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Pseudo-individuação (Telenovelas) A psicóloga Severiano (2001) em sua análise sobre a pseudo-individuação e homogeneização na cultura do consumo, aponta que a “pseudo-individuação é definida como um processo que implica uma suposta diferenciação do indivíduo, tendo por base a eleição, pretensamente livre de estilos de consumo, já previamente estandardizados e articulados pela lógica do mercado.” expõe também que “está relacionada a propagandas que associam a aquisição de uma personalidade individualizada, diferenciada e única/ou se referem ao objeto de consumo como se ele estivesse sido produzido “especialmente para você” (Severiano, 2001). Adorno e Horkheimer criticaram essa forma de produção e indicaram que indústria cultural gera uma “[...] falsa identidade do universal e do particular [...]” (ADORNO E HORKHEIMER, 1944/1991, p. 114), do indivíduo e da sociedade, na qual nada lhe é negado, a não ser a própria liberdade de não consumir. Ou seja, a massa consumidora é sucessivamente persuadida pela mídia devido ao grande poder de influência que ela tem sobre a vida das pessoas. Ao analisar as indústrias culturais possui inúmeros artifícios como a geração de ídolos e celebridades. Na teledramaturgia o princípio é a acumulação de audiência, ou seja, é uma produção comercial que padroniza tudo em apenas mercadoria e diminui a subjetividade. Nota-se que elas passam a idéia de que os personagens são exclusivos e diferentes, pois a aparência de individualidade é interessante para fortificar a ideologia e encobrir o método de uniformização da cultura. Para vender, a teledramaturgia tem que buscar sempre apresentar algo que seja diferente da outra novela, dando um ar de novidade aos seus produtos, agindo no sentido de massificar e impedir a emancipação do pensamento. No caso das novelas estudadas, observa-se que a autora Gloria Pérez abordou histórias de amor e a influência da cultura nesta união, tais como o romance de Jade a Lucas (O Clone), e de maya e Raj (Caminho das Índias). tange aos comportamentos, as expressões utilizadas nas novelas viraram bordões na sociedade. Com destaque a Caminho das Índias, a autora Glória Pérez propôs introduzir o vocabulário indiano na novela para diferenciá-la das demais produções e contagiar o público, se fazendo presente em diálogos cotidianos de muitas pessoas. Principais expressões híndis dos personagens e seu significado em português retirados do Site Memória Globo, onde contém várias informações relevantes sobre a novela: Namastê: “O deus que habita em mim, saúda o deus que habita em você” Are baba: “Poxa”, “ó Deus”, “ah não”! Didi “Irmã” Baldi: “Pai” Mamadi: “Mãe” Atchá: “Satisfação” Algumas dessas expressões ainda se encontram presentes na memória coletiva de muitos que assistiram a trama. E, outro um elemento revelador é a freqüência com que com as pessoas relacionam a cultura indiana com a telenovela. Suas narrativas, imagens, símbolos funcionam como elemento de articulação da opinião pública por meio de notas e reportagens de jornais, revistas, programas televisivos, até sites de internet.