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Aula 06
Noções de Economia p/ Agente da Polícia Federal
Professores: Heber Carvalho, Jetro Coutinho, Marcello David, Paulo Roberto Nunes Ferreira
Noções de Economia p/ PF 
Teoria e exercícios comentados 
Profs. Heber Carvalho e Jetro Coutinho ʹ Aula 06 
 
 
 
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AULA 06: Demais estruturas de Mercados 
 
SUMÁRIO RESUMIDO PÁGINA 
1. Monopólio 01 
2. Concorrência Monopolística 52 
3. Oligopólio 61 
4. Questões apresentadas na aula 77 
5. Gabarito 86 
 
 
Olá caros(as) amigos(as), 
 
 Na aula 05, nós iniciamos o estudo das estruturas de mercado, em 
particular, a concorrência perfeita. Hoje, veremos as estruturas de 
mercado em que há concorrência imperfeita: monopólio, oligopólio 
e concorrência monopolística. 
 
 Estudaremos em detalhes cada mercado, como se dá a formação de 
preços e como ocorrem as decisões de produção em cada uma das 
situações. 
 
 Temos a firme convicção que cairão alguns itens “clássicos” sobre 
as estruturas de mercado (assunto de hoje). 
 
 E aí, todos prontos? Então, aos estudos! 
 
 
......... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Noções de Economia p/ PF 
Teoria e exercícios comentados 
Profs. Heber Carvalho e Jetro Coutinho ʹ Aula 06 
 
 
 
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1. MONOPÓLIO 
 
O monopólio é o oposto da concorrência perfeita, representando a 
inexistência de competição, o suprassumo da anticoncorrência, uma vez 
que temos apenas uma firma que domina todo o mercado. 
 
Na posição de único produtor de determinado produto, o 
monopolista está na situação onde toda empresa sonha estar, ele está em 
uma posição singular, única. Se decidir elevar o preço do produto, não 
precisa se preocupar com a concorrência, simplesmente, porque ela não 
existe! Isto acontece porque o monopolista é o próprio mercado e 
controla a quantidade ofertada de produto que será posto à venda. 
 
No entanto, isso não significa que o monopolista possa, a seu bel-
prazer, cobrar o preço que quiser caso seu objetivo seja a maximização 
de lucros. Este curso é um exemplo. Hipoteticamente, suponha que este 
fosse o único material de Noções de Economia à venda disponível para o 
concurso da PF. Será que nós poderíamos cobrar R$ 1.000,00 pelo curso? 
Provavelmente, se este fosse o único curso à venda no mercado, ainda 
assim, nós não poderíamos cobrar R$ 1.000,00 por ele. Por que não? 
Economicamente, a resposta é óbvia: poucas pessoas iriam adquiri-lo, de 
forma que o lucro seria menor, apesar de nós sermos o monopolista do 
produto, neste exemplo imaginário. 
 
 As características básicas do monopólio são as seguintes: 
 
1) Uma única empresa produtora do bem ou serviço; 
2) Não há produtos substitutos próximos; 
3) Existem barreiras à entrada de firmas concorrentes. 
 
O motivo 1 significa a própria essência do monopólio. 
 
O motivo 2 é decorrência do motivo 1, pois se o bem produzido 
pelo monopolista possuísse substitutos próximos ou produtos que fossem 
equivalentes, não teríamos um monopólio, mas sim uma estrutura de 
mercado que se aproximaria da concorrência monopolística. 
 
O motivo 3 é o mais interessante e é ele que explica por que os 
monopólios existem e ainda podem durar por bastante tempo. A causa 
fundamental de um monopólio existir está nas barreiras à entrada. Isto é, 
um monopolista se mantém como único vendedor de seu mercado porque 
as outras empresas são impossibilitadas de entrar no mercado e competir 
com ele. 
 
Basicamente, as barreiras à entrada têm quatro origens 
principais: 
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i) Recursos de monopólio: 
Uma empresa possui os recursos chave para a produção de 
determinado produto. Por exemplo, a Aluminium Company of 
America (Alcoa) deteve o monopólio no mercado de alumínio por 
mais de 50 anos. Isto aconteceu porque ela controlava todas as 
fontes de fornecimento de bauxita, que é a matéria-prima do 
alumínio. 
 
ii) Regulamentações do governo: 
Às vezes, os monopólios surgem porque o governo concede 
somente a uma empresa o direito exclusivo de vender algum bem 
ou serviço. As leis que regulam as patentes e os direitos autorais 
configuram um exemplo desta situação e o objetivo de tais normas 
é estimular e recompensar aquela empresa que investiu em 
inovações que trazem benefícios à coletividade. Por exemplo, por 
alguns anos, foi garantido à empresa farmacêutica Pfizer o direito 
exclusivo de vender o famoso Viagra, para a impotência sexual. 
 
Estas situações em que uma empresa detém o monopólio de 
um produto por força de lei são chamadas de monopólio legal. 
Vale ressaltar que o monopólio legal não ocorre somente no caso 
das patentes. Por exemplo, por mais de 40 anos (1954 a 1997), o 
governo concedeu à Petrobrás o direito exclusivo de explorar o 
petróleo localizado em terras brasileiras, mesmo sem ter sido ela a 
inventora do processo de extração de petróleo. 
 
iii) Processo de produção: 
A produção de determinados bens apresentam economias de 
escala para os níveis de produção relevantes. Nesse caso, quanto 
maior for a produção, menor será o custo médio, uma vez que a 
curva de custo médio de longo prazo é decrescente quando temos 
economias de escala. Em outras palavras, uma só empresa pode 
produzir a um custo médio menor do que se houvesse um número 
maior de empresas. Quando esta situação ocorre, temos um 
monopólio natural ou puro. 
 
Importante: a principal característica do monopólio natural é 
a existência de economias de escala no processo de 
produção. 
 
Esse é o caso das empresas que têm uma parcela muito alta 
de custo fixo e custos variáveis baixos, quando comparados com o 
custo fixo. Aqui, é bem menos custoso um número menor de firmas 
produzir, ou até mesmo uma só firma fazê-lo. Como exemplo de 
monopólios naturais, temos as companhias de energia elétrica, 
telefonia, abastecimento de água e saneamento básico das cidades. 
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A tecnologia de produção destes serviços é de tal ordem que 
uma vez incorridos os altos custos das instalações, a expansão da 
produção por uma só firma (monopolista) irá reduzir os custos 
médios. Consequentemente, para essas firmas caracterizadas como 
“monopólio natural”, a estrutura de custos médios é decrescente 
para toda a faixa relevante de produção1. Ou seja, à medida que se 
aumenta a produção, os custos médios irão decrescer cada vez 
mais, e isso só acontece nestas empresas inseridas neste caso 
específico do monopólio natural. 
 
Quando temos uma tecnologia de produção com a existência 
de economias de escala, as empresas de fora do mercado sabem 
que não poderão atingir os mesmos baixos custos de que desfruta o 
monopolista porque, depois de entrar, cada uma teria uma fatia 
menor do mercado e ainda teria que arcar com altíssimos custos 
iniciais de implantação da firma. 
 
Por fim, ressaltamos que, em algumas obras, a ocorrência de 
economias de escopo, quando os custos totais de uma só empresa 
são menores que os custos totais de várias empresas, também 
representa barreiras à entrada e pode provocar o surgimento de 
monopólios naturais. 
 
Obs: isto aqui foi só uma noção bem rudimentar do monopólio 
natural. 
 
Vê-lo-emos (rs!) em maiores detalhes daqui a pouco. 
 
iv) Tradição no mercado: 
A tradição que algumas firmas possuem muitas vezes funciona 
como barreira à entrada. Por exemplo, demorou bastante tempo e 
demandou muitos investimentos até que os japoneses pudessem 
concorrercom a tradição dos relógios suíços e com a tradição dos 
automóveis alemães e americanos. 
 
 Agora que já temos uma visão geral do monopólio, podemos 
estudar os aspectos econômicos do funcionamento desta estrutura de 
mercado. 
 
1.1. AS CURVAS DE DEMANDA, RECEITA MÉDIA E RECEITA 
MARGINAL DA FIRMA MONOPOLISTA 
 
 
1 No caso do monopólio natural, a curva de custo médio ミ?ラ Y Wマ aラヴマ;デラ SW ┌マ さUざが Iラマラ ;ゲ ケ┌W aラヴ;マ 
apresentadas nas figuras 09 e 10, aula 04, por exemplo. Conforme veremos mais à frente,, o entendimento do 
CESPE é que, para o monopólio natural, a curva de custo médio será sempre decrescente, indicando que o 
aumento de produção irá sempre reduzir o custo médio. 
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Figura 01 
DEMANDA DE MERCADO E DEMANDA INDIVIDUAL 
(FIRMA ISOLADA) NO MONOPÓLIO 
A firma é o próprio 
mercado Demanda de 
mercado 
Preço
s 
Demanda para a 
firma monopolista 
E1 F 
PE1 E1 PE1 
E2 PE2 
DFIRMA DMERCADO 
QE2 QE1 QE1 Quantidade 
de produtos 
a) MERCADO TOTAL b) FIRMA INDIVIDUAL 
No mercado concorrencial, aula 05, figura 15, nós vimos que a 
curva de demanda individual da firma era uma reta horizontal passando 
pelo nível de preço e que, ao mesmo tempo, tal curva também 
representava o nível da receita marginal e da receita média. 
 
No monopólio, entretanto, a curva de demanda da firma será igual 
à curva de demanda do mercado e a explicação é simples: a firma 
monopolista é o próprio mercado. A produção da firma será a própria 
produção do mercado, pois só existe uma firma no mercado! Assim, a 
demanda enfrentada pela firma será a própria demanda do mercado. 
Logicamente, sua curva de demanda individual será igual à curva de 
demanda do mercado – que é negativamente inclinada. 
 
A consequência mais importante desse fato é que, diferentemente 
do que ocorre na concorrência perfeita, a receita marginal não será igual 
ao preço. Na concorrência perfeita, o fator que faz com que a receita 
marginal seja igual ao preço é justamente o fato de que a firma 
individualmente é tomadora de preço e enfrenta uma curva de demanda 
horizontal (perfeitamente elástica). Se você sentiu dificuldades nesta 
passagem, releia a aula 05. 
 
 
 
No monopólio, a receita marginal será menor que o preço 
que a firma cobra pelo seu produto. Isso pode ser constatado 
graficamente; veja a figura 01: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Observe, no gráfico 01.b, que se o monopolista aumentar a sua 
produção (de QE1 para QE2) e mantiver o mesmo preço inicial (PE1), 
simplesmente não haverá demanda para o produto. Veja que a interseção 
de QE2 com PE1 é o ponto F, fora da curva de demanda. Ou seja, não 
haverá demanda para aquele nível de quantidades produzidas (QE2) ao 
preço PE1, de modo que a firma não aumentará sua receita se decidir 
aumentar a produção e manter os preços. 
 
 Para aumentar a produção e conseguir vendê-la, a firma 
monopolista deve reduzir os preços. Isto acontece porque a curva de 
demanda enfrentada pela firma (demanda individual) é a própria curva de 
demanda do mercado, que é negativamente inclinada, indicando que 
quanto maiores forem as quantidades demandadas, menores devem ser 
os preços. É o que acontece no gráfico: para aumentar a produção de QE1 
para QE2, e se manter na curva de demanda, a firma deve reduzir os 
preços de PE1 para PE2 para que ainda haja demanda do produto. 
 
 Desta forma, cada produto adicional que a firma queira produzir 
deve estar em um preço abaixo do que era praticado no nível de produção 
imediatamente anterior. Isto quer dizer que, para vender mais (ir de QE1 
para QE2), a firma deve reduzir o preço, indicando que a receita adicional 
pela venda de seu produto adicional será inferior ao preço que era 
praticado anteriormente. A conclusão a que chegamos é a seguinte: 
 
 
A receita marginal no monopólio será sempre 
menor que o preço do produto. Em 
monopólio, Rmg < P. 
 
 
Vemos então que, no monopólio, para se vender um produto 
adicional, a firma terá que fazê-lo a um preço menor que aquele praticado 
anteriormente. Desta forma, a receita, na margem, será sempre menor 
que o preço que era praticado no nível de produção imediatamente 
anterior. Em outras palavras, no monopólio: Rmg<P. 
 
Intuitivamente, soa bastante estranho esta afirmação de que o 
monopolista deve baixar o preço para vender mais. Entretanto, devemos 
que ter a noção de que o monopolista é a única firma no mercado. Ao 
preço PE1 (figura 01), toda a demanda do mercado é satisfeita 
consumindo exatamente QE1. Ou seja, a população consumidora, ao preço 
PE1, só deseja consumir QE1. É isto que nos mostra a curva de demanda 
da figura 01. Se o monopolista quiser vender mais produtos, ele terá que 
baixar o preço, fazendo as quantidades demandadas da população 
aumentarem. Na figura 01, para vender QE2, ele deve reduzir o preço, 
cobrando PE2. Ou seja, ele deve reduzir o preço para que a quantidade 
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P, Rmg 
Fig. 02 
Curva de demanda da firma 
(=demanda de mercado) Intercepto 
vertical 
A 
Curva de receita marginal no 
monopólio: 
- mesmo intercepto vertical; 
- inclinação 2X maior; 
- abaixo e à esquerda da curva de 
demanda, pois Rmg<P. 
O C B 
OB = OC/2 Q 
OC 
demandada dos consumidores aumente. Em outras palavras, isto significa 
dizer que a receita marginal (Rmg) será inferior ao preço (P). 
 
Na concorrência perfeita, a curva da receita marginal é a mesma 
curva de demanda individual da firma (uma reta horizontal ao nível do 
preço) – figura 15, aula 05. No entanto, em monopólio, pelo fato de a 
Rmg ser menor que o preço, a curva da Rmg deverá ser tal que, para 
cada nível de produção, a Rmg encontrada seja menor que P. Isto trará a 
seguinte consequência: 
 
No monopólio, a curva da receita marginal estará abaixo e à 
esquerda da curva de demanda da firma (que é igual à curva de 
demanda do mercado – negativamente inclinada). 
 
Se montarmos um gráfico típico, com os valores de P e Rmg no eixo 
vertical e os valores de Q no eixo horizontal, veremos que a curva de 
receita marginal possui o mesmo intercepto vertical da curva de demanda 
e inclinação duas vezes maior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Obs: matematicamente, é bem simples demonstrar por que a curva da 
receita marginal possui o mesmo intercepto vertical e tem exatamente o 
dobro de inclinação da curva de demanda. No entanto, para este 
concurso, tal demonstração algébrica não nos interessa! Apenas saiba 
que, em monopólio, a curva da receita marginal está abaixo e à esquerda 
da curva demanda, sendo 2 vezes mais inclinada. 
 
Como decorrência do fato de a curva de Rmg ter o dobro da 
inclinação da curva de demanda, o intercepto horizontal da demanda será 
o dobro do valor do intercepto horizontal da Rmg. Ou seja, o segmento 
OB é exatamente a metade do segmento OC. 
 
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Já sabemos que Rmg<P e que a curva da Rmg estará abaixo e à esquerda 
da curva de demanda, certo?! Mas... e quanto à receita média (Rme)? 
Será que ela é igual ao preço, assim como acontece na concorrência 
perfeita? A respostaé sim! Algebricamente, isso é demonstrado sem 
maiores dificuldades: 
 迎兼結 噺 迎結潔結件建欠 建剣建欠健芸憲欠券建件穴欠穴結 噺 迎劇芸 噺 鶏┻ 芸芸 噺 鶏 
 
 Ou seja, a Rme é o próprio preço que o consumidor paga em cada 
unidade do produto. Então, a curva da Rme é a própria curva de demanda 
do mercado. Na figura 02, a curva da Rme será o segmento AC, de modo 
que a curva de demanda é igual à curva da Rme. 
 
 
1.2. A RECEITA MARGINAL E A ELASTICIDADE PREÇO DA 
DEMANDA NO MONOPÓLIO 
 
Existe uma expressão que relaciona a receita marginal (Rmg) com 
os preços (P) e a elasticidade preço da demanda (EPD) enfrentada pela 
firma individual. Não nos interessa demonstrá-la matematicamente, mas 
apenas entendê-la. Segue a expressão: 
 
 三仕賛 噺 皿 磐層 伐 層】撮使纂】卑 
 
 
Note que a expressão reafirma de modo matemático aquilo que 
aprendemos na aula sobre concorrência perfeita. Por exemplo, em 
concorrência perfeita, dissemos na aula que temos o seguinte: Rmg=P. 
Em mercados competitivos (concorrência perfeita), a curva de demanda 
da firma é uma reta horizontal, indicando que a demanda enfrentada pela 
firma individual é infinitamente elástica (EPD=∞). Logo, 怠】帳椎鳥】 噺 ど (todo 
número dividido por infinito é igual a zero). Como 怠】帳椎鳥】 噺 ど , teremos, para 
a concorrência perfeita, onde EPD=∞: 
 
 
Rmg = P(1 – 0) => Rmg = P(1) => Rmg = P 
 
 
Nós sabemos que os lucros serão maximizados, para qualquer tipo 
de mercado, sempre quando Rmg=Cmg. Assim, podemos reescrever a 
expressão substituindo a Rmg por Cmg, de modo que a maximização de 
lucros acontecerá quando: 
 
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 三仕賛 噺 皿 磐層 伐 層】撮使纂】卑 
 三仕賛 噺 察仕賛┹ assim: 
 察仕賛 噺 皿 磐層 伐 層】撮使纂】卑 
 
 
 
Do ponto de vista matemático, podemos perceber que o 
monopolista nunca irá atuar quando 】撮使纂】<1. Se 】継喧穴】<1, então 層】撮使纂】>1 e a receita marginal (Rmg) será um valor negativo, de maneira 
que não se poderá igualar ao custo marginal, pois não existe custo 
marginal negativo! 
 
Pense conosco: é possível a empresa reduzir o custo total a partir 
de um aumento de produção? Não, é claro que não! Portanto, não existe 
custo marginal negativo. Economicamente, é uma situação impossível. 
Assim, o custo marginal será sempre maior ou igual a zero. 
 
Logo, você deve entender que: para que o monopolista consiga 
maximizar os lucros, sua receita marginal deve ser igual ao custo 
marginal, e como este último é sempre maior ou igual a zero, então, a 
receita marginal também deve ser igual ou maior que zero; e para a 
receita marginal ser igual ou maior que zero, a EPD deve ser maior ou 
igual a 1. 
 
O monopolista só consegue maximizar 
lucro se a EPD é igual ou maior que 01 
unidade (EPD≥1). Vale ainda ressaltar que 
estamos falando da demanda da firma, logo, 
a elasticidade de que estamos tratando é da 
firma individual e não do mercado. Por 
exemplo, individualmente, uma firma 
competitiva (em concorrência perfeita) 
possui elasticidade preço da demanda igual a 
infinito, ou infinitamente/completamente 
elástica (EPD=∞). No entanto, o mercado 
como um todo (curva de demanda do 
mercado, e não da firma) pode possuir uma 
EPD com valor bem inferior a infinito. 
 
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Figura 03 P, Rmg 
A 
EPD > 1 
B 
EPD < 1 
Rmg 
Q O C M 
 
 Em outras palavras, podemos também reformular a proposição em 
negrito da seguinte maneira: o monopolista não irá operar (ou atuar) 
onde a curva de demanda é inelástica. 
 
 Mais uma vez, temos algo que não soa bem aos ouvidos. Afinal, 
como é que o monopolista não vai atuar quando a demanda é inelástica? 
Ou seja, justamente quando os consumidores são inelásticos aos preços, 
ele não vai produzir, é isto mesmo? 
 
 Em primeiro lugar, devemos entender que quando falamos que o 
monopolista não vai atuar quando a curva de demanda é inelástica, não 
estamos falando que ele não produzirá qualquer mercadoria e 
simplesmente se retirará do mercado quando EPD<1. Não é nada disto! 
Estamos falando apenas que ele escolherá um nível de produção em que 
a demanda seja maior ou igual a 01 unidade. 
 
Como sabemos, em regra, a elasticidade preço da demanda varia 
ao longo da curva de demanda (aula 01, figura 03). Assim, na prática, o 
monopolista pode escolher com qual elasticidade da demanda ele irá se 
defrontar. Veja a figura 03, que nos retrata uma demanda linear, assim 
como foi explicado na aula 01, e, ao mesmo tempo, a curva da receita 
marginal, com inclinação duas vezes maior (de tal forma que OM=OC/2): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O que queremos dizer quando falamos que o monopolista não atua 
quando a demanda é inelástica é o seguinte: pela figura 03, o 
monopolista escolherá um nível de produção tal que não exceda o valor 
do segmento OM, pois, se o fizer, este respectivo nível de produção 
estará no ramo inelástico da curva de demanda (EPD<1), impossibilitando, 
assim, o monopolista de maximizar o seu lucro. 
 
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 Entendemos, portanto, que o monopolista só opera no ramo 
elástico da curva de demanda. Na figura 03, ele escolheria um nível de 
produção que estivesse entre o ponto “O” e o ponto “M”, o que o 
remeteria ao segmento AB da curva de demanda, onde temos EPD≥1, e 
receita marginal positiva (Rmg>0). 
 
Esquecendo um pouco essa história gráfica e matemática, podemos 
pensar de modo intuitivo. Também é um pouco “esquisito” (rs!), mas é 
possível entendermos perfeitamente. Vamos lá: 
 
Intuitivamente, podemos entender dessa maneira o significado da 
proposição de que o monopolista não operará onde a curva de 
demanda é inelástica: se 】継喧穴】<1, vendo a curva de demanda, notamos 
que uma redução na produção fará o preço aumentar, o que aumentará a 
receita2 e reduzirá o custo total3, fazendo com que os lucros4 aumentem. 
Assim, qualquer ponto em que 】継喧穴】<1 é um ponto onde a empresa pode 
aumentar os lucros. Ora, se é possível aumentar os lucros, então, 】継喧穴】<1, obrigatoriamente, não pode ser um ponto de lucro máximo para 
o monopolista. Se, quando 】継喧穴】<1, não temos lucro máximo; por 
eliminação, isto significa que, necessariamente, a situação de lucros 
máximos para o monopolista só pode ocorrer onde 】継喧穴】 半1. 
 
