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ANA CAROLINA MESSIAS DE SOUZA FERREIRA DA COSTA LUIZ DA SILVA MAIA NETO NEUDER WESLEY FRANÇA DA SILVA (Organizadores) Internacional de Saúde Única (Interface Mundial) 3ª Edição 2021 ANA CAROLINA MESSIAS DE SOUZA FERREIRA DA COSTA LUIZ DA SILVA MAIA NETO NEUDER WESLEY FRANÇA DA SILVA (Organizadores) ISBN – 978-65-5941-339-3 3ª Edição CORPO EDITORIAL Comissão Científica Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da Costa Edenilze Teles Romeiro Francisco Ferreira da Costa de Souza Luiz da Silva Maia Neto Maria Luiza Carneiro Moura Gonçalves Neuder Wesley França da Silva Raul Emídio de Lima Renata Janaína Carvalho de Souza Comissão Organizadora Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da Costa Ana Tamires Alves dos Santos Amina Kadja Martins Cahu Cleber Queiroz Leite David Pablo Cavalcanti da Fonseca Edenilze Teles Romeiro Francisco Ferreira da Costa de Souza Luiz da Silva Maia Neto Maria Luiza Carneiro Moura Gonçalves Neuder Wesley França da Silva Raul Emídio de Lima Renata Janaína Carvalho de Souza Cidade: Recife, Local: Recife, Idioma: Português e Inglês, 3º edição, ano de 2021, semestral, Ciências naturais, medicina e saúde e Tecnologia (ciências aplicadas). Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Even3 Publicações, PE, Brasil) Elaborado por Amanda Rodrigues – CRB-4/1241 I61 Internacional Saúde Única (Interface Mundial) [Recurso Digital] / organizado por Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da Costa, Luiz da Silva Maia Neto e Neuder Wesley França da Silva. – 3. ed. – Recife: Even3 Publicações, 2021. 1 livro digital ISBN 978-65-5941-339-3 1. Saúde. 2. Meio-ambiente. 3. Biologia. I. Costa, Ana Carolina Messias de Souza Ferreira da (org). II. Maia Neto, Luiz da Silva (org). III. Silva, Neuder Wesley França da (org.). IV. Título. DEDICATÓRIA Dedicado aos congressistas do III Congresso Internacional de Saúde Única (Interface Mundial) online que escreveram cada capítulo deste livro. APRESENTAÇÃO O III Congresso Internacional de Saúde Única (Interface Mundial) tem o objetivo de alcançar diversos profissionais na área da saúde e Educação. Incluindo a Saúde humana, animal e o meio ambiente. Tem o mérito de acrescentar a comunidade científica mundial inovações por meio de publicações. O livro Internacional Saúde Única (Interface Mundial), terceira edição, traz capítulos composto por trabalhos de autores distribuídos no mundo inteiro. Reúne uma série de pesquisas comprometidas com a comunidade acadêmica, com o bem-estar humano, animal, além das interações com o meio ambiente e sua relação com a educação. Todos com relevância na ciência. Proporcionando uma leitura de qualidade para os demais autores ou leitores eventuais. Aproveitem cada obra científica exposta em capítulos e boa leitura! Jheniffer Milena Belo Ferreira1, Karen Monard Paiva Feitosa1, Luiza Raquel Tapajós Figueira1, Lais Kellen Barros Matos1, Tonny Cley Campos Leite2 1Universidade da Amazonia (UNAMA), Ananindeua -PA 2Instituto Federal de Pernambuco-campus Barreiros (IFPE), Barreiros-PE RESUMO A síndrome de Burnout, caracteriza-se como um distúrbio emocional e está relacionado à sobrecarga de atividades que geram um quadro clínico de estresse crônico. A pandemia da Coronavírus Disease 2019 (COVID-19), que se manifesta pela síndrome da insuficiência respiratória aguda grave, causada pelo SARS- CoV-2 (coronavírus), consiste em uma doença pouco conhecida, que ainda não apresenta tratamentos, protocolos e técnicas de cuidado, em conseguinte, vem demonstrando um percentual extraordinário e crescente de infectados devido a sua alta taxa de transmissão, e crescentes número de óbitos pelo mundo. Essa patologia, trouxe à tona as inúmeras fragilidades que o sistema de saúde apresenta, dentre elas, a falta recursos de saúde para o quantitativo de habitantes. Dessa forma, com o número de infectados pelo novo coronavírus crescendo de maneira rápida os leitos clínicos e de terapia intensiva foram sendo ocupados cada vez mais, em contrapartida, a sobrecarga de trabalho da equipe de saúde, principalmente da enfermagem cresceu no mesmo ritmo, devido à alta demanda de pacientes. Dessarte, este estudo apresenta a análise das formas que a pandemia influenciou para o desenvolvimento de quadros clínicos de síndrome de Burnout nos profissionais de enfermagem. PALAVRAS CHAVES: Enfermeiro; Síndrome de Burnout; Saúde Mental; COVID-19. Área Temática: Saúde mental INTRODUÇÃO A Enfermagem é a ciência e arte do cuidar, portanto uma ciência onde além da necessidade de compreender as patologias há a necessidade do cuidado ao ser humano como exigência básica e rotineira. A convivência num ambiente caracterizado pela presença de patologias e agentes patogênicos impares implicam em sofrimento aos pacientes e isto consequentemente afeta os profissionais destes lugares. Associados a isso encontram-se turnos de trabalho desgastantes, má condição de trabalho em alguns locais e o convívio diário neste contexto afeta diretamente a saúde física e mental desses profissionais e este excesso de estresse do dia a dia pode levar ao desenvolvimento de patologias (BARBOSA et al., 2020). O advento da pandemia e o consequente agravamento das condições anteriormente mencionadas resultou no agravamento do desgaste emocional e físico e isso somado ao ritmo de trabalho intenso e convívio com uma patologia praticamente desconhecida até pela área de saúde agravou e tornou mais evidente o acometimento dos trabalhadores da área por distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC), doenças somáticas e também pela Síndrome de Burnout (SB). Conhecida também como Síndrome do Esgotamento Físico, que é um distúrbio psíquico devido à exaustão do trabalhador, resultado de um estado de estresse crônico e grave acarretado pela sobrecarga desgastante de trabalho (SOARES et al., 2020). Em 2018 a International Stress Management Association (ISMA) fez uma pesquisa onde constatou que 72 % da população brasileira sofre de estresse e cerca de 32 %, ou seja aproximadamente 33 milhões de indivíduos sofrem de Síndrome de Burnout (ISMA, 2021). No ano de 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a SB como doença, devido aos índices crescentes de prevalência na comunidade profissional e a incluiu na Classificação Internacional de Doenças (CID) que entra em vigor em 1º de janeiro de 2022. Segundo dados do COFEN (2021) houve um aumento de 660 % no afastamento de enfermeiros em abril de 2020 por conta da exaustão da jornada de trabalho frente a pandemia. (AVINO, 2021) Estudos realizados em Belo Horizonte mostraram que dentre os profissionais de saúde mais afetados pela SB estão Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros, pois são os que lidam diária e diretamente com o COVID-19. E apesar das contratações há um número elevado de baixas de profissionais ocasionado pela infecção do COVID como também pelo esgotamento físico e mental proporcionado pelo contexto atual e isso impacta negativamente no desempenho destes profissionais (COFEN, 2020). Dessa forma, o ambiente de trabalho que era pra ser satisfatório, prazeroso e motivo de realização profissional, acaba se tornando desgastante e frustrante (NASCIMENTO et al., 2019). E também