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Microbiologia Aplicada à Enfermagem Responsável pelo Conteúdo: Prof.ª Dr.ª Viviane Rodrigues Esperandim Sampaio Revisão Textual: Prof. Me. Luciano Vieira Francisco Revisão Técnica: Prof. Dr. Julio Cesar Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos • Compreender a fisiologia, reprodução e a nutrição das estruturas bacterianas; • Conhecer os principais métodos de controle de crescimento de microrganismos como esteri- lização, desinfecção e antissepsia; • Compreender as infecções dos sistemas respiratório, genito-urinário, digestório e sistêmicas. OBJETIVOS DE APRENDIZADO • Metabolismo Bacteriano; • Crescimento Bacteriano; • Meios de Cultura; • Crescimento de Cultura Bacteriana; • Controle de Microrganismos; • Antibióticos; • Doenças Humanas Causadas por Microrganismos. UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Metabolismo Bacteriano Importante! Além de conhecer a estrutura das bactérias é fundamental saber o que atribui a estes microrganismos a capacidade de se desenvolverem. As bactérias podem realizar proces- sos bioquímicos diferentes dos organismos eucarióticos, como se alimentar de celulose ou reciclar elementos depois que outros já o utilizaram. Nesta Unidade aprenderemos um pouco mais sobre estes processos. O metabolismo é o conjunto de reações químicas no organismo vivo, como é o caso das bactérias que este metabolismo requer e libera energia. As reações químicas que liberam energia são denominadas catabolismo e as que requerem energia são denominadas anabolismo. O metabolismo é complexo, mas completamente lógico; através dele as células retiram nutrientes presentes no ambiente o os convertem em componentes celulares necessários para sua divisão, formando novas células. Assim que uma nova célula bacteriana é formada, ela sintetiza mais materiais celulares e os agrupa em diferentes compartimentos. Muitas reações bioquímicas participam da reprodução celular, mas somente cin- co tarefas metabólicas devem ser cumpridas para que uma célula sintetize todos os componentes. São elas: • Trazer nutrientes para as células: as células obtêm nutrientes do ambiente e estes devem ser transportados pela membrana celular antes de serem utilizados. As bactérias podem usar muitos nutrientes diferentes e por isso várias reações bioquímicas são utilizadas; • Catabolismo: conversão dos nutrientes em compostos orgânicos que sirvam como pontos de partida para a síntese dos outros componentes celulares. O ca- tabolismo produz ATP (Adenosina Trifosfato) que armazena energia metabólica; • Biossíntese: nesta fase são produzidas todas as pequenas moléculas que a célu- la necessita a partir de metabólitos precursores; • Polimerização: depois, as subunidades produzidas na biossíntese são unidas quimicamente para criar macromoléculas como proteínas, ácido ribonucleico (RNA), ácido desoxirribonucleico (DNA), polissacarídeos e peptidioglicanos; • Montagem: algumas macromoléculas são reunidas para formar compartimen- tos celulares tais como parede celular, membranas, ribossomos e flagelos. Aprofundaremos os nossos conhecimentos sobre as diferentes formas que as bactérias possuem para conseguirem energia. Assim, assista ao vídeo disponível em: https://youtu.be/cJ2QpOWUUio 8 9 Crescimento Bacteriano O que significa crescimento bacteriano? Será que as bactérias crescem em tamanho e fi- cam maiores? Na verdade, quando tratamos de crescimento bacteriano, estamos nos referindo ao crescimento em quantidade de células. Quando as bactérias crescem aumentam em número e se acumulam em colônias, que são grupos de bactérias que podem ser visualizadas sem auxílio do microscópio (Figura 1). Figura 1 – Colônia bacteriana em crescimento em meio de cultura Fonte: Getty Images As necessidades para o crescimento bacteriano podem ser divididas em duas cate- gorias, fatores físicos e químicos. Os fatores físicos são temperatura, potencial Hidro- geniônico (pH) e pressão osmótica, e os fatores químicos são fontes de carbono, enxo- fre, nitrogênio, fósforo, oxigênio, elementos traços e fatores orgânicos de crescimento. Fatores Físicos A grande maioria das bactérias cresce na mesma temperatura ideal que para os seres vivos, entretanto, existem algumas bactérias que crescem em extremos de temperaturas. As bactérias são classificadas de forma diferente com base na sua pre- ferência de temperatura para crescimento em: • Psicrófilas: crescem em baixas temperaturas; • Mesófilas: crescem em temperaturas moderadas; • Termófilas: crescem em altas temperaturas. 