 
1.3. EQUILÍBRIO DO MONOPOLISTA 
 
Conforme sabemos, da mesma forma que a firma competitiva, o 
monopolista maximiza os lucros quando Rmg=Cmg. A diferença básica 
entre as duas situações é que, no monopólio, a Rmg não é igual ao preço, 
mas sim menor. Isto fará com que o monopolista se equilibre sempre com 
um nível de produto para o qual o preço seja maior que o custo marginal. 
 
A partir deste raciocínio, vejamos graficamente a decisão de 
produção (como se dá o equilíbrio) do monopolista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 Quando Epd<1, a redução das quantidades produzidas (Q) aumenta o preço (P) em proporção maior que a 
redução de Q, de forma que a receita total (RT) será aumentada (ver aula 01). 
3 A redução de custo total ocorre porque houve redução da produção, tendo em vista que o custo depende da 
produção. Quanto maior esta, maior aquele; e vice-versa. 
4 O lucro aumenta pois há aumento da receita total (RT) e redução do custo total (CT). Como Lucro = RT に CT, 
então, o aumento de RT e a redução de CT, necessariamente, aumenta o lucro. 
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Figura 04 P, Rmg 
A 
PE Cmg 
B 
Demanda 
Rmg 
QE 
Q 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota  a estrutura e as curvas de custos do monopolista são as mesmas 
da firma em concorrência perfeita. Na verdade, as curvas de custo 
estudadas na aula 04 se aplicam a qualquer estrutura de mercado. 
 
Em primeiro plano, deve ficar claro que no monopólio a firma pode 
operar no ramo descendente (ou decrescente) da curva de custo 
marginal, o que não acontece na concorrência perfeita. 
 
Em segundo plano, pode haver situações, como ilustrado na figura 
04, em que há dois pontos em que Rmg=Cmg (pontos A e B). Neste caso, 
o equilíbrio do monopolista ocorrerá no ponto onde a produção é maior. 
Então, o equilíbrio de nosso monopolista representado na figura 04 
acontecerá quando o preço for PE e a produção QE, que foram extraídos 
do equilíbrio de Rmg=Cmg provenientes do ponto B, e não do ponto A. 
 
Ou seja, primeiro, igualamos receita e custo marginais – é o 
encontro das curvas de receita e custo marginais. Se houver dois pontos 
de igualdade, escolhemos aquele que remete ao maior nível de produção. 
Na figura 04, o equilíbrio se dá no ponto B. Neste ponto, o monopolista 
irá produzir QE. Para sabermos o preço que será cobrado, subimos uma 
reta perpendicular, partindo de QE, até atingir a curva de demanda, que 
relaciona as quantidades com os preços. Neste ponto de encontro de QE 
com a curva de demanda, encontramos o preço que será cobrado pelo 
monopolista: PE. 
 
 A receita total da firma é PxQ. No gráfico, isso é equivalente à área 
abaixo da linha do preço de equilíbrio e à esquerda da linha da produção 
de equilíbrio. Na figura 05, é o retângulo O_QE_E_PE. O custo total da 
firma será igual5 CmexQ. No gráfico, isso é equivalente á área à esquerda 
da linha da produção de equilíbrio e abaixo da linha do custo médio, que é 
obtido por meio da intersecção da produção de equilíbrio com a curva de 
 
5 Cme=CT/Q => CT=Cme.Q 
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P, Rmg, 
Cme 
Fig. 05 
 
PE E 
Cme C 
D 
O 
QE 
Rmg 
Q 
custo (total) médio. Na figura 05, é o retângulo cinza claro O_QE_C_Cme. 
O lucro total será a diferença entre a receita e o custo total. Na figura 05, 
é a área do retângulo Cme_C_E_PE, cinza escuro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como se percebe por meio da figura 05, o lucro da firma 
monopolista depende da diferença entre o preço de equilíbrio 
(preço que o bem é vendido ao consumidor) e o custo médio. 
Quanto maior essa diferença, maior será o lucro do produtor. 
 
Uma interessante dúvida que pode surgir é quanto ao fato da 
possibilidade ou não da firma monopolista incorrer em prejuízo econômico 
(RT<CT; ou Rme<Cme). E então, é possível o monopolista incorrer em 
prejuízo? 
 
A resposta é sim! 
 
 
Importante: é possível um monopolista incorrer em 
prejuízo econômico (RT<CT), desde que esteja em uma 
situação de curto prazo. 
 
 
 
Para haver equilíbrio com prejuízo, em curto prazo, basta que o 
custo médio seja superior à receita média (Cme>Rme; ou CT>RT). Como 
Rme=P, para haver prejuízo, basta que o custo médio seja superior ao 
preço. Veja que isto ocorre na figura 06: 
 
 
 
 
 
 
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P, Rmg, 
Cme 
Fig. 06 
 
C Cme 
PE E 
D 
O 
QE 
Rmg 
Q 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A firma iguala o custo marginal e a receita marginal quando a 
produção é QE. Neste nível de produção, o preço do produto é PE 
(Rme=PE) e o custo médio é Cme. O custo total será o retângulo 
O_QE_C_Cme; a receita total será o retângulo cinza claro; o prejuízo será 
o retângulo cinza escuro. Então, veja que, neste caso, o monopolista, na 
verdade, está no ponto de prejuízo mínimo quando Rmg=Cmg. 
 
Por fim, ressaltamos que a firma monopolista, assim como a firma 
competitiva, só deve encerrar suas atividades no curto prazo quando, ao 
igualar a Rmg ao Cmg, o preço for inferior ao custo variável médio 
(P<CVme). A explicação é a mesma que foi feita na aula 04, e vale para 
qualquer estrutura de mercado. No longo prazo, a firma monopolista 
encerrará as atividades se P<Cme, uma vez que em longo prazo 
CVme=Cme. 
 
Assim, entenda que, em curto prazo, o monopolista pode se 
equilibrar (igualar Rmg=Cmg) obtendo prejuízo econômico, desde que o 
preço seja superior ao custo variável médio. No entanto, em longo prazo, 
a firma monopolista encerrará suas atividades se obtiver prejuízo 
econômico. 
 
 
1.4. DETERMINAÇÃO DO PREÇO DO MONOPOLISTA E O MARK UP 
 
Vimos anteriormente que 迎兼訣 噺 鶏 岾な 伐 怠】帳椎鳥】峇┻ Vimos também que o 
lucro é máximo quando Rmg=Cmg. Substituindo Rmg por Cmg na 
expressão, obtemos: 
 
 系兼訣 噺 鶏 磐な 伐 な】継喧穴】卑 
 
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 Trabalhando em termos do preço (P), obtemos: 
 
 
鶏 噺 系兼訣 蛮 なな 伐 な】継喧穴】妃 
 
 Ou, 
 皿 噺 察仕賛層 伐 層】撮使纂】 
 
 Essa expressão tem uma interessante interpretação. Nós sabemos 
que o monopolista não atua quando 】継喧穴】<1, de modo que podemos dizer 
com certeza que a firma monopolista só produzirá quando 】継喧穴】≥1. 
 
 À medida que aumentamos indefinidamente o valor da 】継喧穴】, o 
denominador da expressão em negrito, 岾な 伐 怠】帳椎鳥】峇, vai se aproximando de 
01, o que significa que o preço do produto vai se aproximando do custo 
marginal. Veja uma aplicação: na concorrência perfeita, a demanda da 
firma é infinitamente elástica (Epd=∞). Neste mercado, o denominador 
da expressão em negrito, 岾な 伐 怠】帳椎鳥】峇, será igual a 1 e o preço será igual ao 
custo marginal, exatamente como aprendemos na aula sobre 
concorrência perfeita (P=Cmg). 
 
Entretanto, no monopólio, sabemos que Epd não é infinita, mas é 
maior que 01 unidade, 】継喧穴】≥1. Quanto mais a Epd se aproxima de 01, 
maior será o preço do produto (P) e mais ele se distancia do custo 
marginal. Quanto mais a Epd cresce e se aproxima do infinito (Epd=∞), 
menor será o preço do produto (P) e mais ele se aproxima do custo 
marginal. 
 
 Com isso, podemos concluir que quanto mais elástica for a curva de 
demanda com a qual o monopolista se defronta, mais próximo estarão o 
preço e o custo marginal, e menor será a sua margem (excesso) sobre o 
custo marginal. Em outras palavras, quanto mais inelástica6 for a 
curva de demanda da empresa, maior o poder de monopólio. 
 
 A expressão do preço do monopolista também nos possibilita 
calcular o percentual de mark up da firma monopolista. O mark up é a 
margem do preço que está acima do custo marginal (mark 
up=P/Cmg). 
 
6 Obedecendo, é claro, a condição que o monopolista não atuará quando Epd<1. 
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Por exemplo, suponha uma firma que cobre R$ 5,00 por um 
produto, sendo que o custo marginal é de apenas R$ 4,00. Se estivesse 
em mercado competitivo, a firma seria obrigada a cobrar o preço igual ao 
custo marginal, logo, teríamos preço igual a R$ 4,00 e não igual a R$ 
5,00. O mark up desse monopolista é o excesso do preço sobre o custo 
marginal. No nosso exemplo, o mark up seria P/Cmg=5/4=1,25. Em 
porcentagem, o mark up desta firma é de 25%, que é exatamente a 
proporção do preço queestá acima do custo marginal. 
 
Se P/Cmg=1, então, percentualmente, dizemos que não há mark up 
e o mercado é competitivo, pois P=Cmg. De forma análoga, se P/Cmg=2, 
então, o mark up é de 100%, se P/Cmg=1,5, o mark up é de 50%. 
 
Seguem as expressões algébricas para o mark up: 
 
 捌珊司暫 四使 噺 皿察仕賛 
 
 
Se observarmos as expressões do inicio do tópico, e substituirmos o 
valor do Cmg, o mark up também poderá ser: 
 捌珊司暫 四使 噺 層層 伐 層】撮使纂】 
 
 
 Pela expressão, percebe-se que, quanto maior a elasticidade 
preço da demanda, menor será o mark up do monopolista. Isto é 
intuitivo: quanto mais os consumidores reagirem aos aumentos de 
preços, menos será a capacidade do monopolista de cobrar preços acima 
dos custos marginais de produção. 
 
 
1.5. ÍNDICE DE LERNER E O PODER DE MONOPÓLIO 
 
O índice de Lerner é um meio de medirmos o poder de 
monopólio (ou poder de mercado). 
 
Na concorrência perfeita, P=Cmg (o que chamamos virtualmente de 
preço socialmente ótimo). No monopólio, P>Cmg. Uma forma de medir o 
poder de monopólio é verificar qual a proporção em que o preço do 
produto supera o custo marginal. Para isso, basta calcularmos o montante 
em que P supera Cmg, e depois basta dividirmos o resultado por P. Segue 
a expressão do índice de Lerner (L): 
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 鯖 噺 皿 伐 察仕賛皿 
 
 
O índice variará entre zero e um. Quanto menor o poder de 
monopólio, menor ou mais próximo de zero será o índice. Por 
exemplo, na concorrência perfeita, o poder de monopólio é zero, uma vez 
que P=Cmg, (P – Cmg)=0, e L=0. 
 
Também podemos expressar o índice em termos da elasticidade 
com que a empresa individual se defronta. Sabemos que 鶏 噺 峭 寵陳直怠貸 迭】曇妊匂】嶌; 
substituindo P na expressão do índice (em negrito) e fazendo as 
simplificações algébricas (que sugerimos que não perca tempo fazendo 
), chegaremos a: 
 鯖 噺 層】撮使纂】 
 
Isto é, quanto maior a Epd, menor será o poder de monopólio. 
Vale ressaltar que estamos tratando da elasticidade da curva de demanda 
da empresa, e não da curva de demanda do mercado. Por exemplo, na 
concorrência perfeita, a empresa possui uma curva de demanda 
infinitamente elástica (Epd=∞), de modo que L=0. 
 
Devemos ter o entendimento de que estamos falando de poder de 
monopólio e não de lucros (alto poder de monopólio não significa, 
necessariamente, lucros elevados). O poder de monopólio depende da 
margem do preço sobre o custo marginal, ao passo que o lucro depende 
da diferença entre receita total e custo total (ou seja, da diferença entre o 
preço, ou receita média, e o custo médio). Assim, uma empresa pode ter 
alto poder de monopólio, mas os lucros podem não ser tão altos (ou até 
mesmo negativos) devido ao nível elevado de custo médio. 
 
Já assistimos, no Brasil, a empresas com alto poder de mercado 
decretarem falência (Transbrasil, Varig), o que indica que nem sempre o 
alto poder de mercado caminha com altos lucros. 
 
Por fim, devemos ressaltar que a afirmação segundo a qual o poder 
de mercado é alto quando a elasticidade é baixa não contraria a hipótese 
de que o monopolista nunca irá atuar quando EPD<1. Assim, entenda que 
o poder de mercado será tanto mais alto quanto menor a elasticidade, 
mas, ao mesmo tempo, esta não pode ser menor que 01 unidade, pois, 
neste caso, o monopolista não conseguirá maximizar lucros. 
 
 
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1.6. A CURVA DE OFERTA E O EQUILÍBRIO DE LONGO PRAZO DA 
FIRMA MONOPOLISTA 
 
O conceito de oferta e preço de oferta para o monopólio possui 
significado muito menos preciso do que na concorrência perfeita. Em 
qualquer caso, podemos afirmar que a firma monopolista não tem 
curva de oferta individual, logo, o mercado também não possui curva 
de oferta, pois o mercado é a própria firma! Em outras palavras, não há 
uma curva que mostre uma relação entre preços de venda e quantidades 
produzidas. 
 
A conclusão extraída a partir da figura 19, na aula 05, na 
concorrência perfeita, de que a curva de oferta da firma é derivada a 
partir da curva do custo marginal não é possível para o caso do 
monopólio. Na concorrência perfeita, o preço é igual ao custo marginal e 
isso foi essencial para chegarmos à conclusão de a curva de oferta da 
competição perfeita é igual à curva do custo marginal. No caso do 
monopólio, essa conclusão não pode ser feita, pois o custo marginal difere 
do preço (Cmg ≠ P). Assim, não há uma relação estável, ou não podemos 
definir de modo confiável a existência de uma curva relacione preços e 
quantidades ofertadas/produzidas. 
 
Quanto ao equilíbrio de longo prazo, podemos afirmar que, neste 
ponto, difere da concorrência perfeita, pois, nesta, o equilíbrio de longo 
prazo acontece quando as firmas possuem lucro econômico zero. No 
monopólio, entretanto, a existência de barreiras à entrada de 
novas firmas permitirá a existência de lucros econômicos 
positivos (lucros extraordinários) no longo prazo. Ou seja, podemos 
então afirmar que o monopólio não é afetado no longo prazo. Ele pode se 
equilibrar com lucros extraordinários (positivos). 
 
Na concorrência perfeita, se você se recordar da aula 05, item 3.7, 
verá que o que faz com que a firma competitiva não aufira lucros 
positivos no longo prazo é justamente a livre entrada de empresas no 
mercado. Havendo lucros positivos, mais empresas serão atraídas para o 
mercado, de tal modo que a curva de oferta do mercado será deslocada 
para a direita e para baixo, pois haverá mais firmas no mercado, 
aumentando a oferta. Este deslocamento reduz o preço de equilíbrio e, 
por consequência, os lucros até o ponto em que o lucro zero (ou lucro 
normal) é atingido. Esta é a história da concorrência perfeita. 
 
No monopólio, havendo lucros positivos, não existe o perigo de 
haver a entrada de mais empresas no mercado, justamente porque o que 
justifica a existência do monopólio são as barreiras à entrada. Logo, no 
longo prazo do monopólio, havendo lucros extraordinários, não haverá 
entrada de ninguém, o que permite a continuidade dos lucros positivos. 
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Figura 07 
Cmg 
Oferta=∑Cmg 
P 
W A 
PM 
C 
B PE E PE 
E 
Z 
M 
Demanda 
Rmg 
Demanda 
QE QE QM Q 
b) EQUILÍBRIO NO 
MONOPÓLIO 
a) EQUILÍBRIO NO MERCADO 
COMPETITIVO 
 
1.7. A INEFICIÊNCIA DO MONOPÓLIO 
 
Na concorrência perfeita, o equilíbrio do mercado7 ocorre quando a 
curva de demanda do mercado intercepta a curva de oferta do mercado. 
A curva de oferta do mercado é a soma das curvas de oferta (curvas de 
custo marginal) das firmas individuais (assim, curva de oferta do mercado 
= ∑Cmgi), onde Cmgi é o custo marginal da firma individual. 
 
Suponhamos agora, em situação hipotética, imaginária, que todas 
as firmas competitivas se unissem e formassem uma só firma que 
monopolizasse todo o mercado. O equilíbrio desse novo mercado 
(monopolista) aconteceria quando a nova firma monopolista igualasse o 
custo marginal à receita marginal. A curva de receita marginal estará à 
esquerda e abaixo da curva de demanda do mercado. O custo marginal 
estará representado pela curva de oferta do mercado, uma vez que esta 
representa o somatório das curvas de oferta das firmas individuais. Neste 
novo equilíbrio monopolista, percebe-se que o mercado monopolista 
produz menos que o mercado competitivo, e cobra mais caro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Pela figura 07, observa-se que, no monopólio, o preçode equilíbrio 
(PM) e a quantidade de equilíbrio (QM) serão, respectivamente, maiores e 
menores que aqueles verificados na concorrência perfeita (PE e QE). Ou 
seja, o consumidor consome menos e paga mais. 
 
 Na figura da direita, foram colocados os dois pontos de equilíbrio a 
fim de facilitar a comparação. O ponto M, onde a receita marginal iguala o 
custo marginal, significa o equilíbrio do monopólio, com preços PM e 
quantidades QM. Se tivéssemos um mercado competitivo, a curva do 
 
7 O equilíbrio da firma (e não do mercado) continua sendo quando P=Rmg. 
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custo marginal seria o equivalente à curva de oferta, e o equilíbrio 
competitivo aconteceria onde a oferta intercepta a demanda, no ponto E, 
a preços PE e quantidades QE. 
 
 Na figura da esquerda, para o mercado competitivo, os excedentes 
(do consumidor e do produtor  áreas W e Z, respectivamente) estão 
maximizados. Isto significa que o mercado funciona de modo eficiente 
(possui eficiência econômica). 
 
Na figura da direita, no equilíbrio do monopólio, nós podemos 
perceber que o preço mais alto (PE  PM) e a redução de consumo (QE  
QM) faz com que o excedente do consumidor seja reduzido no valor das 
áreas do retângulo A e do triângulo B. Ou seja, do lado do consumidor há 
perdas no valor de (A + B). No lado do produtor, há um ganho de 
excedente no valor do retângulo A, uma vez que o preço está mais alto. 
Por outro lado, há uma perda no valor do triângulo C, em razão da 
redução de produção vendida. Logo, há um ganho de excedente para os 
produtores no valor de (A – C). 
 
Percebe-se, então, que o mercado monopolista implica ganho de 
bem estar para o produtor e perda de bem estar para o consumidor. Se 
você somar as variações – o que significa fazer perdas dos consumidores 
menos ganhos dos produtores – verá que o resultado final será uma 
perda total no valor de (B+C). Esta perda é o peso morto do 
monopólio. Daí, podemos concluir que os mercados monopolistas 
não são eficientes economicamente (pois os excedentes não são 
maximizados). 
 
 A causa desta ineficiência reside no fato de o monopolista 
cobrar um preço acima do custo marginal. Esta medida ineficiente faz 
com que haja perdas para a sociedade como um todo. Se o governo 
quiser melhorar a eficiência econômica deste mercado, ou aproximar o 
resultado daquilo que seria verificado caso tivéssemos uma concorrência 
perfeita, ele poderia impor a regra competitiva de formação de preços. 
 