considerando que o conceito de saúde segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) é o bem estar físico, mental e social. Logo o excesso de trabalho num ambiente insalubre tem relação direta com o adoecimento destes profissionais, este adoecimentovai desde a infecção de COVID-19 até as doenças psiquiátricas do Sistema Nervoso Central e também a SB (BORGES et al., 2021). MÉTODOS Para atingir o objetivo da revisão integrativa da literatura disponível, caracterizou-se o estudo como uma pesquisa descritiva, qualitativa. Na pesquisa descritiva se “observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los’. A revisão integrativa da literatura é um método de pesquisa que tem a finalidade de reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre um determinado tema ou questão, de maneira sistemática e ordenada, contribuindo para o aprofundamento do conhecimento do tema investigado (MENDES; SIQUEIRA; GALVÃO, 2008). A primeira etapa desta pesquisa foi a definição do tipo de estudo que seria realizado e optou-se por uma Pesquisa Integrativa, selecionando-se o material disponível nas bases eletrônicas de dados e o tema que é analise da perspectiva do desenvolvimento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem que estão na linha de frente da pandemia do COVID-19, analisando os cuidados disponíveis, comparando-os e relacionando as melhores opções para serem utilizados no exercer da profissão. A segunda etapa foi a escolha dos descritores, estes foram estudados individualmente e conferido sua disposição no Descritores em Ciência da Saúde (DECS), tomando-se como descritores: Esgotamento psicológico e Enfermagem. Através da utilização dos descritores foi feito a busca eletrônica do material disponível, encontrando 91 documentos na base de dados do Portal Regional da Biblioteca Virtual de Saúde Brasil (BVS). Diante do grande número de documentos encontrados, foi realizada a aplicação dos critérios de inclusão e filtros para a seleção dos artigos com maior afinidade com o tema, estes foram: seleção das bases de dados redução de 7 ficando com 84 artigos selecionados, assuntos principais selecionados 75 antigos excluindo o tipo de estudo ficou 57, artigo com texto completo, em linguagem portuguesa brasileira entre os anos de 2017 a 2021 reduzindo o número de documentos para 22 artigos. A partir daí, realizou-se a leitura dos resumos para identificar aqueles que utilizaríamos para a análise do conteúdo, a extração das informações e a construção do nosso estudo. Selecionamos então 12 artigos para analisarmos o conteúdo completo com o propósito de alcançar os objetivos e avaliar os fatores decorrentes de danos mentais na rotina do enfermeiro frente a pandemia da covid 19, relacionados aos que estão na linha de frente do cuidado dos pacientes que são acometidos pela corona vírus. Para melhor compreensão dessa metodologia realizamos 3 organogramas com os dados sobre o processo de seleção dos artigos. 1) Etapas de seleção dos artigos nas bases selecionadas com a utilização dos descritores: Fonte: autores 2) Total de artigos nas bases de consulta: Fonte: autores 3) Fluxograma de como os artigos foram encontrados após os filtros: Fonte: autores RESULTADOS E DISCUSSÃO A partir do método empregado definiu-se a amostra final com 12 artigos que estão descritos na tabela 1 abaixo. Comparando as fontes dos artigos pode- se inferir que o maior número de artigos foi encontrado na base de dados LILACS (60 %) seguido de 20 % na MEDLINE e 20 % na BDENF. Todos os estudos selecionados foram realizados no Brasil e publicados nos anos de 2016 a 2021, nos idiomas português e inglês. Dentre os 12 artigos avaliados 4 descrevem especificamente os danos à saúde mental dos profissionais de enfermagem decorrentes da sua rotina desgastante, 4 artigos abordam fatores estressantes que envolvem inúmeros aspectos do ambiente de trabalho dos profissionais de enfermagem e são associados ao risco e desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Dois (2) artigos relacionam as condições de trabalho do enfermeiro aos danos a sua saúde, e por último 2 artigos descrevem o cotidiano dos enfermeiros e danos psíquicos adquiridos especificamente durante a pandemia da Covid-19. Tabela 1. Características dos artigos avaliados nesta revisão AUTORES ANO TÍTULO OBJETIVO ANSELMO, C.C. et al. 2020 Mental health of nursing in coping with COVID-19 at a regional university hospital Identificar a prevalência e fatores associados à ansiedade e depressão em profissionais de enfermagem que atuam no enfrentamento da COVID- 19 em hospital universitário. LOPES, C.J. et al. 2020 O impacto do trabalho para a saúde do profissional de enfermagem. Avaliar o impacto do trabalho na saúde dos profissionais de enfermagem BORGES, E.M.N. et al. 2021 Percepções e vivências de enfermeiros sobre o seu desemprenho na pandemia da COVID-19 descrever a percepção e vivências dos enfermeiros sobre o seu desempenho durante a pandemia da COVID-19. BARBOSA, D.J. et al. 2020 Fatores de estresse nos profissionais de enfermagem no combate à pandemia da COVID-19: síntese de Evidências identificar os principais efeitos psicológicos da pandemia da COVID- 19 nos profissionais de enfermagem; descrever os principais fatores Fonte: autores capazes de gerar estresse psicológico nos professionais de enfermagem; descrever as estratégias de coping para o combate ao estresse emocional. SOARES, S.G.C. et al. 2020 Relação entre condições de trabalho e saúde do enfermeiro emergencista caracterizar as condições de trabalho dos enfermeiros emergenci stas no cenário brasileiro e identificar como essas condições influenciam na saúde desses trabalhadores. SILVA, E.F. et al. 2019 Escalas aplicadas para avaliação de estresse do trabalhador de enfermagem no Brasil descrever escalas aplicadas para avaliação do estresse do trabalhador de enfermagem, no Brasil. CRUZ, S.P.L. et al. 2019 Fatores relacionados à probabilidade de sofrer problemas de saúde mental em profissionais de emergência avaliar a influência do burnout e das estratégias de enfrentamento utilizadas pelos profissionais de saúde do serviço de emergência hospitalar sobre o estado de saúde mental e determinar características sociodemográficas e laborais. FERNANDES, L.S. et al. 2018 Associação entre Síndrome de burnout, uso prejudicial de álcool e tabagismo na Enfermagem nas UTIs de um hospital universitário O artigo tem por objetivos verificar a presença da Síndrome de burnout entre profis sionais da área de Enfermagem, nas Unidades de Terapia Intensiva de um Hospital Universitário, e a existência de associação entre consumo de álcool e tabaco. MARTINEZ, M.C. et al. 2017 Estressores afetando a capacidade para o trabalho em diferentes grupos etários na Enfermagem: seguimento de 2 anos Estressores do trabalho afetam a capacidade para o trabalho (CT) e o aumento da idade associa-se ao envelhecimento funcional. NASCIMENTO, C.L.S. et al. 2019 Síndrome de burnout e fatores associados em enfermeiros intensivistas: uma revisão sistemática Analisar a produção científica sobre prevalência e fatores associados à Síndrome de Burnout em enfermeiros de unidade de terapia intensiva CAMPOS, J. et al. 2016 Burnout em Profissionais da Saúde Portugueses: Uma Análise a Nível Nacional