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Criptografia de 
chave pública 
e RSA
Licensed to Wellington Vichinhevski Kruk - well@wknetworks.com.br - 096.466.679-02
 
SST
Santos, Marcel
Criptografia de chave pública e RSA / Marcel Santos 
Ano: 2020
nº de p.: 11
Copyright © 2020. Delinea Tecnologia Educacional. Todos os direitos reservados.
Licensed to Wellington Vichinhevski Kruk - well@wknetworks.com.br - 096.466.679-02
Criptografia de chave 
pública e RSA
3
Apresentação
Neste momento, iremos estudar sobre a criptografia de chave pública e RSA. Vamos 
iniciar nosso estudo vendo os aspectos históricos da criptografia, analisando pelos 
problemas centrais da criptografia simétrica e como o algoritmo Diffie-Hellman 
pode vir a auxiliar no estabelecimento de uma chave secreta compartilhada.
Na sequência, analisaremos os criptossistemas e aplicações de chave pública. 
Nosso foco será nos elementos necessários para a encriptação convencional e de 
chave pública. 
Por fim, faremos uma análise dos requisitos para a criptografia de chave pública.
Criptossistemas de chave pública
Quando falamos sobre a história da criptografia, o desenvolvimento da criptografia 
de chave pública é a maior e talvez a única verdadeira revolução. Desde o seu início, 
até os tempos atuais, praticamente todos os sistemas criptográficos têm sido 
baseados nas ferramentas elementares da substituição e permutação. 
No começo do século XX, com a invenção de complexas máquinas mecânicas e 
eletromecânicas, tais como a máquina com rotores Enigma, foi possível avançar 
na criptografia simétrica, substituindo algoritmos, que, em sua essência, eram 
calculados à mão. 
O rotor eletromecânico permitiu a elaboração de sistemas 
de cifra incrivelmente complexos. Com a disponibilidade dos 
computadores, sistemas ainda mais complexos foram criados, e 
o mais importante foi o esforço Lucifer, da IBM, que culminou com 
o Data Encryption Standard (DES). 
Atenção
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Mas tanto as máquinas de rotor, quanto o DES, embora representando avanços 
significativos, ainda contavam com ferramentas básicas de substituição e 
permutação.
Portanto, com a realização de pesquisas, desenvolvimento e aplicação de 
algoritmos simétricos ao longo dos anos, criou-se a criptografia de chave pública, 
que oferece uma mudança radical em relação ao que era feito antes. Por um lado, 
os algoritmos de chave pública são baseados em funções matemáticas, em vez de 
substituição e permutação.
A criptografia de chave pública é assimétrica, que consiste no uso de duas chaves 
distintas. Já a criptografia simétrica utiliza apenas uma chave. O uso de duas 
chaves tem profundas consequências nas áreas de confidencialidade, distribuição 
de chave e autenticação.
É importante ressaltar que a segurança de determinado esquema de criptografia 
depende do tamanho da chave e do processamento computacional dedicado à quebra 
da codificação. No que tange à resistência à criptoanálise, não existem embasamentos 
que confirmem a superioridade ou as vantagens de uma em relação à outra.
Antigamente, o processo de cifragem era utilizado para a troca de 
mensagens, sobretudo em assuntos ligados à guerra, ao amor e à 
diplomacia. O primeiro uso registrado da criptografia foi em torno 
de 1900 a.C., no Egito, quando um escriba utilizou hieróglifos fora 
do padrão em uma inscrição.
Curiosidade
Por fim, há uma sensação de que a distribuição de chave é trivial, quando se 
utiliza a criptografia de chave pública, em comparação com o tratamento um 
tanto desajeitado que é envolvido com os centros de distribuição de chave para a 
criptografia simétrica. 
Na verdade, é preciso haver alguma forma de protocolo, geralmente abrangendo 
um agente central, e os procedimentos envolvidos não são mais simples nem mais 
eficientes do que aqueles exigidos para a criptografia simétrica.
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Princípios de criptossistemas de chave pública
O conceito de criptografia de chave pública surge da busca por uma resolução de 
dois problemas vinculados à criptografia simétrica:
Primeiro
É o da distribuição de chaves que, sob a encriptação simétrica, requer que 
dois comunicantes já compartilhem uma chave que, de alguma forma, foi 
distribuída a eles; ou o uso de um centro de distribuição de chaves. Whitfield 
Diffie, um dos descobridores da encriptação de chave pública, raciocinou que 
esse segundo requisito anulava a essência da criptografia: a capacidade de 
manter sigilo total sobre a sua própria comunicação.
Segundo
Que estava aparentemente não relacionado com o primeiro, foi o de 
assinaturas digitais. Se o uso da criptografia tivesse que se tornar comum, 
não apenas nas situações militares, mas para fins comerciais e particulares, 
então as mensagens e os documentos eletrônicos precisariam do equivalente 
das assinaturas utilizadas nos documentos em papel.
O algoritmo Diffie-Hellman permite que dois lados que não possuem conhecimento 
prévio um do outro estabeleçam uma chave secreta compartilhada em um canal 
público e inseguro (BASTA; BROWN, 2014).
Criptossistemas e suas Aplicações de 
chave pública
Os algoritmos assimétricos contam com uma chave para encriptação e uma chave 
diferente, porém relacionada, para a decriptação. Eles possuem uma característica 
peculiar: é computacionalmente inviável determinar a chave de decriptação com o 
conhecimento apenas do algoritmo de criptografia e da chave de encriptação. 
Além disso, alguns algoritmos, como o RSA (Rivest-Shamir-Adleman), por exemplo, 
também exibem esta característica: qualquer uma das duas chaves relacionadas 
pode ser usada para a encriptação, com a outra para a decriptação.