 Em concursos públicos, o que mais aparece em prova sobre esse 
assunto é o caso do monopólio natural, que veremos abaixo: 
 
O caso do monopólio natural 
 
 A produção de determinados bens apresentam economias de escala 
para os níveis de produção relevantes. Conforme sabemos, economias de 
escala é uma característica do processo produtivo, na qual, quanto mais 
se produz, menor é o custo unitário da mercadoria ou serviço que é 
produzido. Isto é, quanto maior for a produção, menor será o custo 
médio (ou custo por mercadoria). Em outras palavras, uma só empresa 
pode produzir a um custo médio menor do que se houvesse um número 
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maior de empresas. Quando essa situação ocorre, temos um monopólio 
natural ou puro. 
Esse é o caso das empresas que têm uma parcela muito alta de 
custo fixo8 e custos variáveis9 baixos, quando comparados com o custo 
fixo. Aqui, é bem menos custoso um número menor de firmas produzir, 
ou até mesmo uma só firma fazê-lo. Como exemplo de monopólios 
naturais, temos as companhias de energia elétrica, telefonia, 
abastecimento de água e saneamento básico das cidades. 
A tecnologia de produção desses serviços é de tal ordem que uma 
vez incorridos os altos custos das instalações, a expansão da produção 
por uma só firma (monopolista) irá reduzir os custos médios. 
Consequentemente, para essas firmas caracterizadas como “monopólio 
natural”, a estrutura de custos médios é decrescente para toda a faixa 
relevante de produção10. Ou seja, à medida que se aumenta a produção, 
os custos médios irão decrescer cada vez mais, e isso só acontece nessas 
empresas inseridas neste caso específico do monopólio natural. 
Quando temos uma tecnologia de produção com a existência de 
economias de escala, as empresas de fora do mercado sabem que não 
poderão atingir os mesmos baixos custos de que desfruta o monopolista, 
porque, depois de entrar, cada uma teria uma fatia menor do mercado e 
ainda teria que arcar com altíssimos custos iniciais de implantação da 
firma. 
Adicionalmente, podemos estatuir também que, de modo geral, os 
monopólios naturais apresentam custos marginais11 muito 
baixos, bem próximos ou tendendo a zero para os níveis 
relevantes de produção. Veremos por quê: 
As indústrias de infraestrutura são exemplos de monopólio 
natural. São tipos de indústrias que requerem altos custos de 
implantação, assim como altos custos fixos. Veja o exemplo de uma 
empresa de distribuição de água. Para levar água a toda uma cidade, a 
empresa deve arcar com a rede de tubulações, estação de tratamento, 
manutenção de toda a rede, etc. Uma vez que ela tenha toda esta 
estrutura montada, o acréscimo de custo decorrente do acréscimo de 
 
8 Custo fixo é aquele que não varia com a quantidade produzida. A produção pode aumentar ou 
diminuir que o custo fixo se mantém inalterado (exemplo: salários da diretoria, aluguel de 
determinadas instalações, etc). 
9 Custos variáveis são aqueles que variam com a quantidade produzida. Quanto mais se produz, 
maiores são os custos variáveis (exemplo: material-prima, gastos com mão-de-obra, etc). 
10 No caso do monopólio natural, à medida que se aumenta a produção, o custo médio irá diminuir. 
Então, uma firma muito grande consegue produzir com custo médio bem menor do que se houvesse 
várias firmas menores produzindo. 
11 Relembrando: custo marginal é o acréscimo de custo decorrente do acréscimo de 01 unidade de 
produto produzida (e/ou consumida). Por exemplo, suponha que uma firma produza e venda 
sapatos. Imagine que para produzir 01 sapato adicional para venda, a firma incorra em um custo 
adicional de R$ 20,00. Então, o custo marginal desta unidade de sapato será R$ 20,00. 
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moradores a utilizar sua água é pequeno. Ou seja, o custo marginal 
decorrente do aumento de produção12 é bastante pequeno. Assim, 
quanto mais ela expande a sua produção, menor será o custo médio. 
Vejamos outro exemplo: o transporte do metrô. Depois de 
escavados todos os túneis, comprados todos os trens, montadas todas as 
estações de metrô; o acréscimo de passageiros praticamente não gera 
acréscimo de custo. Se o metrô transporta 100.000 pessoas, ou 
transporta 150.000, o custo total é praticamente o mesmo. Assim, para 
este tipo de indústria, o custo médio é decrescente. Isto é bem fácil de 
se verificar algebricamente: 
 Custo médio 噺 Custo totalQuantidade produzida 
 
No caso do metrô, o acréscimo de passageiros (que, neste caso, 
seria a nossa “quantidade produzida”) aumentaria a produção. Ao mesmo 
tempo, tal acréscimo de passageiros quase não aumentaria o custo total 
em termos proporcionais. Assim, teríamos um custo médio decrescente 
com o aumento de produção. Tudo isto só é possível graças à existência 
de custos marginaisbastante baixos. 
Quando tempos um monopólio natural, é muito melhor para o 
mercado ter apenas uma firma produzindo. Nesse caso, uma só empresa 
pode produzir qualquer quantidade de produto a um custo menor. Ou 
seja, para qualquer quantidade dada de produto, um maior número de 
empresas leva a uma menor produção por empresa e a um custo total 
médio mais elevado. 
Uma empresa que é um monopólio natural preocupa-se menos com 
a entrada de novas empresas. Entrar em um mercado em que alguma 
empresa detenha o monopólio natural não é interessante. As empresas 
entrantes sabem que não poderão atingir os mesmos baixos custos de 
que desfruta o monopolista porque, depois de entrar, cada uma teria 
uma fatia menor do mercado. 
Então, observe que o monopólio natural não é algo ruim. Ele é 
a melhor maneira de se produzir quando há substanciais economias de 
escala na produção (custos médios decrescentes). Você já imaginou uma 
cidade tendo 10 empresas de metrô, ou 10 companhias de distribuição 
de energia elétrica. É impossível, não?! 
Observe, portanto, que o monopólio não é necessariamente 
ruim, e nem sempre deve ser quebrado pelo governo. No caso do 
monopólio natural, o governo deve regular a indústria, e não tentar 
criar mecanismos de concorrência (isto é válido no caso do monopólio 
natural). 
 
12 Aqui, o aumento de produção é o mesmo que levar água para um maior número de residências. 
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O que costuma cair bastante em prova é a forma de regulação do 
monopólio natural. Nós sabemos que o monopólio natural representa 
uma falha de mercado: poder de mercado. Ao mesmo tempo, sabemos 
que um dos objetivos da regulação econômica é justamente reduzir as 
falhas de mercado, para aproximar os mercados do resultado ótimo da 
concorrência perfeita. 
Pois bem... sabemos também que a concorrência perfeita (mercado 
eficiente) cobra preços iguais aos custos marginais (P=Cmg). Isto é a 
origem de tudo. É esta igualdade que explica a eficiência econômica da 
concorrência perfeita. Parece razoável, então, supormos que o órgão 
regulador deve tentar impor um limite de preço ao monopolista natural, 
fazendo com que este cobre preços iguais aos custos marginais. 
No entanto, os custos marginais do monopolista natural são muito 
baixos, tendendo a zero. Assim, se o preço cobrado pelo monopolista for 
igual ao custo marginal, logicamente, a receita total do monopolista será 
muito baixa, bem inferior ao custo total. 
Assim, se o regulador impõe o preço “socialmente ótimo” da 
concorrência perfeita (P=Cmg) ao monopolista, ele preferirá 
abandonar o mercado. Afinal, não fará sentido explorar a atividade 
econômica, se não for possível obter pelo menos o lucro normal. 
Neste caso, o regulador adotará uma solução regulatória que faça 
com que a indústria regulada aproxime o preço dos custos médios, e não 
dos custos marginais. Esta solução é adotada como uma política razoável 
de determinação de preços para o monopólio natural. 
 
 
A solução de regulação para o 
monopólio natural é a aproximação 
(ou igualdade) do preço ao custo 
médio. 
 
Deve ficar claro em nossas mentes, portanto, que, na presença de 
monopólio natural, o bem-estar social pode ser melhor servido deixando 
o mercado operar com uma única firma, desde que sob supervisão e 
controle de um órgão regulador. Dessa forma, poder-se-iam aproveitar 
as economias de escala para produzir a um custo mais baixo do que seria 
possível em um mercado com várias empresas concorrendo. 
Ao regulador seria incumbida a missão de coibir o uso do poder de 
mercado pelo monopolista, estimulando-o a operar a baixo custo, de tal 
forma que seja possível cobrar preços o mais baixo possível dos 
consumidores. 
Seguem alguns exemplos de questões de prova cobradas pelo 
CESPE/Unb: 
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(CESPE/Unb – PCPA – 2006) - Todo tipo de monopólio natural 
deve ser coibido pelo regulador a fim de que promova a 
concorrência por meio da quebra desse monopólio. 
 
COMENTÁRIOS: 
Às vezes, o monopólio natural é a forma mais barata de produzir 
determindo serviço. Isso ocorre devido às economias de escala e aos 
custos afundados associados a determinadas atividades. Temos como 
exemplo os serviços de energia elétrica, abastacimento de água, gás, 
etc. Neste caso, não é objetivo da regulação coibir o monopólio, 
mas sim regulá-lo, para que não haja abuso de poder. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
(CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC - 2009) - A 
imposição da regra competitiva de formação de preços nos 
monopólios naturais como os que prevalecem no setor de 
utilidades públicas, além de melhorar o bem-estar dos 
consumidores, garante também lucros puros para as empresas 
que operam nesses mercados. 
 
COMENTÁRIOS: 
A regra competitiva (regra da concorrência perfeita) de formação de 
preços é aquela em que os preços são iguais aos custos marginais. Para 
os monopólios naturais, os custos marginais são bem baixos (tendem a 
zero), inferiores aos custos médios. 
 
Assim, a imposição da regra competitiva de formação de preços da 
concorrência perfeita certamente trará prejuízo para a firma 
caracterizada como monopólio natural. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
(CESPE/Unb – Analista Administrativo e Financeiro – SEGER/ES – 
2007) - A presença de economias crescentes de escala em 
determinada indústria indica a existência de fortes pressões 
competitivas nesse mercado, excluindo, pois, a sua 
monopolização. 
 
COMENTÁRIOS: 
A presença de economias crescentes de escala é condizente com a 
existência de monopólios naturais e não tem relação com pressões 
competitivas. 
 
GABARITO: ERRADO 
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(CESPE/Unb – Analista de Controle Externo – TCE/AC – 2008) - A 
produção de serviços de transporte de massa como o metrô 
caracteriza-se pelo fato de os custos marginais de produção 
desses serviços serem superiores aos custos médios. 
 
COMENTÁRIOS: 
A produção de serviços de transporte de massa é um monopólio natural, 
como economias escala, se caracterizando pelo custo marginal bastante 
baixo. 
 
Pense comigo: qual o custo adicional (curso marginal) para a firma do 
metrô produzir uma quantidade adicional de produto (um trecho de 
viagem a um passageiro, por exemplo)? A resposta é zero (ou quase 
zero). 
 
Depois que o metrô está pronto, os custos marginais são baixíssimos. 
Assim, para a produção deste bem (transporte de massa), com certeza, o 
custo marginal é menor que o custo médio. 
 
GABARITO: ERRADO 
 
(CESPE/Unb – Técnico Municipal – Pref. Vila Velha – 2007) - Em 
um monopólio natural, o regulador não pode igualar o preço ao 
custo marginal sob pena de levar o monopolista ao lucro negativo 
na prática de tal preço regulado. 
 
COMENTÁRIOS: 
Nos monopólios naturais, nós temos a existência de economias 
crescentes de escala onde há um elevado custo inicial de implantação da 
estrutura produtiva. Depois de pronta toda a estrutura, os custos 
marginais são zero (ou quase zero). Imagine um caso de monopólio 
natural, por exemplo, a companhia de energia elétrica da sua cidade. 
Depois de implantada a estrutura produtiva, o custo marginal de prover 
energia elétrica a mais um consumidor será muito baixo ou até mesmo 
nulo, uma vez que a rede elétrica, geradores, enfim, já está tudo 
instalado. Assim, se a firma do monopólio naturalresolver cobrar o preço 
igual ao custo marginal, ela cobrará um preço excessivamente baixo ou 
até mesmo nulo. A possibilidade de haver prejuízo cobrando preços 
excessivamente baixos é grande. 
 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
 
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1.8. A DISCRIMINAÇÃO DE PREÇOS 
 
Na concorrência perfeita, a tarefa do administrador é bastante 
simples: basta ele vender o seu produto ao preço de equilíbrio do 
mercado e produzir qualquer quantidade que, invariavelmente, a 
produção será vendida e a empresa aproximar-se-á do seu equilíbrio de 
curto e de longo prazo, sendo que neste último temos lucro econômico 
zero (lucro normal). 
 
Os administradores de empresas com poder de mercado, 
entretanto, têm uma tarefa muito mais complicada. Como estas empresas 
dominam o mercado, elas podem cobrar, para o mesmo produto, preços 
diferentes na expectativa de verem seus lucros ainda maiores. Para isso, 
devem conhecer as características da demanda a fim de estimar os preços 
e níveis de produção que mais lhe tragam benefícios. 
 
Quando o monopolista vende o seu produto a preços diferentes, no 
intuito de aumentar os seus lucros e infligir perda monetária aos 
consumidores, dizemos que ele é um discriminador de preços. Vale 
ressaltar que a discriminação de preços ocorre quando o monopolista 
vende os mesmos bens por preços diferentes. Duas unidades de um bem 
são as mesmas quando têm a mesma qualidade e o mesmo custo. Se um 
cinema vende ingressos por dois preços diferentes (um para estudantes, 
e outro para não estudantes), temos um exemplo de discriminação. Por 
outro lado, se o preço mais alto da carne na região Norte do país reflete o 
custo adicionado do transporte, isso não é um caso de discriminação de 
preço. 
 
Veja que aqui no Estratégia Concursos praticamos a política de 
discriminação de preços (apesar de não sermos monopolistas no 
mercado). A tática de oferecer descontos aos alunos VIP do Eu Vou Passar 
é uma política de discriminação de preços, onde se cobra preços 
diferentes para o mesmo produto, baseado no grau de fidelidade que os 
consumidores possuem com o site do Eu Vou Passar. 
 
Há três tipos mais comuns de discriminação de preços: de primeiro 
grau (ou discriminação perfeita), de segundo grau e de terceiro grau. 
 
A discriminação de primeiro grau ou discriminação perfeita 
de preços ocorre quando o monopolista consegue vender cada 
unidade ao preço máximo (preço de reserva13) que os 
consumidores estão dispostos a pagar por ela. Suponha, por 
exemplo, que a demanda de um bem produzido pelo monopolista seja: 
 
 
13 O preço de reserva é a quantia máxima que o consumidor está disposto a pagar por determinado bem. É o 
preço máximo que alguém aceitará pagar por um bem e ainda assim comprá-lo. 
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Q = 10 – P 
 
Para a primeira unidade produzida (Q=1), o preço que os 
consumidores estão dispostos a pagar será R$ 9,00. Para a segunda 
unidade produzida (Q=2), o monopolista consegue vender o produto por 
até R$ 8,00, e assim por diante. Se o monopolista conseguir fazer isso: 
vender o mesmo produto por preços diferentes, cobrando o máximo que 
os consumidores aceitam pagar, ele estará praticando a discriminação 
perfeita de preços (discriminação de 1º grau). 
 
Observe que a discriminação de primeiro grau implica que o 
excedente do consumidor seja nulo, já que o produtor consegue cobrar 
por cada unidade o preço máximo que o consumidor está disposto a 
pagar. Na verdade, ao praticar essa discriminação de preços, o produtor 
“captura” todo o excedente do consumidor; e toda a redução de 
excedente deste último serve para aumentar o excedente do produtor (o 
valor total dos excedentes não muda, há apenas uma transferência de 
ganhos). 
 
Ou seja, há uma redistribuição de ganhos do mercado, onde o 
consumidor “cede” todos os seus ganhos para o produtor, sem que haja 
qualquer “desperdício” de excedentes. Como não temos perda de 
excedentes, podemos concluir que, ocorrendo discriminação 
perfeita de preços, o monopólio será um mercado eficiente 
economicamente, pois o valor total dos excedentes continua igual 
àquele que seria verificado em um mercado de concorrência perfeita. 
 
Veja que a discriminação perfeita é o sonho de qualquer 
monopolista: vender os seus produtos a preços diferentes, sendo que 
estes preços são exatamente os valores máximos que os consumidores 
estão dispostos a pagar. Obviamente, a discriminação perfeita é uma 
abstração teórica. É raríssima de ser verificada na prática, uma vez que 
os clientes não entram nas lojas com placas avisando o preço máximo 
que estão dispostos a pagar. Talvez o caso mais próximo de uma 
discriminação perfeita de preços seja o caso de profissionais liberais que 
cobram preços diferentes de seus clientes. Por exemplo, advogados que 
defendem réus notoriamente ricos, obviamente, cobram muito mais caro 
do que se defendessem um réu com menos recursos. 
 
A discriminação de segundo grau ocorre quando o monopolista 
cobra um preço diferente, conforme a quantidade comprada por cada 
consumidor. É o tradicional “se você comprar X, eu lhe dou o desconto de 
Y”. Os descontos por quantidade são, em muitos casos, uma forma bem-
sucedida de discriminação de preços porque a disposição de um cliente 
para pagar por uma unidade adicional diminui à medida que ele compra 
mais unidades. Então, se você oferece descontos para unidades adicionais 
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compradas, isto pode fazer com que seu cliente aumente o consumo de 
seu produto, aumentando, assim, os lucros do monopolista. 
 
A discriminação de terceiro grau ocorre quando o monopolista 
cobra preços diferentes de pessoas diferentes independentemente das 
quantidades consumidas por essas pessoas. Ou seja, a empresa identifica 
diferentes grupos de consumidores, fixando preços diferentes para cada 
um destes segmentos. 
 
Aqui a estratégia pode assumir variadas formas: dividir o mercado 
entre velhos e jovens, consumidores habituais e eventuais, ricos e 
pobres, etc. Por exemplo, neste tipo de discriminação, o monopolista 
pode dividir o mercado em dois segmentos, na maioria das vezes, de 
acordo com a elasticidade preço da demanda. Ele cobrará mais caro dos 
consumidores cuja demanda seja mais inelástica e menos dos 
consumidores cuja demanda seja mais elástica. 
 
Por exemplo, quem compra passagens aéreas “em cima da hora” 
geralmente paga mais caro, pois é um consumidor mais inelástico, que 
está precisando viajar com urgência. Logo, a companhia aérea cobrará 
um preço maior. 
 
Às vezes, uma firma cobra preços diferentes baseada apenas na 
região onde está localizada. Em cidades grandes, as grandes redes de 
supermercados cobram preços maiores de seus produtos em bairros de 
classe alta, em virtude de os consumidores dessas regiões serem mais 
inelásticos. 
 
Quando não é possível separar os mercados para discriminar os 
preços, existem ainda outras alternativas para as firmas com poder de 
mercado aumentarem seus lucros. Uma delas é a cobrança de tarifa em 
duas partes: cobra-se um preço de entrada e um preço de utilização. 
Essa estratégia, por exemplo, é utilizada nos parques de diversão. Outra 
alternativa é a venda em pacotes, onde se vende vários produtos 
dentro de um pacote, extraindo as máximas disposições a pagar por partedos consumidores. Temos como exemplo os pacotes de viagem, onde são 
vendidos as passagens de avião, a hospedagem, os passeios e até mesmo 
a alimentação. Tudo isto é feito com o intuito de aumentar o possível 
lucro do monopolista, tentando alcançar ao máximo a totalidade da 
disposição a pagar dos consumidores. 
 
 
 
 
 
 
 
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Segue um resumo: 
Discriminação 1º 
grau 
(perfeita) 
O monopolista vende diferentes unidades de 
produto por diferentes preços e que os preços 
podem diferir de pessoa para pessoa. 
Discriminação 2º 
grau 
O monopolista vende diferentes unidades de 
produto por diferentes preços, mas cada pessoa 
que compra a mesma quantidade de bens paga o 
mesmo preço. Assim, os preços diferem no que 
tange às quantidades compradas do bem, mas não 
no que diz respeito às pessoas. 
Ex: descontos por quantidade. 
Discriminação 3º 
grau 
O monopolista vende a produção para pessoas 
diferentes por diferentes preços, mas cada unidade 
vendida a determinada pessoa é vendida pelo 
mesmo preço. 
Ex: descontos para estudantes, idosos, etc. 
 
 Para finalizar o tópico, devemos tecer algumas considerações sobre 
a eficiência econômica e a discriminação de preços. No item 1.7, vimos 
que o monopólio é ineficiente no sentido de Pareto (ineficiente 
economicamente). Em regra, a discriminação de preços aumenta a 
eficiência econômica do mercado. Dizemos em regra pois nem sempre 
isto acontecerá e cada situação deve ser examinada detalhadamente. 
 
Para fins de prova, você pode entender que a discriminação perfeita 
conduz o monopólio à eficiência econômica. As outras discriminações de 
preços, em regra, tendem a melhorar a eficiência econômica, mas isto 
não acontecerá sempre. Lembramos vocês que a eficiência econômica é 
um critério “sem alma”. Não leva em conta quaisquer aspectos 
envolvendo equidade. Assim, por exemplo, a discriminação perfeita de 
preços é eficiente simplesmente porque não há desperdício de 
excedentes, apesar de que todo o excedente do mercado fica em poder 
do produtor, e nada de excedente fica com o consumidor. 
 
1.8. A ESCALA MÍNIMA DE EFICIÊNCIA 
 
 Existe uma abordagem adicional que explica a existência dos 
monopólios. Tal abordagem trabalha com a comparação entre as curvas 
de custo médio da firma e de curva de demanda do mercado. Neste 
sentido, surge o conceito de escala mínima de eficiência (EME), que é 
o nível de produção onde temos o custo médio mínimo. 
 
 
 
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P 
P* 
Cme 
Demanda Demanda 
EME Q 
P 
Q 
P* 
Cme 
EME 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Veja nos gráficos que a EME é o nível de produção em que temos o 
custo médio mínimo de produção. Se a escala mínima de produção – o 
nível de produção que minimiza os custos médios – for pequena em 
relação ao tamanho do mercado, espera-se a prevalência de condições 
competitivas neste mercado. 
 
 No gráfico da esquerda, a escala mínima de eficiência é pequena, e 
isto fará com que uma firma consiga minimizar o custo médio com pouca 
estrutura, e sendo pequena em relação ao mercado. No gráfico da direita, 
no entanto, a escala mínima de eficiência é grande em relação ao 
tamanho do mercado. Nesta situação, há prevalência de condições 
favoráveis ao surgimento de um mercado que funcione de maneira 
monopolista. 
 
Assim, a escala mínima de eficiência acaba funcionando como 
um fator que influenciará a estrutura de mercado vigente. Quanto 
maior for a EME, maior será a probabilidade de o mercado operar 
segundo a maneira monopolista, havendo, portanto, poder de mercado. 
Quanto menor for a EME, maior será a probabilidade de o mercado operar 
segundo regras competitivas, semelhante à concorrência perfeita. 
 