9 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Cada bactéria cresce a uma temperatura mínima e máxima específica, onde a temperatura mínima de crescimento é considerada a menor temperatura que a bactéria pode crescer e a temperatura máxima de crescimento é a maior tempe- ratura na qual é possível o crescimento bacteriano. Os microrganismos psicrófilos podem crescem a 0° C, mas possuem temperatura ótima de crescimento de cerca de 15° C. Os mesófilos são os microrganismos mais comuns e possuem temperatura ótima de crescimento de 25 a 40° C. A maioria das bactérias patogênicas cresce em uma temperatura de 37° C e por esta razão as estufas de crescimento bacteriano nos laboratórios são ajustadas nesta temperatura. As bactérias termófilas crescem em altas temperaturas, entre 50 e 60° C. O pH está relacionado à acidez ou alcalinidade de uma solução e a maioria das bactérias cresce melhor em um pH próximo do valor neutro, entre 6,5 e 7,5. Poucas bactérias crescem em pH abaixo de 4, mas existem algumas bactérias, denominadas acidófilas, que são resistentes à acidez. Este pH ácido em alguns casos é utilizado para preservar alimentos como picles e queijos. Os fungos e as leveduras crescem em pH maior que as bactérias, porém, seu crescimento ótimo acontece entre pH de 5 e 6. Cerca de 80 a 90% das células bacterianas são compostas por água e, sendo assim, a água é muito importante para o crescimento bacteriano. A água é retirada do meio externo através da pressão osmótica. Quando uma bactéria está em um ambiente com alta concentração de soluto, hipertônico, a água no interior da bacté- ria atravessa a membrana celular para o meio extracelular e esta perda osmótica de água no interior provoca o encolhimento do citoplasma, chamado de plasmólise. Se, ao contrário, a bactéria está presente em um ambiente como a água destilada onde a concentração de soluto é baixa, hipotônico, a água entrará na bactéria ao invés de sair. Desta forma, a bactéria pode ser morta devido ao excesso de líquidos (Figura 2). Figura 2 – Célula bacteriana em solução isotônica (a) e em solução hipertônica (b) Fonte: TORTORA, 2012, p. 160 Fatores Químicos Como vimos, a água é o fator mais importante para o crescimento bacteriano, mas além dela o carbono também é considerado um fator de crescimento essen- cial. O carbono está presente em todos os componentes orgânicos de uma célula. 10 11 As bactérias quimioheterotróficas obtêm o carbono através de matéria orgânica tais como carboidratos, lipídeos e proteínas. As bactérias quimioautotróficas e as foto- autotróficas obtêm carbono do dióxido de carbono. O carbono constitui metade do peso da bactéria. Outros elementos, além do carbono, são necessários para o crescimento bacteria- no. A síntese de proteínas requer nitrogênio e enxofre e a síntese de DNA e RNA requer nitrogênio e fósforo. As bactérias utilizam o nitrogênio para formar o grupo amino dos aminoácidos. Algumas bactérias obtêm este composto da decomposição de material contendo proteínas, outras do grupo amônio (NH+4) de material celular orgânico e algumas são capazes de utilizar o Nitrogênio gasoso (N2) da atmosfera, através de um processo denominado fixação de nitrogênio. O enxofre é utilizado pelas bactérias para sintetizar vitaminas como a tiamina e a biotina e para produzir aminoácidos com enxofreem sua estrutura. Fósforo é essen- cial para a síntese de ácidos nucleicos e fosfolipídeos da membrana celular. Outros elementos, tais como potássio, magnésio e cálcio, são utilizados como cofatores para as reações bacterianas. Ademais, elementos minerais como ferro, zinco e cobre são necessários para o crescimento bacteriano em pequenas quantidades e por isso são referidos como elementos traços. São utilizados como cofatores e estão presentes naturalmente na água ou adicionados aos meios de cultivo. Para nós, seres humanos, o oxigênio é considerado essencial para a sobrevivência. Mas exis- tem bactérias que crescem e realizam seu metabolismo sem a presença de oxigênio. Você imagina como isto é possível? Muitas formas de vida precisam do oxigênio (O2) para sobreviverem. Aqueles que necessitam do oxigênio são denominados aeróbios e os que não precisam do oxigê- nio para viverem são os anaeróbios. Conforme a utilização ou não do oxigênio, as bactérias podem ser classificadas da seguinte forma: • Aeróbias obrigatórias: necessitam da presença de O2 para sobreviver; • Microaerófilas: necessitam da presença de pequenas quantidades de O2, não tolerando as pressões normais de O2 atmosférico; • Anaeróbias estritas: não toleram a presença de O2 atmosférico (morte); • Anaeróbias não estritas: não utilizam o O2, mas esse não é tóxico; • Facultativas: podem crescer na presença ou ausência de O2 livre. Existem ainda alguns compostos orgânicos que as bactérias não conseguem sin- tetizar, sendo necessária a retirada do ambiente, são os fatores orgânicos de cres- cimento. As vitaminas são consideradas exemplos destes fatores, sendo utilizadas principalmente como cofatores requeridos para algumas coenzimas. 