Fazer uma análise a nível nacional do Burnout em profissionais de saúde portugueses. MEDEIROS, S.M. et al. 2019 Prevalence of stress and burnout syndrome in hospital nurses working in shifts Verificar o nível de estresse e a existência da síndrome de burnout em enfermeiros nos turnos diurno e noturno na área hospitalar O agravamento da saúde mental dos profissionais de saúde que estão diretamente ligados ao enfrentamento da Covid – 19 ganhou relevância principalmente pelo número de profissionais acometidos. Alguns motivos citados são a rotina de trabalho prolongadae cansativa, alta demanda de pacientes, poucos profissionais, falta de leitos, elevado índice de mortalidade e a falta de materiais específicos para realizar a assistência de uma forma correta (MEDEIROS et al, 2019). Desta forma, as condições de trabalho precárias dos profissionais de saúde têm sido evidenciadas atualmente uma vez que estão diretamente relacionadas ao adoecimento destes profissionais e isto somado a alta demanda de pacientes que necessitam de cuidados específicos e que conjuntamente com o baixo salário, falta de materiais e desvalorização da relevância da vida contribuem para o agravamento do quadro (CAMPOS et al., 2016). No levantamento de dados, cerca de 45 % dos profissionais que trabalham em UTI apresentam quadro de vulnerabilidade no desenvolvimento da síndrome de Burnout. Quanto a caracterização da amostra do estudo observou-se que dentre os profissionais avaliados mais de 90 % deles são da equipe de enfermagem, dentre eles estão os auxiliares de enfermagem, os técnicos e os próprios enfermeiros. Logo o perfil dos profissionais acometidos pela SB, é o mesmo perfil dos profissionais de enfermagem e que apresenta as características: gênero feminino, casado, turno de trabalho de 12 horas à 36 horas, fumantes e consumidores moderados de álcool (FERNANDES et al., 2018). O aumento abrupto dos casos de profissionais acometidos pela Síndrome de Burnout deu-se pelo esgotamento profissional já presente somado à amplificação da jornada de trabalho causada pelo aparecimento da pandemia de COVID-19, além do mais, os casos de histeria, estresse e doenças psicológicas não aumentaram somente nos profissionais da saúde e sim, na população em geral, uma vez que o medo do desconhecido com relação a uma patologia que não existia anteriormente causada por um vírus que pouco se conhecia a patogenia em humanos (LOPES et al, 2020). No caso dos trabalhadores de linha de frente, essa elevação de casos de depressão, prostração e estafa física e/ou mental está relacionado ao medo de contágio em decorrência da alta exposição, devido ao elevado risco de infecção em si e em seus familiares, mas existem fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento de tais transtornos, tais como: idade, qualidade de sono, más condições de trabalho, falta de comunicação, apoio e afins, pois devido ao cenário atual o foco tornou-se apenas a infecção causada pelo Sars-COV-2 e não os efeitos acarretados a saúde mental. Outro fator que fora evidenciado, é a prevalência da SB em profissionais do sexo feminino (90,7%), com idade entre 31 a 40 anos (46,5%), que atuam diariamente com pacientes graves e que precisem de cuidados intensivos (ANSELMO et al., 2020). A teoria do sistema imunológico comportamental demostra a relação das emoções negativas com a susceptibilidade a doenças, pois o prejuízo psicológico gera efeitos negativos como descontrole corporal com consequente déficit da imunidade, e a partir disso pode-se inferir que a saúde mental influencia diretamente na saúde física em relevante porcentagem (SILVA et al., 2019). A SB é uma síndrome caracterizada por esgotamento profissional, como consequência da sobrecarga emocional crônica que o trabalhador está exposto e que é resultante da exaustão emocional e despersonalização. Lembrando que a SB não é uma patologia relacionada especificamente ao indivíduo, mas sim ao ambiente de trabalho no qual o mesmo desempenha suas atividades, logo esta patologia normalmente acomete mais de um profissional de determinado ambiente e que isso deveria ser levado em conta pelo setor de Recusros Humanos (RH) bem como pelos gestores devido à severidade de suas consequências, tanto a nível individual como organizacional. (MARTINEZ et al., 2017) Os artigos avaliados demostraram que o enfermeiro como se encontra na linha de frente do enfretamento a pandemia é consequentemente quem está mais propenso a alterações psicológicas, e por isso deveria ser observado e assessorado para evitar seu adoecimento. A SB é apenas uma das consequências do quadro já descrito anteriormente, contudo como afeta toda a estrutura organizacional do ambiente hospitalar deveria ser avaliado com maior interesse pelos responsáveis pela gestão destas instituições uma vez que este profissional figura entre os mais relevantes no hospital (CRUZ et al., 2019). CONCLUSÃO A literatura médica aborda a mudança do cenário da situação atual de saúde pública, nota-se atualmente que as instituições de saúde prezam pelo investimento nas estruturas físicas dos ambientes hospitalares, pois isso, gera comentários positivos dos usuários, porém, é necessário também investir e oferecer boas condições de trabalho aos profissionais para o trabalho ocorrer de forma satisfatória e com isso proporcionar a população uma assistência eficaz. Reconhecendo que os enfermeiros são imprescindíveis na formulação, sistematização e implementação dos cuidados aos pacientes infectados pelo coronavírus, pois são eles que lidam de maneira direta e diária com os enfermos. Diante disso, estes os profissionais necessitam de apoio psicológico, bem como, condições favoráveis de trabalho, assistência tecnológica, materiais de proteção individuais e coletivos adequados. Portanto, cabe aos gestores promoverem melhores condições e apoio a essa classe que está na linha de frente ao enfrentamento da COVID-19, pois com o adoecimento destes profissionais a assistência será prejudicada, uma vez que já foi explicitado que a SB é uma síndrome que acomete vários indivíduos do mesmo setor e isso impacta de forma negativa nas ações de promoção e prevenção a saúde e acarretará maiores falhas no sistema, o que por sua vez ocasiona uma crise sanitária maior. REFERÊNCIAS ANSELMO, A. et al., Mental health of nursing in coping with COVID-19 at a regional university hospital. Revista Brasileira de Enfermagem. 2020; v.73 (Suppl 2):e20200434. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/ck98YrXKhsh6mhZ3RdB8ZVx/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 mai 2021 AVINO, Mariana. Estamos todos exaustos! Isma Brasil. Revista Viva saúde, edição n 209, abril/2021. Disponível em https://www.ismabrasil.com.br/ws/arquivos/vivasaude2021.pdf. BARBOSA, D. J. et al., Fatores de estresse nos profissionais de enfermagem no combate à pandemia da COVID-19: síntese de Evidências. Comunicação em Ciência da Saúde. v.31, p 31- 47, 2020. Disponível em: http://www.escs.edu.br/revistaccs/index.php/comunicacaoemcienciasdasaude/article/view/ 651/291. Acesso em: 05 jun 2021 BORGES, E. M. d. N. et al., Perceptions and experiences of nurses about their performance in the COVID-19 pandemic. Revista Rene. 2021; v.22:e60790. