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Prévia do material em texto

ANA CAROLINA MESSIAS DE SOUZA FERREIRA DA COSTA 
LUIZ DA SILVA MAIA NETO 
NEUDER WESLEY FRANÇA DA SILVA 
 (Organizadores) 
 
 
 
 
 
 
Internacional 
 de Saúde Única 
(Interface Mundial) 
 
3ª Edição 
 
 
 
 
 
 
2021 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANA CAROLINA MESSIAS DE SOUZA FERREIRA DA COSTA 
LUIZ DA SILVA MAIA NETO 
NEUDER WESLEY FRANÇA DA SILVA 
 (Organizadores) 
 
 
ISBN – 978-65-5941-339-3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3ª Edição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CORPO EDITORIAL 
 
Comissão Científica 
 
Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da Costa 
Edenilze Teles Romeiro 
Francisco Ferreira da Costa de Souza 
Luiz da Silva Maia Neto 
Maria Luiza Carneiro Moura Gonçalves 
Neuder Wesley França da Silva 
Raul Emídio de Lima 
Renata Janaína Carvalho de Souza 
 
 
 Comissão Organizadora 
 
 Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da Costa 
 Ana Tamires Alves dos Santos 
 Amina Kadja Martins Cahu 
Cleber Queiroz Leite 
 David Pablo Cavalcanti da Fonseca 
Edenilze Teles Romeiro 
 Francisco Ferreira da Costa de Souza 
Luiz da Silva Maia Neto 
 Maria Luiza Carneiro Moura Gonçalves 
 
Neuder Wesley França da Silva 
Raul Emídio de Lima 
Renata Janaína Carvalho de Souza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cidade: Recife, Local: Recife, Idioma: Português e Inglês, 3º edição, ano de 2021, semestral, Ciências 
naturais, medicina e saúde e Tecnologia (ciências aplicadas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação 
(CIP) (Even3 Publicações, PE, Brasil) 
 
Elaborado por Amanda Rodrigues – CRB-4/1241 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
I61 Internacional Saúde Única (Interface Mundial) [Recurso Digital] / 
organizado por Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da 
Costa, Luiz da Silva Maia Neto e Neuder Wesley França da Silva. – 
3. ed. – Recife: Even3 Publicações, 2021. 
1 livro digital 
ISBN 978-65-5941-339-3 
1. Saúde. 2. Meio-ambiente. 3. Biologia. I. Costa, Ana Carolina 
Messias de Souza Ferreira da (org). II. Maia Neto, Luiz da Silva 
(org). III. Silva, Neuder Wesley França da (org.). IV. Título. 
 
 
 
 
 
DEDICATÓRIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedicado aos congressistas do 
III Congresso Internacional de 
Saúde Única (Interface Mundial) 
online que escreveram cada 
capítulo deste livro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
O III Congresso Internacional de Saúde Única (Interface Mundial) tem o objetivo de alcançar 
diversos profissionais na área da saúde e Educação. Incluindo a Saúde humana, animal e o meio 
ambiente. Tem o mérito de acrescentar a comunidade científica mundial inovações por meio de 
publicações. 
 
O livro Internacional Saúde Única (Interface Mundial), terceira edição, traz capítulos composto 
por trabalhos de autores distribuídos no mundo inteiro. Reúne uma série de pesquisas 
comprometidas com a comunidade acadêmica, com o bem-estar humano, animal, além das 
interações com o meio ambiente e sua relação com a educação. Todos com relevância na ciência. 
Proporcionando uma leitura de qualidade para os demais autores ou leitores eventuais. 
 
Aproveitem cada obra científica exposta em capítulos e boa leitura! 
 
 
 
 
 
 
 
 
Jheniffer Milena Belo Ferreira1, Karen Monard Paiva Feitosa1, Luiza Raquel 
Tapajós Figueira1, Lais Kellen Barros Matos1, Tonny Cley Campos Leite2 
 
1Universidade da Amazonia (UNAMA), Ananindeua -PA 
2Instituto Federal de Pernambuco-campus Barreiros (IFPE), Barreiros-PE 
 
RESUMO 
A síndrome de Burnout, caracteriza-se como um distúrbio emocional e está 
relacionado à sobrecarga de atividades que geram um quadro clínico de estresse 
crônico. A pandemia da Coronavírus Disease 2019 (COVID-19), que se manifesta 
pela síndrome da insuficiência respiratória aguda grave, causada pelo SARS-
CoV-2 (coronavírus), consiste em uma doença pouco conhecida, que ainda não 
apresenta tratamentos, protocolos e técnicas de cuidado, em conseguinte, vem 
demonstrando um percentual extraordinário e crescente de infectados devido a 
sua alta taxa de transmissão, e crescentes número de óbitos pelo mundo. Essa 
patologia, trouxe à tona as inúmeras fragilidades que o sistema de saúde 
apresenta, dentre elas, a falta recursos de saúde para o quantitativo de habitantes. 
Dessa forma, com o número de infectados pelo novo coronavírus crescendo de 
maneira rápida os leitos clínicos e de terapia intensiva foram sendo ocupados 
cada vez mais, em contrapartida, a sobrecarga de trabalho da equipe de saúde, 
principalmente da enfermagem cresceu no mesmo ritmo, devido à alta demanda 
de pacientes. Dessarte, este estudo apresenta a análise das formas que a 
pandemia influenciou para o desenvolvimento de quadros clínicos de síndrome 
de Burnout nos profissionais de enfermagem. 
 
PALAVRAS CHAVES: Enfermeiro; Síndrome de Burnout; Saúde Mental; 
COVID-19. 
Área Temática: Saúde mental 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A Enfermagem é a ciência e arte do cuidar, portanto uma ciência onde além 
da necessidade de compreender as patologias há a necessidade do cuidado ao ser 
humano como exigência básica e rotineira. A convivência num ambiente 
caracterizado pela presença de patologias e agentes patogênicos impares 
implicam em sofrimento aos pacientes e isto consequentemente afeta os 
profissionais destes lugares. Associados a isso encontram-se turnos de trabalho 
desgastantes, má condição de trabalho em alguns locais e o convívio diário neste 
contexto afeta diretamente a saúde física e mental desses profissionais e este 
excesso de estresse do dia a dia pode levar ao desenvolvimento de patologias 
(BARBOSA et al., 2020). 
O advento da pandemia e o consequente agravamento das condições 
anteriormente mencionadas resultou no agravamento do desgaste emocional e 
físico e isso somado ao ritmo de trabalho intenso e convívio com uma patologia 
praticamente desconhecida até pela área de saúde agravou e tornou mais 
evidente o acometimento dos trabalhadores da área por distúrbios do Sistema 
Nervoso Central (SNC), doenças somáticas e também pela Síndrome de Burnout 
(SB). Conhecida também como Síndrome do Esgotamento Físico, que é um 
distúrbio psíquico devido à exaustão do trabalhador, resultado de um estado de 
estresse crônico e grave acarretado pela sobrecarga desgastante de trabalho 
(SOARES et al., 2020). 
Em 2018 a International Stress Management Association (ISMA) fez uma 
pesquisa onde constatou que 72 % da população brasileira sofre de estresse e 
cerca de 32 %, ou seja aproximadamente 33 milhões de indivíduos sofrem de 
Síndrome de Burnout (ISMA, 2021). No ano de 2019, a Organização Mundial de 
 
 
 
 
Saúde (OMS) classificou a SB como doença, devido aos índices crescentes de 
prevalência na comunidade profissional e a incluiu na Classificação Internacional 
 
de Doenças (CID) que entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Segundo dados 
do COFEN (2021) houve um aumento de 660 % no afastamento de enfermeiros 
em abril de 2020 por conta da exaustão da jornada de trabalho frente a pandemia. 
(AVINO, 2021) 
Estudos realizados em Belo Horizonte mostraram que dentre os 
profissionais de saúde mais afetados pela SB estão Técnicos de Enfermagem e 
Enfermeiros, pois são os que lidam diária e diretamente com o COVID-19. E 
apesar das contratações há um número elevado de baixas de profissionais 
ocasionado pela infecção do COVID como também pelo esgotamento físico e 
mental proporcionado pelo contexto atual e isso impacta negativamente no 
desempenho destes profissionais (COFEN, 2020). 
Dessa forma, o ambiente de trabalho que era pra ser satisfatório, prazeroso 
e motivo de realização profissional, acaba se tornando desgastante e frustrante 
(NASCIMENTO et al., 2019). E também considerando que o conceito de saúde 
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é o bem estar físico, mental e 
social. 
Logo o excesso de trabalho num ambiente insalubre tem relação direta com 
o adoecimento destes profissionais, este adoecimentovai desde a infecção de 
COVID-19 até as doenças psiquiátricas do Sistema Nervoso Central e também a 
SB (BORGES et al., 2021). 
 
