidade e acessibilidade. Inferior: pode ser necessário elevar levemente o 
recosto da cadeira e pedir que o paciente abaixe o queixo até que a mandíbula esteja 
paralela ao solo. Isso facilitará o trabalho sobretudo nas superfícies linguais dos dentes 
anteroinferiores. 
EX: IV – Sextante: afastamento e visão indireta com espelho clínico, posição do operador de 9h 
(lingual e distal), posição do paciente (40-45°) com o queixo abaixado. Sendo a visão indireta 9-
10h a mais agradável. Instrumentais: curetas 7/8, 11/12 e 13/14. 
EX: V – Sextante: Mantem-se a posição do paciente e o operador centraliza-se em 12h para 
melhor visualização direta e indireta. Apoio digital e convencional. Instrumentais: cureta 5/6 e 
foice ponta morse 0/00. 
 
PÓS-RASPAGEM 
Aplicação Tópica de Flúor 
 Durante o procedimento de raspagem é possível que haja pequenas porções de 
esmalte dos dentes que saiam juntamente ao cálculo devido aos movimentos com 
instrumentais perfurocortantes. Devido a isto, faz -se necessária a aplicação tópica de flúor 
como forma de indução à remineralização do esmalte. Deve ser realizada com os dentes 
limpos e secos. Acomodar o flúor acidulado em gel no pote dappen de plástico, deve 
ser realizado isolamente relativo com rolinho de algodão, a aplicação é realizada com uma 
haste plástica flexível em todos os dentes. Espera cerca de 1 minuto e solicita que o 
paciente cuspa o excesso, UTILIZAR O SUGADOR. Não deve molhar os dentes após essa 
etapa. Devem ser passadas instruções ao paciente de que deve ficar 30 minutos sem comer e 
beber nada. 
Sequência de planejamento: 
Fotografia Odontológica 
Raspagem do I,II e III sextantes 
Raspagem do IV,V e VI sextantes 
Aplicação Tópica de Flúor