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/pdf/rene/v22/1517-3852-rene-22-e60790.pdf. Acesso em: 01 jun 2021 CAMPOS, J et al. Burnout em Profissionais da Saúde Portugueses: Uma Análise a Nível Nacional. Acta Medica Portuguesa. v.29 n.1 p.24-30, 2016 CRUZ, S. P. d. I. et al., Factors related to the probability of suffering mental health problems in emergency care professionals. Revista Latino-Americana Enfermagem. 2019; v.27:e3144. Disponível em: http://www.revenf.bvs.br/pdf/rlae/v27/1518-8345-rlae-27-e3144.pdf. Acesso em: 11 jun 2021 Enfermeiros e técnicos se contaminam 3 vezes mais do que médicos. COFEN, 2020. Disponível em: http://www.cofen.gov.br/covid-19-enfermeiros-e-tecnicos-se-contaminam-tres-vezes-mais- do-que-os-medicos_81271.html FERNANDES, S. L. S. et al., Associação entre Síndrome de burnout, uso prejudicial de álcool e tabagismo na Enfermagem nas UTIs de um hospital universitário. Revista Ciência & Saúde Coletiva. v. 23 n.1 p. 203-214, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Zgmw3RvWppqs3GNMmRZB5Bm/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 13 jun 2021 LOPES C. J. et al., The impact of work on the health of nursing professionals. Revista da Escola deEnfermagem da USP. 2020; v.54:e03584. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reeusp/a/79F9GyjDjM33tmpmP5stTjb/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 22 mai 2021 MARTINEZ, M. C. et al., Estressores afetando a capacidade para o trabalho em diferentes grupos etários na Enfermagem: seguimento de 2 anos. Revista Ciência & Saúde Coletiva. v. 22, n. 5, p. 1589-1600, 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/qCYdZCZWvm55KD66Vvkkb4c/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 13 jun 2021 MEDEIROS, S. M. et al. Prevalence of stress and burnout syndrome in hospital nurses working in shifts. Revista Mineira de Enfermagem. 2019; v.23: e-1232 MENDES, K. D. S. , SILVEIRA, R. C. C. , GALVÃO, C. M. Revisão Integrativa: Método de Pesquisa para a Incorporação de Evidências na Saúde em Enfermagem. Revista Texto e Contexto, Florianópolis. 2008; v.17 n.4 p.758-64 NASCIMENTO, C. L. S. et al. Síndrome de burnout e fatores associados em enfermeiros intensivistas: uma revisão sistemática. Revista Baiana de enfermagem. v.33: e28605, 2019 SILVA, E. F. et al., Escalas aplicadas para avaliação do estresse do trabalhador de enfermagem no Brasil. Nursing (São Paulo). v.22 n.259 p. 3412-3418, dez.2019. Disponível em: http://www.revistanursing.com.br/revistas/259/pg54.pdf. Acesso em: 11 jun 2021 SOARES, S. G. d. C. et al., Relação entre condições de trabalho e saúde do enfermeiro emergencista. Revista de Enfermagem e Atenção Saúde. v.9, n.2, p. 95-110, ago.-dez. 2020. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2021/01/1145804/relacao-entre-condicoes-de- trabalho.pdf. Acesso em: 05 jun 2021 Izaqueu Rodrigues da Silva1, Bruno Anderson de Morais1, José Vinicius Perminio Barbosa1, Luiza Raquel Tapajós Figueira2, Jheniffer Milena Belo Ferreira2, Jéssica Andréia Pereira Barbosa3, Amanda Reges de Sena1, Tonny Cley Campos Leite1. 1Instituto Federal de Pernambuco - Campus Barreiros (IFPE), 2Universidade da Amazônia (UNAMA), 3Faculdade de Ciências e Tecnologia e Turismo de Olinda (FACOTUR). RESUMO As plantas medicinais vêm sendo utilizadas com finalidades terapêuticas há milhares de anos. Seu uso popular foi propagado de geração em geração e descrito nas diversas farmacopéias. Bromelia laciniosa conhecida popularmente como macambira, é uma espécie endêmica e de ampla distribuição na Caatinga. Apresenta flores vistosas o que atraem vários visitantes florais e os seus frutos são dispersos por mamíferos de pequeno a médio porte. Apesar da família Bromeliaceae apresentar bastante representatividade de espécies no Brasil, ainda é pouco estudada química e farmacologicamente. Porém nos poucos estudos realizados, alguns compostos foram isolados e identificados, incluindo flavonoides. Neste sentido, o objetivo deste trabalho selecionar o melhor método para a extração de flavonoides das folhas da espécie Bromelia laciniosa. O material foi coletado em Serra Talhada, Pernambuco. As folhas foram separadas manualmente, lavadas e cortadas em pequenos pedaços. Uma parte foi destinada à produção da exsicata e identificação botânica. O material vegetal foi seco em estufa com temperatura controlada e renovação constante de ar e moído. Em seguida foram obtidos os extratos em diferentes polaridades utilizando três métodos extrativos (maceração exaustiva, ultrassom e o soxhlet) e três solventes (hexano, acetato de etila e metanólico). Em termos de rendimento o melhor binômio foi ultrassom e acetato de etila, já para o doseamento Soxhlet e acetato de etila. O processo de extração pelo método de Soxhlet mostrou-se como melhor alternativa uma vez que proporcionou maior conteúdo em flavonoides glicosilados. Palavras chaves: Macambira, Soxhlet, Substâncias polifenólicas. Area temática: Fitoterapia. INTRODUÇÃO As plantas medicinais vêm sendo utilizadas com finalidades terapêuticas há milhares de anos. Seu uso popular foi propagado de geração em geração e descrito nas diversas farmacopeias. A partir do desenvolvimento da química orgânica, tornou-se possível obter substâncias puras através do isolamento de princípios ativos de plantas (TUROLLA; NASCIMENTO, 2006). As plantas medicinais representam fator de grande importância para a manutenção das condições de saúde das pessoas. Além da comprovação da ação terapêutica de várias plantas utilizadas popularmente, a fitoterapia representa parte importante da cultura de um povo, sendo também parte de um saber utilizado e difundido pelas populações ao longo de várias gerações (TOMAZZONI; NEGRELLE; CENTA, 2006). Os estudos biotecnológicos e o melhoramento genético de plantas medicinais podem oferecer vantagens, uma vez que torna possível obter uniformidade e material de qualidade que são fundamentais para a eficácia e segurança (CALIXTO, 2000). A família Bromeliaceae vem ganhando destaque devido ao seu potencial biológico e isso tem levado a várias espécies a serem aproveitadas em fins fitoterápicos. Nativa dos trópicos americanos, essa família é habitualmente encontrada em regiões de climas áridos e secos, o que, evolutivamente, fez com que desenvolvessem características morfológicas que as tornassem capazes de reter água (SUÁREZ et al., 2020). O Brasil detém cerca de 40% do total de espécies da família conhecidas, sendo que dos 44 gêneros encontrados em território nacional, 20 são endêmicos. No Nordeste, a família Bromeliaceae encontra-se distribuída em 30 gêneros com 431 espécies, e no estado do Piauí podem ser encontrados 10 gêneros e 20 espécies, dentre os quais o gênero Bromelia e suas espécies como a Bromelia arenaria, Bromelia estevessi, Bromelia karatas e Bromelia laciniosa (FORZZA et al., 2014). Bromelia laciniosa Mart. ex. Schult. & Schult. f. (Bromeliaceae), conhecida popularmente como macambira, macambira-de-porco e macambira-de-cachorro é uma espécie endêmica e de ampla distribuição na Caatinga, sendo encontrada no sertão Nordestino, desde a Bahia ao Piauí. Apresenta flores vistosas que atraem vários visitantes florais e os seus frutos são dispersos por mamíferos de pequeno a médio porte. É uma planta herbácea, epífita acaule, folhas lineares