MÉTODOS 
 
Para atingir o objetivo da revisão integrativa da literatura disponível, 
caracterizou-se o estudo como uma pesquisa descritiva, qualitativa. Na pesquisa 
 
 
 
 
descritiva se “observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos 
(variáveis) sem manipulá-los’. A revisão integrativa da literatura é um método 
de pesquisa que tem a finalidade de reunir e sintetizar resultados de pesquisas 
 
sobre um determinado tema ou questão, de maneira sistemática e ordenada, 
contribuindo para o aprofundamento do conhecimento do tema investigado 
(MENDES; SIQUEIRA; GALVÃO, 2008). 
A primeira etapa desta pesquisa foi a definição do tipo de estudo que seria 
realizado e optou-se por uma Pesquisa Integrativa, selecionando-se o material 
disponível nas bases eletrônicas de dados e o tema que é analise da perspectiva 
do desenvolvimento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem 
que estão na linha de frente da pandemia do COVID-19, analisando os cuidados 
disponíveis, comparando-os e relacionando as melhores opções para serem 
utilizados no exercer da profissão. A segunda etapa foi a escolha dos descritores, 
estes foram estudados individualmente e conferido sua disposição no Descritores 
em Ciência da Saúde (DECS), tomando-se como descritores: Esgotamento 
psicológico e Enfermagem. 
Através da utilização dos descritores foi feito a busca eletrônica do material 
disponível, encontrando 91 documentos na base de dados do Portal Regional da 
Biblioteca Virtual de Saúde Brasil (BVS). Diante do grande número de 
documentos encontrados, foi realizada a aplicação dos critérios de inclusão e 
filtros para a seleção dos artigos com maior afinidade com o tema, estes foram: 
seleção das bases de dados redução de 7 ficando com 84 artigos selecionados, 
assuntos principais selecionados 75 antigos excluindo o tipo de estudo ficou 57, 
artigo com texto completo, em linguagem portuguesa brasileira entre os anos de 
2017 a 2021 reduzindo o número de documentos para 22 artigos. A partir daí, 
realizou-se a leitura dos resumos para identificar aqueles que utilizaríamos para 
a análise do conteúdo, a extração das informações e a construção do nosso estudo. 
 
 
 
 
Selecionamos então 12 artigos para analisarmos o conteúdo completo com o 
propósito de alcançar os objetivos e avaliar os fatores decorrentes de danos 
mentais na rotina do enfermeiro frente a pandemia da covid 19, relacionados aos 
que estão na linha de frente do cuidado dos pacientes que são acometidos pela 
 
corona vírus. Para melhor compreensão dessa metodologia realizamos 3 
organogramas com os dados sobre o processo de seleção dos artigos. 
 
1) Etapas de seleção dos artigos nas bases selecionadas com a utilização dos 
descritores: 
 
Fonte: autores 
2) Total de artigos nas bases de consulta: 
 
Fonte: autores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3) Fluxograma de como os artigos foram encontrados após os filtros: 
 
Fonte: autores 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
 
 
 
 
A partir do método empregado definiu-se a amostra final com 12 artigos 
que estão descritos na tabela 1 abaixo. Comparando as fontes dos artigos pode-
se inferir que o maior número de artigos foi encontrado na base de dados LILACS 
(60 %) seguido de 20 % na MEDLINE e 20 % na BDENF. Todos os estudos 
 
 
selecionados foram realizados no Brasil e publicados nos anos de 2016 a 2021, nos 
idiomas português e inglês. 
Dentre os 12 artigos avaliados 4 descrevem especificamente os danos à 
saúde mental dos profissionais de enfermagem decorrentes da sua rotina 
desgastante, 4 artigos abordam fatores estressantes que envolvem inúmeros 
aspectos do ambiente de trabalho dos profissionais de enfermagem e são 
associados ao risco e desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Dois (2) artigos 
relacionam as condições de trabalho do enfermeiro aos danos a sua saúde, e por 
último 2 artigos descrevem o cotidiano dos enfermeiros e danos psíquicos 
adquiridos especificamente durante a pandemia da Covid-19. 
 
Tabela 1. Características dos artigos avaliados nesta revisão 
AUTORES ANO TÍTULO OBJETIVO 
ANSELMO, 
C.C. et al. 
2020 
Mental health of nursing in 
coping with COVID-19 at a 
regional university hospital 
Identificar a prevalência e fatores 
associados à ansiedade e depressão 
em profissionais de enfermagem que 
atuam no enfrentamento da COVID-
19 em hospital universitário. 
LOPES, C.J. et al. 2020 
O impacto do trabalho para a 
saúde do profissional de 
enfermagem. 
Avaliar o impacto do trabalho na 
saúde dos profissionais de 
enfermagem 
BORGES, 
E.M.N. et al. 
2021 
Percepções e vivências de 
enfermeiros sobre o seu 
desemprenho na pandemia 
da COVID-19 
descrever a percepção e vivências 
dos enfermeiros sobre o 
seu desempenho durante 
a pandemia da COVID-19. 
BARBOSA, D.J. 
et al. 
2020 
Fatores de estresse nos 
profissionais de enfermagem 
no combate à pandemia da 
COVID-19: síntese de 
Evidências 
identificar os principais efeitos 
psicológicos 
da pandemia da COVID-
19 nos profissionais de enfermagem; 
descrever os principais fatores 
 
 
 
 
Fonte: autores 
capazes de gerar estresse psicológico 
nos professionais de enfermagem; 
descrever as estratégias de coping 
para o combate ao estresse 
emocional. 
SOARES, S.G.C. 
et al. 
2020 
Relação entre condições de 
trabalho e saúde do 
enfermeiro emergencista 
caracterizar as condições de 
trabalho dos enfermeiros emergenci
stas no cenário brasileiro e 
identificar como essas condições 
influenciam 
na saúde desses trabalhadores. 
SILVA, E.F. et al. 2019 
Escalas aplicadas para 
avaliação de estresse do 
trabalhador de enfermagem 
no Brasil 
descrever escalas aplicadas para 
avaliação do estresse 
do trabalhador de enfermagem, 
no Brasil. 
CRUZ, S.P.L. et 
al. 
2019 
Fatores relacionados à 
probabilidade de sofrer 
problemas de saúde mental 
em profissionais de 
emergência 
avaliar a influência do burnout e das 
estratégias de enfrentamento 
utilizadas pelos profissionais de 
saúde do serviço de emergência 
hospitalar sobre o estado de saúde 
mental e determinar características 
sociodemográficas e laborais. 
FERNANDES, 
L.S. et al. 
2018 
Associação entre Síndrome 
de burnout, uso prejudicial 
de álcool e tabagismo na 
Enfermagem nas UTIs de um 
hospital universitário 
O artigo tem por objetivos verificar a 
presença 
da Síndrome de burnout entre profis
sionais da área de Enfermagem, 
nas Unidades de Terapia 
Intensiva de um Hospital 
Universitário, e a existência 
de associação entre consumo 
de álcool e tabaco. 
MARTINEZ, 
M.C. et al. 
2017 
Estressores afetando a 
capacidade para o trabalho 
em diferentes grupos etários 
na Enfermagem: seguimento 
de 2 anos 
Estressores do trabalho afetam a 
capacidade para o trabalho (CT) e o 
aumento da idade associa-se ao 
envelhecimento funcional. 
NASCIMENTO, 
C.L.S. et al. 2019 
Síndrome de burnout e 
fatores associados em 
enfermeiros intensivistas: 
uma revisão sistemática 
Analisar a produção científica sobre 
prevalência e fatores associados à 
Síndrome de Burnout em 
enfermeiros de unidade de terapia 
intensiva 
CAMPOS, J. et 
al. 2016 
Burnout em Profissionais da 
Saúde Portugueses: Uma 
Análise a Nível Nacional 
Fazer uma análise a nível nacional 
do Burnout em profissionais de 
saúde portugueses. 
MEDEIROS, 
S.M. et al. 
2019 
Prevalence of stress and 
burnout syndrome in hospital 
nurses working in shifts 
Verificar o nível de estresse e a 
existência da síndrome de burnout 
em enfermeiros nos turnos diurno e 
noturno na área hospitalar 
 
