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1. (Unicamp ) Com a partida de D. João VI, permaneceu como regente do reino do Brasil o príncipe herdeiro. Contrário à ideia de submissão do monarca a uma assembleia, que ele considerava despótica, mas incapaz de deter o rumo dos acontecimentos, D. Pedro habilmente se aproximou de uma facção da elite brasileira, a dos luso-brasileiros. 
Adaptado de Guilherme Pereira das Neves, “Del Imperio lusobrasileño al imperio del Brasil (1789-1822)”, em François-Xavier Guerra (org.), Inventando la nación. México: FCE, 2003, p. 249. 
Considerando os processos de independência no continente americano, 
a) apresente duas diferenças importantes entre o processo de independência no mundo colonial espanhol e o processo de independência do Brasil. 
Podemos apontar como diferenças entre os dois processos de independência: a fragmentação territorial e política da América Espanhola e a instauração de repúblicas, em oposição à manutenção da unidade territorial e permanência da monarquia no Brasil.
b) explique a importância dos luso-brasileiros no governo de D. Pedro I e por que eles foram a causa de diversos conflitos no período.
Após o processo de independência, os luso-brasileiros formaram a base de sustentação do novo governo, apoiando o projeto centralizador de D. Pedro I, exemplificado pela Constituição de 1824 e pela instauração do poder moderador. Em torno do projeto político luso-brasileiro, podemos identificar oposições feitas principalmente por brasileiros que não compactuavam com as posturas e convicções do monarca. Dividiram-se, assim, dois projetos distintos: o defendido pelo Partido Português (apoiador de D. Pedro) e o do Partido Brasileiro (defensor da soberania do país partilhada entre cidadãos-proprietários e imperador). Podemos citar como conflitos do período que envolveram ambos os grupos: A Noite das Garrafadas e o Ministério dos Marqueses.
2. (Unicamp ) No tempo da independência, não havia ideias precisas sobre o federalismo. Empregava-se “federação” como sinônimo de “república” e de “democracia”, muitas vezes com o objetivo de confundi-la com o governo popular, embora se tratasse de concepções distintas. Por outro lado, Silvestre Pinheiro Ferreira observava ser geral a aspiração das províncias à autonomia, sem que isso significasse a abolição do governo central da monarquia. Mas a historiografia da independência tendeu a escamotear a existência do projeto federalista, encarando-o apenas como produto de impulsos anárquicos e de ambições personalistas e antipatrióticas.
(Adaptado de Evaldo Cabral de Melo, A Outra Independência. O federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 12-14.)
a) Identifique no texto dois significados distintos para o federalismo.
No texto podemos identificar o emprego do termo federalismo, permeado por uma tendência propriamente conservadora; assim, há o emprego do termo como sinônimo de República, Anarquia ou simplesmente aumento da participação popular; nesse sentido o termo ganharia uma carga negativa, pejorativa. Por outro lado, o autor argumenta que o significado de federalismo pode ser associado à defesa dos interesses locais, sem atentar contra o poder central da Monarquia.
b) Quais os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil? 
Os interesses econômicos foram bastante diversos. Dentre esses interesses podemos apontar os esforços da elite local para superação dos limites impostos pelo decadente e dependente capitalismo português, em um contexto de transição em que a influência britânica se fazia cada vez mais presente na economia luso/brasileira. Não podemos subestimar também o início da presença estadunidense na política latino-americana, quando do reconhecimento da independência do Brasil no contexto da Doutrina Monroe.
 
3. (Fuvest ) "Odeio cordialmente as revoluções ... Nas reformas deve haver muita prudência ... Nada se deve fazer aos saltos, mas tudo por graus como manda a natureza... Nunca fui nem serei absolutista, mas nem por isso me alistarei jamais debaixo das esfarrapadas bandeiras da suja e caótica democracia".
	(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1822.)
Analise o texto, associando-o ao processo de independência do Brasil no que se refere
a) à forma assumida pela monarquia no Brasil.
José Bonifácio, chamado "o patriarca da independência", posiciona-se no plano político equidistante entre o Absolutismo e o que chama de democracia. De uma certa forma expressa o regime político instaurado em seguida à emancipação política. A Constituição outorgada de 1824 estabelece uma Monarquia Constitucional, com quatro poderes, na qual é marcante um modelo de centralização político-administrativo.
b) à participação popular. 
 
José Bonifácio por sua vez afirma em seu texto, entre outros aspectos, que "nem por isso me alistarei jamais debaixo das esfarrapadas bandeiras da suja e caótica democracia". Tal posicionamento reflete-se também no regime político que seria implantado pela Constituição de 1824. A Monarquia Constitucional no Brasil era bastante restritiva quanto à questão da participação popular. Preservada a escravidão, os cidadãos com direito de votar e serem votados eram um pequeno número, pois as eleições eram indiretas e o voto era censitário – ou seja, o direito de galgar postos eletivos como o de deputado e senador dependia do nível de renda possuída. Adotava-se uma forma de preservar a escravidão, a grande propriedade e a economia voltada para o mercado externo. Constituía-se uma oligarquia que criava mecanismos de se autoperpetuar no exercício do poder político.
4. (Enem ) Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros.
GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
No processo de Independência do Brasil, o caso mencionado é emblemático porque evidencia a 
a) rigidez hierárquica da estrutura social. 
b) inserção feminina nos ofícios militares. 
c) adesão pública dos imigrantes portugueses. 
d) flexibilidade administrativa do governo imperial. 
e) receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios. 
 
5. (Ufla ) No processo de independência do Brasil, o grupo de Gonçalves Ledo, mais radical, formava o "Grande Oriente"; já o grupo de Bonifácio Andrada, mais conservador, fazia parte do "Apostolado". Grande Oriente e Apostolado eram nomes dos grupos que marcaram profundamente a emancipação política do país. Tais grupos eram ligados 
a) à Igreja Católica 
b) ao Exército 
c) à Maçonaria 
d) à Corte Portuguesa 
 
6. (Mackenzie ) No plano internacional, colaboraram para o processo de independência do Brasil: 
a) o desenvolvimento do capitalismo industrial, em prejuízo do mercantilista, e a política napoleônica, resultando na transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. 
b) a ideologia liberal que defendia restrições e monopólios, além de forte intervenção do Estado na economia. 
c) a tradicional dependência de Portugal em relação à França, já que desde o século XVII estes países eram fortes aliados e parceiros econômicos. 
d) a política portuguesa liberal que garantia, após o retorno da Corte, todas as vantagens concedidas ao Brasil no período Joanino. 
e) o exemplo norte-americano e a influência iluminista não atingiam nossa realidade, marcada por forte atraso intelectual. 
 
7. (Mackenzie ) O processo de independência do Brasil caracterizou-se por: 
a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo monárquico como garantia de seus privilégios. 
b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro social imediatamente após a independência. 
c) evitar a dependência dos mercados internacionais, criando uma economia autônoma.d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra contra as tropas metropolitanas. 
e) promover um governo descentralizado e liberal através da Constituição de 1824.

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