11 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Meios de Cultura Muitos exames laboratoriais são realizados para isolar o microrganismo que provoca a infec- ção. Para a realização destes exames microbiológicos são utilizados meios de cultura para o crescimento das bactérias com as condições apropriadas. O meio de cultura é um material nutriente utilizado no laboratório em condi- ções artificiais, preparado para o crescimento de microrganismos. Algumas bacté- rias crescem em qualquer tipo de meio, enquanto outras requerem meios especiais. Quando colocamos o microrganismo em contato com o meio de cultura é denomi- nado inóculo e os microrganismos que crescem e se multiplicam no meio de cultura são denominados cultura. Suponha chegar ao laboratório uma amostra de urina de um paciente com suspeita de in- fecção urinária. Esta amostra deverá ser inoculada em um meio de cultura. Mas quais são os critérios que este meio de cultura deve apresentar? Um meio de cultura deve conter os nutrientes adequados para o crescimento da bactéria, nível de oxigênio e pH apropriado e quantidade de água suficiente. É ex- tremamente importante que o meio seja estéril, ou seja, que não tenha nenhum microrganismo presente e caso haja crescimento este será referente ao microrganis- mo presente na amostra. E para que haja crescimento a amostra inoculada deve ser incubada em temperatura adequada. Existem vários meios de cultura vendidos comercialmente e prontos para serem uti- lizados com a adição de água. Quando a bactéria deve ser inoculada em meio sólido, é adicionado ao meio de cultura o ágar, um polissacarídeo derivado de uma alga marinha que tem a função de solidificar o meio. Segundo o seu estado físico os meios de cultura podem ser sólidos (1,0 a 1,5% de ágar), semissólidos (0,3 a 0,8% de ágar) ou líquidos (isentos de ágar). Os meios de cultura são contidos em tubos ou placas de Petri (Figura 3). Figura 3 – Placa de Petri inoculada com microrganismo Fonte: Wikimedia Commons 12 13 Existem diferentes tipos de meio de cultura. Um meio deve fornecer fonte de ener- gia, fontes de carbono, nitrogênio fósforo, enxofre e outros fatores de crescimento or- gânico. Um meio sintético é aquele cuja composição química é exatamente conhecida como, por exemplo, quando o microrganismo é um quimioheterotrófico, o meio deve conter fatores de crescimento com carbono para fonte de energia. Outro exemplo é a presença de glicose no meio de cultura para crescimento da Escherichia coli. Estes meios são utilizados em trabalhos laboratoriais. A maioria das bactérias e outros organismos são cultivados em meios comple- xos feitos a partir de extratos de leveduras, carnes ou plantas. As necessidades de energia, carbono e nitrogênio são fornecidas pelas proteínas através de cadeias mais curtas denominadas peptonas, que são digeridas pela maioria das bactérias. As vi- taminas e outros fatores orgânicos são fornecidos por leveduras e extratos de carne. Se um meio complexo apresenta forma líquida é denominado caldo nutriente e quando é adicionado ágar é chamado de ágar nutriente. Quando é necessário o crescimento de bactérias anaeróbicas em cultura, são utilizados meios especiais cha- mados de meios redutores que contêm ingredientes como o tioglicolato de sódio, que se combina com o oxigênio e o eliminam do meio. Algumas vezes são utilizadas jarras seladas nas quais o oxigênio é removido quimicamente após as placas serem colocadas e a jarra fechada (Figura 4). Figura 4 – Jarra para cultivar bactérias anaeróbicas em placas de Petri Fonte: TORTORA, 2012, p.167 Na microbiologia clínica é necessário identificar a presença de microrganismos específicos associados com doenças e neste caso são utilizados meios seletivos e meios diferenciais. Os meios seletivos impedem o crescimento de um grupo de microrganismos ou permitem o crescimento de um tipo particular. Os agentes seletivos podem ser cristal 13 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos violeta, eosina, azul de metileno e verde brilhante. O ágar verde brilhante isola bacilos Gram negativos do gênero Salmonella, bactéria geralmente encontrada em infecções alimentares. O ágar MacConkey, além dos nutrientes, contém cristal violeta e sais biliares que inibem o crescimento de Gram positivos sem impedir Gram negativos. Os meios diferenciais permitem a distinção entre dois ou mais tipos de bactérias. O ágar MacConkey faz a distinção entre bactérias fermentadoras de lactose (colônias vermelhas) e não fermentadoras de lactose (colônias brancas). O ágar sangue distin- gue bactérias que produzem hemolisinas e formam um halo ao redor da colônia. Em alguns casos as características