 
 
 
O agravamento da saúde mental dos profissionais de saúde que estão 
diretamente ligados ao enfrentamento da Covid – 19 ganhou relevância 
principalmente pelo número de profissionais acometidos. Alguns motivos 
citados são a rotina de trabalho prolongadae cansativa, alta demanda de 
pacientes, poucos profissionais, falta de leitos, elevado índice de mortalidade e a 
falta de materiais específicos para realizar a assistência de uma forma correta 
(MEDEIROS et al, 2019). 
Desta forma, as condições de trabalho precárias dos profissionais de saúde 
têm sido evidenciadas atualmente uma vez que estão diretamente relacionadas 
ao adoecimento destes profissionais e isto somado a alta demanda de pacientes 
que necessitam de cuidados específicos e que conjuntamente com o baixo salário, 
falta de materiais e desvalorização da relevância da vida contribuem para o 
agravamento do quadro (CAMPOS et al., 2016). 
No levantamento de dados, cerca de 45 % dos profissionais que trabalham 
em UTI apresentam quadro de vulnerabilidade no desenvolvimento da síndrome 
de Burnout. Quanto a caracterização da amostra do estudo observou-se que 
dentre os profissionais avaliados mais de 90 % deles são da equipe de 
enfermagem, dentre eles estão os auxiliares de enfermagem, os técnicos e os 
próprios enfermeiros. Logo o perfil dos profissionais acometidos pela SB, é o 
mesmo perfil dos profissionais de enfermagem e que apresenta as características: 
gênero feminino, casado, turno de trabalho de 12 horas à 36 horas, fumantes e 
consumidores moderados de álcool (FERNANDES et al., 2018). 
O aumento abrupto dos casos de profissionais acometidos pela Síndrome 
de Burnout deu-se pelo esgotamento profissional já presente somado à 
amplificação da jornada de trabalho causada pelo aparecimento da pandemia de 
COVID-19, além do mais, os casos de histeria, estresse e doenças psicológicas não 
aumentaram somente nos profissionais da saúde e sim, na população em geral, 
uma vez que o medo do desconhecido com relação a uma patologia que não 
 
 
 
 
existia anteriormente causada por um vírus que pouco se conhecia a patogenia 
em humanos (LOPES et al, 2020). 
No caso dos trabalhadores de linha de frente, essa elevação de casos de 
depressão, prostração e estafa física e/ou mental está relacionado ao medo de 
contágio em decorrência da alta exposição, devido ao elevado risco de infecção 
em si e em seus familiares, mas existem fatores de risco que contribuem para o 
desenvolvimento de tais transtornos, tais como: idade, qualidade de sono, más 
condições de trabalho, falta de comunicação, apoio e afins, pois devido ao cenário 
atual o foco tornou-se apenas a infecção causada pelo Sars-COV-2 e não os efeitos 
acarretados a saúde mental. Outro fator que fora evidenciado, é a prevalência da 
SB em profissionais do sexo feminino (90,7%), com idade entre 31 a 40 anos 
(46,5%), que atuam diariamente com pacientes graves e que precisem de 
cuidados intensivos (ANSELMO et al., 2020). 
A teoria do sistema imunológico comportamental demostra a relação das 
emoções negativas com a susceptibilidade a doenças, pois o prejuízo psicológico 
gera efeitos negativos como descontrole corporal com consequente déficit da 
imunidade, e a partir disso pode-se inferir que a saúde mental influencia 
diretamente na saúde física em relevante porcentagem (SILVA et al., 2019). 
A SB é uma síndrome caracterizada por esgotamento profissional, como 
consequência da sobrecarga emocional crônica que o trabalhador está exposto e 
que é resultante da exaustão emocional e despersonalização. Lembrando que a 
SB não é uma patologia relacionada especificamente ao indivíduo, mas sim ao 
ambiente de trabalho no qual o mesmo desempenha suas atividades, logo esta 
patologia normalmente acomete mais de um profissional de determinado 
ambiente e que isso deveria ser levado em conta pelo setor de Recusros Humanos 
(RH) bem como pelos gestores devido à severidade de suas consequências, tanto 
a nível individual como organizacional. (MARTINEZ et al., 2017) 
 
 
 
 
Os artigos avaliados demostraram que o enfermeiro como se encontra na 
linha de frente do enfretamento a pandemia é consequentemente quem está mais 
propenso a alterações psicológicas, e por isso deveria ser observado e assessorado 
para evitar seu adoecimento. A SB é apenas uma das consequências do quadro já 
descrito anteriormente, contudo como afeta toda a estrutura organizacional do 
ambiente hospitalar deveria ser avaliado com maior interesse pelos responsáveis 
pela gestão destas instituições uma vez que este profissional figura entre os mais 
relevantes no hospital (CRUZ et al., 2019). 
 
CONCLUSÃO 
 
A literatura médica aborda a mudança do cenário da situação atual de 
saúde pública, nota-se atualmente que as instituições de saúde prezam pelo 
investimento nas estruturas físicas dos ambientes hospitalares, pois isso, gera 
comentários positivos dos usuários, porém, é necessário também investir e 
oferecer boas condições de trabalho aos profissionais para o trabalho ocorrer de 
forma satisfatória e com isso proporcionar a população uma assistência eficaz. 
Reconhecendo que os enfermeiros são imprescindíveis na formulação, 
sistematização e implementação dos cuidados aos pacientes infectados pelo 
coronavírus, pois são eles que lidam de maneira direta e diária com os enfermos. 
Diante disso, estes os profissionais necessitam de apoio psicológico, bem como, 
condições favoráveis de trabalho, assistência tecnológica, materiais de proteção 
individuais e coletivos adequados. 
Portanto, cabe aos gestores promoverem melhores condições e apoio a essa 
classe que está na linha de frente ao enfrentamento da COVID-19, pois com o 
adoecimento destes profissionais a assistência será prejudicada, uma vez que já 
foi explicitado que a SB é uma síndrome que acomete vários indivíduos do 
mesmo setor e isso impacta de forma negativa nas ações de promoção e 
 
 
 
 
prevenção a saúde e acarretará maiores falhas no sistema, o que por sua vez 
ocasiona uma crise sanitária maior. 
 