lanceoladas, dispostas em roseta densa, com as margens eriçadas de espinhos fortes, inflorescência axilar, fruto cápsula tricarpelar e raízes finas (CAVALCANTI et al., 2000). Ademais, é aproveitada na alimentação dos animais ou até mesmo do homem, durante os longos períodos de seca (ANGELIN et al., 2007; CHAVES et al.; 2015; JACOB et al., 2020). A fitoquímica da família Bromeliaceae distingue-se pela presença de triterpenoides e flavonoides. Outras classes de compostos, tais como esteróis, diterpenos, derivados de ácido cinâmico, gliceróis substituídos, lignanos e compostos contendo azoto, entre outros, também foram identificadas nesta família, embora numa medida mais limitada. Embora tenha um grande número de espécies, um número reduzido foi avaliado no que diz respeito à sua composição química (MANETTI et al., 2009; OLIVEIRA-JÚNIOR et al., 2014). A presença de diterpenos e flavonoides já foi relatada em Bromelia pinguin (RAFFAUF et al., 1981) e flavonoides já foram identificados em folhas de Bromelia karatas (WILLIAMS et al., 1978). Já a presença de flavonoide em folhas de Bromelia laciniosa foi relatada pela primeira vez por Oliveira-Júnior et al (2014). Os autores isolaram e caracterizaram a estrutura química de 5,7-diidroxi-3,3’,4’- trimetoxiflavona em extrato etanólico. Chaves et al. (2015) também avaliaram o conteúdo de flavonoides em folhas de Bromelia laciniosa. Segundo Coutinho, Muzitano e Costa (2009) os flavonoides são distribuídos pelo reino vegetal e são famosos por fazerem parte do grupo de substâncias polifenólicas e por suas notáveis e diversificadas ações biológicas. A partir do exposto este trabalho teve como objetivo selecionar o melhor método para a extração de flavonoides a partir da espécie Bromelia laciniosa.METODOLOGIA Material vegetal. A macambira (Bromelia laciniosa Mart. ex. Schult. & Schult. f.) foi coletada em Serra Talhada, Pernambuco. As partes aéreas foram avaliadas, sendo estas separadas manualmente, lavadas e cortadas em pequenos pedaços. Uma parte foi destinada à identificação botânica e produção da exsicata, a qual foi identificada e armazenada no Herbário da UFPE com o número 81.238. As folhas da macambira foram secas em estufa com temperatura controlada (50ºC) por 72 horas e moídas em moinho de facas (tipo Wiley). Métodos extrativos utilizados para a obtenção dos extratos Os métodos utilizados foram: a maceração exaustiva, ultrassom e Sohxlet. Na maceração exaustiva foram utilizados 1000 mL do solvente em contato com 100 g de planta seca, a qual foi moída em temperatura ambiente e armazenada ao abrigo da luz. Após 3 dias o material foi filtrado e o líquido obtido foi rotoevaporado. O solvente recuperado após a rotoevaporação foi reutilizado, sendo posto novamente em contato com o material vegetal. A amostra líquida obtida foi levada a estufa para secagem e posterior pesagem para cálculo do rendimento. Repetiu-se este procedimento por 3 vezes para cada solvente, seguindo a ordem hexano (mais apolar), acetato de etila (AcOEt-média polaridade) e metanol (MeOH-mais polar). A maceração exaustiva permite garantir o esgotamento da capacidade de extração do solvente. No extrator de ultrassom utilizou-se 100 g da planta seca e 300 mL de cada solvente, onde os mesmos permaneceram em contato por 60 minutos, a 40 °C. Em seguida, houve a filtração e a rotoevaporação da amostra para a sua separação. A amostra depois de separada foi levada a estufa para secagem e posterior pesagem. Logo após, ao sólido filtrado foi adicionado novo solvente nas mesmas condições, seguindo a ordem: hexano, acetato de etila e metanol. Para a extração total foram gastos 180 minutos. Para o método de Soxhlet também foram utilizados 100 g da planta seca e 300 mL de solvente, no entanto não teve tempo pré-definido. O material (vegetal e solvente) permaneceu em contato até que o solvente não fosse mais capaz de extrair mais compostos, sendo visualizado pela coloração do líquido extraído (transparente). A partir de então, novo solvente foi adicionado, seguindo a ordem: hexano, acetato de etila e metanol. A temperatura de extração foi mantida a 100 °C para todos os solventes. Determinação do teor de flavonoides totais Esta quantificação foi realizada segundo Barroso et al. (2011). Em um tubo de ensaio adicionou-se 1 mL de extrato na concentração de 10 µg/mL, 4 mL de água destilada e 300 µL de nitrito de sódio (NaNO2) a 25 % (p/v). Após 5 minutos foram adicionados 300 µL de AlCl3 a 10 % (p/v), após 1 minuto foi adicionado 2 mL de solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 1 mol/L e 2,4 mL de água destilada. Após agitação as absorbâncias foram lidas a 510 nm. As análises foram realizadas em triplicata e o teor de flavonoides totais foi determinado por interpolação da absorbância das amostras contra uma curva de calibração. A curva do padrão foi preparada com a solução padrão de rutina nas contrações de (50, 250, 300, 400 e 500 µg/mL), seguindo os passos anteriormente citados. O teor de flavonoides totais foi expresso como miligramas equivalentes de rutina por grama da amostra (mg ER/g). Análise estatística Após obtenção dos resultados, os mesmos passaram por uma comparação de médias pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade através do programa Sistema de Análise de Variância (SISVAR) (FERREIRA, 2011). RESULTADOS E DISCUSSÃO Obtenção dos extratos A tabela 1 apresenta para cada método extrativo, a massa final obtida do extrato e sua porcentagem relacionada à massa da planta utilizada para os respectivos solventes. A partir da Tabela 1 pode-se verificar que, para o extrato hexânico, o método extrativo com maior rendimento foi o Soxhlet, para o acetato de etila foi o obtido por ultrassom e para o metanólico não houve diferença estatisticamente significativa, segundo o nível de significância adotado. Avaliando somente o rendimento, verificou-se que a extração por ultrassom utilizando o acetato de etila foi estatisticamente superior aos demais. Tabela 1:Resultado das extrações utilizando B. laciniosa Método extrativo Hex AcOEt MeOH Maceração Exaustiva 4,20 g/4,20% c D 4,22 g/4,22% c D 6,36 g/6,36% a C Ultrassom 6,37 g/6,37% b C 7,23 g/7,23% a A 6,37 g/6,37% a C Soxhlet 6,42 g/6,42% a B 6,40 g/6,40% b C 6,37 g/6,37% a C Fonte: Autoria própria; g: gramas; Hex: hexano; AcOEt: acetato de etila; MeOH: metanol. Médias seguidas por letras minúsculas e maiúsculas (distintas) na vertical e horizontal, respectivamente, diferem entre si ao nível de 5 % de probabilidade pelo Teste de Tukey. Vale ressaltar que as características químicas do solvente e a estrutura, e composição do produto natural asseguram que cada sistema material-solvente mostra comportamento pelicular, contudo o resultado é coerente com a literatura relacionada uma vez que o ultrassom é uma técnica de extração considerada eficaz e ecológica uma vez que necessita de pouco tempo para extração bem como menor quantidade de solvente necessário para a mesma em comparação aos métodos tradicionais de extração como a maceração (PINELO et al., 2004). Doseamento dos flavonoides totais Na tabela 2, a seguir, estão expressos os resultados dos doseamentos de flavonoides dos extratos acetato de etila e metanol da B. laciniosa pelos diferentes métodos. O extrato hexânico