seletivas e diferenciais são combinadas como acontece com o ágar MacConkey (Figura 5). Figura 5 – Ágar MacConkey mostrando bactérias fermentadoras de lactose (esquerda) e não fermentadoras de lactose (direita) Fonte: Wikimedia Commons Amostras como escarro, pus e urina contêm diferentes tipos de bactérias e a maioria dos trabalhos em microbiologia requer culturas puras, sendo utilizado um método de isolamento das culturas denominado método de esgotamento por es- trias. Uma alça de inoculação é mergulhada dentro de uma cultura bacteriana com mais de um tipo de microrganismo e é semeada em estrias no meio de cultura. As últimas colônias da cultura, após estrias, conforme mostrado na Figura 6, são afastadas, podendo ser isoladas em colônias. Figura 6 – Método de esgotamento por estrias Fonte: TORTORA, 2012, p. 170 14 15 Em 1 é feita com a cultura original; em 2 e 3 a alça de inoculação é esterili- zado no fogo sendo retirada a série de bactérias anteriores, reduzindo cada vez mais o número de bactérias; em 3 são obtidas colônias isoladas. Conhecemos os diferentes tipos de meios de culturas e suas finalidades, agora saberemos como estes meios são preparados no laboratório. Que mostra cada etapa deste processo. Disponível em: https://youtu.be/Yf_SE8ijWxU Crescimento de Cultura Bacteriana As populações de bactérias podem crescer muito em um espaço de tempo muito curto. As bactérias aumentam em número – e não em tamanho – através de uma reprodução denominada fissão binária – este esquema é representado na Figura 7:em 1 começa o processo; em 2 a célula se alonga e o DNA é replicado; em 3 e 4 a parede celular e a membrana celular começam a se dividir; em 5 as paredes inter- mediárias se formam, separando completamente as duas cópias de DNA; em 6 as células se separam: Figura 7 – Diagrama da sequência da fi ssão binária Fonte: Wikimedia Commons Fases do Crescimento Bacteriano Quando as bactérias são inoculadas em meio de cultura é possível representar graficamente o crescimento das células em função do tempo através de uma curva de crescimento bacteriano. Existem quatro fases de crescimento: fase lag, fase log, fase estacionária e fase de morte (Figura 8). Na fase lag, durante um tempo o número de células bacterianas muda pouco, pois elas não se reproduzem imediatamente e neste período há pouca ou nenhuma divisão – as bactérias não estão dormentes, mas em intensa atividade metabólica. Quando as células começam a se dividir e entram em período de crescimento e aumento logarítmico chamamos de fase log ou fase exponencial de crescimento. Esta é a etapa mais ativa de reprodução celular e de maior atividade metabólica. 15 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos No final da fase de crescimento intensa a velocidade de reprodução se reduz e o número de mortes de bactérias é igual ao número de formação de novas células e a população se estabiliza, sendo este momento denominado fase estacionária. Ge- ralmente este equilíbrio entre a taxa de morte e a taxa de divisões acontece devido à redução de nutrientes e redução de pH. Ao final do crescimento o número de mortes ultrapassa o número de células bacte- rianas novas formadas e a população entra em fase de morte ou declínio logarítmico. Figura 8 – Curva de crescimento bacteriano Fonte: Adaptado de TORTORA, 2012, p. 173 1) intensa atividade de preparação para o crescimento; 2) aumento logarít- mico da população; 3) período de equilíbrio; 4) a população se reduz em taxa logarítmica. Controle de Microrganismos O controle do crescimento microbiano foi iniciado com Pasteur e posteriormente com os médicos Ignaz Semmelweis e Joseph Lister nas primeiras práticas de contro- le microbiano durante procedimentos médicos. Dentro dos hospitais vivenciamos no dia a dia infecções hospitalares. Estas infecções podem ser prevenidas por processos de controle e eliminação de microrganismos. Mas quais são estes tipos de controle? Conheceremos alguns destes métodos de controle. A esterilização é o método de remoção ou destruição de todas as formas de cresci- mento bacteriano. Inclui a destruição dos endósporos (formas mais resistentes de vida). O calor é o método mais utilizado para matar microrganismos, inclusive os endóspo- ros, porém, existem agentes utilizados em processos de esterilização denominados esterilizantes. Os líquidos e gases podem ser esterilizados por filtração. Nos hospitais e laboratórios é utilizada a autoclave para esterilização de materiais (Figura 9). 