REFERÊNCIAS 
 
ANSELMO, A. et al., Mental health of nursing in coping with COVID-19 at a regional university 
hospital. Revista Brasileira de Enfermagem. 2020; v.73 (Suppl 2):e20200434. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/reben/a/ck98YrXKhsh6mhZ3RdB8ZVx/?format=pdf&lang=pt. 
Acesso em: 22 mai 2021 
AVINO, Mariana. Estamos todos exaustos! Isma Brasil. Revista Viva saúde, edição n 209, 
abril/2021. Disponível em https://www.ismabrasil.com.br/ws/arquivos/vivasaude2021.pdf. 
BARBOSA, D. J. et al., Fatores de estresse nos profissionais de enfermagem no combate à 
pandemia da COVID-19: síntese de Evidências. Comunicação em Ciência da Saúde. v.31, p 31-
47, 2020. Disponível 
em: http://www.escs.edu.br/revistaccs/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/
651/291. Acesso em: 05 jun 2021 
BORGES, E. M. d. N. et al., Perceptions and experiences of nurses about their performance in the 
COVID-19 pandemic. Revista Rene. 2021; v.22:e60790. Disponível 
em: http://www.revenf.bvs.br/pdf/rene/v22/1517-3852-rene-22-e60790.pdf. Acesso em: 01 jun 
2021 
CAMPOS, J et al. Burnout em Profissionais da Saúde Portugueses: Uma Análise a Nível Nacional. 
Acta Medica Portuguesa. v.29 n.1 p.24-30, 2016 
CRUZ, S. P. d. I. et al., Factors related to the probability of suffering mental health problems in 
emergency care professionals. Revista Latino-Americana Enfermagem. 2019; v.27:e3144. 
Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/pdf/rlae/v27/1518-8345-rlae-27-e3144.pdf. Acesso em: 
11 jun 2021 
Enfermeiros e técnicos se contaminam 3 vezes mais do que médicos. COFEN, 2020. Disponível 
em: http://www.cofen.gov.br/covid-19-enfermeiros-e-tecnicos-se-contaminam-tres-vezes-mais-
do-que-os-medicos_81271.html 
FERNANDES, S. L. S. et al., Associação entre Síndrome de burnout, uso prejudicial de álcool e 
tabagismo na Enfermagem nas UTIs de um hospital universitário. Revista Ciência & Saúde 
Coletiva. v. 23 n.1 p. 203-214, 2018. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Zgmw3RvWppqs3GNMmRZB5Bm/?format=pdf&lang=pt. 
Acesso em: 13 jun 2021 
LOPES C. J. et al., The impact of work on the health of nursing professionals. Revista da Escola 
deEnfermagem da USP. 2020; v.54:e03584. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/79F9GyjDjM33tmpmP5stTjb/?format=pdf&lang=pt. Acesso 
em: 22 mai 2021 
 
 
 
 
MARTINEZ, M. C. et al., Estressores afetando a capacidade para o trabalho em diferentes grupos 
etários na Enfermagem: seguimento de 2 anos. Revista Ciência & Saúde Coletiva. v. 22, n. 5, p. 
1589-1600, 2017. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/csc/a/qCYdZCZWvm55KD66Vvkkb4c/?lang=pt&format=pdf. 
Acesso em: 13 jun 2021 
MEDEIROS, S. M. et al. Prevalence of stress and burnout syndrome in hospital nurses working 
in shifts. Revista Mineira de Enfermagem. 2019; v.23: e-1232 
MENDES, K. D. S. , SILVEIRA, R. C. C. , GALVÃO, C. M. Revisão Integrativa: Método de 
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Izaqueu Rodrigues da Silva1, Bruno Anderson de Morais1, José 
Vinicius Perminio Barbosa1, Luiza Raquel Tapajós Figueira2, Jheniffer 
Milena Belo Ferreira2, Jéssica Andréia Pereira Barbosa3, Amanda Reges 
de Sena1, Tonny Cley Campos Leite1. 
 
1Instituto Federal de Pernambuco - Campus Barreiros (IFPE), 
2Universidade da Amazônia (UNAMA), 3Faculdade de Ciências e 
Tecnologia e Turismo de Olinda (FACOTUR). 
 
RESUMO 
 
As plantas medicinais vêm sendo utilizadas com finalidades terapêuticas há 
milhares de anos. Seu uso popular foi propagado de geração em geração e 
descrito nas diversas farmacopéias. Bromelia laciniosa conhecida popularmente 
como macambira, é uma espécie endêmica e de ampla distribuição na Caatinga. 
Apresenta flores vistosas o que atraem vários visitantes florais e os seus frutos 
são dispersos por mamíferos de pequeno a médio porte. Apesar da família 
Bromeliaceae apresentar bastante representatividade de espécies no Brasil, ainda 
é pouco estudada química e farmacologicamente. Porém nos poucos estudos 
realizados, alguns compostos foram isolados e identificados, incluindo 
flavonoides. Neste sentido, o objetivo deste trabalho selecionar o melhor método 
para a extração de flavonoides das folhas da espécie Bromelia laciniosa. O material 
foi coletado em Serra Talhada, Pernambuco. As folhas foram separadas 
manualmente, lavadas e cortadas em pequenos pedaços. Uma parte foi destinada 
à produção da exsicata e identificação botânica. O material vegetal foi seco em 
estufa com temperatura controlada e renovação constante de ar e moído. Em 
seguida foram obtidos os extratos em diferentes polaridades utilizando três 
métodos extrativos (maceração exaustiva, ultrassom e o soxhlet) e três solventes 
(hexano, acetato de etila e metanólico). Em termos de rendimento o melhor 
binômio foi ultrassom e acetato de etila, já para o doseamento Soxhlet e acetato 
de etila. O processo de extração pelo método de Soxhlet mostrou-se como melhor 
alternativa uma vez que proporcionou maior conteúdo em flavonoides 
glicosilados. 
Palavras chaves: Macambira, Soxhlet, Substâncias polifenólicas. 
Area temática: Fitoterapia. 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
As plantas medicinais vêm sendo utilizadas com finalidades terapêuticas 
há milhares de anos. Seu uso popular foi propagado de geração em geração e 
descrito nas diversas farmacopeias. A partir do desenvolvimento da química 
orgânica, tornou-se possível obter substâncias puras através do isolamento de 
princípios ativos de plantas (TUROLLA; NASCIMENTO, 2006). 
As plantas medicinais representam fator de grande importância para a 
manutenção das condições de saúde das pessoas. Além da comprovação da ação 
terapêutica de várias plantas utilizadas popularmente, a fitoterapia representa 
parte importante da cultura de um povo, sendo também parte de um saber 
utilizado e difundido pelas populações ao longo de várias gerações 
(TOMAZZONI; NEGRELLE; CENTA, 2006). Os estudos biotecnológicos e o 
melhoramento genético de plantas medicinais podem oferecer vantagens, uma 
vez que torna possível obter uniformidade e material de qualidade que são 
fundamentais para a eficácia e segurança (CALIXTO, 2000). 
A família Bromeliaceae vem ganhando destaque devido ao seu potencial 
biológico e isso tem levado a várias espécies a serem aproveitadas em fins 
fitoterápicos. Nativa dos trópicos americanos, essa família é habitualmente 
encontrada em regiões de climas áridos e secos, o que, evolutivamente, fez com 
que desenvolvessem características morfológicas que as tornassem capazes de 
reter água (SUÁREZ et al., 2020). O Brasil detém cerca de 40% do total de espécies 
da família conhecidas, sendo que dos 44 gêneros encontrados em território 
nacional, 20 são endêmicos. No Nordeste, a família Bromeliaceae encontra-se 
distribuída em 30 gêneros com 431 espécies, e no estado do Piauí podem ser 
encontrados 10 gêneros e 20 espécies, dentre os quais o gênero Bromelia e suas 
espécies como a Bromelia arenaria, Bromelia estevessi, Bromelia karatas e Bromelia 
laciniosa (FORZZA et al., 2014). 
Bromelia laciniosa Mart. ex. Schult. & Schult. f. (Bromeliaceae), conhecida 
popularmente como macambira, macambira-de-porco e macambira-de-cachorro 
é uma espécie endêmica e de ampla distribuição na Caatinga, sendo encontrada 
no sertão Nordestino, desde a Bahia ao Piauí. Apresenta flores vistosas que 
atraem vários visitantes florais e os seus frutos são dispersos por mamíferos de 
pequeno a médio porte. É uma planta herbácea, epífita acaule, folhas lineares 
lanceoladas, dispostas em roseta densa, com as margens eriçadas de espinhos 
fortes, inflorescência axilar, fruto cápsula tricarpelar e raízes finas 
(CAVALCANTI et al., 2000). Ademais, é aproveitada na alimentação dos animais 
ou até mesmo do homem, durante os longos períodos de seca (ANGELIN et al., 
2007; CHAVES et al.; 2015; JACOB et al., 2020). 
A fitoquímica da família Bromeliaceae distingue-se pela presença de 
triterpenoides e flavonoides. Outras classes de compostos, tais como esteróis, 
diterpenos, derivados de ácido cinâmico, gliceróis substituídos, lignanos e 
 