 Bem.. terminamos o monopólio! Não é tão fácil assim, concorda!? 
Achamos que este tópico merece um resumo, para facilitar a organização 
das ideias: 
 
 
Resumo do monopólio 
 
 Só há uma firma produtora e sua curva de demanda é a própria 
curva de demanda do mercado; 
 
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 A receita marginal é menor que o preço. Ou seja, a curva da 
receita marginal estará sempre abaixo e à esquerda da curva 
de demanda (se tivermos uma demanda linear, a inclinação da 
curva da Rmg será o dobro da inclinação da demanda); 
 
 O ponto de maximização de lucros da firma (equilíbrio) é 
atingido quando a receita marginal é igual ao custo marginal, e 
não quando P=Cmg (no monopólio, e em todas as outras 
estruturas que não sejam concorrência perfeita, temos: 
P≠Cmg); 
 
 O monopolista não possui curva de oferta; 
 
 O monopolista nunca atua no setor inelástico da curva de 
demanda (nunca atua quando EPD<1); 
 
 O equilíbrio do monopólio geralmente ocorre com preços 
maiores e quantidades produzidas menores que aquelas 
verificadas para um mercado de concorrência perfeita; 
 
 O mark up é a faixa de preço que está acima do custo marginal: 轡軍慶圭 掲径 噺 隈隅型傾 ┹ 
 
 O índice de Lerner é um meio de medir o poder de monopólio, e 
é inversamente proporcional à elasticidade que enfrenta o 
monopolista: 靴 噺 層】櫛径袈】; 
 
 A discriminação de preços de primeiro grau (ou discriminação 
perfeita) ocorre quando o monopolista consegue cobrar 
exatamente o preço que o consumidor está disposto a pagar. 
Nesta discriminação, o mercado não perde eficiência, pois toda 
a perda de excedente do consumidor é capturada pelo produtor 
(não há perda líquida de excedentes); 
 
 A discriminação de preços de segundo grau ocorre quando o 
monopolista cobra um preço diferente, conforme a quantidade 
comprada por cada consumidor; 
 
 A discriminação de terceiro grau ocorre quando o monopolista 
cobra preços diferentes de pessoas diferentes 
independentemente das quantidades consumidas por essas 
pessoas; 
 
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 O monopólio é ineficiente economicamente (aliás, em termos 
de eficiência econômica, a concorrência perfeita14 é o único 
mercado eficiente, pois os excedentes são maximizados); 
 
 
 
 
Vejamos agora alguns exercícios sobre 
monopólio: 
 
 
01. (Cespe/UnB – Especialista – ANTAQ – 2014) A prática de 
monopólio na produção de um bem resulta na equivalência entre 
o preço final desse bem e o custo marginal de sua fabricação. 
 
Comentários: 
Essa relação não se verifica. A única estrutura de mercado em que há 
equivalência entre o preço e custo marginal ( P = Cmg) é a concorrência 
perfeita. 
 
Gabarito: Errado 
 
02. (Cespe/UnB – Especialista – ANTAQ – 2014) A ineficiência do 
mercado de concorrência imperfeita pode ser medida pela 
distância entre o preço de mercado e o custo marginal do bem. 
Quanto menor for essa distância, menos eficiente será o mercado 
de concorrência imperfeita. 
 
Comentários: 
Em aula, estudamos o modelo de concorrência perfeita. Nesse modelo, 
estabelecemos que o preço é igual ao custo marginal, no equilíbrio. 
Dessa forma, pelo fato da concorrência perfeita apresentar a 
característica de P = Cmg, quando o custo marginal for crescente, temos 
eficiência econômica. 
 
Vimos também que o único modelo que é plenamente eficiente é o 
mercado de concorrência perfeita. 
 
Uma concorrência imperfeita apresentará alguma relação em que P seja 
diferente deCmg. Para essa relação, estudamos o mark up (P dividido 
pelo Cmg). 
 
Quanto mais o preço se aproximar do Cmg, MAIS eficiente será o 
mercado, pois o mercado se aproximará da condição de eficiência da 
 
14 Além da concorrência perfeita, podemos dizer que o monopólio em que ocorre discriminação perfeita de 
preços também é eficiente economicamente, pois não existe redução de excedentes. No entanto, tal situação 
é uma mera abstração teórica. 
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concorrência perfeita. 
 
Assim, quanto menor for a distância entre o Preço e o Custo Marginal, 
MAIS eficiente será o mercado. 
 
Gabarito: Errado 
 
03. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) O lucro do 
monopolista é maximizado no ponto em que o custo marginal se 
iguala à receita marginal. 
 
Comentários: 
Para qualquer estrutura de mercado, inclusive o monopólio, a firma 
maximiza o lucro quando Cmg = Rmg. 
 
Gabarito: Certo 
 
04. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) O poder de 
monopólio se baseia na capacidade de a firma definir o preço 
acima do custo marginal. O quanto um preço supera o custo 
marginal depende do inverso da elasticidade de demanda que a 
firma defronta. 
 
Comentários: 
Em aula, estudamos o mark up e o índice de Lerner. O mark up (preço 
dividido pelo Cmg) mede a margem do preço que está acima do custo 
marginal. Como o monopolista não opera onde a curva de demanda é 
inelástica, podemos chegar à fórmula: 層層貸 層】撮使纂】. 
 
Essa fórmula nos diz que quanto maior a elasticidade preço da demanda, 
menor o mark up do monopolista. Quanto menor o mark up, menor o 
poder do monopolista. Portanto, podemos concluir que quanto maior a 
elasticidade, menos o poder do monopolista. 
 
Uma outra forma de resolver a questão, é pelo índice de Lerner. Partindo 
da fórmula do Mark Up, chegamos ao índice de Lerner, que mede o poder 
de monopólio. O índice de Lerner é dado por: 
 鯖 噺 層】撮使纂】 
 
Isto é, quanto maior a Epd, menor será o poder de monopólio. 
 
Gabarito: Certo 
 
05. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) A situação em 
que uma empresa consegue manter seus preços recorrentemente 
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acima do nível competitivo de produção sem diminuir o montante 
de produtos vendidos é caracterizada como poder de mercado. 
 
Comentários: 
No nível de produção competitivo, o Preço é igual ao Custo Marginal. Se 
uma empresa consegue manter seus precos acima do nível competitivo, 
isso significa que o preço está acima do custo marginal. Se o preço 
estiver acima do custo marginal, temos uma situação de poder de 
mercado. 
 
Gabarito: Certo 
 
06. (CESPE/Unb – Especialista em Regulação – ANS – 2013) - O 
fornecimento de mais de um tipo de serviço em regime de 
monopólio natural permite que se realizem economias de escopo. 
 
Comentários: 
Economias de escopo acontecem quando é mais vantajoso duas 
tecnologias (ou empresas) se juntarem, para produzir um ou mais bens. 
Essa vantagem da junção pode acontecer em virtude de redução de 
custos, ou em virtude de aumento da produção. 
 
É possível que haja economias de escopo em um serviço explorado 
mediante monopólio natural. Não há nada, economicamente, que impeça 
isso de acontecer. Veja, mais uma vez, que a afirmativa foi bem 
genérica. Ela disse “permite que se realizem” … 
 
Gabarito: Certo 
 
Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos 
seus impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das 
formas para determinação do nível de concorrência, julgue os 
itens seguintes. 
 
07. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) Os 
gastos com propaganda de firmas estabelecidas em determinado 
mercado podem representar barreiras a entrada de novos 
competidores, na medida em que esse investimento impõe custo 
irrecuperável para a atuação das empresas entrantes. 
 
Comentários: 
Não temos muito o que acrescentar aqui. Custos irrecuperáveis são 
aqueles que foram já foram feitos e não há como ter recuperação do 
investimento. Não devem ser levados em consideração para tomada de 
decisão, mas podem representar barreiras a entrada. Vimos esse 
conceito na aula sobre custos. 
 
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Gabarito: CERTO 
 
08. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) Uma 
firma que concede descontos para seus clientes em função do 
volume de bens por eles adquiridos realiza uma discriminação de 
preços de terceiro grau. 
 
Comentários: 
Discriminação de preços com base em quantidade de bens adquiridos é 
uma discriminação de preços de segundo grau, e não de terceiro grau, 
como afirma a questão. 
 
Gabarito: ERRADO 
 
09. (CESPE/Unb – Auditor – Economia – TCE/RO – 2013) - 
Governos que permitem discriminação de preços por parte dos 
monopolistas estão aumentando as perdas de excedentes dos 
consumidores. 
 
Comentários: 
A meu ver, a questão estaria certa. Afinal, a discriminação de preços é 
uma prática em que o monopolista procura capturar uma parte do 
excedente do consumidor. No entanto, o gabarito definitivo da banca foi 
errado. 
 
A única explicação para o gabarito, a meu ver, reside no fato de que, na 
verdade, não é a permissão do governo que faz o excedente do 
consumidor diminuir, mas sim a própria discriminação de preços que o 
faz. Ou seja, não é o governo (nem sua permissão) que faz o excedente 
diminuir, mas sim a efetiva ocorrência desta discriminação de preços por 
parte de firmas detentoras de algum poder de mercado. Mas é um 
raciocínio “forçado” demais, na minha opinião, de tal modo que ainda 
acho que o gabarito deveria ser certo. 
 
Seguem passagens bibliográficas para “me ajudar” no argumento: 
 
Besanko e Braeutigam, Microeconomia, página 356: 
 
“De que forma o monopolista pode capturar um excedente maior 
cobrando preços variados para seu produto, que é a característica 
essencial da discriminação de preços? A empresa pode fazê-lo 
cobrando diferentes preços para diferentes consumidores.” 
 
Aliás, no livro do Besanko e Braeutigam, o título do capítulo que trata da 
discriminação de preços é bem sugestivo: Capítulo 12 – Capturando o 
Excedente do Consumidor. 
 
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Pindyck e Rubinfeld, Microeconomia, 7ª ed., página 345: 
 
“Iniciaremos enfocando o objetivo básico de toda estratégia de 
preços: a captação de excedente do consumidor e sua conversão em 
lucros adicionais para a empresa. Discutiremos, então, a maneira 
pela qual essa meta pode ser alcançada com o uso da discriminação 
de preço.” 
 
Na página 346, eles continuam: 
 
“Todas as estratégias de preço que examinaremos têm uma coisa 
em comum: são formas de capturar o excedente do consumidor e 
transferi-lo par ao produtor.” 
 
Assim sendo, a nosso ver, o gabarito deveria ser certo. Não obstante, a 
banca marcou como Errada esta assertiva. 
 
Gabarito: Errado (a nosso ver, Certo) 
 
10. (CESPE/Unb – Auditor – Economia – TCE/RO – 2013) - Uma 
forma correta de regulação de preços de monopólios naturais é 
estabelecer seus preços nos níveis dos custos marginais. 
 
Comentários: 
Esta é uma questão simples. Conforme vimos nessa aula sobre 
Monopólios, a regulação do monopólio natural não pode estabelecerpreços iguais aos custos marginais, pois isto implicaria prejuízos certos à 
firma monopolista, fazendo com que ela abandonasse o mercado, uma 
vez que os custos marginais do monopólio natural tendem a zero. 
 
A solução de regulação apropriada, para monopólios naturais, é 
estabelecer preços iguais aos custos médios. 
 
Gabarito: Errado 
 
A respeito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica 
(CADE) que tem a função de zelar pela livre concorrência no 
mercado, julgue os itens a seguir. 
 
11. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - 
Caso houvesse um monopolista que conseguisse praticar 
discriminação de preços, ele venderia diferentes quantidades de 
seu produto por diferentes preços. 
 
Comentários: 
A questão é correta. A discriminação de preços consiste em praticar 
preços diferentes (pelo mesmo produto) para diferentes grupos de 
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consumidores. Como o preço muda de um consumidor para outro, as 
quantidades vendidas também mudam de consumidor para consumidor. 
Assim, a questão é certa. 
 
Gabarito:Ccerto 
 
12. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 
2013) - Uma situação em que o monopolista discrimina 
perfeitamente o preço é eficiente no sentido de Pareto. 
 
Comentários: 
A discriminação perfeita de preços indica uma situação onde o mercado 
funciona de modo eficiente. Não ocorrem desperdícios de excedentes; 
não ocorre peso morto, pois toda a redução de excedente do consumidor 
é capturada pelo produtor. 
 
Uma situação de eficiência econômica é também chamada de eficiente no 
sentido de Pareto (ou temos eficiência de Pareto). 
 
Na discriminação perfeita de preços, temos também a cobrança de 
preços iguais aos custos marginais (assim como acontece na 
concorrência perfeita; que é o mercado inequivocamente eficiente 
economicamente). 
 
Gabarito: Certo 
 
13. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos – 
2013) - A discriminação de preço de primeiro grau consiste em 
fixar diferentes preços para diferentes grupos de consumidores. 
 
Comentários: 
A questão é correta. Aliás, a situação descrita se encaixa em qualquer 
tipo de discriminação de preços (não somente para a de primeiro grau). 
 
Gabarito: Certo 
 
14. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – Economia – ANTT 
– 2013) - As formas de mercado dependem de três características 
principais: quantidade de empresas, tipo do produto e existência 
de barreiras à entrada. O monopólio é uma estrutura que ocorre 
quando não existem substitutos próximos e uma única empresa 
atua no mercado. 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão correta. Não há muito o que comentar, nesta questão. 
 
O tipo de produto a que se refere a questão é se os produtos são 
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homogêneos ou heterogêneos. Esta situação, por exemplo, é a única que 
diferencia a concorrência perfeita da concorrência monopolística. 
 
Gabarito: Certo 
 
15. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - A 
curva de oferta do monopolista é formada a partir de sua 
capacidade de influenciar o preço de mercado do bem. 
 
Comentários: 
Cuidado, pois o monopolista não possui curva de oferta. 
 
Gabarito: Errado 
 
16. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - A 
discriminação de preços corresponde à venda de diferentes 
quantidades do produto por preços diferentes, ocorrendo 
discriminação de preços de primeiro grau quando o monopolista 
cobra preços diferentes dos consumidores de acordo com a 
quantidade de produto comprada. 
 
Comentários: 
A discriminação a que se refere o enunciado é, na verdade, uma 
discriminação de 2º grau. 
 
A discriminação de 1º grau é aquela em que a empresa cobra 
exatamente o preço que o consumidor está disposto a pagar; enquanto a 
discriminação de 3º grau é o caso em que a empresa divide o mercado 
consumidor em grupos, cobrando preços diferentes de acordo com a 
característica de cada grupo. 
 
Gabarito: Errado 
 
17. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - O 
fato de o monopolista definir o preço de seu produto 
diferenciando-o para cada grupo de consumidores em mercados 
diferenciados, de acordo com a elasticidade-preço de cada um, 
configura a denominada discriminação de preços de segundo 
grau. 
 
Comentários: 
A divisão do mercado em grupos de consumidores, cobrando preços 
diferentes de cada um deles, configura discriminação de preços de 3º 
grau. 
 
Gabarito: Errado 
 
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18. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - Em 
face das economias de escala, empresas de qualquer porte 
conseguem obter lucros. 
 
Comentários: 
Processos produtivos com economias de escala precisam de empresas 
com grande porte (uma planta produtiva com alta capacidade 
instalada). Caso contrário, não é possível produzir a mercadoria 
auferindo lucros. Assim sendo, é errada a questão, pois, havendo 
economias de escala, não são empresas de qualquer porte que obterão 
lucros. 
 
É por isso, aliás, com processos produtivos com economias de escala 
conduzem os mercados à formação de monopólios naturais. 
 
Gabarito: Errado 
 
19. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Considerando-se que a comercialização de açaí no mercado 
Municipal esteja em concorrência perfeita, se, após essa 
comercialização, ela for centralizada por um vendedor, conclui-se 
que haverá perdas sociais. 
 
Comentários: 
Em concorrência perfeita, o mercado opera com eficiência econômica 
(sem perdas sociais). Os outros mercados, em regra, não operam com 
eficiência econômica (com exceção do monopolista cuja discriminação de 
preços é perfeita e do oligopólio de Bertrand). 
 
Assim, a mudança de uma estrutura concorrencial para uma monopolista 
impõe perdas sociais à sociedade. 
 
Gabarito: Certo 
 
20. (CESPE/Unb - Auditor de Controle Externo – TCDF – 2012) - 
Se a curva de demanda da empresa for elástica, o mark up será 
pequeno, e essa empresa terá pouco poder de monopólio. 
 
Comentários: 
O mark up é inversamente relacionado com a elasticidade preço da 
demanda. Quanto maior a elasticidade preço da demanda (consumidores 
que reagem mais aos preços), menor será a capacidade de cobrar preços 
acima dos custos marginais (mark up). Assim, a questão é correta. 
 
Gabarito: Certo 
 
21. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Aviação Civil – 
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ANAC – 2012) - Como a demanda do monopolista é a própria 
demanda de mercado, o monopolista pode atuar conjuntamente 
sobre o preço e sobre a quantidade. 
 
Comentários: 
No que tange à quantidade, o monopolista sofre uma restrição. Ele não 
pode operar onde a curva de demanda é inelástica, de tal modo que ele 
operará sempre no trecho elástico da curva de demanda (onde os preços 
são mais altos). 
 
Se o monopolista quiser vender mais, terá que reduzir preços, e isto 
pode reduzir seus lucros. Assim, o monopolista não consegue, ao mesmo 
tempo, cobrar caro e vender muito. Seu equilíbrio acontecerá com um 
preço maior que o da concorrência perfeita, e uma produção menor. 
 
Mas observe que o monopolista tem restrições, não conseguindo 
determinar ao mesmo tempo a produção e o preço que vai cobrar. Ele 
está sujeito à curva de demandado mercado, na qual ele deve operar 
somente no trecho elástico. 
 
Gabarito: Errado 
 
22. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Para que sejam 
evitadas perdas sociais, os preços de um monopólio natural 
devem ser regulamentados aos níveis da concorrência perfeita. 
 
Comentários: 
No caso do monopólio natural, não é possível impor preços aos níveis da 
concorrência perfeita (onde preço é igual ao custo marginal). 
 
O custo marginal do monopólio natural tende a zero. Logo, impor a 
formação de preços da concorrência perfeita seria condenar o 
monopolista a prejuízos certos, o que faria com que ele abandonasse o 
mercado. 
 
No caso do monopólio natural, as perdas sociais podem ser reduzidas 
impondo a solução segundo a qual os preços se aproximem dos custos 
médios. 
 
Gabarito: Errado 
 
23. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Com base na 
curva de oferta de um mercado competitivo, é possível 
determinar a curva de oferta em um mercado monopolista. 
 
Comentários: 
O monopólio não possui curva de oferta. 
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Gabarito: Errado 
 
24. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - O poder de 
monopólio de uma empresa é diretamente proporcional à 
elasticidade-preço da demanda. 
 
Comentários: 
O poder de monopólio de uma empresa é inversamente proporcional à 
elasticidade-preço da demanda. 
 
Gabarito: Errado 
 
25. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Vendedores de bens com demanda inelástica tendem a ter baixo 
poder de monopólio. 
 
Comentários: 
O poder de monopólio é inversamente relacionado com elasticidade da 
demanda. Assim, vendedores de bens com demanda inelástica tendem a 
ter alto poder de monopólio. 
 
Gabarito: Errado 
 
26. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Nessas feiras e mercados, ao contrário do que ocorre nos casos 
de concorrência perfeita, os monopolistas maximizam seus lucros 
na venda de produtos cujos custos marginais se igualem às 
receitas marginais. 
 
Comentários: 
De fato, os monopolistas maximizam lucros quando os custos marginais 
se igualam às receitas marginais. No entanto, esta situação não é ao 
contrário da concorrência perfeita. Nesta, igualmente, os lucros são 
maximizados quando Rmg=Cmg. 
 
Gabarito: Errado 
 
27. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
A permissão para que vendedores monopolistas pratiquem 
discriminação de preços resulta em maior ineficiência nesses 
mercados. 
 
Comentários: 
A discriminação de preços, em regra, melhora os níveis de eficiência 
dos mercados, pois reduz o desperdício de excedentes (no caso, essa 
redução de desperdícios ocorre em favor dos produtores). 
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Gabarito: Errado 
 
28. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Empresas 
monopolistas e empresas em mercados de concorrência perfeita 
maximizarão seus lucros quando suas receitas marginais e seus 
custos marginais se igualarem. 
 
Comentários: 
Em qualquer mercado, o lucro é maximizado quando Rmg=Cmg. 
 
Gabarito: Certo 
 
29. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Devido à 
heterogeneidade dos demandantes de crédito bancário, é 
lucrativo para um banco monopolista praticar discriminação 
perfeita de preços com juros diferentes para cada tipo de cliente. 
 
Comentários: 
Em razão da heterogeneidade dos demandantes de crédito, os bancos 
podem cobrar juros diferentes de cada tipo cliente. Clientes propensos a 
pagar mais, ou mais necessitados de realizar empréstimos pagariam 
juros maiores; clientes menos propensos a pagar ou menos necessitados 
pagariam juros menores. 
 
Vale ressaltar ainda que qualquer discriminação de preços será mais 
lucrativa para o monopolista (e provocará alguma perda monetária para 
os consumidores). Se essa discriminação for perfeita ou de primeiro 
grau, como diz a assertiva, será mais lucrativo ainda. 
 
Gabarito: Certo 
 
30. (CESPE/Unb – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) - 
Um monopolista, ao escolher operar onde a curva de demanda é 
inelástica, não estará maximizando seu lucro. 
 
Comentários: 
O monopolista não consegue maximizar lucro quando opera no setor 
inelástico da curva de demanda. 
 