16 17 Figura 9 – Autoclave hospitalar Fonte: Wikimedia Commons O controle de microrganismos nocivos é denominado desinfecção que se refere à destruição de microrganismos patógenos na forma vegetativa (não formador de endósporos), que não é considerada estéril. Para este processo são utilizadas substân- cias químicas, água fervente ou vapor e radiação ultravioleta. São utilizados produtos químicos ou desinfetantes para tratar uma superfície ou substância inerte. Quando este tratamento é realizado em tecidos vivos é denominado antissepsia e a substância utilizada é o antisséptico. Desta forma, a mesma substância pode ser um desinfetante ou antisséptico, dependendo da superfície empregada. Existem ainda variações no processo de antissepsia e desinfecção como, por exemplo, quando antes de receber uma injeção a pele é limpa com álcool, sendo denominado processo de degermação, que funciona como remoção mecânica em vez de morte, em uma área limitada. Copos, louças e talheres em um restaurante sofrem sanitização que reduz os níveis de microrganismos, sem chances de transmis- são de doença, através de lavagem em altas temperaturas ou pela imersão em um desinfetante químico. A morte de microrganismos é representada pelo sufixo cida, significando morte. Por exemplo, um biocida ou germicida mata os microrganismos, um fungicida mata os fun- gos, um viricida inativa os vírus etc. Outros tratamentos inibem o crescimento e a mul- tiplicação de bactérias e por isso têm o sufixo stase, como na bacteriostase – porém, neste processo quando o agente bacteriostático é removido o crescimento é retomado. A assepsia é determinada pela ausência de contaminação, sendo utilizado o termo asséptico quando um objeto ou área está livre de patógenos. As técnicas assépticas são utilizadas em cirurgias para reduzir a contaminação da equipe cirúrgica, dos ins- trumentos e principalmente do paciente. 17 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Métodos Físicos de Controle Microbiano Calor O método mais empregado para eliminar microrganismos é o calor, por ser eficaz, barato e prático. O calor mata os microrganismos pela desnaturação de suas enzi- mas, de forma irreversível, impedindo a capacidade de multiplicação. Ao esterilizar um objeto, o método empregado deverá ser eficaz e matar todas as formas de vida microbiana, inclusive as mais resistentes – como os endósporos. Existem diferentes formas de eliminar microrganismos pelo calor, como é o caso da esterilização por calor úmido. O calor úmido mata os microrganismos pela coa- gulação proteica. Um exemplo de esterilização por calor úmido é a fervura que mata as formas vegetativas dos patógenos, quase todos os vírus e fungos em 10 minutos. Os endósporos e vírus não são destruídos tão rapidamente. Alguns vírus, como o da hepatite, podem sobreviver em até 30 minutos de fervura e os endósporos podem re- sistir até mais de 20 horas de fervura. Portanto, a fervura não é um método confiável de esterilização – é utilizada para sanitizar mamadeiras de bebê, por exemplo. Uma esterilização com calor úmido eficiente requer temperaturas mais elevadas que as da água fervente e estas temperaturas só são obtidas por vapor sob pressão em uma autoclave. A temperatura da autoclave deve atingir 121° C por cerca de 15 minutos, o que matará todos os microrganismos e seus endósporos. É um método usado para esterilizar meios de cultura, instrumentos, equipamentos intravenosos, seringas e outros aparelhos que podem suportar altas temperatura e pressões. Como vimos, a autoclave é um método de esterilização muito utilizado em laboratórios e hospitais. Este vídeo mostra o funcionamento de uma autoclave. Disponível em: https://youtu.be/pKngEneTI-k Louis Pasteur descobriu um método de prevenir a deterioração da cerveja e do vinho usando um aquecimento leve, suficiente para matar os microrganismos sem alterar o sabor do produto. Este mesmo princípio foi utilizado posteriormente no leite para produzir o leite pasteurizado através de um processo conhecido como pasteurização. Pasteurizar o leite significa eliminar microrganismos patogênicos e prolongar a qualidade do leite quando mantido sob refrigeração. Já o método que esteriliza através do calor seco oxida os microrganismos. O mais simples método de esterilização com calor seco é a chama direta, utilizada no labora- tório de microbiologia quando esterilizamos alças de inoculação no bico de Bunsen. A incineração também é um método efetivo de esterilizar por calor seco papel, co- pos e vestimentas contaminadas. Filtração A filtração é considerada um método de passagem de um líquido ou gás em material com poros suficientemente pequenos para reter os microrganismos com 18 19 a combinação de um vácuo no frasco coletor que força a passagem do líquido pelo filtro. Este método é utilizado para esterilizar os materiais que são sensíveis ao calor como, por exemplo, vacinas, antibióticos e meios de cultura. Os filtros de membrana fabricados comésteres de celulose ou polímeros plásticos são utilizados nas indús- trias e