 
 
 
compostos contendo azoto, entre outros, também foram identificadas nesta 
família, embora numa medida mais limitada. Embora tenha um grande número 
de espécies, um número reduzido foi avaliado no que diz respeito à sua 
composição química (MANETTI et al., 2009; OLIVEIRA-JÚNIOR et al., 2014). 
A presença de diterpenos e flavonoides já foi relatada em Bromelia pinguin 
(RAFFAUF et al., 1981) e flavonoides já foram identificados em folhas de Bromelia 
karatas (WILLIAMS et al., 1978). Já a presença de flavonoide em folhas de Bromelia 
laciniosa foi relatada pela primeira vez por Oliveira-Júnior et al (2014). Os autores 
isolaram e caracterizaram a estrutura química de 5,7-diidroxi-3,3’,4’-
trimetoxiflavona em extrato etanólico. Chaves et al. (2015) também avaliaram o 
conteúdo de flavonoides em folhas de Bromelia laciniosa. Segundo Coutinho, 
Muzitano e Costa (2009) os flavonoides são distribuídos pelo reino vegetal e são 
famosos por fazerem parte do grupo de substâncias polifenólicas e por suas 
notáveis e diversificadas ações biológicas. 
A partir do exposto este trabalho teve como objetivo selecionar o melhor 
método para a extração de flavonoides a partir da espécie Bromelia laciniosa.METODOLOGIA 
 
Material vegetal. 
 
A macambira (Bromelia laciniosa Mart. ex. Schult. & Schult. f.) foi coletada 
em Serra Talhada, Pernambuco. As partes aéreas foram avaliadas, sendo estas 
separadas manualmente, lavadas e cortadas em pequenos pedaços. Uma parte 
foi destinada à identificação botânica e produção da exsicata, a qual foi 
identificada e armazenada no Herbário da UFPE com o número 81.238. As folhas 
da macambira foram secas em estufa com temperatura controlada (50ºC) por 72 
horas e moídas em moinho de facas (tipo Wiley). 
 
Métodos extrativos utilizados para a obtenção dos extratos 
Os métodos utilizados foram: a maceração exaustiva, ultrassom e Sohxlet. 
Na maceração exaustiva foram utilizados 1000 mL do solvente em contato com 
100 g de planta seca, a qual foi moída em temperatura ambiente e armazenada 
ao abrigo da luz. Após 3 dias o material foi filtrado e o líquido obtido foi 
rotoevaporado. O solvente recuperado após a rotoevaporação foi reutilizado, 
sendo posto novamente em contato com o material vegetal. A amostra líquida 
obtida foi levada a estufa para secagem e posterior pesagem para cálculo do 
rendimento. Repetiu-se este procedimento por 3 vezes para cada solvente, 
seguindo a ordem hexano (mais apolar), acetato de etila (AcOEt-média 
polaridade) e metanol (MeOH-mais polar). A maceração exaustiva permite 
garantir o esgotamento da capacidade de extração do solvente. 
No extrator de ultrassom utilizou-se 100 g da planta seca e 300 mL de cada 
solvente, onde os mesmos permaneceram em contato por 60 minutos, a 40 
°C. Em seguida, houve a filtração e a rotoevaporação da amostra para a sua 
separação. A amostra depois de separada foi levada a estufa para secagem e 
posterior pesagem. Logo após, ao sólido filtrado foi adicionado novo solvente 
nas mesmas condições, seguindo a ordem: hexano, acetato de etila e metanol. 
Para a extração total foram gastos 180 minutos. 
Para o método de Soxhlet também foram utilizados 100 g da planta seca e 
300 mL de solvente, no entanto não teve tempo pré-definido. O material (vegetal 
e solvente) permaneceu em contato até que o solvente não fosse mais capaz de 
extrair mais compostos, sendo visualizado pela coloração do líquido extraído 
(transparente). A partir de então, novo solvente foi adicionado, seguindo a 
ordem: hexano, acetato de etila e metanol. A temperatura de extração foi mantida 
a 100 °C para todos os solventes. 
 
Determinação do teor de flavonoides totais 
Esta quantificação foi realizada segundo Barroso et al. (2011). Em um tubo 
de ensaio adicionou-se 1 mL de extrato na concentração de 10 µg/mL, 4 mL de 
 
 
 
 
água destilada e 300 µL de nitrito de sódio (NaNO2) a 25 % (p/v). Após 5 minutos 
foram adicionados 300 µL de AlCl3 a 10 % (p/v), após 1 minuto foi adicionado 2 
mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 1 mol/L e 2,4 mL de água 
destilada. Após agitação as absorbâncias foram lidas a 510 nm. As análises foram 
realizadas em triplicata e o teor de flavonoides totais foi determinado por 
interpolação da absorbância das amostras contra uma curva de calibração. A 
curva do padrão foi preparada com a solução padrão de rutina nas contrações de 
(50, 250, 300, 400 e 500 µg/mL), seguindo os passos anteriormente citados. O teor 
de flavonoides totais foi expresso como miligramas equivalentes de rutina por 
grama da amostra (mg ER/g). 
 
Análise estatística 
Após obtenção dos resultados, os mesmos passaram por uma comparação 
de médias pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade através do 
programa Sistema de Análise de Variância (SISVAR) (FERREIRA, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Obtenção dos extratos 
A tabela 1 apresenta para cada método extrativo, a massa final obtida do 
extrato e sua porcentagem relacionada à massa da planta utilizada para os 
respectivos solventes. 
 A partir da Tabela 1 pode-se verificar que, para o extrato hexânico, o 
método extrativo com maior rendimento foi o Soxhlet, para o acetato de etila foi 
o obtido por ultrassom e para o metanólico não houve diferença estatisticamente 
significativa, segundo o nível de significância adotado. Avaliando somente o 
rendimento, verificou-se que a extração por ultrassom utilizando o acetato de 
etila foi estatisticamente superior aos demais. 
 
Tabela 1:Resultado das extrações utilizando B. laciniosa 
Método extrativo Hex AcOEt MeOH 
Maceração Exaustiva 4,20 g/4,20% c D 4,22 g/4,22% c D 6,36 g/6,36% a C 
Ultrassom 6,37 g/6,37% b C 7,23 g/7,23% a A 6,37 g/6,37% a C 
Soxhlet 6,42 g/6,42% a B 6,40 g/6,40% b C 6,37 g/6,37% a C 
Fonte: Autoria própria; g: gramas; Hex: hexano; AcOEt: acetato de etila; MeOH: metanol. 
Médias seguidas por letras minúsculas e maiúsculas (distintas) na vertical e horizontal, 
respectivamente, diferem entre si ao nível de 5 % de probabilidade pelo Teste de Tukey. 
 