Gabarito: Certo 
 
31. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo - TCE/AC – 2009) 
- Como as empresas monopolistas fixam seus preços acima dos 
custos marginais, o nível de produção que maximiza os lucros 
situa-se na parte inelástica da curva de demanda com a qual 
essas firmas se confrontam. 
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Comentários: 
A primeira parte da assertiva é correta: as empresas monopolistas fixam 
seus preços acima dos cursos marginais. No entanto, a segunda parte é 
errada, pois o monopolista só atua na parte ELÁSTICA (quando Epd≥1) 
da curva de demanda com a qual ele se confronta. Em outras palavras, 
ele nunca atua na parte inelástica da curva de demanda. 
 
Gabarito: Errado 
 
32. (CESPE/Unb - Analista Administrativo e Financeiro - 
SEGER/ES – 2009) - A presença de economias crescentes de 
escala em determinada indústria indica a existência de fortes 
pressões competitivas nesse mercado, excluindo, pois, a sua 
monopolização. 
 
Comentários: 
Esta questão deve ficar bastante clara para o estudante: a presença de 
economias crescentes de escala é condizente com a existência de 
monopólio naturais. Como tal situação ocasiona o surgimento de 
monopólio natural, logicamente, ela não tem relação com pressões 
competitivas, é justamente o contrário: tem relação com pressões 
“monopolísticas”. 
 
Gabarito: Errado 
 
33. (CESPE/Unb - Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - Nos 
mercados organizados sob a forma de monopólio, o preço será 
tanto maior quanto mais inelástica for a curva de demanda com a 
qual se confrontam as firmas que compõem esses mercados. 
 
Comentários: 
No monopólio, 鶏 噺 寵陳直怠貸 迭】曇妊匂】. Assim, percebe-se que, quanto mais inelástica 
a demanda (menor a Epd, levando-se em conta que o valor mínimo de 
Epd será 1, tendo em vista que o monopolista não atua quando Epd<1), 
maior será o preço do monopolista. 
 
Gabarito: Certo 
 
34. (CESPE/Unb – Analista do MPU – 2010) - Caso a elasticidade 
da demanda seja grande, é correto afirmar que o poder de 
monopólio da empresa será pequeno. 
 
Comentários: 
Medimos o poder de monopólio por meio do índice de Lerner (L): 
 
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詣 噺 な継喧穴 
 
Quanto maior o L, maior o poder de monopólio. Assim, quanto maior a 
elasticidade, menor o poder de monopólio. Isso é bastante intuitivo: 
quanto mais os consumidores forem sensíveis (elásticos) aos preços, 
menor será o poder do monopolista em fixar preços acima daquilo que 
seria estritamente necessário para remunerar os fatores de produção. 
 
Gabarito: Certo 
 
35. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações – ANATEL – 2009) - O modelo conhecido como 
mark-up, dentro do estudo da estrutura de mercado monopolista, 
é apontado como um exemplo de causa de inflação de custos. 
 
Comentários: 
Esta questão misturou temas de micro e macroeconomia. Para 
entendermos a resposta, devemos saber o que é inflação de custos: é a 
inflação provocada pelo aumento dos custos do produtor. O mark up é a 
margem depreço acima do custo marginal. Percebe-se, então, que o 
mark up não representa um aumento dos custos do produtor, mas tão 
somente um aumento nos seus lucros, já que ele vende o produto acima 
do custo marginal. Desta forma, o mark up não guarda relação com a 
inflação de custos. 
 
Gabarito: Errado 
 
36. (CESPE/Unb - Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2008) - 
A fixação de preços mais elevados em um mercado no qual a 
demanda é maior é consistente com um comportamento 
maximizador de lucros por parte de um monopolista que pratica 
discriminação de preços. 
 
Comentários: 
Um monopolista discriminador cobrará mais caro dos consumidores que 
cuja demanda seja mais inelástica. Nesse sentido, a discriminação de 
preços do monopolista não guarda relação com o tamanho da demanda, 
mas sim com a sua elasticidade. Se a demanda é maior, naturalmente, o 
preço de equilíbrio será maior (sem a necessidade de haver 
discriminação de preços), tendo em vista a que curva de demanda estará 
mais alta e à direita. Então veja que o fato da demanda ser maior já 
implica naturalmente preços mais elevados dos produtos, sem haver 
discriminação de preços. 
Entao, repetindo, a discriminação de preços do monopolista implica a 
cobrança de preços mais elevados sobre o grupo de consumidores cuja 
demanda seja mais inelástica, não tendo relação com o tamanho da 
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demanda. 
 
Gabarito: Errado 
 
37. (CESPE/Unb - Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2008) - 
O fato de que, para as bibliotecas de universidades, o preço da 
assinatura de periódicos científicos é mais elevado que aquele 
cobrado aos particulares colide com a existência de discriminação 
de preços no mercado dessas publicações. 
 
Comentários: 
As bibliotecas das universidades precisam de periódicos científicos, logo, 
podemos dizer que elas constituem um grupo de consumidores bastante 
inelásticos em relação àqueles produtos. A cobrança de assinaturas com 
preços mais elevados destes consumidores guarda íntima relação com a 
discriminação de preços. Assim, está incorreta a assertiva pois não 
colide, mas coaduna-se com a existência de discriminação de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
38. (CESPE/Unb – Analista do MPU – 2010) - Uma empresa 
monopolista que discrimina preços de acordo com a quantidade 
consumida da mesma mercadoria/serviço pratica discriminação 
perfeita de preço de primeiro grau. 
 
Comentários: 
Existem três tipos de discriminação de preços: primeiro, segundo e 
terceiro graus. 
Na discriminação de primeiro grau, o monopolista vende a mercadoria 
exatamente ao preço máximo que o consumidor está disposto a pagar. 
Na discriminação de segundo grau, o monopolista discrimina preços de 
acordo com a quantidade consumida da mercadoria. 
Na discriminação de terceiro grau, o monopolista cobra preços diferentes 
de pessoas diferentes independentemente das quantidades consumidas. 
O mercado é dividido em vários segmentos, sendo cobrados preços 
diferentes de cada segmento (jovens x velhos, homens x mulheres, 
bairros pobres x bairros ricos, etc). 
 
Gabarito: Errado 
 
39. (CESPE/Unb – Pesquisador – INPI – 2006) - A escala mínima 
de eficiência relaciona-se com o padrão das economias de escala 
que predominam no setor, porém, essa escala não influencia a 
estrutura de mercado que prevalece nessa indústria. 
 
Comentários: 
A escala mínima de eficiência relaciona-se com o padrão das economias 
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de escala, pois tem relação com a curva de custo médio. Então, a 
primeira parte da assertiva está correta. Ao mesmo tempo, a EME 
influencia a estrutura de mercado que prevalece na indústria. Quanto 
maior o tamanho relativo da EME, menor é a probabilidade de haver 
concorrência no mercado, e vice-versa. 
 
Gabarito: Errado 
 
40. (CESPE/Unb – Economista – CODEBA – 2006) - Quando o 
monopolista cobra preços muito elevados, ocorre ineficiência do 
monopólio. 
 
Comentários: 
A ineficiência do monopólio não decorre propriamente do preço ser 
elevado, mas sim do fato de o preço ser maior que o custo marginal. 
Assim, mesmo que o preço seja em um baixo valor, só o fato de ele ser 
maior que o custo marginal é suficiente para atestar a ineficiência 
econômica do monopólio (com exceção da situação de discriminação 
perfeita de preços). 
 
Gabarito: Errado 
 
41. (CESPE/Unb – Economista – CODEBA – 2006) - A 
probabilidade de monopólios e oligopólios se perpetuarem no 
longo prazo é elevada, independentemente de leis que os 
garantam. 
 
Comentários: 
Em regra, a probabilidade de monopólios e oligopólios se perpetuarem no 
longo prazo é elevada. Essa é a regra geral, e isto acontece devido à 
existência de barreiras à entrada nestes dois mercados. No entanto, a 
assertiva possui uma armadilha. Existem alguns monopólios que se 
perpetuam somente devido a leis que os garantam – são os monopólios 
legais. A concessão de uma patente, por exemplo, é um exemplo de 
monopólio legal. Desta forma, a assertiva é errada devido ao uso da 
expressão “independentemente de leis que os garantam”. 
 
Gabarito: Errado 
 
42. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) – Um monopólio 
será sempre ineficiente, pois seus preços são sempre mais altos 
que os preços de concorrência perfeita. 
 
Comentários: 
O monopólio será ineficiente porque preços acima dos custos marginais, 
e este é o motivo de sua ineficiência. Ademais, podemos, em teoria, ter 
um monopólio eficiente economicamente, quando ele for um perfeito 
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discriminador de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
43. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - A prática de 
discriminação de preços em mercados imperfeitos normalmente 
leva a perdas sociais. 
 
Comentários: 
A prática de discriminação de preços serve para aumentar o excedente 
do produtor, infligindo perdas monetárias aos consumidores. À primeira 
vista, parece-nos que a discriminação de preços conduz a maiores graus 
de ineficiência. 
 
No entanto, isto é errado! A discriminação de preços conduz os mercados 
de concorrência imperfeita (monopólio e oligopólio) a maiores níveis de 
eficiência, pois o produtor consegue extrair parte do excedente dos 
consumidores, reduzindo os “desperdícios15” de excedente. Assim, 
mesmo que haja perdas de excedente dos consumidores, o aumento do 
excedente dos produtores (em níveis maiores que a perda de excedente 
dos consumidores) faz com que haja elevação dos níveis de eficiência 
econômica, a partir da discriminação de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
44. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - As margens de 
lucros de setores monopolistas são medidas pela diferença entre 
os preços praticados e seus custos marginais. 
 
Comentários: 
O lucro é medido pela diferença entre a receita total e o custo total. 
Assim: 
 
LT = RT – CT 
 
A receita total é o preço multiplicado pelas quantidades vendidas, sendo 
que o preço é igual à receita média16 (P=Rme). O custo total é igual ao 
custo médio multiplicado pelas quantidades17. Assim: 
 
LT = P.Q – Cme.Q 
LT = Q(P – Cme) 
 
Percebemos, portanto, que a margem de lucro é medida pela diferença 
entre o preço (ou receita média) e o custo médio, e não entre os preços 
 
15 Peso morto. 
16 Rme = RT/Q  Rme = P.Q/Q  Rme=P 
17 Cme = CT/Q  CT = Cme.Q 
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P, Rmg 
A 
EPD > 1 
B 
EPD < 1 
Rmg 
Q O C M 
e os custos marginais. 
 
Ou seja, quanto maior a diferença entre o preço e o custo médio, maior é 
o lucro. A diferença entre o preço e o custo marginal apenas diz relação à 
lucratividade da última mercadoria produzida. 
 
Gabarito: Errado 
 
45. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - No monopólio, 
a RMe representa a curva de demanda do mercado e a receita 
total atinge o máximo no ponto em que a receita marginal é zero. 
 
Comentários: 
Em qualquer mercado, a receita média será igual ao preço cobrado. 
Assim, podemos entender que, em qualquer mercado (logicamente, no 
monopólio também), a receita média será igual à curva de demanda 
da firma. 
 
Em relação ao fato da receita total ser máxima quando a receita marginal 
é nula, podemos comprovar isso intuitivamente18. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O gráfico acima mostra as curvas de demanda (segmento AC) e a curva 
da receita marginal (segmento AM). No ponto O, com nível de produção 
nulo (Q=0), a receita total da firma é igual a zero. Agora, acompanhe 
meu raciocínio: 
 
À medida que a firma aumenta a produção, para cada unidade adicional 
produzida, há um aumento de produção. Este aumento de produção, 
para cada unidade, é a nossa receita marginal. 
 
 
18 Para quem sabe cálculo matemático, basta apenas saber que a receita marginal é a primeira derivada da 
receita total em relação às quantidades (Rmg=dRT/dQ). Assim, o máximo de receita total será atingido quando 
esta primeira derivada (a receita marginal) for igual a zero. Assim, RTMÁX  Rmg=0. 
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P, Rmg 
A 
EPD > 1 
B 
EPD < 1 
Rmg 
Q O C M 
Observe que a receita marginal é decrescente com a produção. Isto é, à 
medida que se produz mais (caminhamos para a direita no gráfico), a 
receita marginal vai diminuindo. 
 
Então, a partir do ponto O até o ponto M, a receita marginal vai caindo, 
mas a receita total vai aumentando à medida que se aumenta a 
produção. A receita total aumenta porque a receita marginal, mesmo que 
seja decrescente, ainda é positiva para os níveis de produção do 
segmento OM. 
 
Desta forma, a receita total aumentará sempre que a receita marginal for 
positiva, e passará a diminuir quando a receita marginal for negativa (ou 
seja, a receita total diminui para níveis de produção maiores que M). Ou 
seja, se a receita aumenta enquanto Rmg>0, e diminui quando Rmg<0, 
ela será máxima somente em um ponto, quando Rmg=0. 
 
No ponto em que a receita marginal for nula (ponto M), teremos receita 
total máxima (não confundir com lucro máximo, que ocorre quando 
temos Rmg=Cmg). Assim, temos o seguinte: 
 
Receita total máxima  Receita marginal é nula, e EPD=1 
 
A EPD é igual a 01 unidade, pois o ponto M é o nível de produção que 
intercepta a curva de demanda em seu ponto médio. Como sabemos, 
neste ponto, a EPD=1. 
 
Gabarito: Certo 
 
46. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - No monopólio, 
considerando um período de curto prazo, a curva de RMe da firma 
monopolista é decrescente da esquerda para a direita e está 
acima da curva de receita marginal. 
 
Comentários: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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No gráfico acima, a curva de demanda AC será também a curva da 
receita média. Veja que ela está acima da curva de receita marginal. Isto 
acontece porque, em monopólio, o preço (que está consubstanciado na 
curva de demanda – AC) é sempre maior que a receita marginal. 
 
Por fim, o monopólio possui equilíbrios de curto e longo prazo iguais. Isto 
acontece porque, no longo prazo, o mercado não receberá novas firmas 
(devido às barreiras à entrada), de tal forma que a empresa monopolista 
não sofre qualquer influência do longo prazo. 
 
Assim, se a questão falasse em longo prazo, em vez de curto prazo, a 
assertiva também estaria certa. 
 
Gabarito: Certo 
 
47. (CESPE/Unb – Economista – DFTRANS – 2008) - A prática de 
discriminação de preços dentro de um mesmo ônibus, como a 
prática de preços diferenciados para idosos e estudantes em 
relação aos demais usuários, poderia minimizar as perdas de 
eficiência geradas por um monopolista. 
 
Comentários: 
Como já afirmamos, a discriminação de preços é um instrumento que 
serve para aumentar os lucros dos produtores e também acaba 
melhorando os níveis de eficiência do mercado. 
 
Assim, a prática de preços diferenciados para idosos e estudantes 
(discriminação de 3º grau) eleva os níveis de eficiência do mercado. 
 
Gabarito: Certo 
 
48. (CESPE/Unb – Técnico Municipal – Economia – Vila Velha – 
2008) - A ineficiência paretiana de monopólio deve-se ao fato dos 
preços serem maiores do que em concorrência perfeita. 
 
Comentários: 
A ineficiência econômica (paretiana) do monopólio – e dos outros 
mercados que não são concorrência perfeita – deve-se ao fato dos preços 
serem maiores que os custos marginais. Esta é a causa! 
 
Gabarito: Errado 
 
49. (CESPE/Unb – Técnico de Planejamento e Pesquisa – IPEA – 
2008) - Em um regime de monopólio puro, o ramo industrial no 
setor considerado e a firma são expressões sinônimas. 
 
Comentários: 
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Um monopólio puro é sinônimo de monopólio natural. A indústria ou 
setor é aquilo que consideramos quando falamos de todo um 
mercado/setor de um produto. 
 
Assim, quando falamos “indústria do tabaco”, estamos falando de todas 
as firmas que produzem cigarro. Quando falamos “indústria de 
computadores”, estamos falando de todas as firmas que produzem 
computadores. 
 
No monopólio puro ou natural, devido à presença de elevadas economias 
de escala, o ramo industrial no setor (ou a indústria, ou o setor 
considerado) é a mesma coisa que a firma, pois ela, sozinha, representa 
todo o mercado daquele produto em que ela é monopolista. 
 
Assim, se falamos a “indústria de saneamento de Brasília”, ou falamos 
simplesmente a empresa “CAESB19”, as duas expressões são sinônimas. 
 
Gabarito: Certo 
 
50. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - A curva de 
receita marginal da firma monopolista corresponde à curva de 
demanda do mercado. 
 
Comentários: 
A curva de receita média da firma monopolista corresponde à curva de 
demanda do mercado. A curva da receita marginal estará abaixo e à 
esquerda da curva de demanda do mercado. 
 
Gabarito: Errado 
 
51. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - O monopolista, 
por estar só no mercado, caracteriza-se por cobrar o preço 
máximo que desejar, para maximizar o lucro. 
 
Comentários: 
O monopolista não cobra o preço que bem entender, muito menos o 
preço máximo que desejar. O monopolista, ao buscar a maximização de 
lucros, deve cobrar o preço em que a receita marginal seja igual ao custo 
marginal. Esta é a regra que ele deverá seguir! 
 
Gabarito: Errado 
 
 
 
 
 
 
19 Para quem não conhece Brasília, a CAESB é a empresa responsável pelo saneamento básico da cidade. 
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2. CONCORRÊNCIAMONOPOLÍSTICA 
 
Até este momento, na aula 05 e no item 1 desta aula, estudamos 
os extremos opostos das estruturas de mercado: o extremo da 
competição, representado pela concorrência perfeita, e o extremo da 
anticompetição, representado pelo monopólio. 
 
Nos itens 2 e 3, examinaremos estruturas de mercado que se 
encaixam em um meio termo: a concorrência monopolística e o oligopólio. 
São mercados em que há competição, no entanto, essa concorrência é 
imperfeita. Em muitas obras, os modelos de concorrência monopolística e 
de oligopólio são estudados dentro da mesma unidade ou capítulo, em 
alusão ao fato de se encaixarem neste perfil de concorrência imperfeita. 
 
Um mercado monopolisticamente competitivo é semelhante ao 
perfeitamente competitivo em dois aspectos-chave: há muitas firmas 
produtoras, e não há barreiras à entrada de novas firmas. Entretanto, ele 
difere da concorrência perfeita pelo fato de os produtos serem 
heterogêneos ou diferenciados: cada firma vende o seu produto, que 
difere em termos de qualidade, aparência, ou reputação. 
 
Veja, então, que a concorrência monopolística é um meio termo 
entre a concorrência perfeita e o monopólio. Ela se aproxima da 
concorrência perfeita na medida em que há competição entre as 
empresas e nenhuma delas detém alto poder relativo sobre o mercado 
como um todo. E se aproxima do monopólio na medida em que cada 
firma, ao deter a exclusividade sobre o seu produto ou marca, possui 
poder de monopólio. Obviamente, a quantidade de poder de monopólio 
que a firma exerce depende de seu sucesso na diferenciação do seu 
produto em relação aos das demais empresas. Essa mistura de 
características da concorrência perfeita e do monopólio dá origem ao 
termo “concorrência monopolística”. 
 
A maioria das estruturas de mercado que vemos ocorrer na prática, 
na vida real, encaixa-se perfeitamente no conceito de concorrência 
monopolística. Em quase todos os setores econômicos (roupas, calçados, 
alimentos, etc), temos muitas firmas, sem barreiras à entrada de novas, 
e os produtos são diferenciados entre si. Essa diferenciação decorre do 
fato de os consumidores enxergarem a marca de cada empresa com algo 
diferente, distinguindo-as das outras marcas. 
 
Por exemplo, a cerveja Bohemia é diferente da cerveja Kaiser 
(Jetro: Heber e seus exemplos de cerveja...), e tal diferença está 
parcialmente no gosto, consistência, aroma, grau de dor de cabeça com 
que se fica no dia seguinte a um porre, etc. Em razão disso, alguns 
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consumidores (apenas alguns!) estão dispostos a pagar alguns centavos a 
mais pela latinha de Bohemia. 
 
Mas veja que o poder de monopólio da cervejaria Bohemia sobre o 
mercado é bastante limitado, pois os consumidores podem substituir 
facilmente o seu produto por outras marcas (Antártica, Brahma), caso o 
preço da Bohemia aumente. Embora os consumidores de Bohemia 
estejam dispostos a pagar mais por ela, a grande maioria não pagará um 
valor que seja muito maior. O típico consumidor deste produto paga até 
R$ 0,25 a mais por latinha, mas provavelmente não pagaria R$ 1,00 a 
mais. Para grande parte desses consumidores, cerveja é cerveja, de tal 
maneira que as diferenças, apesar de existentes, ainda são pequenas 
(ainda mais depois de vários copos tomados!). 
 
Podemos concluir, então, que a curva de demanda enfrentada pela 
firma em concorrência monopolística20 será bastante elástica, ficando no 
meio termo entre a concorrência perfeita e o monopólio. Neste, a curva 
de demanda da firma é igual à curva do mercado e possui inclinação 
negativa. Na concorrência perfeita, a curva de demanda da firma é 
perfeitamente elástica (uma reta horizontal). 
 
Na concorrência monopolística, teremos um meio termo. Ou seja, a 
curva de demanda da firma será negativamente inclinada, assim como no 
monopólio, mas será com pouquíssima inclinação (bastante “deitada”), 
indicando haver uma alta elasticidade da demanda21. Essa alta 
elasticidade é explicada pela existência de inúmeros produtos substitutos 
que o consumidor pode adquirir. 
 