laboratórios, pois possuem apenas 0,1 mm de espessura. Baixas Temperaturas A eliminação de microrganismos por baixa temperatura depende do tipo de mi- crorganismo e da intensidade da aplicação, por exemplo, as temperaturas dos refri- geradores comuns (de 0 a 7° C) induzem uma taxa metabólica tão reduzida que não podem se reproduzir, sendo, então, a refrigeração um efeito bacteriostático. Entre- tanto, algumas bactérias podem crescer em temperaturas abaixo do congelamento. Radiação A radiação produz vários efeitos sobre as células, dependendo do seu compri- mento de onda, duração e intensidade. Existem dois tipos de radiação: ionizante e não ionizante. A radiação ionizante utiliza raios gama, raios X ou feixes de elétrons com com- primento de onda mais curto que a radiação não ionizante. Este tipo de radiação é utilizado para esterilização de produtos farmacêuticos, dentários e médicos, como seringas plásticas, luvas cirúrgicas e materiais de suturas. A radiação não ionizante possui um comprimento de onda maior que o da radia- ção ionizante. Um exemplo de radiação não ionizante é a luz Ultravioleta (UV) que causa danos ao DNA das células expostas. A radiação UV pode ser utilizada para controlar os microrganismos no ar através de uma lâmpada UV em salas de hospi- tais, de cirurgia, enfermarias e refeitórios. Métodos Químicos de Controle Microbiano Os agentes químicos são utilizados para controlar o crescimento bacteriano em te- cidos vivos e objetos inanimados, porém, poucos destes agentes levam à esterilidade e a maioria reduz em quantidade o número de bactérias. Fenol e Compostos Fenólicos O fenol foi o primeiro desinfetante a ser utilizados nas salas de cirurgia, porém, atualmente é pouco empregado como desinfetante e antisséptico devido ao seu odor e à ação irritativa na pele. É utilizado em pastilhas para garganta devido ao seu efeito anestésico local e apresenta pouco efeito microbicida nas baixas concentrações em que é utilizado. Os compostos fenólicos derivados do fenol são alterados quimica- mente para reduzir as propriedades irritantes e aumentar a atividade antimicrobiana. Estes compostos são utilizados para desinfecção de pus, saliva e fezes. 19 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Biguanidas As biguanidas são principalmente eficazes contra bactérias Gram-positivas, mas eliminam também bactérias Gram-negativas agindo nas membranas celulares das bactérias. A biguanida mais utilizada é a clorexidina no controle de microrganismos na pele e mucosas. Quando combinada com detergente, é usada para a escovação cirúrgica das mãos e o preparo da pele dos pacientes no pré-operatório. Halogênicos Os halogênicos como iodo e cloro são agentes antimicrobianos eficazes. O iodo é o método utilizado há muito tempo contra todos os tipos de bactérias, muitos en- dósporos, fungos e alguns vírus. Este agente age impedindo a síntese de algumas proteínas, causando alterações nas membranas celulares bacterianas. O cloro pode ser utilizado como gás ou combinado com outras substâncias químicas. Possui ação germicida pelo ácido hipocloroso formado quando em contato com a água. Este ácido impede a ação de várias enzimas celulares. Álcoois Os álcoois matam as bactérias e os fungos, mas não os endósporos e os vírus não envelopados. Agem desnaturando as proteínas, mas podem também romper membranas e alguns lipídeos. Possuem a vantagem de agir e evaporarem rapida- mente, sem deixar resíduos. São eficientes na limpeza da pele pela degermação, principalmente por remover microrganismos e poeira. Não são eficientes como an- tissépticos nas feridas, causando coagulação de uma camada de proteínas sob a qual as bactérias continuam a crescer. A concentração ótima do álcool recomendada é de 70%. O etanol puro é menos eficaz que em soluções aquosas, pois o processo de desnaturação das proteínas necessita da água. Agentes de Superfície Os agentes de superfície reduzem a tensão superficial entre as moléculas de um líquido. Podem ser os sabões e os detergentes. O sabão não funciona como antis- séptico, mas tem função na remoção mecânica dos microrganismos através do es- fregaço, rompendo o filme oleoso na pele em um processo de emulsificação, sendo considerados agentes degermantes. Antibióticos Os agentes desinfetantes têm a capacidade de eliminar microrganismos em superfícies ex- ternas no nosso corpo, como é o caso do álcool 70%. Mas e se estes microrganismos conse- guem quebrar as nossas defesas e atingir o nosso corpo, existem formas de combatê-los? 20 21 Sim, neste caso usaremos a quimioterapia com drogas antimicrobianas. Em 1982, Alexander Fleming observou em uma placa de cultura que o crescimento da bactéria Staphtlococcus aureus foi inibido em uma área que havia sido contaminada pelo