Vale ressaltar que as características químicas do solvente e a estrutura, e 
composição do produto natural asseguram que cada sistema material-solvente 
mostra comportamento pelicular, contudo o resultado é coerente com a literatura 
relacionada uma vez que o ultrassom é uma técnica de extração considerada 
eficaz e ecológica uma vez que necessita de pouco tempo para extração bem como 
menor quantidade de solvente necessário para a mesma em comparação aos 
métodos tradicionais de extração como a maceração (PINELO et al., 2004). 
 
Doseamento dos flavonoides totais 
Na tabela 2, a seguir, estão expressos os resultados dos doseamentos de 
flavonoides dos extratos acetato de etila e metanol da B. laciniosa pelos diferentes 
métodos. O extrato hexânico foi doseado, contudo, a concentração obtida foi 
menor que o mínimo considerado válido para este tipo de análise e por isso o 
mesmo não foi considerado nesta comparação. 
A partir dos resultados obtidos foi possível inferir que usando o acetato 
de etila, a extração de flavonoides foi estatisticamente superior após a utilização 
do método de Soxhlet. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 2: Doseamentos de flavonoides totais da B. laciniosa 
Método extrativo AcOEt MeOH 
Maceração Exaustiva 209,25 b B 154,25 a C 
Ultrassom 139,25 c F 141,36 c E 
Soxhlet 309,25 a A 146,75 b D 
 
Fonte: Autoria própria; AcOEt: acetato de etila; MeOH: metanol; mg ER/g: miligrama 
equivalente a rutina por grama de amostra. Médias seguidas por letras minúsculas e maiúsculas 
(distintas) na vertical e horizontal, respectivamente, diferem entre si ao nível de 5 % de 
probabilidade pelo Teste de Tukey. 
 
Ao utilizar o metanol como solvente, a maceração extrativa proporcionou 
maior conteúdo em flavonoides totais, quando comparado aos demais métodos. 
Avaliando somente o doseamento do composto de interesse verificou-se que o 
Soxhlet, após utilizar acetato de etila, foi estatisticamente superior em relação aos 
demais. 
O uso da temperatura como um fator que melhora a extração de 
compostos fenólicos, em especial os flavonoides, tem sido amplamente descrito 
na literatura (AZAHAR et al., 2017; BASSANI et al., 2014; LIU et al., 2015). 
Segundo Kraujalis et al. (2015), por se tratar de um derivado glicosilado, é natural 
que a rutina seja mais facilmente extraída em temperaturas elevadas. Tal fato 
embasa os resultados obtidos neste trabalho. 
 
CONCLUSÃO 
 
Embora o tempo e rendimento sejam fundamentais na escolha do método 
extrativo, a definição do composto de interesse também é de extrema 
importância. Como foi verificado, o melhor rendimento foi obtido por meio da 
extração com ultrassom. No entanto, para a determinação de flavonoides este 
método foi o que proporcionou o menor conteúdo destes compostos. Diante 
deste quadro, o processo de extração pelo método de Soxhlet mostrou-se como 
melhor alternativa. A partir desses resultados será possível realizar estudos 
posteriores que visem à otimização do processo extrativo de flavonoides de 
Bromelia laciniosa baseado no composto de interesse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Ana Paula Dos Santos Gonçalves , Luiza Raquel Tapajós Figueira2, Juliane Dos 
santos Luz2, Jheniffer Milena Belo Ferreira2, Leandra Nogueira Barbosa 2, Jéssica 
Andréia Pereira Barbosa³, Tonny Cley Campos Leite4 
 
1Faculdade de ensino Superior Agreste Paraibano (EESAP), Guarariba – PE 
2Universidade da Amazonia (UNAMA), Ananindeua -PA 
3Faculdade de Ciências e Tecnologia e Turismo de Olinda (FACOTUR), Recife - PE 
4Instituto Federal de Pernambuco-campus Barreiros (IFPE), Barreiros - PE 
 
RESUMO 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) as Doenças 
Cardiovasculares (DCV’s) são responsáveis por um relevante quantitativo de 
mortalidade no mundo. Podendo ser acarretado por histórico familiar ou de 
fatores associados como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, idade 
elevada, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, estresse e uso de 
bebidas alcoólicas. Nesse contexto de DCV’s, dentre todas as doenças que podem 
causar danos à saúde mundial, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) destaca-se, 
pois é uma das principais doenças cardiovasculares, com alto índice de 
mortalidade para adultos. Em 2011, 12 milhões de pessoas (2,4 %) de pessoas 
acometidas pela doença, de um total de 20 milhões (100 %) vieram a óbito. 
Considerando uma ameaça para a vida humana pois, sua patogenia envolve 
fluxo sanguíneo reduzido para o coração, fazendo com que os nutrientes e 
oxigênio não cheguem nas células cardíacas, induzindo as células a entrarem em 
estado progressivo de necrose (morte celular). Dessa maneira, esse estudo 
evidencia os fatores de risco que ocasionam o IAM diferenciando entre os 
gêneros masculino e feminino encontrados na literatura mostraram que há 
fatores diferentes em relação à sintomatologia do IAM e que pessoas do sexo 
feminino apresentam sintomas diferenciados quando comparadas ao sexo 
masculino. Também foram enfatizando fatores psicológicos, como depressão e 
ansiedade, como fortes preditores de IAM. Contudo, os profissionais devem ser 
qualificar para que haja um atendimento seguro e eficaz assim evitando que o 
quadro não se agrave, levando à morte. 
 
 
 
 
 
Palavras chaves: Fatores de risco; Infarto agudo do miocárdio; Manifestações 
clinicas. 
Area temática: Clinica Medica 
 
INTRODUÇÃO 
 
Considerado um dos principais problemas de saúde pública em países 
desenvolvidos e em desenvolvimento a Isquemia Cardíaca (IC) ou Infarto Agudo 
do Miocárdio (IAM) é uma das doenças cardiovasculares (DCV) mais prevalentes 
no mundo e com maior índice de mortalidade em adultos (CARDOSO. et al 2020). 
É caracterizada pelo grupo de doenças sintomatológicas de mialgia torácica, mais 
conhecida como “dor no peito” (MIRANDA, RAMPELLOTI, 2019). 
O IAM se apresenta como uma ameaça a vida humana, já que a 
prevalência de obitos associados a este evento é considerada pela literatura 
médica extremamente elevada. Essa patologia se caracteriza através da 
diminuição do fluxo sanguíneo que chega no coração, dessa forma, o oxigênio e 
os demais nutrientes não chegam de forma adequada as células cardíacas e isto 
resulta na necrose progressiva do tecido o que impossibilita o mesmo de realizar 
sua função fisiológica. No Brasil, o IAM é a causa mais frequente de morte, 
com 25% a 30% da mortalidade para ambos os sexos (MALHEIROS et al, 2021). 
Existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de ocorrer o 
infarto agudo do miocárdio, os que mais se destacam são; sedentarismo, idade 
elevada, uso de bebidas alcoólicas, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, 
diabetes e estresse (MALDONADO, 2018). Levando em consideração o alto 
índice de mortalidade causado peloIAM, o presente trabalho tem como objetivo, 
evidenciar os fatores de riscos que ocasionam o infarto agudo do miocárdio, bem 
como o diferencial entre os sexos masculino e femenino. 
 