A curva de demanda para a firma em concorrência monopolística 
pode ser observada na figura 08, onde se percebe que a curva de 
demanda da firma não é tão inclinada como no monopólio, mas também 
não chega a ser horizontal como na concorrência perfeita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 Estamos supondo que as firmas cervejeiras constituam um mercado de concorrência monopolística, embora 
a maioria da doutrina o considere um oligopólio. Enfim, isso não importa, apenas peguei o exemplo da cerveja 
por critério didático, mas, para fins de prova, caso seja perguntado, assinale que o mercado de cervejas no 
Brasil se aproxima mais a um oligopólio do que a uma concorrência monopolística. 
21 Lembre-se de que curvas de demanda mais deitadas indicam maior elasticidade preço da demanda. 
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Fig. 08 - Concorrência 
monopolística no curto prazo 
Curva de demanda da firma 
é negativamente inclinada, 
assim como no monopólio, 
mas possui alta elasticidade 
devido à presença de 
produtos substitutos. 
R$ 
Assim como no monopólio, a 
curva de Rmg fica abaixo e à 
esquerda da curva de 
demanda, tendo vista que 
Rmg < P. 
Cmg 
PCP 
Cme 
Cme 
DFIRMA 
Rmg 
0 
Quantidade 
produzida (Q) QE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O CURTO PRAZO da concorrência monopolística: 
 
A figura 08 representa um possível equilíbrio da firma no curto 
prazo. Em primeiro lugar observe que o equilíbrio acontece, da mesma 
maneira que nos outros mercados, quando Rmg=Cmg. A curva de 
demanda da firma é negativamente inclinada e possui elevada 
elasticidade. Em virtude da curva de demanda ser negativamente 
inclinada, a curva da receita marginal ficará abaixo da curva de demanda, 
de modo que a receita marginal será sempre menor que o preço. A 
explicação para isso é a mesma dada no caso do monopólio (a receita 
marginal será menor que o preço – aliás, somente na concorrência 
perfeita, temos receita marginal igual a preço). 
 
Por fim, observe que a firma da nossa figura aufere um lucro 
econômico positivo (lucro extraordinário) no valor da área do retângulo 
cinza, e isto acontece porque o preço (receita média) é superior ao custo 
médio. Entretanto, isto foi apenas um exemplo, de modo que, no curto 
prazo, a firma na concorrência monopolística poderá ter lucro econômico 
positivo, negativo ou nulo. No caso de lucro negativo (prejuízo), ela só 
deve encerrar as atividades se o preço for inferior ao custo variável 
médio, assim como acontece em qualquer estrutura de mercado. 
 
 
O LONGO PRAZO da concorrência monopolística: 
 
A sistemática do equilíbrio de longo prazo da concorrência 
monopolística é (quase) igual àquele visto na concorrência perfeita. Se, 
no curto prazo, houver lucro econômico positivo como verificado na figura 
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Fig. 09 - Concorrência 
monopolística no longo 
prazo R$ 
Deslocamento para baixo da 
curva de demanda da firma e 
nova curva de demanda de 
longo prazo. 
Curva de demanda da firma 
no curto prazo, onde há lucro 
econômico positivo. 
Cmg 
PLP=Cme Cme 
DFIRMA 
No longo prazo, o preço é 
igual ao custo médio, de 
forma que teremos lucro zero. DFIRMA 
Rmg 
0 
Quantidade 
produzida (Q) QE 
08, haverá incentivo à entradade novas empresas, uma vez que não há 
barreiras à entrada. À medida que novas firmas são introduzidas, essa 
empresa que está auferindo lucros econômicos perderá vendas e 
participação no mercado, de modo que sua curva de demanda individual 
será deslocada para baixo, como mostrado na figura 09. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se houver prejuízo, ocorrerá o contrário: haverá estímulo para a 
saída de empresas, de forma que a firma aumentará suas vendas e 
participação no mercado, e a sua curva de demanda será deslocada para 
cima, até o ponto em que não há lucro nem prejuízo econômico (situação 
de lucro zero ou lucro normal). Este equilíbrio só é atingido quando a 
curva de demanda tangencia a curva de custo médio, pois, nesse ponto, o 
preço é igual ao custo médio e, consequentemente, a receita total será 
igual ao custo total, havendo, portanto, lucro zero e equilíbrio de longo 
prazo. 
 
Veja que o equilíbrio de longo prazo na concorrência monopolística 
guarda uma semelhança com o equilíbrio de longo prazo da concorrência 
perfeita: em ambos os casos, as firmas tenderão à situação de lucro zero 
ou lucro normal. 
 
Por outro lado, há uma importante diferença entre os dois 
equilíbrios: na concorrência perfeita, o equilíbrio ocorre com o custo 
médio mínimo possível (ponto de mínimo da curva de Cme); na 
concorrência monopolística, o equilíbrio de longo prazo não 
acontece com o custo médio mínimo. 
 
Este fato nos obriga a dizer que a empresa monopolisticamente 
competitiva opera com excesso de capacidade. Se você observar o 
equilíbrio de longo prazo deste mercado, verá que a firma não se equilibra 
no ponto de custo médio mínimo, como ocorre na concorrência perfeita. 
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Ou seja, a firma inserida em um mercado de competição monopolística é 
incapaz de minimizar seu custo médio. 
Desta forma, ela acaba se equilibrando ainda quando seu nível de 
produção apresenta economias de escala (ramo descendente da curva de 
custo médio) e isto quer dizer que ela poderia aumentar a produção e, ao 
mesmo tempo, reduzir o custo médio. Em outras palavras, ela possui 
instalações e máquinas que não estão sendo utilizadas ao máximo. Por 
isso, elas operam com excesso de capacidade. Ou, em outras palavras, 
elas operam com capacidade ociosa. 
 
Também é importante ressaltar que na concorrência monopolística 
o preço cobrado pelo produto é sempre maior que o custo marginal, de 
forma diferente do que ocorre na concorrência perfeita, onde P=Cmg. 
Aliás, o único mercado em que o preço cobrado é igual ao custo marginal 
é a concorrência perfeita, em todos os outros, o preço cobrado é superior 
ao custo marginal. Pelo fato de cobrar preços superiores ao custo 
marginal, o mercado de concorrência monopolística é ineficiente 
economicamente (assim como o monopólio também o é). 
 
Resumo Concorrência Monopolítisca: 
 
 Há muitas firmas produtoras, e não há barreiras à entrada de 
novas firmas. Cada firma vende o seu produto, que difere em 
termos de qualidade, aparência, ou reputação; 
 
 Se aproxima da concorrência perfeita na medida em que há 
competição entre as empresas e nenhuma delas detém alto 
poder relativo sobre o mercado como um todo. E se aproxima do 
monopólio na medida em que cada firma, ao deter a 
exclusividade sobre o seu produto ou marca, possui poder de 
monopólio; 
 
 Curva de demanda será elástica pela existência de inúmeros 
produtos substitutos; 
 
 A curva da receita marginal ficará abaixo da curva de demanda, 
de modo que a receita marginal será sempre menor que o preço; 
 
 No curto prazo, a firma na concorrência monopolística poderá 
ter lucro econômico positivo, negativo ou nulo. No caso de lucro 
negativo (prejuízo), ela só deve encerrar as atividades se o 
preço for inferior ao custo variável médio, assim como acontece 
em qualquer estrutura de mercado; 
 
 No longo prazo, as firmas tenderão à situação de lucro zero ou 
lucro normal; 
 
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 Diferença o equilíbrio da concorrência perfeita e da concorrência 
monopolística: na concorrência perfeita, o equilíbrio ocorre com 
o custo médio mínimo possível (ponto de mínimo da curva de 
Cme); na concorrência monopolística, o equilíbrio de longo 
prazo não acontece com o custo médio mínimo; 
 
 A empresa monopolisticamente competitiva opera com excesso 
de capacidade; 
 
 Preço cobrado pelo produto é sempre maior que o custo 
marginal (Ineficiente). 
 
 
 
Vejamos agora alguns exercícios sobre 
concorrência monopolística: 
 
 
Com relação à concorrência monopolística, julgue os itens 
subsequentes. 
 
52. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 
2013) - O poder de mercado será maior, na concorrência 
monopolística, quanto menor for a elasticidade-preço da 
demanda. 
 
Comentários: 
Em qualquer mercado, o poder de mercado é tanto maior quanto menor 
a elasticidade preço da demanda enfrentada pela firma. Assim sendo, a 
questão é correta. 
 
Gabarito: Certo 
 
53. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 
2013) - A longo prazo, a concorrência monopolística opera com 
excesso de capacidade. 
 
Comentários: 
Em longo prazo, a firma inserida em concorrência monopolística é 
incapaz de minimizar o custo médio. Ela se equilibra em uma 
situação em que o custo médio ainda está decrescendo (temos 
economias de escala). 
 
Isto quer dizer que ela poderia aumentar a produção e, ao mesmo 
tempo, reduzir o custo médio. Em outras palavras, ela possui instalações 
e máquinas que não estão sendo utilizadas ao máximo. Por isso, elas 
operam com excesso de capacidade. Ou, em outras palavras, elas 
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operam com capacidade ociosa. 
 
Gabarito: Certo 
 
54. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 
2013) - Na concorrência monopolística, as empresas maximizam 
o lucro igualando o preço ao custo marginal. 
 
Comentários: 
Em regra, a concorrência perfeita é o mercado onde as empresas 
maximizam lucros quando o preço iguala o custo marginal. 
 
Em outros mercados, nós teremos a maximização de lucros com preço 
igual ao custo marginal em situações excepcionais, quais sejam: 
 
 nós podemos ter maximização de lucros com preços iguais aos 
custos marginais no monopólio que discrimina preços 
perfeitamente (discriminação de 1º grau) e 
 no oligopólio de Bertrand (concorrência via preços). 
 
Portanto, na concorrência monopolística, as empresas não maximizam 
lucros com preço igual ao custo marginal. Elas atingirão o lucro máximo 
quando a receita marginal igualar o custo marginal. 
 
Gabarito: Errado 
 
55. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Empresas em 
mercados de concorrência monopolística tendem a ter lucros 
elevados no longo prazo devido à característica de livre entrada 
e, consequentemente, concorrência de novas empresas. 
 
Comentários: 
Na concorrência monopolística, em longo prazo, as empresas se 
equilibram com lucro econômico zero, devido à característica de livre 
entrada. 
 
Se houver lucro econômico positivo, mais empresas são atraídas para o 
mercado (pela livre entrada). Isto desloca a curva de oferta para a direita 
e para baixo, reduzindo os preços e, consequentemente, os lucros. Tal 
movimento dura até o ponto em que se atinge o lucro zero. 
 
Assim, na concorrência monopolística, em longo prazo, o equilíbrio é 
atingido com lucro zero (lucro normal). 
 
Gabarito:Errado 
 
56. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Mercado em 
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concorrência monopolística é caracterizado pela livre entrada de 
empresas produzindo bens homogêneos. 
 
Comentários: 
A primeira parte da assertiva é correta. Realmente, em concorrência 
monopolística, há livre entrada de empresas. No entanto, os bens não 
são homogêneos; eles são substitutos próximos (os bens são parecidos, 
mas não são 100% iguais, ou homogêneos). 
 
A livre entrada somada à homogeneidade dos bens são características da 
concorrência perfeita. Na concorrência monopolística, temos a livre 
entrada, mas não temos a homogeneidade de bens. 
 
Gabarito: Errado 
 
57. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - A estrutura de 
mercado caracterizada por oferecer produtos homogêneos, 
transparência de mercado e livre mobilidade é denominada 
concorrência monopolista. 
 
Comentários: 
Esta estrutura de mercado acima narrada é a concorrência perfeita, e 
não a concorrência monopolística. 
 
Na concorrência monopolística, os produtos são parecidos (substitutos 
próximos), mas não são homogêneos. Igualmente, na concorrência 
monopolística, a transparência de mercado é prejudicada, pois cada 
produtor detém o monopólio de seu produto, ao passo que na 
concorrência perfeita, todos os produtores conhecem as tecnologias 
disponíveis. 
 
Gabarito: Errado 
 
58. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - Em mercados 
com concorrência monopolística, há heterogeneidade entre as 
características físicas dos bens. 
 
Comentários: 
Em concorrência monopolística, os bens produzidos pelas firmas são 
substitutos próximos. Ou seja, eles não são homogêneos. Ora, se eles 
não são homogêneos (100% iguais), é porque existe alguma 
heterogeneidade. 
 
Gabarito: Certo 
 
59. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo - TCE/AC – 2008) 
- Em mercados organizados sob a forma de concorrência 
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monopolista, a existência de barreiras à entrada, associada à 
diferenciação do produto, garante a existência de lucros 
econômicos substanciais para as empresas estabelecidas nesse 
mercado, mesmo no longo prazo. 
 
Comentários: 
Na concorrência monopolística, o equilíbiro de longo prazo acontece 
quando o lucro econômico é zero. Ademais, mercados organizados sob a 
forma de concorrência monopolística não possuem barreiras à entrada. 
 
Gabarito: Errado 
 
60. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – 2008) - Na concorrência 
monopolista, no equilíbrio de longo prazo, a diferenciação de 
produtos possibilita a existência de lucros econômicos 
substanciais para as firmas que operam nesse tipo de mercado. 
 
Comentários: 
No longo prazo, o equilíbrio da concorrência monopolista acontece da 
mesma firma que na concorrência perfeita: com as firmas obtendo lucro 
econômico zero ou lucro normal. 
 
Gabarito: Errado 
 
61. (CESPE/Unb – Analista Administrativo e Financeiro – 
SEGER/ES – 2009) - Mercados organizados sob a forma de 
concorrência monopolista envolvem um número relativamente 
grande de firmas que operam de forma não-colusiva e 
caracterizam-se por adotarem estratégias de diferenciação do 
produto. 
 
Comentários: 
A maior dificuldade da questão era relacionada ao Português, afinal, o 
que significa “não-colusiva”? Operar de forma “não-colusiva” significa 
operar de forma que não seja imprópria. Desta forma, está correta a 
assertiva. 
 
Gabarito: Certo 
 
62. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2010) - Em um mercado 
com características de competição monopolística, uma empresa 
compete vendendo produtos diferenciados, porém altamente 
substituíveis uns pelos outros. 
 
Comentários: 
A existência de produtos diferenciados (cada produtor possui o monopólio 
de seu produto) é exatamente a característica que difere a concorrência 
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perfeita da concorrência monopolística. 
 
Gabarito: Certo 
 
63. (CESPE/Unb – Analista – STM – 2011) - Nos shopping centers, 
muitas lojas de vestuário disputam a clientela desses centros de 
compras por meio da diferenciação do seu produto. O fato de 
várias dessas lojas terem poucos compradores ilustra o excesso 
de capacidade que caracteriza a concorrência monopolística, o 
que não impede que esses estabelecimentos, no longo prazo, 
minimizem seus custos médios. 
 
Comentários: 
O mercado de lojas de vestuário dos Shopping Centers pode ser 
enquadrado como concorrência monopolística. Como característica deste 
mercado, temos que, no longo prazo, as firmas são incapazes de 
minimizar o custo médio. Por isso, dizemos que elas operam com 
excesso de capacidade. Então, o excesso de capacidade decorre do fato 
de elas não conseguirem minimizar o custo médio e não do fato de haver 
poucos compradores (aliás, nem se pode falar que há poucos 
compradores para este tipo de mercado de vestuário nos shopping 
centers). 
 
Gabarito: Errado 
 
 
 
3. OLIGOPÓLIO 
 
No mercado oligopolista, algumas empresas são responsáveis por 
grande parte da produção do mercado. Vale ressaltar que o mercado pode 
possuir inúmeras firmas, mas apenas um pequeno grupo delas domina 
uma grande parte do mercado. Também é possível que haja no mercado 
inteiro apenas um reduzido número de firmas, em virtude da existência 
de barreiras à entrada. Como exemplo, nós podemos citar a indústria de 
cigarros e automóveis. 
 
 A administração da empresa oligopolista é a mais complexa de 
todas as estruturas de mercado, porque as decisões relativas a preço e 
nível de produção devem considerar como as suas ações afetarão as 
empresas rivais. Por exemplo, quando uma empresa decide reduzir seus 
preços para obter uma fatia maior do mercado, mesmo que isso signifique 
reduzir seus lucros, ela deve considerar qual será a reação da(s) firma(s) 
concorrente(s). Ela poderá reduzir ainda mais os preços, de forma a 
travar uma “guerra de preços”, e todas as firmas podem sair perdendo. 
 
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 Assim, durante o processo de tomada de decisões, cada empresa 
deve considerar as reações dos concorrentes, sabendo do fato de que 
estes também considerariam suas reações em relação às suas decisões. 
Dessa forma, vê-se que devem existir estratégias bem definidas nas 
decisões de firmas oligopolistas. 
 
 Resumidamente, o oligopólio é caracterizado por: 
 
 Há apenas algumas firmas; 
 Há barreiras de entradas elevadas, de modo que não haja entrada 
no longo prazo no setor; 
 Cada firma produz bens parecidos (suposição nossa, para facilitar a 
análise). 
 
 O oligopólio, geralmente, surge quando há custos iniciais elevados 
para montar uma firma e comercializar seu produto de forma que as 
firmas existentes tenham grandes economias de escala. Em 
consequência, as firmas maiores podem utilizar, por exemplo, uma guerra 
de preços para expulsar novas firmas do setor. 
 
A forma como as firmas oligopolistas irão organizar suas estratégias 
de produção e precificação dos bens, na prática, pode conduzir o 
oligopólio a resultados bem diferentes. Dependendo do caso, podemos ter 
um oligopólio com um equilíbrio idêntico ao que seria visto na 
concorrência perfeita (oligopólio de Bertrand). Por outro lado, também 
podemos ter um oligopólio com um equilíbrioidêntico ao que seria visto 
em um monopólio (conluio). Assim, veja que o resultado proveniente do 
oligopólio dependerá muito da forma como as empresas interagem e 
decidem suas estratégias de vendas e formação de preços. 
 
Nós veremos os seguintes tipos de oligopólio: 
 
 Cournot – competição simultânea via quantidades; 
 Bertrand – competição simultânea via preços; 
 Modelo Sweezy (modelo de demanda quebrada); 
 Stackelberg – liderança de quantidades; 
 Conluio e cartel; 
 
Todos estes modelos trabalham com alguma parte matemática 
envolvida junto à teoria. Aqui em nosso curso, acreditamos que o custo 
benefício de entrar nesta parte matemática é muito baixo, dado que há 
pouquíssimas probabilidades (quase nenhuma) de cair questões de 
cálculo na prova de Economia. 
 
Assim, procuraremos expor somente aquilo que interessa da teoria. 
É claro que não ficará 100%, mas é o melhor custo benefício que 
podemos apresentar, e vocês perceberão isso ao realizar as questões. É 
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interessante que você preste atenção às expressões em negrito, pois são 
elas que o CESPE geralmente cobra nas provas ;-) 
 
................ 
 
Inicialmente, apresentaremos os dois modelos mais famosos de 
oligopólio: Cournot e Bertrand. Para apresentá-los, trabalharemos com 
um oligopólio em sua forma limite, o duopólio, em que há apenas duas 
firmas. Ademais, vamos supor que os produtos produzidos pelo 
duopólio (em Cournot e Bertrand) sejam homogêneos. 
 
Os modelos de oligopólio de Cournot e Bertrand que trabalharemos 
pressupõem que as variáveis de mercado que as firmas determinam para 
competir entre si são o preço (P) e a quantidade produzida (Q). Além 
disso, esses modelos determinam que a firma deve escolher qual das 
duas variáveis (P ou Q) irá controlar. Não é possível controlar as duas ao 
mesmo tempo. A outra variável é determinada pelo funcionamento do 
mercado. 
 
Assim, nós teremos um modelo em que as firmas competem 
entre si alterando os preços (modelo de Bertrand), e outro modelo 
em que as firmas competem entre si alterando as quantidades 
(modelo de Cournot). Comecemos pelo modelo de oligopólio com 
concorrência via quantidade (modelo de Cournot). 
 
 
3.1. MODELO DE COURNOT – Concorrência via quantidade 
 
A hipótese básica do modelo de Cournot é a suposição de que a 
firma, ao decidir quanto vai produzir, considera fixo o nível de produção 
da sua concorrente. Em outras palavras, segundo Cournot, o 
empresário espera que seu rival nunca mude sua produção. 
 
Ao mesmo tempo, também consideramos que cada empresa 
seleciona seu nível de produção simultaneamente e de maneira 
não-cooperativa, ou não-colusiva. Ou seja, sem se comunicar com a 
outra empresa, ou sem saber o que ela vai fazer. 
 
Assim, uma vez que cada empresa tenha escolhido seu nível de 
produção, o preço de mercado é ajustado de acordo com o nível de 
produção que foi escolhido por cada uma das empresas. 
 
O resultado do modelo de Cournot (considerando um duopólio) será 
um meio termo entre a concorrência perfeita e o monopólio. Por exemplo, 
suponha que o resultado da concorrência perfeita para o mercado de 
determinado produto seja o seguinte: 
 
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Preço = R$ 100,00 
Quantidades vendidas = 1.000 unidades 
 
Agora, suponha que, para o mesmo produto, se tivéssemos 
monopólio, os resultados seriam os seguintes (o preço deve ser maior e 
as quantidades menores): 
 
Preço = R$ 150,00 
Quantidades vendidas = 750 unidades 
 
Em um duopólio de Cournot, o preço seria algo entre R$ 100,00 e 
R$ 150,00 e as quantidades vendidas estariam entre 750 e 1000. Caso, a 
este duopólio fossem incorporadas mais e mais firmas, o resultado seria 
uma aproximação cada vez maior com o resultado da concorrência 
perfeita. Assim, quanto maior fosse o número de firmas do oligopólio, 
mais o preço se aproximaria de R$ 100 (preço da concorrência perfeita) e 
mais as quantidades seriam aproximadas de 1000 (produção da 
concorrência perfeita). 
 
 Perceba que esta análise acima confirmar algo que é intuitivo: o 
oligopólio é um meio termo entre o monopólio e a concorrência perfeita. 
Como tal, cobrará um preço maior que a concorrência perfeita e menor 
que o monopólio; e produzirá mais que o monopólio e menos que a 
concorrência perfeita. 
 