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Encriptação convencional e de chave pública
ENCRIPTAÇÃO CONVENCIONAL ENCRIPTAÇÃO DE CHAVE PÚBLICA
Necessário para funcionar:
1. O mesmo algoritmo com a mesma chave é 
usado para encriptação e decriptação.
2. O emissor e o receptor precisam 
compartilhar o algoritmo e a chave.
Necessário para funcionar:
1. Um algoritmo é usado para encriptação, e 
o relacionado, para decriptação com um 
par de chaves, uma para encriptação e 
outra para decriptação.
2. O emissor e o receptor precisam ter, cada 
um, uma chave do par (não a mesma). 
Necessário para segurança:
1. Uma das duas chaves precisa permanecer 
secreta. 
2. Deverá ser impossível, ou pelo menos 
impraticável, decifrar uma mensagem se 
uma das chaves foi mantida secreta.
3. O conhecimento do algoritmo, mais uma 
das chaves, mais amostras do texto 
cifrado precisam ser insuficientes para 
determinar a outra chave.
Fonte: Adaptada de Stallings (2015).
Um esquema de encriptação de chave pública possui cinco elementos:
• Texto claro: mensagem original a ser criptografada.
• Algoritmo de encriptação: responsável pela execução da encriptação.
• Chaves pública e privada: códigos utilizados para realizar o processo de en-
criptação e decriptação. As modificações feitas pelo algoritmo variam de 
acordo com as chaves apresentadas na entrada do processo.
• Texto cifrado: mensagem criptografada, ou seja, é incorporado um processo 
de embaralhamento das informações contidas na mesma, realizado pela jun-
ção de texto claro e chave.
• Algoritmo de decriptação: realiza o processo de transformação da mensa-
gem criptografada no texto original.
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Criptossistema de chave pública: sigilo
Fonte: Adaptada de Stallings (2015)
Os sistemas de chave pública são caracterizados pelo uso de um algoritmo 
criptográfico com duas chaves, uma mantida privada e uma disponível 
publicamente. 
Dependendo da aplicação, o emissor utiliza a chave privada do emissor ou a chave 
pública do receptor, ou ambas, para realizar algum tipo de função criptográfica. 
Em termos gerais, podemos classificar o uso dos criptossistemasde chave pública 
em três categorias:
Encriptação/decriptação: o emissor encripta uma 
mensagem com a chave pública do destinatário.
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Assinatura digital: com a chave privada, o emissor 
“assina” a mensagem que deseja enviar. Esse 
processo é realizado por meio da execução de 
algoritmo criptográfico aplicado à mensagem.
Troca de chave: emissor e receptor realizam a 
troca de chave de sessão. Há diversas técnicas 
existentes que incorporam as respectivas chaves 
privadas.
Alguns algoritmos são adequados para todas as três aplicações, enquanto outros 
só podem ser usados para algumas delas.
Requisitos para a criptografia de 
chave pública
Um algoritmo de criptografia é considerado computacionalmente fácil caso consiga 
atender a pelo menos um dos requisitos: 1) o custo para quebrar a criptografia 
ultrapassa o valor da informação cifrada; 2) o tempo necessário para quebrar 
a criptografia é maior que a vida útil da informação cifrada. Caso não sejam 
atendidos, esse algoritmo é computacionalmente inviável.
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Diffie e Hellman estabeleceram as condições a que esses 
algoritmos precisam atender, conforme abordado a seguir:
1. É computacionalmente fácil para uma parte B gerar um par 
(chave pública PUb, chave privada PRb).
2. É computacionalmente fácil para um emissor A, conhecendo a 
chave pública e a mensagem a ser encriptada, M, gerar o texto 
cifrado correspondente.
3. É computacionalmente fácil que o receptor B decripte o texto 
cifrado resultante, utilizando a chave privada para recuperar a 
mensagem original.
4. É computacionalmente inviável que um invasor, conhecendo a 
chave pública, PUb, determine a chave privada, PRb.
5. É computacionalmente inviável que um invasor, conhecendo a 
chave pública, PUb, e um texto cifrado, C, recupere a mensagem 
original, M. Podemos incluir um sexto requisito que, embora útil, 
não é necessário para todas as aplicações de chave pública.
6. As duas chaves podem ser aplicadas em qualquer ordem.
Curiosidade
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Fechamento 
Estudamos mais a fundo sobre a criptografia de chave pública e RSA, vendo alguns 
aspectos históricos de como a criptografia foi baseada no uso de ferramentas 
elementares da substituição e permutação. 
Passamos, na sequência, pelos dois problemas centrais da criptografia simétrica, 
analisando como o algoritmo Diffie-Hellman auxilia no estabelecimento de uma 
chave secreta compartilhada.
No segundo tópico de estudo, estudamos sobre os criptossistemas e aplicações de 
chave pública. Vimos os elementos necessários para a encriptação convencional 
e de chave pública funcionarem, e os cinco elementos básicos para esquemas de 
encriptação de chave pública.
Finalizamos nosso estudo com a análise dos requisitos para a criptografia de chave 
pública, elencando e analisando as condições necessárias que os algoritmos de 
encriptação precisam atender.
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Referências
BASTA, A.; BROWN, M. Segurança de computadores e teste de invasão. Tradução de 
Lizandra Magon de Almeida. São Paulo: Cengage Learning, 2014.
STALLINGS, W. Criptografia e segurança de redes: princípios e práticas. Tradução de 
Daniel Vieira. Revisão técnica de Paulo Sérgio Licciardi Messeder Barreto e Rafael 
Misoczki. 6. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2015.
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