foi doseado, contudo, a concentração obtida foi menor que o mínimo considerado válido para este tipo de análise e por isso o mesmo não foi considerado nesta comparação. A partir dos resultados obtidos foi possível inferir que usando o acetato de etila, a extração de flavonoides foi estatisticamente superior após a utilização do método de Soxhlet. Tabela 2: Doseamentos de flavonoides totais da B. laciniosa Método extrativo AcOEt MeOH Maceração Exaustiva 209,25 b B 154,25 a C Ultrassom 139,25 c F 141,36 c E Soxhlet 309,25 a A 146,75 b D Fonte: Autoria própria; AcOEt: acetato de etila; MeOH: metanol; mg ER/g: miligrama equivalente a rutina por grama de amostra. Médias seguidas por letras minúsculas e maiúsculas (distintas) na vertical e horizontal, respectivamente, diferem entre si ao nível de 5 % de probabilidade pelo Teste de Tukey. Ao utilizar o metanol como solvente, a maceração extrativa proporcionou maior conteúdo em flavonoides totais, quando comparado aos demais métodos. Avaliando somente o doseamento do composto de interesse verificou-se que o Soxhlet, após utilizar acetato de etila, foi estatisticamente superior em relação aos demais. O uso da temperatura como um fator que melhora a extração de compostos fenólicos, em especial os flavonoides, tem sido amplamente descrito na literatura (AZAHAR et al., 2017; BASSANI et al., 2014; LIU et al., 2015). Segundo Kraujalis et al. (2015), por se tratar de um derivado glicosilado, é natural que a rutina seja mais facilmente extraída em temperaturas elevadas. Tal fato embasa os resultados obtidos neste trabalho. CONCLUSÃO Embora o tempo e rendimento sejam fundamentais na escolha do método extrativo, a definição do composto de interesse também é de extrema importância. Como foi verificado, o melhor rendimento foi obtido por meio da extração com ultrassom. No entanto, para a determinação de flavonoides este método foi o que proporcionou o menor conteúdo destes compostos. Diante deste quadro, o processo de extração pelo método de Soxhlet mostrou-se como melhor alternativa. A partir desses resultados será possível realizar estudos posteriores que visem à otimização do processo extrativo de flavonoides de Bromelia laciniosa baseado no composto de interesse. REFERÊNCIAS ANGELIN, A.E.S.;MORAES, J.P.S.; SILVA, J.A.B.; GERVÁSIO, R.C.R. Germinação e Aspectos Morfológicos de Plantas de Macambira (Bromelia laciniosa), encontradas na Região do vale do São Francisco. Revista Brasileira de Biociência, v. 5, supl. 2, p. 1065-1067. 2007. AZAHAR, N. F.; GANI, S. S. A.; MOKHTAR, N. F. M. Optimization of phenolics and favonoids extraction conditions of Curcuma Zedoaria leaves using response surface methodology. Chemistry Central Journal, v. 11, P. 1-10, 2017. BASSANI, D. C.; NUNES, D. S.; GRANATO, D. Optimization of Phenolics and Flavonoids Extraction Conditions and Antioxidant Activity of Roasted Yerba- Mate Leaves (Ilex paraguariensis A. St.-Hil., Aquifoliaceae) using Response Surface Methodology. Anais da Academia Brasileira de Ciências, v. 86, P. 923- 933, 2014. 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Ana Paula Dos Santos Gonçalves , Luiza Raquel Tapajós Figueira2, Juliane Dos santos Luz2, Jheniffer Milena Belo Ferreira2, Leandra Nogueira Barbosa 2, Jéssica Andréia Pereira Barbosa³, Tonny Cley Campos Leite4 1Faculdade de ensino Superior Agreste Paraibano (EESAP), Guarariba – PE 2Universidade da Amazonia (UNAMA), Ananindeua -PA 3Faculdade de Ciências e Tecnologia e Turismo de Olinda (FACOTUR), Recife - PE 4Instituto Federal de Pernambuco-campus Barreiros (IFPE), Barreiros - PE RESUMO Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) as Doenças Cardiovasculares (DCV’s) são responsáveis por um relevante quantitativo de mortalidade no mundo. Podendo ser acarretado por histórico familiar ou de fatores associados como sedentarismo, hábitos alimentares inadequados, idade elevada, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, estresse e uso de bebidas alcoólicas. Nesse contexto de DCV’s, dentre todas as doenças que podem causar danos à saúde mundial, o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) destaca-se, pois é uma das principais doenças cardiovasculares, com alto índice de mortalidade para adultos. Em 2011, 12 milhões de pessoas (2,4 %) de pessoas acometidas pela doença, de um total de 20 milhões (100 %) vieram a óbito. Considerando uma ameaça para a vida humana pois, sua patogenia envolve fluxo sanguíneo reduzido para o coração, fazendo com que os nutrientes e oxigênio não cheguem nas células cardíacas, induzindo as células a entrarem em estado progressivo de necrose (morte celular). Dessa maneira, esse estudo evidencia os fatores de risco que ocasionam o IAM diferenciando entre os gêneros masculino e feminino encontrados na literatura mostraram que há fatores diferentes em relação à sintomatologia do IAM e que pessoas do sexo feminino apresentam sintomas diferenciados quando comparadas ao sexo masculino. Também foram enfatizando fatores psicológicos, como depressão e ansiedade, como fortes preditores de IAM. Contudo, os profissionais devem ser qualificar para que haja um atendimento seguro e eficaz assim evitando que o quadro não se agrave, levando à morte. Palavras chaves: Fatores de risco; Infarto agudo do miocárdio; Manifestações clinicas. Area temática: Clinica Medica INTRODUÇÃO Considerado um dos principais problemas de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento a Isquemia Cardíaca (IC) ou Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das doenças cardiovasculares (DCV) mais prevalentes no mundo e com maior índice de mortalidade em adultos (CARDOSO. et al 2020). É caracterizada pelo grupo de doenças sintomatológicas de mialgia torácica, mais conhecida como “dor no peito” (MIRANDA, RAMPELLOTI, 2019). O IAM se apresenta como uma ameaça a vida humana, já que a prevalência de obitos associados a este evento é considerada pela literatura médica extremamente elevada. Essa patologia se caracteriza através da diminuição do fluxo sanguíneo que chega no coração, dessa forma, o oxigênio e os demais nutrientes não chegam de forma adequada as células cardíacas e isto resulta na necrose progressiva do tecido o que impossibilita o mesmo de realizar sua função fisiológica. No Brasil, o IAM é a causa mais frequente de morte, com 25% a 30% da mortalidade para ambos os sexos (MALHEIROS et al, 2021). Existem fatores de risco que aumentam a probabilidade de ocorrer o infarto agudo do miocárdio, os que mais se destacam são; sedentarismo, idade elevada, uso de bebidas alcoólicas, tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, diabetes e estresse (MALDONADO, 2018). Levando em consideração o alto índice de mortalidade causado peloIAM, o presente trabalho tem como objetivo, evidenciar os fatores de riscos que ocasionam o infarto agudo do miocárdio, bem como o diferencial entre os sexos masculino e femenino. MÉTODOS O presente estudo se caracteriza como uma revisão integrativa, um método que estabelece uma sintetização de diferentes estudos, estabelecido por meio de um protocolo de pesquisa elaborado (PAZ et al, 2019). Utilizou-se neste estudo três etapas: 1) seleção da pergunta de pesquisa para elaboração da revisão integrativa; 2) estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão para o estudo; 3) avaliação das informações obtidas. Na primeira etapa os estudos foram identificados e classificados a partir de buscas nos seguintes bancos de dados: Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e da Literatura Latino- Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e os descritores: Doenças Cardiovasculares, Comportamento Sedentário, Agravação em Homeopatia e Hipertensão, através do operador booleano AND. A pesquisa foi elaborada aplicando o método cujo o acrônimo é o PICOT que significa de forma livre para tradução população, intervenção, comparação, resultados/desfecho (outcomes) e tipo de estudos, assim podendo destacar os elementos centrais da pesquisa, ficando nesse sentido “população” mulheres e homens com probabilidades ambientais a desenvolver o IAM, “intervenção” métodos profiláticos de evitar a ocorrência do IAM, “comparador” seriam os sexos masculino e feminino, “desfecho” é a probabilidade de que com a prevenção não ocorra o IAM e o “tipo de estudo” que é o transversal, pois, a análise e avaliação é obtida através da observação sem a interação com a população da amostragem. Foram estabelecidos os seguintes critérios de inclusão: todos os artigos disponibilizados na íntegra de qualquer categoria (revisão de literatura, relato de experiência, reflexão original, estudo de caso, teses e dissertações), publicados nos idiomas português, inglês ou espanhol, entre os anos 2017 e 2021. Os critérios de exclusão: os estudos científicos que não vão de encontro com os critérios de inclusão posteriormente mencionados. Em um primeiro momento todos os títulos foram lidos e em seguida apenas aqueles que melhor se enquadraram foram utilizados. Posteriormente foram selecionados 16 artigos que se adequaram à proposta desta investigação (Figura 1). Figura 1- Mostra a síntese dos artigos encontrados nas bases de dados analisadas. Fonte: autores,2021 RESULTADOS E DISCUSSÕES Com relação ao ano de publicação dos artigos utilizados, o gráfico abaixo explicita a porcentagem de artigos por ano do intervalo de estudo. Em 2017 foi publicado um artigo (6,25 %); três em 2018 (18,75 %); quatro em 2019 (25 %); cinco em 2020 (31,25 %); e três em 2021 (18,75 %) (gráfico 1), notando-se o maior nível de publicação em 2020. com relação ao idioma a língua inglesa prevaleceu nos artigos utilizados perfazendo aproximadamente 70 % dos mesmos, o que pode ser atribuído a publicação deles em periódicos internacionais. Dos métodos utilizados destaca-se um estudo de revisão integrativa (6,25 %); um relato de caso (6,25%) oito transversais, descritivos, quantitativo (50%); quatro retrospectivas (18,75%); quatro prospectivos (18,75%) onde dos 16 artigos destacou-se com maior percentual o método transversal, descritivo, quantitativo. Em relação às plataformas de indexadores constatou-se que o maior percentual de artigos selecionados foram na SciELO com 56,25 %. A seleção dos estudos se deu pelos anos de publicação, autores, título, base de dados, tipologia metodológicas e objetivos, expostos na tabela 1. Tabela 1. Apresentação dos artigos inclusos na revisão integrativa. Ano Autor Titulo/Base de dados Tipo metodológico Objetivo 2017 SANDERS Atrasos no atendimento em pacientes com sinais e sintomas de infarto agudo do miocárdio. (PUBMEDE ). Estudo retrospectivo Investigar o atraso do atendimento a pacientes com IAM. 2018 MICHELSEN et al. Reabilitação cardíaca sob medida conduzida por enfermeira após infarto do miocárdio resulta em melhor controle dos fatores de risco em um ano em comparação com o tratamento tradicional: um estudo observacional retrospectivo. (PUBMED). Estudo retrospectivo Avaliação da reabilitação cardíaca individualizada no IAM. 2018 SERPYTIS et al. Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão Estudo descritivo, quantitativo. Avaliação dos níveis de depressão e após Infarto Agudo do Miocárdio. (SciELO). ansiedade em pacientes com IAM. 2018 MALDONADO et al Perfil epidemiológico e avaliações de enfermagem em pacientes com infarto agudo do miocárdio tratado com inibidores da glicoproteína IIB IIIA em Sanatorio Allende. (LILACS). Estudo retrospectivo. Determinar o perfil epidemiológico da população indicada para tratamento com Tirofiban no (IAM). 2019 MIRANDA et al Incidência da queixa de dor torácica como sintoma de infarto agudo do miocárdio em uma unidade de pronto- atendimento.(SciELO). Estudo descritivo, quantitativo. Identificar a incidência de dor torácica confirmada IAM em uma unidade de pronto- atendimento do município de Joinville. 2019 PAZ et al Sistemas de cuidados à saúde de pessoas com infarto do miocárdio: revisão da literatura. ( SciELO) Estudo revisão integrativa. identificar na literatura de enfermagem os sistemas de cuidados à saúde utilizados pelas pessoas com IAM. 2019 DZUBUR et al Comparação de pacientes com IAM de acordo com a idade. (LILACS). Estudo prospectivo. Investigar a associação da idade com a presença de fatores de risco em pacientes com IAM.1 2019 WANG et al Influência de SNPs rs1746048 em manifestações clínicas e incidência de infarto agudo do miocárdio na população de Guangxi Han. (PUBMED). Estudo quantitativo. Avaliar se os SNPs rs1746048 e sua interação com fatores ambientais estavam relacionados à suscetibilidade, aos fatores de risco e às características clínicas do IAM nesta população. 111 ok 2020 ALVES et al Hospitalização por Infarto Agudo do Miocárdio: Um Registro de Base Populacional. (SciELO). Estudo prospectivo. Descrever incidência, manejo terapêutico, desfechos clínicos hospitalares e eventos cardiovasculares do primeiro ano de seguimento dos indivíduos hospitalizados por STEMI. 2020 CARDOSO et al Caracterização clínica e epidemiológica do infarto agudo do miocárdio inferior estendido ao ventrículo direito em Ciego de Ávila. (SciELO). Estudo descritivo, Estudo descritivo, transversal. Descrever as características clínicas epidemiológicas de pacientes com infarto agudo do miocárdio inferior com extensão para ventrículo direito. 2020 SILVEIRA et al Infarto Agudo do Miocárdio como Primeira Manifestação da Policitemia Vera. ( SciELO). Estudo relato de caso Identiicar a Primeira Manifestação da Policitemia Vera no IAM. 2020 SÁ et al Crença sobre as causas do infarto agudo do miocárdio. (SciELO). Estudo quantitativo. Examinar as crenças sobre as causas do infarto agudo do miocárdio (IAM) de pessoas com e sem a doença. 2020 RODRÍGUEZ et al Prevalência de sintomas depressivos em pacientes hospitalizados por síndrome coronariana aguda e fatores associados. (SciELO). Estudo transversal, descritivo. Avaliar a presença de sintomas depressivos em pacientes admitidos por síndrome coronariana aguda com supradesnivelamento de ST persistente de risco moderado ou alto tratados com cateterismo coronário. Identificar associações entre a presença de sintomas e variáveis sociodemográficas. 