 
3.2. MODELO DE BERTRAND – Concorrência via preço 
 
No modelo de Cournot, nós presumimos que as empresas 
oligopolistas concorrem por meio da determinação de suas respectivas 
quantidades. O modelo de Bertrand, entretanto, baseia-se na 
suposição de que as firmas concorrem por meio da determinação 
dos preços em vez das quantidades. 
 
A hipótese básica do equilíbrio de Bertrand repousa sobre a ideia de 
que a firma, ao decidir quanto vai produzir, considera fixo o nível 
de preço da firma concorrente. Veja que as linhas gerais são as 
mesmas de Cournot, com a diferença de que, neste caso, o foco passa a 
ser o preço em vez das quantidades. 
 
O equilíbrio do duopólio de Bertrand mostra uma conclusão 
bastante interessante. Imagine uma firma que fixa um preço abaixo do 
preço da outra firma. Como estamos trabalhando com a suposição de um 
duopólio e de um produto homogêneo, é natural que, ao fixar um preço 
abaixo da firma concorrente, ela capture todo o mercado consumidor para 
si. A resposta da concorrente será na mesma moeda: ela baixará o preço 
para recuperar o mercado. 
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Esta guerra de preços vai durar até o ponto em que as firmas 
estiverem igualando o preço do produto ao seu custo marginal, e 
isto representará o equilíbrio no duopólio de Bertrand. 
 
Veja que o equilíbrio de Bertrand é idêntico ao equilíbrio da 
concorrência perfeita, onde se iguala o preço ao custo marginal. 
Assim, no duopólio de Bertrand, observa-se que um mercado com apenas 
duas firmas pode operar como se elas estivessem em um mercado 
perfeitamente competitivo. 
 
Como o equilíbrio de Bertrand nos mostra uma solução igual à 
verificada em um mercado competitivo, onde se iguala preço ao custo 
marginal, podemos considerar que o oligopólio de Bertrand é 
eficiente economicamente. Veja bem: isto é uma exceção! O 
oligopólio, em regra, não é eficiente. No entanto, o caso específico do 
oligopólio de Bertrand será eficiente, pois iguala preço ao custo marginal 
(assim como é feito na concorrência perfeita). 
 
Por fim, veja que, ao contrário do modelo de Cournot, o resultado 
do oligopólio de Bertrand independe do número de firmas. Mesmo 
se houver apenas 02 firmas, e elas concorrerem entre si através da 
fixação simultânea de preços (hipótese de Bertrand), o resultado será 
igual ao verificado na concorrência perfeita. Se houver 100 firmas, o 
resultado será o mesmo: reduções contínuas de preço até o ponto se 
iguala preço ao custo marginal. 
 
 
3.3. MODELO DE SWEEZY – Modelo da demanda quebrada 
 
 Esse modelo é bem interessante! Ele tenta explicar por que os 
preços dos oligopólios são relativamente estáveis, mesmo quando 
os custos das empresas dominadoras de mercado mudam. Ou seja, 
o modelo, em parte, nos mostra por que os preços permanecem 
constantes por longos períodos de tempo, ainda que a estratégia de 
produção e a estrutura de custos de cada empresa sejam bastante 
alteradas no período. 
 
 O modelo supõe que cada oligopolista possui uma curva de 
demanda quebrada. A curva de demandaé elástica para preços acima do 
preço de equilíbrio, e inelástica para preços abaixo do preço de equilíbrio. 
 
 
 
 
 
 
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Figura 10 
P 
E PE 
Ramo elástico 
DEMANDA 
QUEBRADA 
QE 
Q 
Ramo inelástico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O comportamento estratégico que justificaria este formato 
quebrado da curva de demanda é o seguinte: 
 
i. A partir do equilíbrio, com preço PE e produção QE, se o oligopolista 
aumentasse o preço, ele não seria acompanhado pelos demais 
oligopolistas. Assim, ele perderia parte importante do mercado para 
os concorrentes. Ou seja, um aumento de preços acima de PE faria 
com que ele enfrentasse uma demanda bem mais elástica (mais 
horizontal) para os seus produtos. 
 
ii. Por outro lado, se o oligopolista baixasse o preço para aumentar a 
sua fatia de mercado, isto provocaria reação idêntica nos demais, 
desencadeando uma guerra de preços. Essa reação idêntica, 
consubstanciada na guerra de preços, faria com que todos fossem 
prejudicados, e cada um enfrentaria uma curva de demanda mais 
inelástica (mais vertical) para seus produtos. Ou seja, a redução de 
preços não provocaria grandes aumentos nas vendas individuais, já 
que a redução de preço seria acompanhada pelos concorrentes. Na 
prática, os oligopolistas, ao reconhecer a interdependência de suas 
decisões, não teriam explicações para que baixassem os preços. 
 
De modo sucinto, este modelo descreve a característica da 
rigidez de preços em setores oligopolizados, nos quais as empresas 
se mostram relutantes em modificar os preços mesmo que os custos ou a 
demanda sofram alterações. 
 
 
3.4. MODELO DE STACKELBERG – liderança de quantidade 
 
 A liderança de quantidade – modelo de Stackelberg - 
acontece quando uma empresa, denominada a “líder” de mercado, 
toma as decisões de produção na frente da outra, a “seguidora”. 
Neste caso, a firma líder de mercado domina o mercado de tal maneira 
que é ela quem toma as decisões de produção primeiro, antes das outras. 
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Depois, em um segundo plano, as firmas seguidoras tomam suas decisões 
baseadas na decisão da líder. 
 
 Matematicamente, é possível demonstrar (mas não 
demonstraremos) que haverá vantagens para a empresa líder, pois ela 
será estará sempre na frente das outras. 
 
 A liderança de quantidades é geralmente conhecida como modelo 
de Stackelberg. No entanto, existe também a liderança de preços, 
onde a empresa líder define os seus preços e as empresas 
seguidoras acompanham a líder – este é modelo da firma 
dominante. 
 
Neste caso da liderança de preços, se as seguidoras decidirem 
“comprar a briga”, baixando os preços para competir com a líder, esta 
pode adotar uma guerra de preços que possivelmente levará as empresas 
seguidoras à falência. Isto acontece porque a disposição para sofrer 
perdas da líder é maior que a disposição para perdas das seguidoras, e 
isto acaba funcionando como uma ameaça plausível que resulta, no longo 
prazo, em maiores lucros para a líder. As firmas seguidoras aprendem 
que é melhor acompanhar os preços da líder, fixando preços mais 
elevados. 
 
 
3.5. CONLUIO / CARTEL 
 
Quando existe um pequeno número de firmas, como em um 
oligopólio, as empresas têm de escolher se adotam um comportamento 
cooperativo (colusivo) ou não-cooperativo. As empresas agem de forma 
colusiva quando tentam minimizar a concorrência entre elas. Quando as 
empresas em um oligopólio cooperam ativamente umas com as 
outras, envolvem-se em um conluio. 
 
A partir do conluio, nasce o cartel: uma organização de 
empresas independentes que produzem bens similares e 
trabalham juntas para aumentar os preços e restringir a produção. 
 
Quando as empresas de um oligopólio estão organizadas sob um 
cartel, ou quando realizam conluio para maximizar seus lucros em 
conjunto, levando em conta sua dependência mútua, eles produzirão 
quantidade e preço de monopólio, e obterão lucro de monopólio. 
 
Assim, na prática, quando firmas oligopolistas entram em conluio, 
em um cartel, na verdade, elas tomam suas decisões de produção como 
se fossem uma só firma, monopolista do mercado. Desta forma, podemos 
entender que um cartel nada mais é que um grupo de empresas que 
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se juntam em conluio para se comportar como um monopolista e 
maximizar o lucro de todas elas, em conjunto. 
 
Por fim, devemos ressaltar que o cartel na vida real possui algumas 
dificuldades de ser implementado. A primeira delas, e mais óbvia, é a 
própria proibição legal e regulação econômica que existe por trás dos 
setores oligopolizados. 
 
A segunda dificuldade é que a história nos mostra que sempre 
haverá a tentativa de burla. Um membro do cartel, burlando o acordo 
previamente estabelecido, pode tentar baixar os preços para aumentar a 
sua participação no mercado, sem que os outros membros saibam. Enfim, 
é sempre difícil administrar interesses financeiros em jogo, e geralmente 
os cartéis são considerados organizações instáveis. 
 
Resumo Oligopólio 
 
 Há apenas algumas firmas, há barreiras de entradas elevadas, 
cada firma produz bens parecidos; 
 
 Cournot: competição simultânea via quantidades. Empresário 
espera que seu rival nunca mude sua produção. Cada empresa 
seleciona seu nível de produção simultaneamente e de maneira 
não-cooperativa, ou não-colusiva. Meio termo entre 
concorrência perfeita e monopólio: cobrará um preço maior que 
a concorrência perfeita e menor que o monopólio; e produzirá 
mais que o monopólio e menos que a concorrência perfeita; 
 
 Bertrand: competição simultânea via preços. A firma, ao decidir 
quanto vai produzir, considera fixo o nível de preço da firma 
concorrente. A guerra de preços vai durar até o ponto em que as 
firmas estiverem igualando o preço do produto ao seu custo 
marginal, e isto representará o equilíbrio no duopólio de 
Bertrand. P = Cmg. É eficiente economicamente (é uma 
exceção); 
 
 Modelo Sweezy (modelo de demanda quebrada): os preços dos 
oligopólios são relativamente estáveis, mesmo quando os custos 
das empresas dominadoras de mercado mudam. Se o 
monopolista aumentasse o preço, ele perderia grande fatia do 
mercado. Se ele diminuísse o preço, isso não faria com que sua 
demanda aumentasse, pois todos os outros monopolistas 
também diminuiriam o preço. 
 
 Stackelberg: liderança de quantidades. Acontece quando uma 
empresa, denominada a “líder” de mercado, toma as decisões 
de produção na frente da outra, a “seguidora”. Empresa líder 
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tem maior propensão a assumir riscos. 
 
 Conluio e cartel: Quando as empresas em um oligopólio 
cooperam ativamente umas com as outras, envolvem-se em um 
conluio. Cartel: uma organização de empresas independentes 
que produzem bens similares e trabalham juntas para aumentar 
os preços e restringir a produção. São instáveis e se comportam 
como um monopólio 
 
 
 
 
 
Vejamos agora alguns exercícios sobre 
oligopólio: 
 
64. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) No equilíbrio de 
Cournot, uma empresa é capaz de tomar decisões antes de outra, 
de modo que cada empresa maximiza seu lucro com base nas 
expectativas.Comentários: 
O oligopólio de Cournot também é conhecido como competição 
simultanea via quantidades. Assim, as decisões de quantidade são 
simultâneas. 
 
Em outras palavras, uma empresa NÃO é capaz de tomar decisões antes 
de outra, pois a competição via quantidades nesse mercado é 
simultânea. 
 
Gabarito: Errado 
 
65. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) De 
acordo com o modelo de duopólio de Bertrand, as firmas fixam 
seus preços de forma simultânea, sendo o preço de equilíbrio 
superior ao verificado no modelo de duopólio de Stackelberg, 
segundo o qual a firma líder fixa seu preço antes 
da firma seguidora. 
 
Comentários: 
Vimos que o duopólio de Bertrand é eficiente economicamente e que o 
duopólio de Stackelberg não é. Isso já é suficiente para concluir que o 
preço em Bertrand é MENOR do que o do modelo de duopólio de 
Stackelberg. 
 
Gabarito: Errado 
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66. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - O 
conluio ou cartel é um acordo entre empresas para estabelecer 
preços e quantidades que maximizem a soma de seus lucros. 
 
Comentários: 
Exatamente. O cartel é um conluio entre empresas que irão agir como 
um monopólio, tentando maximizar o lucro total do grupo total de 
empresas. Ou seja, elas irão maximizar o somatório dos lucros 
individuais. 
 
Gabarito: Certo 
 
Suponha que no mercado de produção de alumínio há dezenas de 
empresas, sendo que a maior delas produz uma fração mínima do 
que seria a oferta total. Desta maneira os produtores seriam 
tomadores de preço. Considerando essas informações e a 
possibilidade de substituição de alumínio por cobre e vice-versa, 
para o uso industrial, julgue os itens subsecutivos. 
 
67. (CESPE/Unb - Analista em Geociências – Área Economia - 
CPRM – 2013) - A estrutura de mercado é de oligopólio. 
 
Comentários: 
Observe que o enunciado diz que as empresas são tomadoras de preço. 
Ou seja, a estrutura de mercado é de concorrência perfeita. 
 
Gabarito: Errado 
 
68. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Se houver oligopólio no comércio de ervas do Ver-o-Peso, os 
preços dessas ervas serão superiores aos custos marginais e aos 
custos médios. 
 
Comentários: 
Em mercados eficientes (concorrência perfeita, monopólio cuja 
discriminação de preços é perfeita e oligopólio de Bertrand), o preço 
cobrado é igual ao custo marginal. 
 
Em mercados ineficientes (monopólios e oligopólios em geral, 
concorrência monopolística e demais mercados), os preços são 
superiores aos custos marginais. 
 
Gabarito: Certo 
 
69. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - A prática de 
discriminação de preços em mercados imperfeitos normalmente 
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leva a perdas sociais. 
 
Comentários: 
A prática de discriminação de preços serve para aumentar o excedente 
do produtor, infligindo perdas monetárias aos consumidores. À primeira 
vista, parece-nos que a discriminação de preços conduz a maiores graus 
de ineficiência. 
 
No entanto, isto é errado! A discriminação de preços conduz os mercados 
de concorrência imperfeita (monopólio e oligopólio) a maiores níveis de 
eficiência, pois o produtor consegue extrair parte do excedente dos 
consumidores, reduzindo os “desperdícios22” de excedente. Assim, 
mesmo que haja perdas de excedente dos consumidores, o aumento do 
excedente dos produtores (em níveis maiores que a perda de excedente 
dos consumidores) faz com que haja elevação dos níveis de eficiência 
econômica, a partir da discriminação de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
70. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - Em mercados 
oligopolistas, os produtos têm alta elasticidade-preço cruzada. 
 
Comentários: 
Quanto maior é a elasticidade preço cruzada, maior será o grau de 
substituibilidade entre os bens. Por exemplo, imagine os bens: 
 
- Carro “Gol”, da Volkswagen; 
- Carro “Palio”, da Fiat. 
 
Se a elasticidade preço cruzada destes bens for alta, isto indica que o 
aumento do preço de um dos carros implicará redução de sua demanda, 
aumentando de modo significativo, consequentemente, a demanda do 
produto concorrente ou substituto. 
 
Em oligopólios, os produtos transacionados são concorrentes (ou 
substitutos) entre si, de tal modo que se uma das firmas elevar o preço 
de seu produto, haverá aumento de consumo do produto da 
concorrência. Logicamente, em mercados oligopolistas, o valor da 
elasticidade preço cruzada é alto. 
 
Gabarito: Certo 
 
71. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Um equilíbrio de 
Cournot em um mercado oligopolista mostra que a produção de 
cada empresa maximiza o seu respectivo lucro, sem considerar a 
produção de outras empresas. 
 
22 Peso morto. 
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Comentários: 
A hipótese básica do duopólio de Cournot é a de que a firma produzirá 
com base na produção esperada de outra firma, e essa produção da 
outra firma é tomada como um valor fixo. 
 
Gabarito: Errado 
 
72. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - O enigma de 
Bertrand é uma situação em que empresas oligopolistas com 
conluio se comportam como se estivessem em um mercado 
competitivo. 
 
Comentários: 
Realmente, no enigma de Bertrand, as empresas oligopolistas se 
comportam como se estivessem em um mercado competitivo, mas não 
há conluio, pelo contrário, há “guerra” de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
73. (FGV – Fiscal do ICMS/RJ - 2009) - Considere uma estrutura 
de mercado oligopolista, composto por duas empresas que 
interagem, estrategicamente, num mercado de produtos 
homogêneos. Assuma que a demanda é bem comportada e as 
estruturas de custos das empresas são iguais, com retornos 
constantes de escala. Com relação à implicação sobre a 
intensidade da concorrência ao se adotar o modelo de 
concorrência em preço (à la Bertrand) no lugar de concorrência 
em quantidades (à la Cournot), assinale a afirmativa correta. 
 
a) A concorrência em preços é mais suave que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio iguais aos custos 
marginais. 
b) A concorrência em preços é mais intensa que a concorrência 
em quantidades, com preços de equilíbrio iguais aos custos 
marginais. 
c) Ambas as formas de interação estratégica sempre exibirão 
mesmo efeito sobre a intensidade da concorrência. 
d) A concorrência em preços é mais suave que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio superiores aos custos 
marginais. 
e) A concorrência em preços é mais intensa que a concorrência 
em quantidades, com preços de equilíbrio superiores aos custos 
marginais. 
 
Comentários: 
a) Incorreta. A concorrência em preços (Bertrand) é mais INTENSA que a 
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concorrência em quantidades (Cournot), pois naquela temos preços 
iguais aos custos marginais, assim como acontece na concorrência 
perfeita. 
 
b) Correta. 
 
c) Incorreta. Possuem efeitos diferentes. 
 
d) Incorreta. É mais intensa, com P=Cmg. 
 
e) Incorreta. Com P=Cmg 
 
Gabarito: B 
 
74. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações – ANATEL – 2009) - Dentro da estrutura de 
mercado oligopolista, tem-se, como ponto desfavorável, a 
formaçãode cartéis, o que contraria o regular funcionamento da 
ordem econômica. 
 
Comentários: 
O reconhecimento de que as firmas oligopolistas podem aumentar os 
seus lucros se se coalizarem leva à formação de cartéis, o que contraria o 
regular funcionamento do mercado, tendo em vista que estes cartéis 
podem trazer grandes perdas de bem estar à sociedade, na medida em 
que podem determinar quase que unilateralmente a quantidade 
produzida e o nível de preço do produto. 
 
Gabarito: Certo 
 
75. (CESPE/Unb – Analista – STM – 2011) - No modelo da curva 
de demanda quebrada, exemplo de oligopólio colusivo, supõe-se 
que, se uma firma elevar seus preços, suas concorrentes farão o 
mesmo, o que favorecerá a estabilidade de preços nesse 
mercado. 
 
Comentários: 
Em primeiro lugar, o modelo da curva de demanda quebrada não é 
exemplo de oligopólio colusivo (o cartel seria um oligopólio colusivo). 
Ademais, a suposição é a de que, se uma firma elevar seus preços, suas 
concorrentes NÃO farão o mesmo, o que favorecerá a estabilidade de 
preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
76. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde – 2009) - Em 
oligopólios, verificam-se curvas de demanda quebrada por 
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ocorrer rigidez de alterações de preços somente para cima. Daí, a 
tendência de formação de cartel. 
 
Comentários: 
A rigidez de preços no modelo de curva de demanda quebrada ocorre 
tanto para cima quanto para baixo. Ademais, não há tendência à 
formação de cartel. A tendência é em relação à estabilidade de preços. 
 
Gabarito: Errado 
 
77. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde – 2009) - A 
permissão para que o monopolista pratique discriminação de 
preços leva a perdas na economia e, portanto, deve ser combatida 
pelos órgãos do Estado. 
 
Comentários: 
Conforme foi explicado no tópico sobre discriminação de preços no 
monopólio, a prática de discriminação de preços, em regra, eleva os 
níveis de eficiência na econômica, reduzindo as perdas inerentes ao 
monopólio. É bem verdade que a discriminação favorece somente aos 
produtores, mas o fato é que os excedentes totais do mercado são 
aumentados. Ou seja, em regra, a eficiência é aumentada quando há 
discriminação de preços por parte do monopolista. 
 
Gabarito: Errado 
 
78. CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações – ANATEL – 2009) - No modelo da curva de 
demanda quebrada, as empresas oligopolistas defrontam-se com 
uma curva de demanda que é mais inelástica para preços 
superiores àqueles que prevalecem no mercado e mais elástica, 
no caso contrário. 
 
Comentários: 
A assertiva está errada, pois é o contrário do que está lá: no modelo da 
curva de demanda quebrada, as empresas oligopolistas defrontam-se 
com uma curva de demanda que é mais elástica para preços superiores 
àqueles que prevalecem no mercado e mais inelástica, non caso 
contrário. 
 
Gabarito: Errado 
 
79. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Quantidades 
produzidas no equilíbrio de Cournot por empresas pertencentes a 
um duopólio tendem a ser superiores às quantidades produzidas 
no equilíbrio competitivo. 
 
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Comentários: 
Nós vimos que as quantidades produzidas no equilíbrio de Cournot serão 
inferiores àquelas produzidas no equilíbrio da concorrência perfeita 
(competitivo) e superiores àquelas produzidas no equilíbrio de 
monopólio. Com os preços, ocorrerá o inverso. 
 
Gabarito: Errado 
 
80. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Se duas empresas 
duopolistas pudessem fazer uma coalizão, a produção das duas 
seria maior que se elas competissem à Cournot. 
 
Comentários: 
Se duas empresas duopolistas fizerem uma coalisão (organizarem um 
cartel), elas se comportarão como se fosse um monopolista. Conforme 
vimos, a produção de um monopolista é inferior à produção de um 
duopólio de Cournot. 
 
Gabarito: Errado 
 
81. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Em um duopólio à 
Bertrand, cada empresa escolhe, no equilíbrio, o mesmo preço 
que escolheria se estivesse no mercado competitivo. 
 
Comentários: 
Exatamente isso! O resultado do duopólio de Bertand é exatamente igual 
àquele verificado na concorrência perfeita, onde temos preço igual a 
custo marginal. 
 
Gabarito: Certo 
 
82. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Empresas no setor 
oligopolista enfrentam rigidez de preços para baixo, pois sempre 
tendem a não seguir aqueles que abaixam os preços e a seguir 
aqueles que os aumentam. 
 
