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UNIVERSIDADE TIRADENTES CURSO DE PSICOLOGIA EMILY MARIA SANTOS MENDONÇA JURACY MURILO MONTEIRO BORGES NETO LAÍS MIRELLA DO NASCIMENTO FERREIRA NICOLAS SILVA ALVES SANTOS RELAÇÃO ENTRE O CASO DE TED BUNDY E O ARTIGO “ASSASSINOS EM SÉRIE: UMA QUESTÃO LEGAL OU PSICOLÓGICA?” ARACAJU/SE 2020.2 JURACY MURILO MONTEIRO BORGES NETO EMILY MARIA SANTOS MENDONÇA LAÍS MIRELLA DO NASCIMENTO FERREIRA NICOLAS SILVA ALVES SANTOS RELAÇÃO ENTRE O CASO DE TED BUNDY E O ARTIGO “ASSASSINOS EM SÉRIE: UMA QUESTÃO LEGAL OU PSICOLÓGICA?” Texto dissertativo para a disciplina de Psicologia Jurídica, ministrada pela Prof. Dra. Andressa Pereira Lopes, na Universidade Tiradentes como forma de APS. ARACAJU/SE 2020. Ted Bundy, foi um jovem inteligente, atraente, simpático, muito persuasivo e manipulador, características essas que, utilizava para atrair, estuprar, torturar e matar jovens mulheres. Após um longo período de negação dos seus crimes, antes de sua execução no ano de 1989, ele confessou mais de 30 homicídios em sete estados, sendo um dos piores assassinos em série da história dos Estados Unidos. Bundy se aproximava das suas vítimas em locais públicos, simulava lesão, especialmente no braço ou mancava para mostrar incapacidade e persuadir suas vítimas antes de ataca-las e levá-las para locais reservados, onde matava e estuprava as jovens. Muitas vezes ele voltava aos locais do crime para organizar o local e para ter relações sexuais com os cadáveres. De acordo com MARTA e MAZZONI quando se trata de evidências na cena do crime, existem assassinos em série organizados e desorganizados, foi possível observar e, assim, considerar Ted como um psicopata misto, ou seja, houve crimes que o mesmo queimou os corpos das vítimas e eliminou todas as evidências que o incriminava, já em outros assassinatos houve a pratica de necrofilia e de violência, como mordidas, que ficaram evidentes para a polícia. Geralmente, quando crianças, os assassinos em série passaram por relacionamentos interpessoais problemáticos, inclusive com a família. Segundo Ilana Casoy, a chamada “terrível tríade” parece estar presente na infância de todo assassino em série. Os dados que incluem esta tríade são os seguintes: enurese noturna (urinar na cama) em idade avançada, destruição de casas alheias, crueldade com animais e com outras crianças mais novas, Ted por sua vez, cresceu na casa do avô, um homem brutal que batia na esposa, tinha seus avós como pais e acreditava que sua mãe biológica era sua irmã, um tempo depois sua mãe Louise se casou e se mudou para outra cidade, levando a criança que na época tinha cinco anos. O relacionamento de Bundy com seu padrasto era problemático, pois ele não entendia porque foi separado de seus “pais” para viver com sua “irmã”, na sua nova casa ele foi considerado uma criança solitária, tímida e muito insegura. Sofria bullying na escola, mas isso não o impedia de ser o melhor aluno, sua desenvoltura acadêmica era considerada brilhante. O ponto mais importante para identificar um assassino em série é o padrão bem definido, seja através de uma determinada seleção da vítima, seja de um grupo social com características definidas, como homossexuais, policiais, jovens mulheres, crianças e etc. Bundy escolhia suas vítimas baseado em um perfil já definido, meninas, entre 15 a 25 anos, brancas, cabelos longos, castanhos e abertos ao meio, características que são encontradas na sua primeira namorada. Referências VIGGIANO, Giuliana. Conheça Ted Bundy, serial killer que usava o charme para atrair vítimas. Galileu: Globo, 2 ago. 2019. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/08/conheca-ted-bundy-serial-killer-que-usava-o-charme-para-atrair-vitimas.html. Acesso em: 4 dez. 2020. SOUZA, Bernardo de Azevedo e; SAIBRO, Henrique. Ted Bundy, o anjo da morte. Jusbrasil, 2015. Publicado por Canal Ciências Criminais. Disponível em: https://canalcienciascriminais.jusbrasil.com.br/artigos/342412056/ted-bundy-o-anjo-da-morte. Acesso em: 4 dez. 2020 MARTA, Taís Nader; MAZZONI, Henata Mariana de Oliveira. Assassinos em série: uma questão legal ou psicológica?. Revista USCS, [s. l.], Julho-dezembro 2009.