2021 MALHEIROS et al Carga horária de enfermagemaplicada ao paciente com infarto agudo do miocárdio. (LILACS). Estudo descritivo, quantitativo. Identificar a Carga Horaria de enfermagem aplicada ao Infarto agudo do Miocárdio, de acordo com a classificação de Killip 2021 GEORGE et al O gênero se divide nos perfis clínicos de pacientes com infarto agudo do miocárdio em um centro de atendimento terciário no sul da Índia. (LILACS). Estudo transversal, Identificação de diferenças baseadas no gênero em fatores de risco, manifestações clínicas e achados de angiografia coronariana em pacientes que apresentam IM. 2021 SILVA et al Avaliação do Seguimento de 1 Ano dos Pacientes Incluídos no Registro da Prática Clínica em Pacientes de Alto Risco Cardiovascular (REACT). (SciELO). Estudo prospectivo Descrição no acompanhamento de 12 meses da utilização de terapias baseadas em evidência e da ocorrência de desfechos cardiovasculares maiores e seus principais preditores em um registro brasileiro multicêntrico de pacientes de alto risco cardiovascular. Fonte: autores, 2021 Os artigos incluídos na revisão, a partir dos critérios definidos anteriormente demonstraram que no geral além dos mesmos apresentarem informações sobre a patologia IAM também relacionam a mesma com os fatores de risco de acordo com a sua peculiaridade. Estes trabalhos demonstram fatores diferentes na sintomatologia do IAM, mesmo a dor no peito sendo considerada um sintoma padrão para homens e mulheres, pessoas do sexo feminino apresentam outros sintomas diferenciados como: dispneia, náuseas, tontura, sudorese e dor nas costas. E por isso também, em geral, as mulheres buscam a unidade de saúde anteriormente quando comparadas aos homens e logo tem menor taxa de letalidade comparando os sexos (GEORGE et al, 2021). Os potenciais de risco relacionados ao IAM são bem comuns e estão em sua grande maioria relacionados a fatores ambientais como, obesidade, tabagismo, ingestão excessiva de álcool, sedentarismo, pressão alta, dieta desbalanceada, diabetes e colesterol alto (WANG, 2019). Ademais existem também os fatores de risco relacionados aos parâmetros biológicos, como idade, raça e sexo, assim como também, fatores psicológicos como ansiedade e depressão (SERPYTIS et al, 2018) Pacientes com problemas cardiovasculares que possuem ansiedade e depressão possuem mais probabilidade de evoluírem para um quadro grave e os riscos para mulheres são neste caso mais relevantes se comparados aos homens. Estudos semelhantes mostram que a depressão é um fator que influencia o aparecimento do infarto agudo do miocárdio, a longo prazo, após crises constantes, onde o mesmo prevalece com porcentagem alta em mulheres (RODRIGUEZ, CUESTA, 2020). Entretanto a faixa etária mais afetada pelo IAM vai de 61-70 anos com 34,8 % e 71-80 anos com 23,2 % de óbitos, abaixo de 49 anos os índices de probabilidade de o sexo feminino ter um IAM são extremamente baixos, por outro lado nesta coorte (< 49 anos) homens são os mais afetados com 60,8 %. Os estudos também mostram que pessoas com idade superior a 65 anos tem o risco maior de doenças cardiovasculares como o IAM. Este grupo corresponde aos que mais foram hospitalizados com doenças cardiovasculares se comparados aos demais extratos de idade (ALVES, 2020). Segundo a literatura referente os pacientes masculinos demoram mais para procurar o atendimento médico e isso provavelmente se dá pela ausência de sintomas pré-existentes o que faz com que esta patologia seja considerada assintomática e isso aumenta muito seu risco de letalidade envolvido (MALDONADO, 2018) Outros fatores também contribuem na produção de maiores agravos ao paciente com IAM. São eles a dificuldade no reconhecimento do quadro pelos enfermeiros responsáveis pela triagem dos pacientes, principalmente quando estes levam em conta apenas a idade e a sintomatologia do desconforto torácico, tornando muitas vezes o atendimento tardio e levando a complicações no quadro destes pacientes (SANDERS, et al 2017) O artigo de Silveira et al. (2020) demonstra que a variabilidade pessoal pode influenciar na sintomatologia padrão do IAM, assim como a presença de um ou mais fatores de risco também alteram a sintomatologia básica e os diversos contextos consequentes. São fatores que alteram de forma relevante a sintomatologia do IAM, os problemas cardíacos como a hipertensão, fatores ligados ao colesterol e triglicerídeos, nível de glicemia, função renal e genética familiar. Diante disso, é fundamental que os profissionais de saúde tenham cada vez mais recursos especializados e capacitação para atuar na assistência ao paciente com IAM, para que ocorra um melhor reconhecimento do quadro e como consequência um melhor prognóstico a este paciente (PAZ, 2019). Os artigos listados neste trabalho enfatizam que um bom acompanhamento do setor de enfermagem no ambiente hospitalar na reabilitação pós IAM diminui as chances de um novo evento negativo e de um novo episódio de IAM (ALVES, POLANCZYK, 2020). CONCLUSÕES Ao final deste trabalho os artigos pesquisados demonstraram um novo aspecto com relação à sintomatologia do IAM, pois é relevante que a angina é considerada o sintoma padrão, contudo outros sintomas menos específicos estão presentes de forma variada entre os sexos e as idades dos pacientes. É notorio reconhecer também que a sintomatologia é mais claramente identificada nas mulheres que normalmente apresentam dispneia, náuseas, vômitos, tontura, sudorese e dor nas costas. Com relação aos fatores de riscos, os relacionados ao hábito de vida se destacam sobre os demais na ocorrencia do IAM, são eles a obesidade, o tabagismo, a ingestão elevada de álcool e drogas ilicitas, o sedentarismo, a hipertensão, a dieta não balanceada. Além do estilo de vida o aspecto psicologico do paciente também vêm demonstrando influencia na prevalência de IAM, patologias como a ansiedade e suas complicações bem como a depressão aumentam muito a prevalencia de IAM nestes pacientes quando comparados aos demais que não apresentam nenhuma patologia do Sistema Nervoso Central (SNC). Evidenciou-se também que os pacientes do sexo feminino por apresentarem um quadro de sintomas mais complexo buscam atendimento precoce, diferentemente dos pacientes masculinos que por este e ooutros motivos busca a assistência tardiamente e por consequencia resulta no agravamento do caso na maioria das vezes. Outro aspecto relevante evidenciado nos artigos relaciona a falta de atenção dos profissionais responsáveis pela triagem inicial e cuidado no reconhecimento da sintomatologia pré existente e um agravamento do caso resultante da assistencia tardia. Isto se deve entre outros fatores ao excesso de carga horaria dos profissionais que prestam assistência a pacientes com IAM bem como o numero elevado de pacientes que estes profissionais tem que atender durante o seu turno. REFERÊNCIAS ALVES, L.; POLANCZYK, C. A. Hospitalização por infarto agudo do miocárdio. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 916-924, 2020. CARDOSO, A.A. et al. Caracterización clínico epidemiológica del infarto agudo del miocardio inferior extendido a ventrículo derecho em Ciego de Ávila. Gaceta Médica Espirituana, v.22, n.2, p.61-71, 2020. DZUBUR, A; GACIC, E; MEKIC, M. Comparison of Patients with Acute Myocardial Infarction According to Age. Medical Archives, v. 73, n. 1, p. 23-27, 2019. D’ SOUZA, E. An Overview and Awareness of Acute Coronary Syndrome Based on Risk Factores, Early clinical Assessment Tools, and Improving Clinical Outcomes. Journal of Doctoral Nursing Practice, v. 12, n. 1, p. 125-131, 2019. 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