Comentários: 
Pelo que vimos no modelo de demanda quebrada, realmente, as 
empresas do setor oligopolista enfrentam rigidez para baixo (e também 
para cima), pois sempre tendem a não seguir aqueles que aumentam os 
preços e a seguir aqueles que abaixam os preços. Veja que a lógica 
correta foi invertida. 
 
Gabarito: Errado 
 
83. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - E Práticas de 
cartéis tendem a ser estáveis, pois os lucros sempre caem quando 
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empresas individuais tendem a se comportar unilateralmente. 
 
Comentários: 
Os cartéis são instáveis. Ademais, não se pode dizer que os lucros caem 
quando as empresas se comportam unilateralmente. Geralmente, o 
comportamento unilateral que ocorre na burla do cartel é no sentido de 
aumentar o lucro da empresa que está fazendo a burla. 
 
Gabarito: Errado 
 
84. (CESPE/Unb – Consultor Legislativo – Senado Federal – 2002) 
- O modelo de Stackelberg proporciona uma forma adequada de 
caracterização do comportamento oligopolístico em uma indústria 
em que há o domínio de uma firma. 
 
Comentários: 
É exatamente a ideia do modelo de Stackelberg, onde temos uma 
empresa líder, portanto, indicando que há o domínio de uma firma. 
 
Gabarito: Certo 
 
85. (CESPE/Unb – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) - 
Modelos de Stackelberg são frequentemente utilizados para 
descrever comportamentos de empresas em um mercado de 
oligopólio quando elas concorrem nas quantidades produzidas. 
 
Comentários: 
O modelo de Stackelberg é um modelo de oligopólio em que a 
concorrência ocorre na quantidades produzidas. Existe uma firma líder, 
que define a quantidade produzida. A seguidora decide seu nível de 
produção a partir da decisão tomada pela líder. 
Quando temos um modelo de liderança nos preços, temos o modelo da 
firma dominante. 
 
Gabarito: Certo 
 
 
 
Bem pessoal, encerramos o curso por aqui. Foi um prazer ter vocês 
conosco. Estudem bastante para estarem bem preparados. 
 
Até a próxima! 
 
Abraço e bons estudos! 
Heber Carvalho e Jetro Coutinho 
 
 
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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS 
 
01. (Cespe/UnB – Especialista – ANTAQ – 2014) A prática de monopólio 
na produção de um bem resulta na equivalência entre o preço final desse 
bem e o custo marginal de sua fabricação. 
 
02. (Cespe/UnB – Especialista – ANTAQ – 2014) A ineficiência do mercado 
de concorrência imperfeita pode ser medida pela distância entre o preço 
de mercado e o custo marginal do bem. Quanto menor for essa distância, 
menos eficiente será o mercado de concorrência imperfeita. 
 
03. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) O lucro do monopolista 
é maximizado no ponto em que o custo marginal se iguala à receitamarginal. 
 
04. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) O poder de monopólio 
se baseia na capacidade de a firma definir o preço acima do custo 
marginal. O quanto um preço supera o custo marginal depende do inverso 
da elasticidade de demanda que a firma defronta. 
 
05. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) A situação em que uma 
empresa consegue manter seus preços recorrentemente acima do nível 
competitivo de produção sem diminuir o montante de produtos vendidos é 
caracterizada como poder de mercado. 
 
06. (CESPE/Unb – Especialista em Regulação – ANS – 2013) - O 
fornecimento de mais de um tipo de serviço em regime de monopólio 
natural permite que se realizem economias de escopo. 
 
Acerca das diferentes estruturas de mercado e da indústria, dos seus 
impactos sobre preços, das estratégias de atuação e das formas para 
determinação do nível de concorrência, julgue os itens seguintes. 
 
07. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) Os gastos 
com propaganda de firmas estabelecidas em determinado mercado 
podem representar barreiras a entrada de novos competidores, na 
medida em que esse investimento impõe custo irrecuperável para a 
atuação das empresas entrantes. 
 
08. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) Uma firma 
que concede descontos para seus clientes em função do volume de bens 
por eles adquiridos realiza uma discriminação de preços de terceiro grau. 
 
09. (CESPE/Unb – Auditor – Economia – TCE/RO – 2013) - Governos que 
permitem discriminação de preços por parte dos monopolistas estão 
aumentando as perdas de excedentes dos consumidores. 
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10. (CESPE/Unb – Auditor – Economia – TCE/RO – 2013) - Uma forma 
correta de regulação de preços de monopólios naturais é estabelecer seus 
preços nos níveis dos custos marginais. 
 
A respeito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) que 
tem a função de zelar pela livre concorrência no mercado, julgue os itens 
a seguir. 
 
11. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - Caso 
houvesse um monopolista que conseguisse praticar discriminação de 
preços, ele venderia diferentes quantidades de seu produto por diferentes 
preços. 
 
12. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 2013) - 
Uma situação em que o monopolista discrimina perfeitamente o preço é 
eficiente no sentido de Pareto. 
 
13. (CESPE/Unb - Pesquisador do INPI – Assuntos Econômicos – 2013) - 
A discriminação de preço de primeiro grau consiste em fixar diferentes 
preços para diferentes grupos de consumidores. 
 
14. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação – Economia – ANTT – 2013) 
- As formas de mercado dependem de três características principais: 
quantidade de empresas, tipo do produto e existência de barreiras à 
entrada. O monopólio é uma estrutura que ocorre quando não existem 
substitutos próximos e uma única empresa atua no mercado. 
 
15. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - A curva de 
oferta do monopolista é formada a partir de sua capacidade de influenciar 
o preço de mercado do bem. 
 
16. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - A 
discriminação de preços corresponde à venda de diferentes quantidades 
do produto por preços diferentes, ocorrendo discriminação de preços de 
primeiro grau quando o monopolista cobra preços diferentes dos 
consumidores de acordo com a quantidade de produto comprada. 
 
17. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - O fato de o 
monopolista definir o preço de seu produto diferenciando-o para cada 
grupo de consumidores em mercados diferenciados, de acordo com a 
elasticidade-preço de cada um, configura a denominada discriminação de 
preços de segundo grau. 
 
18. (CESPE/Unb - Analista Administrativo – ANAC – 2012) - Em face das 
economias de escala, empresas de qualquer porte conseguem obter 
lucros. 
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19. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Considerando-se que a comercialização de açaí no mercado Municipal 
esteja em concorrência perfeita, se, após essa comercialização, ela for 
centralizada por um vendedor, conclui-se que haverá perdas sociais. 
 
20. (CESPE/Unb - Auditor de Controle Externo – TCDF – 2012) - Se a 
curva de demanda da empresa for elástica, o mark up será pequeno, e 
essa empresa terá pouco poder de monopólio. 
 
21. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Aviação Civil – ANAC – 
2012) - Como a demanda do monopolista é a própria demanda de 
mercado, o monopolista pode atuar conjuntamente sobre o preço e sobre 
a quantidade. 
 
22. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Para que sejam evitadas 
perdas sociais, os preços de um monopólio natural devem ser 
regulamentados aos níveis da concorrência perfeita. 
 
23. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - Com base na curva de 
oferta de um mercado competitivo, é possível determinar a curva de 
oferta em um mercado monopolista. 
 
24. (CESPE/Unb - Economista – TJ/AL – 2012) - O poder de monopólio de 
uma empresa é diretamente proporcional à elasticidade-preço da 
demanda. 
 
25. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - 
Vendedores de bens com demanda inelástica tendem a ter baixo poder de 
monopólio. 
 
26. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - Nessas 
feiras e mercados, ao contrário do que ocorre nos casos de concorrência 
perfeita, os monopolistas maximizam seus lucros na venda de produtos 
cujos custos marginais se igualem às receitas marginais. 
 
27. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - A 
permissão para que vendedores monopolistas pratiquem discriminação de 
preços resulta em maior ineficiência nesses mercados. 
 
28. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Empresas monopolistas 
e empresas em mercados de concorrência perfeita maximizarão seus 
lucros quando suas receitas marginais e seus custos marginais se 
igualarem. 
 
29. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Devido à 
heterogeneidade dos demandantes de crédito bancário, é lucrativo para 
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um banco monopolista praticar discriminação perfeita de preços com juros 
diferentes para cada tipo de cliente. 
 
30. (CESPE/Unb – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) - Um 
monopolista, ao escolher operar onde a curva de demanda é inelástica, 
não estará maximizando seu lucro. 
 
31. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo - TCE/AC – 2009) - Como 
as empresas monopolistas fixam seus preços acima dos custos marginais, 
o nível de produção que maximiza os lucros situa-se na parte inelástica da 
curva de demanda com a qual essas firmas se confrontam. 
 
32. (CESPE/Unb - Analista Administrativo e Financeiro - SEGER/ES – 
2009) - A presença de economias crescentes de escala em determinada 
indústria indica a existência de fortes pressões competitivas nesse 
mercado, excluindo, pois, a sua monopolização. 
 
33. (CESPE/Unb - Ciências Econômicas – UEPA – 2008) - Nos mercados 
organizados sob a forma de monopólio, o preço será tanto maior quanto 
mais inelástica for a curva de demanda com a qual se confrontam as 
firmas que compõem esses mercados. 
 
34. (CESPE/Unb – Analista do MPU – 2010) - Caso a elasticidade da 
demanda seja grande, é correto afirmar que o poder de monopólio da 
empresa será pequeno. 
 
35. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações– ANATEL – 2009) - O modelo conhecido como mark-
up, dentro do estudo da estrutura de mercado monopolista, é apontado 
como um exemplo de causa de inflação de custos. 
 
36. (CESPE/Unb - Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2008) - A 
fixação de preços mais elevados em um mercado no qual a demanda é 
maior é consistente com um comportamento maximizador de lucros por 
parte de um monopolista que pratica discriminação de preços. 
 
37. (CESPE/Unb - Analista de Comércio Exterior – MDIC – 2008) - O fato 
de que, para as bibliotecas de universidades, o preço da assinatura de 
periódicos científicos é mais elevado que aquele cobrado aos particulares 
colide com a existência de discriminação de preços no mercado dessas 
publicações. 
 
38. (CESPE/Unb – Analista do MPU – 2010) - Uma empresa monopolista 
que discrimina preços de acordo com a quantidade consumida da mesma 
mercadoria/serviço pratica discriminação perfeita de preço de primeiro 
grau. 
 
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39. (CESPE/Unb – Pesquisador – INPI – 2006) - A escala mínima de 
eficiência relaciona-se com o padrão das economias de escala que 
predominam no setor, porém, essa escala não influencia a estrutura de 
mercado que prevalece nessa indústria. 
 
40. (CESPE/Unb – Economista – CODEBA – 2006) - Quando o 
monopolista cobra preços muito elevados, ocorre ineficiência do 
monopólio. 
 
41. (CESPE/Unb – Economista – CODEBA – 2006) - A probabilidade de 
monopólios e oligopólios se perpetuarem no longo prazo é elevada, 
independentemente de leis que os garantam. 
 
42. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) – Um monopólio será 
sempre ineficiente, pois seus preços são sempre mais altos que os preços 
de concorrência perfeita. 
 
43. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - A prática de discriminação 
de preços em mercados imperfeitos normalmente leva a perdas sociais. 
 
44. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - As margens de lucros de 
setores monopolistas são medidas pela diferença entre os preços 
praticados e seus custos marginais. 
 
45. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - No monopólio, a RMe 
representa a curva de demanda do mercado e a receita total atinge o 
máximo no ponto em que a receita marginal é zero. 
 
46. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - No monopólio, 
considerando um período de curto prazo, a curva de RMe da firma 
monopolista é decrescente da esquerda para a direita e está acima da 
curva de receita marginal. 
 
47. (CESPE/Unb – Economista – DFTRANS – 2008) - A prática de 
discriminação de preços dentro de um mesmo ônibus, como a prática de 
preços diferenciados para idosos e estudantes em relação aos demais 
usuários, poderia minimizar as perdas de eficiência geradas por um 
monopolista. 
 
48. (CESPE/Unb – Técnico Municipal – Economia – Vila Velha – 2008) - A 
ineficiência paretiana de monopólio deve-se ao fato dos preços serem 
maiores do que em concorrência perfeita. 
 
49. (CESPE/Unb – Técnico de Planejamento e Pesquisa – IPEA – 2008) - 
Em um regime de monopólio puro, o ramo industrial no setor considerado 
e a firma são expressões sinônimas. 
 
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50. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - A curva de receita 
marginal da firma monopolista corresponde à curva de demanda do 
mercado. 
 
51. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - O monopolista, por 
estar só no mercado, caracteriza-se por cobrar o preço máximo que 
desejar, para maximizar o lucro. 
 
Com relação à concorrência monopolística, julgue os itens subsequentes. 
 
52. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 2013) - O 
poder de mercado será maior, na concorrência monopolística, quanto 
menor for a elasticidade-preço da demanda. 
 
53. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 2013) - A 
longo prazo, a concorrência monopolística opera com excesso de 
capacidade. 
 
54. (CESPE/Unb – Economista – Ministério das Comunicações – 2013) - 
Na concorrência monopolística, as empresas maximizam o lucro igualando 
o preço ao custo marginal. 
 
55. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Empresas em mercados 
de concorrência monopolística tendem a ter lucros elevados no longo 
prazo devido à característica de livre entrada e, consequentemente, 
concorrência de novas empresas. 
 
56. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Mercado em concorrência 
monopolística é caracterizado pela livre entrada de empresas produzindo 
bens homogêneos. 
 
57. (CESPE/Unb – Economista – Ipojuca – 2009) - A estrutura de 
mercado caracterizada por oferecer produtos homogêneos, transparência 
de mercado e livre mobilidade é denominada concorrência monopolista. 
 
58. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - Em mercados com 
concorrência monopolística, há heterogeneidade entre as características 
físicas dos bens. 
 
59. (CESPE/Unb - Analista de Controle Externo - TCE/AC – 2008) - Em 
mercados organizados sob a forma de concorrência monopolista, a 
existência de barreiras à entrada, associada à diferenciação do produto, 
garante a existência de lucros econômicos substanciais para as empresas 
estabelecidas nesse mercado, mesmo no longo prazo. 
 
60. (CESPE/Unb – Ciências Econômicas – 2008) - Na concorrência 
monopolista, no equilíbrio de longo prazo, a diferenciação de produtos 
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possibilita a existência de lucros econômicos substanciais para as firmas 
que operam nesse tipo de mercado. 
 
61. (CESPE/Unb – Analista Administrativo e Financeiro – SEGER/ES – 
2009) - Mercados organizados sob a forma de concorrência monopolista 
envolvem um número relativamente grande de firmas que operam de 
forma não-colusiva e caracterizam-se por adotarem estratégias de 
diferenciação do produto. 
 
62. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2010) - Em um mercado com 
características de competição monopolística, uma empresa compete 
vendendo produtos diferenciados, porém altamente substituíveis uns 
pelos outros. 
 
63. (CESPE/Unb – Analista – STM – 2011) - Nos shopping centers, muitas 
lojas de vestuário disputam a clientela desses centros de compras por 
meio da diferenciação do seu produto. O fato de várias dessas lojas terem 
poucos compradores ilustra o excesso de capacidade que caracteriza a 
concorrência monopolística, o que não impede que esses 
estabelecimentos, no longo prazo, minimizem seus custos médios. 
 
64. (Cespe/UnB – Especialista – ANATEL – 2014) No equilíbrio de 
Cournot, uma empresa é capaz de tomar decisões antes de outra, de 
modo que cada empresa maximiza seu lucro com base nas expectativas. 
 
65. (CESPE/Unb – Analista Jud. Economista – TJ/SE – 2014) De acordo 
com o modelo de duopólio de Bertrand, as firmas fixam seus preços de 
forma simultânea, sendo o preço de equilíbrio superior ao verificado no 
modelo de duopólio de Stackelberg, segundo o qual a firma líder fixa seu 
preço antes da firma seguidora. 
 
66. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Justiça – 2013) - O conluio 
ou cartel é um acordo entre empresas para estabelecer preços e 
quantidades que maximizem a soma de seus lucros. 
 
Suponha que no mercado de produção de alumínio há dezenas de 
empresas, sendo que a maior delas produz uma fração mínima do que 
seria a oferta total. Desta maneira os produtores seriam tomadores de 
preço. Considerando essas informações e a possibilidade de substituição 
de alumínio por cobre e vice-versa, para o uso industrial, julgue os itens 
subsecutivos. 
 
67. (CESPE/Unb- Analista em Geociências – Área Economia - CPRM – 
2013) - A estrutura de mercado é de oligopólio. 
 
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68. (CESPE/Unb - Técnico Científico – Economia - BASA – 2012) - Se 
houver oligopólio no comércio de ervas do Ver-o-Peso, os preços dessas 
ervas serão superiores aos custos marginais e aos custos médios. 
 
69. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - A prática de discriminação 
de preços em mercados imperfeitos normalmente leva a perdas sociais. 
 
70. (CESPE/Unb – Banco da Amazônica – 2006) - Em mercados 
oligopolistas, os produtos têm alta elasticidade-preço cruzada. 
 
71. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - Um equilíbrio de Cournot 
em um mercado oligopolista mostra que a produção de cada empresa 
maximiza o seu respectivo lucro, sem considerar a produção de outras 
empresas. 
 
72. (CESPE/Unb - Banco da Amazônia – 2010) - O enigma de Bertrand é 
uma situação em que empresas oligopolistas com conluio se comportam 
como se estivessem em um mercado competitivo. 
 
73. (FGV – Fiscal do ICMS/RJ - 2009) - Considere uma estrutura de 
mercado oligopolista, composto por duas empresas que interagem, 
estrategicamente, num mercado de produtos homogêneos. Assuma que a 
demanda é bem comportada e as estruturas de custos das empresas são 
iguais, com retornos constantes de escala. Com relação à implicação 
sobre a intensidade da concorrência ao se adotar o modelo de 
concorrência em preço (à la Bertrand) no lugar de concorrência em 
quantidades (à la Cournot), assinale a afirmativa correta. 
a) A concorrência em preços é mais suave que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio iguais aos custos marginais. 
b) A concorrência em preços é mais intensa que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio iguais aos custos marginais. 
c) Ambas as formas de interação estratégica sempre exibirão mesmo 
efeito sobre a intensidade da concorrência. 
d) A concorrência em preços é mais suave que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio superiores aos custos marginais. 
e) A concorrência em preços é mais intensa que a concorrência em 
quantidades, com preços de equilíbrio superiores aos custos marginais. 
 
74. (CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações – ANATEL – 2009) - Dentro da estrutura de mercado 
oligopolista, tem-se, como ponto desfavorável, a formação de cartéis, o 
que contraria o regular funcionamento da ordem econômica. 
 
75. (CESPE/Unb – Analista – STM – 2011) - No modelo da curva de 
demanda quebrada, exemplo de oligopólio colusivo, supõe-se que, se 
uma firma elevar seus preços, suas concorrentes farão o mesmo, o que 
favorecerá a estabilidade de preços nesse mercado. 
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76. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde – 2009) - Em 
oligopólios, verificam-se curvas de demanda quebrada por ocorrer rigidez 
de alterações de preços somente para cima. Daí, a tendência de formação 
de cartel. 
 
77. (CESPE/Unb – Economista – Ministério da Saúde – 2009) - A 
permissão para que o monopolista pratique discriminação de preços leva 
a perdas na economia e, portanto, deve ser combatida pelos órgãos do 
Estado. 
 
78. CESPE/Unb - Especialista em Regulação de Serv. Púb. de 
Telecomunicações – ANATEL – 2009) - No modelo da curva de demanda 
quebrada, as empresas oligopolistas defrontam-se com uma curva de 
demanda que é mais inelástica para preços superiores àqueles que 
prevalecem no mercado e mais elástica, no caso contrário. 
 
79. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Quantidades produzidas 
no equilíbrio de Cournot por empresas pertencentes a um duopólio 
tendem a ser superiores às quantidades produzidas no equilíbrio 
competitivo. 
 
80. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Se duas empresas 
duopolistas pudessem fazer uma coalizão, a produção das duas seria 
maior que se elas competissem à Cournot. 
 
81. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Em um duopólio à 
Bertrand, cada empresa escolhe, no equilíbrio, o mesmo preço que 
escolheria se estivesse no mercado competitivo. 
 
82. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - Empresas no setor 
oligopolista enfrentam rigidez de preços para baixo, pois sempre tendem 
a não seguir aqueles que abaixam os preços e a seguir aqueles que os 
aumentam. 
 
83. (CESPE/Unb – Economista – DPU – 2010) - E Práticas de cartéis 
tendem a ser estáveis, pois os lucros sempre caem quando empresas 
individuais tendem a se comportar unilateralmente. 
 
84. (CESPE/Unb – Consultor Legislativo – Senado Federal – 2002) - O 
modelo de Stackelberg proporciona uma forma adequada de 
caracterização do comportamento oligopolístico em uma indústria em que 
há o domínio de uma firma. 
 
85. (CESPE/Unb – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) - Modelos 
de Stackelberg são frequentemente utilizados para descrever 
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comportamentos de empresas em um mercado de oligopólio quando elas 
concorrem nas quantidades produzidas. 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO 
01 E 02 E 03 C 04 C 05 C 06 C 07 C 
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22 E 23 E 24 E 25 E 26 E 27 E 28 C 
29 C 30 C 31 E 32 E 33 C 34 C 35 E 
36 E 37 E 38 E 39 E 40 E 41 E 42 E 
43 E 44 E 45 C 46 C 47 C 48 E 49 C 
50 E 51 E 52 C 53 C 54 E 55 E 56 E 
57 E 58 C 59 E 60 E 61 C 62 C 63 E 
64 E 65 E 66 C 67 E 68 C 69 E 70 C 
71 E 72 E 73 B 74 C 75 E 76 E 77 E 
78 E 79 E 80 E 81 C 82 E 83 E 84 C 
85 C 
 
 
 
 
 
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