fungo identificado posteriormente como Penicilium notatum. Seu composto foi iso- lado e denominado penicilina, o primeiro antibiótico descrito. Alguns antibióticos apresentam um espectro restrito de atividade microbiana. Por exemplo, a Penicilina G afeta bactérias Gram-positivas, mas poucas bactérias Gram-negativas. Antibióticos que afetam vários tipos de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas são denominados antibióticos de amplo espectro. As drogas antimicrobianas, dependendo sua forma de ação, podem ser bacteri- cidas (matam os microrganismos) ou bacteriostáticas (inibem o seu crescimento). Na bacteriostase quando o crescimento das bactérias é inibido, as defesas do hospedeiro eliminarão o microrganismo através da fagocitose ou produção de anticorpos. Estes antibióticos podem agir de cinco modos: • Inibição da síntese de parede celular: a parede celular das bactérias é com- posta principalmente por peptideoglicano. Alguns antibióticos inibem a síntese deste componente, deixando a parede celular mais frágil e a bactéria sofre lise. Este peptideoglicano é encontrado somente nas bactérias – por isso estes antibi- óticos são pouco tóxicos. Exemplos de antibióticos: penicilinas, cefalosporinas, vancomicina, bacitracina; • Inibição da síntese proteica: a síntese de proteínas é comum para todas as cé- lulas eucarióticas e procarióticas, porém, o ribossomo das células procarióticas é diferente (sua estrutura é 70S e das células eucarióticas 80S). Estes antibióticos agem nos ribossomos, impedindo a produção de proteínas e por agirem nesta estrutura diferente nas bactérias, possuem toxicidade seletiva. Exemplos de anti- bióticos: eritromicina, cloranfenicol, tetraciclinas, estreptomicina; • Dano à membrana plasmática: alguns antibióticos alteram a permeabilidade das membranas plasmáticas e estas mudanças resultam na perda de substâncias importantes para a bactéria. Exemplo de antibiótico: polimixidina B; • Inibição da síntese de ácidos nucleicos: Estes tipos de antibióticos interferem nos processos de replicação de DNA e transcrição da bactéria. Exemplos de antibióticos: quinolonas, rifampina; • Inibição da síntese de metabólitos essenciais: este tipo de antibiótico age no Ácido Paraminobenzoico (Paba). Em muitas bactérias o Paba é o substrato para a produção de ácido fólico, que funciona como cofator para a síntese de bases dos ácidos nucleicos. Exemplos de antibióticos: sulfanilamida, trimetoprim. Agora que entendemos os mecanismos de ação dos antibióticos, o que aconteceria se com- binássemos dois mecanismos de ação diferentes? O que acontece no organismo quando o médico prescreve dois antibióticos juntos? 21 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Quando dois antibióticos são administrados ao mesmo tempo algumas vezes o efeito é maior do que seria se estivessem separados. Este fenômeno é chamado de sinergismo; um exemplo seria o tratamento de endocardite: neste caso é administra- do penicilina e estreptomicina juntas e o efeito é potencializado, isto acontece porque o dano causado na parede celular pela penicilina fazcom que a estreptomicina entre mais facilmente na bactéria e exerça a sua função. Entretanto, este efeito não é observado para todas as combinações de antibió- ticos, sendo que algumas podem causar antagonismo, onde um reduz o efeito do outro. Por exemplo, o uso simultâneo de penicilina e tetraciclina é menos eficiente que a ação isolada de cada uma delas. Provavelmente você já ouviu/leu sobre resistência bacteriana aos antibióticos. Qualquer que seja a sua resposta, leia o artigo, disponível em: https://bit.ly/30hvKGQ Doenças Humanas Causadas por Microrganismos Doenças Microbianas do Trato Respiratório Cada vez que respiramos inalamos vários microrganismos, e por isso o trato respira- tório é a “porta de entrada” para diversos patógenos; além disso estes microrganismos que entram por esse sistema podem atingir outras regiões do organismo. A Tabela 1 mostra as principais doenças do trato digestório, o agente causador e seus sintomas: Tabela 1 – Principais doenças do trato respiratório Doença Patógeno Sintomas Bactérias Faringite estreptocócica Streptococcus pyogenes Membranas mucosas da garganta inflamadas Febre escarlate/ escarlatina Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênica Vermelhidão na pele e na língua e descamação da pele Epiglotite Haemophilus influenza Inflamação da epiglote Difteria Corynebacterium diphtheriaie Forma-se uma membrana na garganta Otite média Staphylococcus aureus, Streptococcus pneunomiae e Haemophilus influenza Acúmulo de pus no ouvido médio, com dor e pressão Pneumonia pneumo- cócica Streptococcus pneumoniae Alvéolos cheios de fluidos Coqueluche Bordetella pertussis Espasmos de tosse intensa