MÉTODOS 
 
O presente estudo se caracteriza como uma revisão integrativa, um 
método que estabelece uma sintetização de diferentes estudos, estabelecido por 
meio de um protocolo de pesquisa elaborado (PAZ et al, 2019). Utilizou-se neste 
estudo três etapas: 1) seleção da pergunta de pesquisa para elaboração da revisão 
integrativa; 2) estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão para o estudo; 
3) avaliação das informações obtidas. 
Na primeira etapa os estudos foram identificados e classificados a partir 
de buscas nos seguintes bancos de dados: Scientific Electronic Library Online 
 
 
 
 
(SCIELO), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e da Literatura Latino-
Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e os descritores: Doenças 
Cardiovasculares, Comportamento Sedentário, Agravação em Homeopatia e 
Hipertensão, através do operador booleano AND. 
A pesquisa foi elaborada aplicando o método cujo o acrônimo é o PICOT 
que significa de forma livre para tradução população, intervenção, comparação, 
resultados/desfecho (outcomes) e tipo de estudos, assim podendo destacar os 
elementos centrais da pesquisa, ficando nesse sentido “população” mulheres e 
homens com probabilidades ambientais a desenvolver o IAM, “intervenção” 
métodos profiláticos de evitar a ocorrência do IAM, “comparador” seriam os 
sexos masculino e feminino, “desfecho” é a probabilidade de que com a 
prevenção não ocorra o IAM e o “tipo de estudo” que é o transversal, pois, a 
análise e avaliação é obtida através da observação sem a interação com a 
população da amostragem. 
Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: todos os artigos 
disponibilizados na íntegra de qualquer categoria (revisão de literatura, relato de 
experiência, reflexão original, estudo de caso, teses e dissertações), publicados 
nos idiomas português, inglês ou espanhol, entre os anos 2017 e 2021. Os critérios 
de exclusão: os estudos científicos que não vão de encontro com os critérios de 
inclusão posteriormente mencionados. 
Em um primeiro momento todos os títulos foram lidos e em seguida 
apenas aqueles que melhor se enquadraram foram utilizados. Posteriormente 
foram selecionados 16 artigos que se adequaram à proposta desta investigação 
(Figura 1). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1- Mostra a síntese dos artigos encontrados nas bases de dados analisadas. 
 
Fonte: autores,2021 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
Com relação ao ano de publicação dos artigos utilizados, o gráfico abaixo 
explicita a porcentagem de artigos por ano do intervalo de estudo. Em 2017 foi 
publicado um artigo (6,25 %); três em 2018 (18,75 %); quatro em 2019 (25 %); cinco 
em 2020 (31,25 %); e três em 2021 (18,75 %) (gráfico 1), notando-se o maior nível 
de publicação em 2020. com relação ao idioma a língua inglesa prevaleceu nos 
artigos utilizados perfazendo aproximadamente 70 % dos mesmos, o que pode 
ser atribuído a publicação deles em periódicos internacionais. 
 
 
 
 
 
Dos métodos utilizados destaca-se um estudo de revisão integrativa (6,25 
%); um relato de caso (6,25%) oito transversais, descritivos, quantitativo (50%); 
quatro retrospectivas (18,75%); quatro prospectivos (18,75%) onde dos 16 
artigos destacou-se com maior percentual o método transversal, descritivo, 
quantitativo. Em relação às plataformas de indexadores constatou-se que o maior 
percentual de artigos selecionados foram na SciELO com 56,25 %. A seleção dos 
estudos se deu pelos anos de publicação, autores, título, base de dados, tipologia 
metodológicas e objetivos, expostos na tabela 1. 
 
Tabela 1. Apresentação dos artigos inclusos na revisão integrativa. 
Ano Autor Titulo/Base de dados Tipo 
metodológico 
Objetivo 
2017 SANDERS 
Atrasos no 
atendimento em 
pacientes com sinais e 
sintomas de infarto 
agudo do miocárdio. 
(PUBMEDE ). 
Estudo 
retrospectivo 
Investigar o atraso do 
atendimento a 
pacientes com IAM. 
2018 MICHELSEN et al. 
Reabilitação cardíaca 
sob medida conduzida 
por enfermeira após 
infarto do miocárdio 
resulta em melhor 
controle dos fatores de 
risco em um ano em 
comparação com o 
tratamento tradicional: 
um estudo 
observacional 
retrospectivo. 
(PUBMED). 
Estudo 
retrospectivo 
Avaliação da 
reabilitação cardíaca 
individualizada no 
IAM. 
2018 
SERPYTIS 
et al. 
Diferenças por Sexo na 
Ansiedade e Depressão 
Estudo 
descritivo, 
quantitativo. 
Avaliação dos níveis 
de depressão e 
 
 
 
 
após Infarto Agudo do 
Miocárdio. (SciELO). 
ansiedade em 
pacientes com IAM. 
2018 MALDONADO et 
al 
Perfil epidemiológico 
e avaliações de 
enfermagem em 
pacientes com infarto 
agudo do miocárdio 
tratado com inibidores 
da glicoproteína IIB 
IIIA em Sanatorio 
Allende. (LILACS). 
Estudo 
retrospectivo. 
Determinar o perfil 
epidemiológico da 
população indicada 
para tratamento com 
Tirofiban no (IAM). 
2019 MIRANDA et al 
Incidência da queixa de 
dor torácica como 
sintoma de infarto 
agudo do miocárdio 
em uma unidade de 
pronto-
atendimento.(SciELO). 
Estudo 
descritivo, 
quantitativo. 
Identificar a 
incidência de dor 
torácica confirmada 
IAM em uma unidade 
de pronto-
atendimento do 
município de Joinville. 
2019 PAZ et al 
Sistemas de cuidados à 
saúde de pessoas com 
infarto do miocárdio: 
revisão da literatura. ( 
SciELO) 
Estudo 
revisão 
integrativa. 
identificar na 
literatura de 
enfermagem os 
sistemas de cuidados 
à saúde utilizados 
pelas pessoas com 
IAM. 
2019 
DZUBUR 
et al 
Comparação de 
pacientes com IAM de 
acordo com a idade. 
(LILACS). 
Estudo 
prospectivo. 
Investigar a associação 
da idade com a 
presença de fatores de 
risco em pacientes 
com IAM.1 
2019 
WANG 
et al 
Influência de SNPs 
rs1746048 em 
manifestações clínicas e 
incidência de infarto 
agudo do miocárdio na 
população de Guangxi 
Han. (PUBMED). 
Estudo 
quantitativo. 
Avaliar se os SNPs 
rs1746048 e sua 
interação com fatores 
ambientais estavam 
relacionados à 
suscetibilidade, aos 
fatores de risco e às 
características clínicas 
do IAM nesta 
população. 111 ok 
2020 
ALVES 
et al 
Hospitalização por 
Infarto Agudo do 
Miocárdio: Um 
Registro de Base 
Populacional. 
(SciELO). 
Estudo 
prospectivo. 
Descrever incidência, 
manejo terapêutico, 
desfechos clínicos 
hospitalares e eventos 
cardiovasculares do 
primeiro ano de 
 
 
 
 
seguimento dos 
indivíduos 
hospitalizados por 
STEMI. 
2020 
CARDOSO 
et al 
Caracterização clínica e 
epidemiológica do 
infarto agudo do 
miocárdio inferior 
estendido ao ventrículo 
direito em Ciego de 
Ávila. (SciELO). 
Estudo 
descritivo, 
Estudo 
descritivo, 
transversal. 
Descrever as 
características clínicas 
epidemiológicas de 
pacientes com infarto 
agudo do miocárdio 
inferior com extensão 
para ventrículo 
direito. 
2020 
SILVEIRA 
et al 
Infarto Agudo do 
Miocárdio como 
Primeira Manifestação 
da Policitemia Vera. ( 
SciELO). 
Estudo relato 
de caso 
Identiicar a Primeira 
Manifestação da 
Policitemia Vera no 
IAM. 
2020 SÁ et al 
Crença sobre as causas 
do infarto agudo do 
miocárdio. (SciELO). 
Estudo 
quantitativo. 
Examinar as crenças 
sobre as causas do 
infarto agudo do 
miocárdio (IAM) de 
pessoas com e sem a 
doença. 
2020 RODRÍGUEZ et al 
Prevalência de 
sintomas depressivos 
em pacientes 
hospitalizados por 
síndrome coronariana 
aguda e fatores 
associados. (SciELO). 
Estudo 
transversal, 
descritivo. 
Avaliar a presença de 
sintomas depressivos 
em pacientes 
admitidos por 
síndrome coronariana 
aguda com 
supradesnivelamento 
de ST persistente de 
risco moderado ou 
alto tratados com 
cateterismo 
coronário. Identificar 
associações entre a 
presença de sintomas 
e variáveis 
sociodemográficas. 
2021 
MALHEIROS 
et al 
Carga horária de 
enfermagemaplicada 
ao paciente com infarto 
agudo do miocárdio. 
(LILACS). 
Estudo 
descritivo, 
quantitativo. 
Identificar a Carga 
Horaria de 
enfermagem aplicada 
ao Infarto agudo do 
Miocárdio, de acordo 
com a classificação de 
Killip 
 
 
 
 
2021 GEORGE et al 
O gênero se divide nos 
perfis clínicos de 
pacientes com infarto 
agudo do miocárdio 
em um centro de 
atendimento terciário 
no sul da Índia. 
(LILACS). 
Estudo 
transversal, 
Identificação de 
diferenças baseadas 
no gênero em fatores 
de risco, 
manifestações clínicas 
e achados de 
angiografia 
coronariana em 
pacientes que 
apresentam IM. 
2021 SILVA et al 
Avaliação do 
Seguimento de 1 Ano 
dos Pacientes Incluídos 
no Registro da Prática 
Clínica em Pacientes de 
Alto Risco 
Cardiovascular 
(REACT). (SciELO). 
Estudo 
prospectivo 
Descrição no 
acompanhamento de 
12 meses da utilização 
de terapias baseadas 
em evidência e da 
ocorrência de 
desfechos 
cardiovasculares 
maiores e seus 
principais preditores 
em um registro 
brasileiro 
multicêntrico de 
pacientes de alto risco 
cardiovascular. 
Fonte: autores, 2021 
Os artigos incluídos na revisão, a partir dos critérios definidos 
anteriormente demonstraram que no geral além dos mesmos apresentarem 
informações sobre a patologia IAM também relacionam a mesma com os fatores 
de risco de acordo com a sua peculiaridade. Estes trabalhos demonstram fatores 
diferentes na sintomatologia do IAM, mesmo a dor no peito sendo considerada 
um sintoma padrão para homens e mulheres, pessoas do sexo feminino 
apresentam outros sintomas diferenciados como: dispneia, náuseas, tontura, 
sudorese e dor nas costas. E por isso também, em geral, as mulheres buscam a 
unidade de saúde anteriormente quando comparadas aos homens e logo tem 
menor taxa de letalidade comparando os sexos (GEORGE et al, 2021). 
Os potenciais de risco relacionados ao IAM são bem comuns e estão em 
sua grande maioria relacionados a fatores ambientais como, obesidade, 
tabagismo, ingestão excessiva de álcool, sedentarismo, pressão alta, dieta 
desbalanceada, diabetes e colesterol alto (WANG, 2019). Ademais existem 
também os fatores de risco relacionados aos parâmetros biológicos, como idade, 
raça e sexo, assim como também, fatores psicológicos como ansiedade e 
depressão (SERPYTIS et al, 2018) 
Pacientes com problemas cardiovasculares que possuem ansiedade e 
depressão possuem mais probabilidade de evoluírem para um quadro grave e os 
 
 
 
 
riscos para mulheres são neste caso mais relevantes se comparados aos homens. 
Estudos semelhantes mostram que a depressão é um fator que influencia o 
aparecimento do infarto agudo do miocárdio, a longo prazo, após crises 
constantes, onde o mesmo prevalece com porcentagem alta em mulheres 
(RODRIGUEZ, CUESTA, 2020). 
Entretanto a faixa etária mais afetada pelo IAM vai de 61-70 anos com 34,8 
% e 71-80 anos com 23,2 % de óbitos, abaixo de 49 anos os índices de 
probabilidade de o sexo feminino ter um IAM são extremamente baixos, por 
outro lado nesta coorte (< 49 anos) homens são os mais afetados com 60,8 %. Os 
estudos também mostram que pessoas com idade superior a 65 anos tem o risco 
maior de doenças cardiovasculares como o IAM. Este grupo corresponde aos que 
mais foram hospitalizados com doenças cardiovasculares se comparados aos 
demais extratos de idade (ALVES, 2020). Segundo a literatura referente os 
pacientes masculinos demoram mais para procurar o atendimento médico e isso 
provavelmente se dá pela ausência de sintomas pré-existentes o que faz com que 
esta patologia seja considerada assintomática e isso aumenta muito seu risco de 
letalidade envolvido (MALDONADO, 2018) 
Outros fatores também contribuem na produção de maiores agravos ao 
paciente com IAM. São eles a dificuldade no reconhecimento do quadro pelos 
enfermeiros responsáveis pela triagem dos pacientes, principalmente quando 
estes levam em conta apenas a idade e a sintomatologia do desconforto torácico, 
tornando muitas vezes o atendimento tardio e levando a complicações no quadro 
destes pacientes (SANDERS, et al 2017) 
O artigo de Silveira et al. (2020) demonstra que a variabilidade pessoal 
pode influenciar na sintomatologia padrão do IAM, assim como a presença de 
um ou mais fatores de risco também alteram a sintomatologia básica e os diversos 
contextos consequentes. São fatores que alteram de forma relevante a 
sintomatologia do IAM, os problemas cardíacos como a hipertensão, fatores 
ligados ao colesterol e triglicerídeos, nível de glicemia, função renal e genética 
familiar. 
Diante disso, é fundamental que os profissionais de saúde tenham cada 
vez mais recursos especializados e capacitação para atuar na assistência ao 
paciente com IAM, para que ocorra um melhor reconhecimento do quadro e 
como consequência um melhor prognóstico a este paciente (PAZ, 2019). Os 
artigos listados neste trabalho enfatizam que um bom acompanhamento do setor 
de enfermagem no ambiente hospitalar na reabilitação pós IAM diminui as 
chances de um novo evento negativo e de um novo episódio de IAM (ALVES, 
POLANCZYK, 2020). 
 
 
 
 
 
CONCLUSÕES 
 
Ao final deste trabalho os artigos pesquisados demonstraram um novo 
aspecto com relação à sintomatologia do IAM, pois é relevante que a angina é 
considerada o sintoma padrão, contudo outros sintomas menos específicos estão 
presentes de forma variada entre os sexos e as idades dos pacientes. É notorio 
reconhecer também que a sintomatologia é mais claramente identificada nas 
mulheres que normalmente apresentam dispneia, náuseas, vômitos, tontura, 
sudorese e dor nas costas. Com relação aos fatores de riscos, os relacionados ao 
hábito de vida se destacam sobre os demais na ocorrencia do IAM, são eles a 
obesidade, o tabagismo, a ingestão elevada de álcool e drogas ilicitas, o 
sedentarismo, a hipertensão, a dieta não balanceada. 
Além do estilo de vida o aspecto psicologico do paciente também vêm 
demonstrando influencia na prevalência de IAM, patologias como a ansiedade e 
suas complicações bem como a depressão aumentam muito a prevalencia de IAM 
nestes pacientes quando comparados aos demais que não apresentam nenhuma 
patologia do Sistema Nervoso Central (SNC). 
Evidenciou-se também que os pacientes do sexo feminino por 
apresentarem um quadro de sintomas mais complexo buscam atendimento 
precoce, diferentemente dos pacientes masculinos que por este e ooutros motivos 
busca a assistência tardiamente e por consequencia resulta no agravamento do 
caso na maioria das vezes. 
Outro aspecto relevante evidenciado nos artigos relaciona a falta de 
atenção dos profissionais responsáveis pela triagem inicial e cuidado no 
reconhecimento da sintomatologia pré existente e um agravamento do caso 
resultante da assistencia tardia. Isto se deve entre outros fatores ao excesso de 
carga horaria dos profissionais que prestam assistência a pacientes com IAM bem 
como o numero elevado de pacientes que estes profissionais tem que atender 
durante o seu turno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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