para limpar o muco Tuberculose Mycobacterium tuberculosis e mycobacterium bovis Tosse e sangue no muco 22 23 Doença Patógeno Sintomas Vírus Resfriado comum Rinovírus, coronavírus Tosse, espirros e coriza Influenza Vírus influenza, vários sorotipos Calafrios, febre, dor de cabeçae dores musculares Fungos Histoplasmose Histoplasma capsulatum Semelhantes aos sintomasda tuberculose Coccidioidomicose Coccidioides immitis Febre, tosse e perda de peso Blastomicose Blastomyces dermatitidis Abscessos e dano tecidual Doenças Microbianas do Trato Genito-Urinário As doenças microbianas do trato genito-urinário são comuns por apresentarem uma abertura ao ambiente externo. São mucosas úmidas e susceptíveis ao cresci- mento microbiano. A Tabela 2 mostra as principais doenças do trato genito-urinário, o agente causador e os seus sintomas: Tabela 2 – Principais doenças do trato genito-urinário Doença Patógeno Sintomas Bactérias Cistite (infecção da bexiga) Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus Dificuldade ou dor ao urinar Pielonefrite (infecção nos rins) Principalmente Escherichia coli Febre, dor nas costas Vaginose bacteriana Gardnerella vaginalis Mucosa vaginal rosada Gonorreia Neisseria gonorrhoeae Homens: poucos sintomasMulheres: possíveis complicações Sífilis Treponema pallidum Dor e desconforto no local da infecção, erupções da pele tardia, estágios finais com lesões graves Cancroide (cancro mole) Haemophilus dicreyi Úlceras dolorosas na genitália Vírus Herpes genital Vírus herpes simples de tipo 2 Vesículas dolorosasna região genital Verrugas genitais Papilomavírus Verrugas na área genital Aids Vírus da Imunodeficiência Humana Vários sintomas Fungos Candidíase Candida albicans Mucosa vaginal seca e avermelhada Doenças Microbianas do Trato Digestório A maioria das doenças microbianas do trato digestório resulta da ingestão de ali- mentos contaminados de patógenos ou de toxinas produzidas por eles. A Tabela 3 mostra as principais doenças do trato digestório, o agente causador e os seus sintomas: 23 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Tabela 3 – Principais doenças do trato digestório Doença Patógeno Sintomas Bactérias Cáries dentárias Streptococcus mutans Descoloração ou perfuração do esmalte dentário Intoxicação alimentar estafilocócica Staphylococcus aureus Náusea, vômito e diarreia Shigelose Shigella spp. Dano tecidual e disenteria Salmonelose Salmonela enterica Náusea e diarreia Febre tifoide Salmonella tiphy Febre alta, mortalidade significante Cólera Vibrio cholerae Diarreia com grande perda de água Diarreia dos viajantes Escherichia coli Diarreia aquosa Vírus Hepatites A, B, C, D, E Vírus da hepatite Vários sintomas dependendo do tipo Caxumba Vírus da caxumba Paramyxoviridae Edema doloroso das glândulas parótidas Gastroenterite viral Rotavírus Vômito e diarreia por uma semana Fungos Intoxicação por ergot Claviceps Mucosa vaginal seca e avermelhada Intoxicação por aflatoxina Aspergillus flavus Fluxo sanguíneo restrito aos braços, alucinógeno Cirrose hepática, câncer hepático Doenças Microbianas Sistêmicas Os sistemas cardiovascular e linfático possuem líquidos que circulam por todo o corpo, conectando vários órgãos e tecidos, por isso podendo veicular diversos pató- genos através dessas circulações. A Tabela 4 mostra as principais doenças sistêmi- cas, o agente causador e os seus sintomas: Tabela 4 – Principais doenças sistêmicas Doença Patógeno Sintomas Bactérias Choque séptico Bactérias gram-negativas, enterococos, estreptococos do grupo B Febre, calafrios, taxa cardíaca aumentada Sepse puerperal Streptococcus pyogenes Sepse, peritonite Endocardite Principalmente estreptococos alfa--hemolíticos Febre, fraqueza, sopro no cora- ção, danos às valvas cardíacas Pericardite Streptococcus pyogenes Febre, fraqueza generalizada Febre reumática Estreptococos beta-hemolíticos do grupo A Artrite, febre, danos às valvas cardíacas Vírus Mononucleose infecciosa Vírus EB Febre, fraqueza generalizada Citomegalovírus Citomegalovírus Assintomático 24 25 Material Complementar Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: Vídeos Reino Monera Metabolismo Bacteriano – Fotossíntese e Quimiossíntese https://youtu.be/cJ2QpOWUUio Preparação de Meios https://youtu.be/Yf_SE8ijWxU Autoclave – Instruções Básicas de Operação https://youtu.be/pKngEneTI-k Leitura O Uso de Antibióticos e as Resistências Bacterianas: breves notas sobre a sua evolução https://bit.ly/30mL9FN 25 UNIDADE Metabolismo das Bactérias e Controle de Microrganismos Referências TORTORA, G. J.; CASE, C. L.; FUNKE, B. R. Microbiologia. 10. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2012. TRABULSI, L. R.; ALTERTHUM, F. Microbiologia. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2008. 26